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uma questão de liberdade

Descubra este Blog. Muito prazer na descoberta e muito prazer na leitura

Leia as matérias do Blog, e não seja mais um macaco precariamente amestrado pela política imperante,
pelo show midiático diário e pelos desavergonhados donos dos templos. Este Blog é uma arma contra tudo isso

“A Comunicação é uma missão social. Por isso, juro respeitar o público combatendo todas as formas de preconceito e
discriminação, valorizando os seres humanos em sua singularidade, e em sua luta por dignidade”, juramento do jornalista

"Não é através da ideologia que se molda o social, mas através da verdade", Michael Foucault, filósofo francês (1926-1984)

Visitas no mês (até 15 de maio): 828 / Desde a criação (junho 2008): 30.760 (contador automático ao final da página)



dá-lhe boas vindas


POEMAS - CRÔNICAS - NOTÍCIAS - LITERATURA - CULTURA - HISTÓRIA - IDIOMAS
DIREITO INTERNACIONAL - DEFESA ANIMAL - MEIO AMBIENTE - ESPORTE - SAÚDE


Colunista do Nolan Chart (Estados Unidos) / Tradutor do sítio de Malalaï Joya (Afeganistão), e Abuelas de Plaza de Mayo (Argentina)


fluidez nos sentimentos e na expressão
uma questão de liberdade



"Más vale encender una vela, que maldecir la oscuridad"
encendé tu vela al mundo, haz click aquí



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saiba mais sobre os direitos humanos no Brasil e no mundo
e conheça a Declaração Universal dos Direitos Humanos
aqui no Blog


LANÇAMENTO DO NOVO LIVRO DE EDU MONTESANTI
A MAIOR CONTRABOMBA À "GUERRA AO TERROR" JÁ LANÇADA NO BRASIL

MENTIRAS E CRIMES DA "GUERRA AO TERROR", E O JORNALISMO BRASILEIRO MANCHADO DE SANGUE

Maior mentira da história. O preço tem sido o sangue de centenas de milhares de militares e civis inocentes
A "Guerra ao Terror" passa por cima da Constituição dos EUA, da ONU e de todas as leis internacionais
Após 11 de setembro de 2001, nova Doutrina Bush fere liberdades civis sem precedentes dentro do país, e
Rompe a política externa norte-americana e as relações internacionais em quase 400 anos, unilateralmente
Tudo isso sob conivência criminosa da grande Imprensa internacional, completamente de joelhos ao Império

No Afeganistão, o exército de uma pessoa, Malalaï Joya, desafia o Império e dois fortes inimigos locais
Jurada de morte, Joya resiste bravamente valendo-se também da revolução da informação através da Internet

inclui a maior contrainformação da história do jornalismo mundial:

Entrevista totalmente modificada de jornaleco brasileiro com Malalaï Joya
Ocultadas revelações bombásticas sobre a ocupação norte-americana no Afeganistão
Azar da máfia: a entrevistada enviou-nos, com exclusividade, a versão original da entrevista
Agora, não há mais como a mídia comercial negar a quem serve...


saiba mais aqui


ATENÇÃO Há um "outro" Edu Montesanti relacionando-se (inconveniente e até criminosamente) com as pessoas através das redes sociais e por correio eletrônico (tais crimes já se deram através de invasões às contas autênticas do passado). Não aceite convites em nome de Edu Montesanti, nem considere nenhuma mensagem neste nome: Edu Montesanti não tem correio eletrônico, nem está nas redes sociais

Eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim Se levantará sobre a Terra. Ele faz minha alma descansar em águas tranquilas

Há muito tempo, decidi nunca andar na sombra de ninguém
Se fracassar, se vencer, pelo menos eu vivi como acreditei!
Não importa o que tomam de mim: ninguém pode roubar minha dignidade!

Whitney Houston


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Enemies of Happiness (Inimigos da Felicidade) - Documentário sobre Malalaï Joya - 5 partes
(Um de nossos contatos no Afeganistão, Joya tem enviado importantes e exclusivas revelações ao Blog)


Terceira Página - Crônicas

Análises das relações internacionais, republicadas por diversos e respeitados veículos pelo mundo



O (ETERNO?) AUTOENGANO DEMOCRÁTICO DO BRASIL

"Quem lutou e pôs o Marconi [governador de Goiás] lá, fomos nós!", do bicheiro Cachoeira
Poucas palavras definiriam tão adequadamente o nível do suposto Estado de direito brasileiro

em O Brasil no Espelho - Crônicas

Profundas análises do Estado de direito brasileiro



WIKILEAKS: O MUNDO DE CABEÇA PARA BAIXO

O Blog não poderia ficar de fora: ampla cobertura, exposição de documentos e traduções inéditas
Materiais que trazem às claras os porões do poder, e o jeitinho norte-americano de fazer política
Convidamo-lo ainda a comparar tais revelações com nossos artigos, muito anteriores a tudo isso

não deixe de ler:

"(...) O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja podem dedicar-se a informar sobre os riscos que podem advir de punir-se
quem difame religiões, sobretudo entre a elite do país. Esta embaixada tem obtido significativo sucesso em implantar entrevistas encomendadas a jornalistas, com altos funcionários do governo dos EUA e intelectuais respeitados (...)"

Entre tantas traduções de documentos secretos feitas com exclusividade pelo Blog, inéditas no Brasil
Não deixe de ler relatório da CIA sobre "Exportação Norte-Americana de Terrorismo"

o espaço que a mídia comercial não dá à questão
você encontra aqui



BREVE HISTÓRIA DO POVO MAPUCHE (CHILE)


Único povo latino originário que resistiu à metrópole, do ínício ao fim, sem ser jamais vencido e ter autonomia
Ainda hoje, desde a independência do Chile os mapuche lutam por direito ao seu território
Com apresentação de vídeos da dança e músicas mapuche

em Histórias Mundiais



O EVANGELHO DE SONHOS, IGUALDADE E PODEROSA TRANSFORMAÇÃO DO SER HUMANO
COMO FERRAMENTA DE ALIENAÇÃO SOCIAL E ARMA PARA CORRUPTOS INESCRUPULOSOS


Traçado histórico, desde os tempos de Jesus ao presente, passando por Hitler e pela ditadura no Brasil
Da aliança corrupta entre política e lideranças religiosas, a fim de dominar e acumular riqueza


PALESTRA DE EDU MONTESANTI AOS JOGADORES JUVENIS DE LIMPIO, PARAGUAI

em No Pique da Vida



O CHORO DA AMÉRICA

Crônica poética que exalta, apaixonadamente, 500 anos da região mais rica do planeta em biodiversidade
Três páginas com as mais belas imagens, vídeos e muita informação sobre a América Latina de alma


em Pátria Grande Portentosa - Paisagem & Cultura Latina



"QUEM GANHARÁ A COPA, ESPANHA OU HOLANDA?"

O Jornalismo e a Arte de Emburrecer as Pessoas
A que Se Deve o Baixo Nível Intelectual da Imprensa Esportiva Internacional?


Entenda por que você fica horas frente à TV assistindo a entrevistas e "debates" esportivos sem ser acrescentado em absolutamente nada
Com denúncias exclusivas de Edu Montesanti sobre corrupção na arbitragem brasileira e exposição de vídeo, Nos Porões da CBF


A HISTÓRIA SUJA DE HOLLYWOOD, E O CINEMA COMO INSTRUMENTO DE IDIOTIZAÇÃO EM MASSA

tudo isso e muito mais em Blogando com Edu, logo abaixo



GOLPES MILITARES NA AMÉRICA LATINA
O Estado contra o Cidadão

Primeira obra da série (exclusiva do Blog):

O BRASIL SUBJUGADO POR UMA ELITE IGNORANTE, HISTÉRICA E DEVASTADORA

clique aqui


Você sabia que...

... se cada brasileiro, chinês e indiano levasse o estilo de vida norte-americano, precisaríamos de 3 planetas?

Saiba mais em Gasolina?? Crise?? Fuja Disso!!!, em Blogando com Edu, logo abaixo


Confira a máfia da Indústria Farmacêutica em

LABORATÓRIOS TÊM A DOSAGEM DA CORRUPÇÃO

Jornal A Nova Democracia

Arquivo - Os Noticiários Mundiais
 
(Página 1)


CARTA DE DEMISSÃO DO DIRETOR DE SERVIÇOS ESTRANGEIROS DOS EUA

Militar norte-amercano revela contradições, fracassos e corrupção dos EUA no Afeganistão
Traduzido de Anti-War

Arquivo - Os Noticiários Mundias (Página 2)

                                                                            

LEIA TAMBÉM

poema VENTOS DO RIO GRANDE - profunda declaração de amor a alguém muito especial,
enaltecendo também as maravilhas naturais do Brasil, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul

na PRIMEIRA PÁGINA - Poemas


conheça as vantagens da ALIMENTAÇÃO VEGETARIANA, saiba por que ela é mais ética,
mais saudável, mais econômica e muito mais nutritiva, quebrando mitos e tabus


POR QUE VOCÊ TRANSPIRA ENQUANTO EXERCE ATIVIDADES FÍSICAS?
além de saciar sua curiosidade, ajudará na prática esportiva segura


e como esportista que se preza não abre mão de uma boa alimentação, saiba por que a
QUINUA É O ALIMENTO MAIS RICO DO PLANETA, tão indicado a quem exerce atividades físicas constantes


essas e outras na SEGUNDA PÁGINA - Meio Ambiente, Esporte e Saúde



VOCÊ JÁ PENSOU EM APRENDER SUECO?

Pois trata-se de um idioma fácil e lindo, mais falado na Escandinávia. OUTROS SEIS IDIOMAS, os mais falados na Europa Ocidental,
são apresentados com EXPLICAÇÕES PRÁTICAS, LIÇÕES E TRADUÇÕES (de músicas, poemas, e matérias jornalísticas e culturais)

e também POR QUE? POR QUÊ? PORQUE? PORQUÊ?

tire as dúvidas da GRAFIA DOS "PORQUES", entre outras mais frequentes da língua portuguesa

em IDIOMAS - PORTUGUÊS


E MAIS

GATINHAS E MARIAS-GASOLINAS EM GERAL: ATENÇÃO! entendam por que carro já saiu de moda, veja como a crise da gasolina
pode ser, sob certos aspectos, tão insignificante em sua vida, e novas (velhas) alternativas para um ecossistema sustentável

+ recomendações literárias

em BLOGANDO COM EDU, logo abaixo


DERROTA OU VITÓRIA? UMA QUESTÃO DE VIDA ETERNA - conheça um pouco do dia-a-dia do futebol e seus bastidores, saiba de que forma maus empresários infiltram-se levando jogadores ao exterior e, em meio a tudo isso, como alguns jovens atletas garantem:
"Melhor que ir à Europa é ir para o Céu!!", com suor, muitos gols e bastante entusiasmo, uma injeção de ânimo!!

isso e muito mais, em NO PIQUE DA VIDA


Você sabia que...

... estudos científicos recentes em todo o mundo apontam redução na taxa de
mortalidade dos vegetarianos, de 25% a 50%, e que estes vivem em média oito anos a mais?



E você também sabia que...

... estudo internacional de 2003 indicou que, com três semanas de alimentação vegetariana, 39% dos diabéticos
deixaram de tomar insulina definitivamente, e 71% livraram-se para todo o sempre de medicamentos orais?
E que são raríssimas as possibilidades de um vegetariano tornar-se diabético?


leia mais sobre esses e outros temas envolvendo alimentação, saúde, bem estar,
medicina do esporte e meio ambiente, na Segunda Página




www.edumontesanti.skyrock.com
uma questão de liberdade



às amadas memórias de Ricardo Rocha e Humberto Goldoni, em gratidão Àquele que é fonte de amor e de toda sabedoria
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#Posté le mercredi 18 juin 2008 04:39

Modifié le mardi 15 mai 2012 08:24

l. BLOGANDO COM EDU - Perfil, Literatura e Comentários

l. BLOGANDO COM EDU - Perfil, Literatura e Comentários




Edu por Edu


Palavras do Coração


ANTECEDÊNCIA PREDOMINANTEMENTE ITALIANA. ALÉM DOS MONTESANTI, GOLDONI, DEL CHIARO, FINOTTI, GAVIOLLI, BINNI E MAVALAZZI COMPÕEM FAMILIARES DIRETOS DA ITÁLIA. ORIGENS: LAZIO, MODENA, LUCCA,
ROVIGO, VENETTO E SICILIA

IDIOMAS: PORTUGUÊS, ITALIANO, ESPANHOL, INGLÊS, ALEMÃO, FRANCÊS E SUECO

ESPORTE QUE PRATICO ATUALMENTE: TRIATLO

l. BLOGANDO COM EDU - Perfil, Literatura e Comentários VEGETARIANO (UMA DAS MINHAS PAIXÕES)

NATURAL DE LARANJAL PAULISTA - ESTADO DE SÃO PAULO

PASSATEMPOS PREFERIDOS: CORRER, NADAR, ANDAR DE BICICLETA, OUVIR MÚSICA, LER,
ESCREVER, ASSISTIR TV E FICAR HORAS TOMANDO CHIMARRÃO OLHANDO PARA O CÉU

MEIO DE TRANSPORTE: BICICLETA

AMIGO: JESSÉ CUBA. "AMIGO NÃO É O QUE DIZ, 'VÁ EM FRENTE', MAS O QUE VAI COM VOCÊ"

PERSONALIDADES: JOSÉ HUMBERTO GOLDONI VIDOTTO, RICARDO ROCHA, RENAN, MARCOS, MARLENE RIVAROLA,
LUÍS FELIPE SCOLARI, PELÉ, HELOÍSA HELENA, MALALAÏ JOYA, JORGE KAJURU, EDUARDO SUPLICY, LUIZA ERUNDINA,
JOSÉ ARBEX, MURICY RAMALHO, LEONARDO BOFF, RAFAEL CORREA, HUGO CHÁVEZ, EVO MORALES E CRISTINA KIRCHNER

PERSONALIDADES HISTÓRICAS: HUMBERTO GOLDONI, SÓCRATES, CHE GUEVARA, EVITA PERÓN,
MAHATMA GANDHI, MADRE TERESA DE CALCUTÁ, MARTIN LUTHER KING JR. E NELSON MANDELA

JORNALISTAS: JORGE KAJURU, JOSÉ ARBEX, ALBERTO DINES, EDUARDO GALEANO (URUGUAI) E WALTER MARTÍNEZ (VENEZUELA)

JORNAIS: CORREIO DO BRASIL, EL PAÍS (ESPANHA), BRASIL DE FATO (SEMANAL) E A NOVA DEMOCRACIA (MENSAL)

REVISTAS: DOS VEGETARIANOS, CAROS AMIGOS, LE MONDE DIPLOMATIQUE, POLÍTICA EXTERNA, MEDICINA DO ESPORTE,
PLANETA E CARTA CAPITAL, ALÉM DE FOREIGN POLICY E COUNTERPUNCH (ESTADOS UNIDOS)

SÍTIOS NA INTERNET: ANISTIA INTERNACIONAL, ÉTICA NA TV, ALJAZEERA, OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, PRENSA LATINA, VISIONES ALTERNATIVAS, TELESUR, ANTI-WAR, DIREITOS HUMANOS, MALALAÏ JOYA, PREVINA-SE DA MARCA, CROSS COUNTRY, TV LINK, BBC, CARTA MAIOR, ANTENNA 1 ROMA, RADIO ITALIA, MÚSICA GAÚCHA, ABUELAS DE PLAZA DE MAYO, HUMAN RIGHTS WATCH, POLÍTICA INTERNACIONAL, ANIMALS ASIA, WOMEN FOR WOMEN, GLOBALIZATION RESEARCH, REVOLUTIONARY ASSOCIATION OF THE WOMEN OF AFGHANISTAN, ASSOCIAÇÃO PROTETORA DE ANIMAIS SÃO FRANCISCO DE ASSIS, BÍBLIA MAIL, TRABAJADORES, OPINIÃO E NOTÍCIA, OBSERVATÓRIO DO DIREITO À COMUNICAÇÃO, INTERNATIONAL CRIMINAL COURT, INSTITUTO NINA ROSA, ABC NEWS,
TRIBUNAL IRAQUE, PALESTINE TIMES, PALESTINE CENTRE FOR HUMAN RIGHTS E THE PALESTINIAN INFORMATION CENTER

PROGRAMAS DE TV: VIOLA, MINHA VIOLA, SR. BRASIL, PROVOCAÇÕES, OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA E RODA VIVA (TV CULTURA), DIREITOS DE RESPOSTA (NBR), DANÇA COMIGO (RTP/PORTUGAL), JORGE GESTOSO, MESA REDONDA INTERNACIONAL, DOSSIER, DOCUMENTALES, REPORTAJES TELESUR, CAMINOS AL SUR E EL MUNDO HOY (TELESUR/VENEZUELA), INSIDE STORY E ALJAZEERA DOCUMENTARIES (AL JAZEERA/CATAR), E MOSAIC - WORLD NEWS FROM THE MIDDLE EAST (TV LINK/EUA)

FILME: FAHRENHEIT 9/11 (MICHAEL MOORE) - ASSISTA-O, LEGENDADO AO PORTUGUÊS, AQUI NO BLOG

HISTORIADOR: ERIC HOBSBAWM (INGLATERRA)

SOCIÓLOGO: ÁLVARO BIANCHI

FILÓSOFOS: ROGER GARAUDY (FRANÇA), NOAM CHOMSKY (ESTADOS UNIDOS) E DAVID RAY GRIFFIN (ESTADOS UNIDOS)

ECONOMISTAS: PAULO KLIASS, LUIZ GONZAGA BELUZZO E MICHEL CHOSSUDOVSKY (CANADÁ)

JURISTAS: DALMO DALLARI E FÁBIO KONDER COMPARATO

CANTORES: ROLANDO BOLDRIN, SÉRGIO REIS, ALMIR SATER, TOQUINHO, DJAVAN E MICHAEL W. SMITH (ESTADOS UNIDOS)

CANTORAS: INEZITA BARROSO, LAURA PAUSINI (ITÁLIA), CLAUDIA NOBRE (FRANÇA) E LISA KELLY (ESTADOS UNIDOS)

GRUPOS MUSICAIS: OS FILHOS DO RIO GRANDE, KADOSHI, GIPSY KINGS (ESPANHA) E CELTIC WOMAN (IRLANDA)

COMEDIANTES: RONALD GOLIAS E MAIORIA DOS PASTORES EVANGÉLICOS

FRASE QUE MEXE COMIGO: "EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA; QUEM QUE CRÊ EM MIM, AINDA QUE ESTEJA MORTO, VIVERÁ"

UMA HONRA: SER CAIPIRA, TER CRESCIDO EM MEIO A GALINHAS E PORCOS, TER SIDO MOLEQUE PISANDO DESCALÇO EM BARRO, TER APRENDIDO A ME VIRAR PEGANDO FRUTA NO PÉ, A ME ARRISCAR PULANDO MURO E NADANDO NO RIO. TER APRENDIDO A OBSERVAR A SIMPLICIDADE ENCANTADORA DA VIDA, RESPEITANDO A TODOS PELO QUE SÃO, AMANDO E CONVIVENDO COM ANIMAIS

UM PRESENTE DE DEUS: MINHA INFÂNCIA

DOIS SONHOS: PARTICIPAR DE ALGUMA PROVA INTERNACIONAL DE TRIATLO E
DESENVOLVER AJUDA HUMANITÁRIA EM PAÍSES MISERÁVEIS E EM GUERRA

TRÊS DESEJOS: ERRADICAÇÃO DA FOME E DAS GUERRAS, E CONVIVÊNCIA HARMONIOSA ENTRE SERES HUMANOS E ANIMAIS

HERANÇA: O IMENSO RESPEITO AO NOME GOLDONI, DEIXADO POR MEU AVÔ DA ROÇA QUE SE TORNOU
DOS MAIORES EXPORTADORES DE CAFÉ DO BRASIL, O VELHO HUMBERTO (FUNDADOR DA CIDADE DE
JUMIRIM, COM SEU IRMÃO FRANCESCO E PAI GIUSEPPE)

LIÇÕES DA VIDA (SOBRETUDO ATRAVÉS DO ESPORTE): DETERMINAÇÃO, DISCIPLINA E RESPEITO AO ESPAÇO DO OUTRO.
SABER O MOMENTO DE SER GENEROSO E SOLIDÁRIO, E O DE SER "MALANDRO". O DE SER GENTIL E AMÁVEL,
E O MOMENTO DE "SENTAR MÃO À MESA"

GRANDES PRAZERES: VIVER E VER A GLÓRIA DE DEUS, AINDA QUE AS CIRCUNSTÂNCIAS DIGAM NÃO

O QUE NÃO SUPORTO (E ME FAZ ROMPER QUALQUER RELACIONAMENTO): INVEJA, NEGLIGÊNCIA, ABUSO DE PODER,
DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS, FOFOCA, "PUXA SACO" E TRAIÇÃO DE QUALQUER ESPÉCIE

NÃO FAÇO QUESTÃO DE AGRADAR


EU AMO E VALORIZO MINHA CULTURA

A cultura está diretamente ligada ao sentimento do indivíduo, é a expressão mais viva da sua personalidade, da sua história, dos seus costumes, das suas raízes, das suas paixões. Soma de todas as realizações humanas transmitidas de geração a geração, a cultura é a auto-afirmação da nossa identidade, é a essência do ser humano.
l. BLOGANDO COM EDU - Perfil, Literatura e Comentários
Ao contrário do que o sistema competitivo e individualista em que vivemos tenta-nos inculcar, não existem culturas superiores, mas sim diferentes. Certa vez, o jornalista Milton Neves fez uma feliz observação: "Quem esquece as raízes possui, no mínimo, caráter duvidoso".

Quando há valorização e respeito à própria cultura, algumas consequências naturais são aumento da auto-estima, valorização e respeito à cultura e toda história de outros povos, enxergando-os e admirando-os como diferentes sim, porém nunca como inferiores, superiores nem inimigos. Outra consequência é ser valorizado por eles em retorno.

Essa sábia atitude, antes de tudo para consigo mesmo, também acaba levando naturalmente ao diálogo e à convivência multicultural, universal e pacífica, calando sem maiores esforços vozes xenófobas e devastadoras. Essa preservação cultural é o que afirma a identidade de uma nação, fazendo-a grande e respeitada. É só uma questão de liberdade...

Convidamo-la, convidamo-lo a visitar nossa Primeira Página - Poemas, onde também encontra-se Ventos do Rio Grande - declaração de amor a alguém super-especial viajando pela história, geografia e cultura do Brasil! Leia também a crônica poética O Choro da América: exaltamos apaixonadamente a história, geografia, cultura e o povo latino-americano em mais de 500 anos de riquezas únicas, as quais têm atraído impérios de todas as épocas, na mais nova página do Blog: Pátria Grande Portentosa - Paisagem & Cultura Latina. E ouça no Blog 24 horas de música gaúcha e brasileira em geral, em Idiomas - Português


l. BLOGANDO COM EDU - Perfil, Literatura e Comentários
♪♫ Ôh, Viola Iluminada

"A vida da humanidade (...) não se desenvolve sob o regime de uma uniforme monotonia,
mas através de modos extraordinariamente diversificados de sociedades e civilizações"


Levi-Strauss


Fonte da imagem: Direitos Humanos Ilustrados


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Vídeo-clip da música caipira Vide Vida Marvada, de Rolando Boldrin


Você sabia que...

... o Mc Donald's realiza um dia no ano o Mc Lanche Feliz para ajudar com fundos
no tratamento de câncer infantil, mas que nos outros 364 dias promove o câncer infantil?

A fritura de um alimento provoca a maléfica reação chamada acrilamida, que é cancerígena. Redes de fast food como o Mc Donald's possuem em seus lanches taxas de acrilamida 500 vezes acima do nível máximo permitido pela Organização Mundial de Saúde



saiba mais sobre a acrilamida, de onde vem e como evitá-la, entre outras tantas dicas de saúde e os ganhos que proporcionam
a ALIMENTAÇÃO VEGETARIANA, com muita informação (com base científica) quebrando mitos e tabus, na SEGUNDA PÁGINA




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UmaVidaMelhor.org


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A boa intenção dá um pão, se este não lhe fizer falta. A paixão abre mão dos próprios interesses, toma as dores
de um desconhecido ainda que de classe, etnia e sexo diferentes, defendendo sua causa e entregando a própria vida

Edu Montesanti



www.edumontesanti.skyrock.com

DESCUBRA ESTE BLOG. MUITO PRAZER NA DESCOBERTA E MUITO PRAZER NA LEITURA


CONTEÚDO (com ligações)


l. BLOGANDO COM EDU - Perfil, Comentários e Literatura

Página 1

Página 2


II. PRIMEIRA PÁGINA- Poemas


lll. SEGUNDA PÁGINA - Meio Ambiente, Esporte e Saúde


lV. TERCEIRA PÁGINA - Crônicas / Questões Internacionais


V. NO PIQUE DA VIDA - Reflexões


VI. ARQUIVO - Os Noticiários Mundiais

Página 1

Página 2



VII. TERRORISMO DE ESTADO - A Invasão Norte-Americana ao Iraque



VIII. O AFEGANISTÃO ESTÁ ASSIM

Página 1

Página 2

Página 3



IX. SANEAMENTO PÚBLICO - ONDE JOGAR TANTO LIXO HUMANO?


X. ANISTIA INTERNACIONAL - Uma Questão de Liberdade


XI. ÉTICA NA TV - Uma Questão de Liberdade


XII. HUMAN RIGHTS WATCH - Uma Questão de Liberdade


XIII. GOLPES MILITARES NA AMÉRICA LATINA


XVI. HISTÓRIAS MUNDIAIS


XV. ENAS NAFFAR: OLHAR SOBRE O ORIENTE MÉDIO - Visão Palestina no Blog

Página 1

Página 2



XVI. CULTURA & ARTE AFEGÃ

Página 1

Página 2


XVII. O BRASIL NO ESPELHO - Crônicas


XVIII. Especial: TERRORISMO

Grupos

Estados


Mídia

Religiões

Polícia

Trabalho



XIX. IDIOMAS

Inglês

Espanhol

Alemão

Italiano

Francês

Sueco

Português



XX. WIKILEAKS

Brasil (Página 1)

Brasil (página 2)

América Latina

Estados Unidos, Europa, África e Ásia

Oriente Médio



XXI. MALALAÏ JOYA - A Mulher Mais Corajosa do Afeganistão

Página 1

Página 2

Página 3

Página 4


XXII. PÁTRIA GRANDE PORTENTOSA - Paisagem & Cultura Latina

Página 1

Página 2

Página 3



XXIII. AVÓS DA PRAÇA DE MAIO - Uma Voz por Liberdade na Argentina

Página 1

Página 2



XXIV. UM POUCO DE EDU MONTESANTI, DO BRASIL E DO MUNDO


XXV. MENTIRAS E CRIMES DA "GUERRA AO TERROR", E O JORNALISMO BRASILEIRO MANCHADO DE SANGUE
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#Posté le mercredi 18 juin 2008 04:40

Modifié le dimanche 06 mai 2012 13:06




RECOMENDAÇÕES LITERÁRIAS

“Um país se faz com homens e livros“, Monteiro Lobato



O Éden

Cia dos Livros, 288 páginas

Gênero: Ficção

Autor: Flávio Siqueira

Assista trailer


Algumas histórias são iluminadas. Sem que notemos se escondem em algum lugar de nossas almas e depois são resgatadas quando mais precisamos. É aquela frase, um pensamento, um exemplo que jorrou como insight revelando que sempre esteve lá.

A história que você está prestes a ler é assim. O aviador Ed Mingot vive a crise da recente separação que o distanciou de Gabriel, seu filho de 5 anos. Tudo piora quando recebe a notícia de um grave acidente, colocando o menino na UTI entre a vida e a morte.

Vivendo entre a culpa e um profundo vazio, inesperadamente Ed inicia uma comovente jornada pelo jardim chamado Éden onde Anjo, um misterioso anfitrião, o acolherá revelando fatos importantes de sua vida. “Se damos a Deus o crédito das bênçãos, por que não o ônus das tragédias?” “Por que coisas ruins acontecem com gente boa?” “É possível ser espiritual sem fazer parte de algum grupo religioso?”

As respostas iluminarão a alma de Ed e a sua também. Fé, medo, culpa, escolhas, morte, amor, esperança e os caminhos que percorremos em busca de sentido mesmo onde parece não haver estão presentes o tempo no Éden. Um livro tocante que impactará leitores de todas as idades e se instalará em sua alma com uma intensidade transformadora e guiará você e Ed ao encontro de si mesmo e de Deus.



As Veias Abertas da América Latina

Editora Paz e Terra
, 2002, 307 páginas

Gênero: História

Autor: Eduardo Galeano (jornalista uruguaio)


"As Veias Abertas da América Latina propõe um rigoroso inventário da história de um continente que deu ouro e prata, açúcar e diamantes, café, minerais estratégicos e vidas humanas aos colonizadores de plantão, recebendo em troca pouco mais que um subdesenvolvimento crônico e controlado".

Jorge Escosteguy (Veja)

"Quase perfeitamente: substituindo "linguagem novelesca" por "linguagem jornalística", seu depoimento torna-se irretocável. Como um repórter, percorre todo o continente, do descobrimento aos nossos dias (ou noites), do extermínio de antigas civilizações indígenas à atual desolação de nossas maiorias".

Joseli Ernesto Gescham (O Globo)

"O escritor e jornalista Eduardo Galeano, uruguaio, até há pouco tempo diretor da extinta revista Crisis em Buenos Aires, escreveu um livro que relata os quase 500 anos de exploração econômica e miséria social na América Latina".

O. P. J. (Folha de Londrina)

O livro de Eduardo Galeano é ao mesmo tempo científico, jornalístico e didático, capaz de estabelecer profundas conexões de tempo e de espaço, unindo África, Brasil, Europa e Caribe em uma mesma tonalidade que vai do século XVI até os dias de hoje".

Luciano Ramos (Folhetim)

"É oportuno ler uma história da América Latina que é, ao mesmo tempo, fatual, teoricamente sólida e de leitura fácil. O livro realiza uma excelente tarefa ao detalhar a história paradoxal da América Latina".

Peter Roman (Science & Society Magazine, Estados Unidos)

Pergunto-me, com As Veias Abertas da América Latina nas mãos, de onde se irradia suas fascinação. É, a um só tempo, um e vários livros: história do saque continental desde os tempos das caravelas até os aviões a jato, o livro constitui síntese de economia política e manual de desditas".

Hugo Neira (Expresso, Peru)

"O livro de Galeano é absolutamente imprescindível para todos os interessados na América Latina".

(Deutsche Volkszeitung, Alemanha)




The War on Freedom: How and Why America was Attacked, September 11, 2001

Editora Media Messenger Books, 2002

Gênero: Política Internacional

Autor: Nafeez Mosaddeq Ahmed

Idioma: Inglês

(Disponível, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Uma perturbadora exposição da agenda oculta do governo norte-americano, antes e depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Uma grande variedade de documentos mostra que funcionários do governo dos EUA sabiam, de antemão, da trama dos "boeings bomba", mas não fizeram nada. Será que os ataques se encaixam aos planos de uma política externa mais agressiva por parte dos EUA?

Nafeez Ahmed examina a evidência, direta e circunstancial, e a coloca perante o público em detalhes assustadores: como os agentes do FBI que descobriram a trama de sequestro foram amordaçados, como agentes da CIA treinaram membros da Al Qaeda com táticas de terror, como a família Bush lucrou com suas conexões financeiras com os Bin Laden, bem como com a guerra no Afeganistão. Leitura obrigatória para quem quer entender a nova guerra dos Estados Unidos contra o terror. (Tradução livre de Amazon.com)



The 9/11 Commission Report: Omissions and Distortions

Editora: Olive Branch Press, 2004, 352 páginas

Gênero: Política Norte-Americana

Autor: David Ray Griffin, professor aposentado de Filosofia da Religião
da Claremont School of Theology (Estados Unidos)

Idioma: Inglês

(Disponível, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Com os líderes políticos dos EUA, tanto democratas quanto republicanos apressando-se em aceitar as recomendações da Comissão do 11 de Setembro, e uma mídia ávida recebendo o relatório de 567 páginas da Comissão como a história completa, a história que pode permanecer para todo o sempre, todo mundo que se preocupa com o destino da democracia norte-americana vai querer saber algo sobre o que essas páginas realmente dizem.

O relatório da Comissão, como um popular acerto de contas, impressionou por seu peso, por suas notas de rodapé, por seu retrato da confusão daquele dia sombrio, por seus detalhes, por sua refinada narrativa. No entanto, sob a ótica de David Ray Griffin, eminente teólogo e autor de The Pearl New Harbor (outra recomendação literária do Blog mais abaixo, um livro que explora questões que os repórteres, as testemunhas oculares e ps observadores políticos levantaram sobre os ataques do 11 de Setembro), o relatório parece muito mais miserável.

Na verdade, há vácuos em locais onde o detalhe deve ser mais consistente: é possível que o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, tenha apresentado três diferentes versões do que estava fazendo na manhã de 11 de setembro de 2001, e que a Comissão combina dois deles e ignora relatos de testemunhas oculares afirmando o contrário? É possível que o homem encarregado das operações militares naquele dia, o diretor em exercício da Junta de Chefes da Equipe, Richard Myers, viu a primeira torre atingida sendo pela TV e depois foi a uma reunião onde permaneceu sem saber o que estava acontecendo durante os próximos 40 minutos? É possível, como a Comissão relata, que a Federal Aviation Administration (Administração Federal de Aviação, FAA) não informou à defesa do país que o quarto avião parecia ter sido sequestrado, contrário tanto ao senso comum quanto à palavra dos funcionários da FAA? É possível que o relatório da Comissão, sobre o qual estão baseadas recomendações para a revisão de Inteligência do país, deixa de mencionar, mesmo em uma nota de rodapé, as acusações mais graves que vieram à público por parte de Coleen Rowley, denunciante do FBI e personalidade do ano da revista TIme?

A crítica de David Ray Griffin ao relatório da Comissão do 11 de Setembro deixa claro que os maiores líderes dos EUA têm contado histórias extremamente insuficientes quando levada à luz de relatos de outras testemunhas, de pesquisas e dos ditames de interesse público - e que a Comissão encarregada de investigar todos os fatos que envolvem o 11 de Setembro conseguiu obscurecer, ao invés de revelar a verdade. (Tradução livre de Amazon.com)



Os Sofrimentos do Jovem Werther

Editora L&M Pocket, 208 páginas, 1774

Gênero: Romance

Autor: Johann Wolfgang von Goethe


A literatura alemã divide-se em antes e depois de Os Sofrimentos do Jovem Werther. Ao escrever Werther, em 1774, Johann Wolfgang Goethe alcançava sua primeira obra de sucesso e, de quebra, dava início à prosa moderna na Alemanha. Werther não é, simplesmente, um romance em cartas assim como Nova Heloísa de Rousseau ou Pamela de Richardson.

Esta que é uma das mais célebres obras de Goethe é o romance de uma alma, uma história interior. Dilacerante, arrebatada é a história de uma paixão literalmente devastadora. Com enorme repercussão quando do seu lançamento, Werther foi um testemunho de como a literatura tinha poder de agir na sociedade. Não foram poucos os suicídios atribuídos ao romance.

Enredo

Werther é marcado por uma paixão profunda, tempestuosa e desditosa, ou seja, marcada pelo fim trágico. Com o suicídio do protagonista, devido ao amor aparentemente não correspondido, J. W. Goethe põe um pouco de sua vida na obra, pois ele também vivera um amor não correspondido, apesar de, evidentemente, não ter cometido o ato de se matar.

Para o herói, a vida só tem um sentido: Charlotte. E ela o leva à morte, como já dito. Para Goethe, outra Charlotte, dessa vez real, o faria padecer sobre uma das muitas paixões que arrecadou durante sua vida.



Rumo a uma Guerra Santa? O Debate do Século

Jorge Zahar Editor, 159 páginas

Gênero: Política

Autor: Roger Garaudy


SERIA UMA GUERRA ENTRE O ISLÃ E O CRISTIANISMO? Não. Entre o ateísmo e a fé? Tampouco. A "guerra santa", para Roger Garaudy, será travada entre o "monoteísmo do mercado", isto é, o dinheiro, e todos os que desejam um sentido para a vida.

GARAUDY INCOMODA. CRÍTICO CONTUNDENTE e incansável do modelo ocidental de crescimento, volta-se aqui contra todos os tipos de dominação, sobretudo a religiosa. Afinal, vaticina, o que salvará o século XXI não será nem o cristianismo nem o islã. Nem a religião dominante dos dominadores, nem a religião dominante dos dominados. Porque a história só comecará com a morte das dominações.

INSURGINDO-SE CONTRA A DIVISÃO existente no mundo entre os abastados e os que passam fome, Garaudy se pergunta porque as tradições espirituais e as grandes religiões permanecem mudas e indiferentes a esse flagelo mundial. E responde sem rodeios: "Porque ao longo da história compactuaram com os poderes dominantes e tornaram-se religiões de dominação".

PORÉM, RESSALVA, É EM SEU BOJO que se encontra o princípio da libertação e superação dessas divisões desumanas.

A EDIÇÃO BRASILEIRA INCLUI AINDA uma resposta de Roger Garaudy ao papa João Paulo II, na qual tece incisivas críticas ao teor da encíclica Evangelium Vitae.




Fernando Pessoa - Poesias

Editora L&M Pocket, 1996, 134 páginas

Gênero: Poemas (portugueses)

"Tudo vale a pena
se a alma não é pequena"

(trecho de poema de Fernando Pessoa)

(1888-1935) Dono de romantismo impressionante, Fernando Pessoa usa as palavras com muita sabedoria, beleza, harmonia e paixão.

Este livro inclui também poemas maravilhosos de Álvaro Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reiz, e ainda Poesias Coligidas, Quadras ao Gosto Popular e Poemas para Lili.

Os amantes de poema não podem deixar de ler esta linda coletânea!




Síndrome de Pinóquio

Editora Planeta, 2003, 575 páginas

Gênero: Romance (norte-americano)

Autor: David Zeman, doutor em Filosofia pela Universidade Johns Hopkins, nos EUA, autor de várias obras sobre filosofia. Síndrome de Pinóquio é seu primeiro romance.


O TRANSATLÂNTICO CRESCENT QUEEN leva um grupo de jovens estudantes em cruzeiro quando sofre o impacto de uma arma nuclear de origem desconhecida e desfaz-se instantaneamente. Pouco tempo depois, uma estranha doença começa a tomar conta dos Estados Unidos e não demora muito, torna-se uma epidemia, contagiando pessoas no mundo inteiro. Sem origem e cura conhecidas, a peste paralisa suas vítimas criando uma deformidade física terrível, pela qual passa a ser chamada Sídrome de Pinóquio.

COBRADO PELO ESCLARECIMENTO do ataque ao Crescent Queen e pela solução da misteriosa doença que se espalha, o presidente dos Estados Unidos perde popularidade e á acusado de ser indulgente com os terroristas. Acuado quando seu vice-presidente cai prostrado pela peste, resta apostar tudo no carisma do jovem senador Michael Campbell, verdadeiro herói nacional, e colocá-lo na vice-presidência imediatamente. Mas enquanto a Casa Branca sofre duros golpes dos acontecimentos, e os cientistas procuram fracassadamente pela cura da Síndrome, a repórter Karen Embry segue as pistas por conta própria e uma outra história começa a aparecer.

AS ROUPAS NOVAS DO REI

Todos os súditos estavam de joelhos, admirando as roupas novas do rei. Aos milhares, os plebeus o aplaudiam. Nunca tinham visto algo tão bonito.

De repente, uma garotinha que segurava a mão da mãe em meio à multidão apontou o dedo ao rei e disse: - Mamãe, o rei está nu! Ele não está usando roupa nenhuma!


Ninguém acreditou na garotinha. Sua mãe pediu que ficasse quieta e todos esqueceram dela. As pessoas continuaram a admirar as roupas novas do rei (...). Todos os outros agiram motivados por seus interesses, por seus medos ou por uma combinação de ambos.

SÍNDROME DE PINÓQUIO




Ascensão e Queda das Grandes Potências
Transformação Econômica e Militar de 1500 a 2000

Editora Campus, 2000, 513 páginas

Gênero: História econômica e militar

Autor: Paul Keneddy, historiador inglês formado pelas Universidades de Newcastle, Oxford e Bonn.


NESTE IMPORTANTE E LÚCIDO ESTUDO, o historiador contemporâneo Paul Kennedy traça a ascensão e queda das grandes potências mundiais em um período de cinco séculos. Começando no século XVI, com a ascensão do Império Habsburgo, e concluindo com uma brihante análise das tendências econômicas e tecnológicas de hoje para o equilíbrio de forças no século XXI, ele mostra como a interação das forças econômicas e militares governa o progresso das nações.

SEJA NO SÉCULO XVl OU NO SÉCULO XXI, uma nação projeta o poder militar de acordo com seus recursos econômicos. O alto custo da manutenção da supremacia militar, porém, enfraquece a base econômica. As grandes potências em declínio reagem gastando mais com a defesa, e desse modo intensificam seu processo de enfraquecimento, desviando recursos essenciais dos investimentos novos e produtivos. Ao descrever a ascensão e posterior queda dos principais países no grande sistema de poder desde o avanço da Europa Ocidental no século XVI - de nações como a Espanha, Holanda, França, Império Britânico e atualmente os Estados Unidos - Paul Kennedy mostra a correlação significativa que sempre houve, em toda a História, entre a capacidade produtiva e criadora de receitas e a força militar.

EM UM ESTUDO DE AMPLAS PROPORÇÕES e ao mesmo tempo detalhado em sua análise, Paul Kennedy esclarece a política das grandes potências durante mais de cinco séculos e focaliza o dilema crítico enfrentado hoje pelos Estados Unidos, pela ex-União Soviética anos atrás, Europa Ocidental e as potências emergentes da Ásia.

ASCENSÃO E QUEDA DAS GRANDES POTÊNCIAS, 31 semanas nas listas de best-sellers do New York Times Book Review e da Publishers Weekly, já se tornou um clássico internacional.




O Poder da TV

Editora: Scipione

Género: Ciências Sociais

Autor: José Arbex Jr.


Essa obra discute a televisão como um veículo de simulação de imagens pouco criticado pelo telespectador, que o cultua indiscriminadamente.

A televisão não é como um livro nem sequer é como um jornal, cuja leitura pode ser interrompida, refeita, submetida a reflexões. A dinâmica das imagens da TV solicita respostas imediatas do telespectador.

Ao tratar da relação entre o telespectador e a TV, o autor demonstra como tudo o que é veiculado por ela tende a se tornar um espetáculo.

Trecho do Livro:

"(...) Censores militares enlouqueceram quando um comandante deixou alguns repórteres virem um vídeo feito de um helicóptero Apache que atacou um batalhão no Iraque. No tape, adolescentes aterrorizados correm caoticamente por todas as direções, enquanto metralhadoras disparando do helicóptero, que eles não conseguem ver, cortam seus corpos pela metade. O vídeo foi rapidamente tirado de circulação. Quando perguntei a razão disso a um funcionário do Pentágono, ele respondeu: 'Se permitirmos que as pessoas vejam esse tipo de coisa, nunca haverá outra guerra'."


assista vídeo:

Nova Ordem Mundial Explicada

saiba o que está por trás da parceria monopólio da mídia - políticos



Você sabia que...

... Edu Montesanti, no ar ao vivo na rádio Trianon - SP em 2003, afirmou que o então presidente da
Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah (quem pouco depois renunciaria ao cargo para não
ser cassado pela Justiça), era corrupto e ditador? Detalhe: o dito-cujo era e é proprietário de tal rádio




Não temo a morte, mas o silêncio. Se morrer não me arrependerei, pois eu disse a verdade
Malalaï Joya


ARTIGO
"QUEM GANHARÁ A COPA, ESPANHA OU HOLANDA?"
O Jornalismo e a Arte de Emburrecer as Pessoas


A Que Se Deve o Baixo Nível Intelectual da Imprensa Esportiva Internacional?

10 de julho de 2010

Publicado também na
TV Kajuru na Internet, em 6.1.2011


"Quem ganhará a Copa, Espanha ou Holanda?" Com essa sábia pergunta, o chefe do jornalismo esportivo da CNN em Espanhol, Diego Bustos, inicia matéria com grupo comportado de torcedores femininos e masculinos espanhóis, em frente ao estádio da final da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, horas antes do jogo deste 10 de julho. Após mais algumas perguntas seguidas de respostas óbvias, a matéria é finalizada com a questão, “Qual será o resultado da partida?”.

Você já percebeu que o jornalismo esportivo internacional, especialmente futebolístico, entrevista e “debate” dias e dias discutindo-se o nada, chegando-se à conclusão nenhuma, que este vive de especulações e palpites, e que você fica horas frente à TV sem ser acrescentado do ponto de vista cultural e crítico? Se nunca pensou nisso, comece a considerar tendo como síntese e maior evidência a mencionada matéria da CNN, cujas produções são assistidas em todo o mundo. Mas por que o jornalismo esportivo é tão alienador, adotando uma ausência quase total de utilidade pública servindo quase que única e exclusivamente ao entretenimento, em detrimento do jornalismo sério? É o que discutiremos brevemente aqui.

É claro que não se esperava que a CNN promovesse um debate esportivo-filosófico aos portões do estádio de Johannesburgo, mas, por outro lado, poder-se-ia perguntar aquilo que minimamente faz pensar e interessa ao público, e nem requer tanto esforço psíquico assim... “Quais suas expectativas quanto à partida?”, “Como você vê a trajetória espanhola neste mundial?”, “Quais os grandes nomes da equipe da Espanha?”, e outras perguntas desse tipo. Mas o jornalismo esportivo internacional possui baixo nível intelectual por um motivo bem claro, e outro mais profundo:

1.) O jornalismo esportivo possui baixo nível intelectual porque seus profissionais possuem, em geral, baixo nível intelectual. Triste redundância. Simples assim. Não há mistério nisso, tanto quanto não havia dúvidas sobre qual seria a resposta dos torcedores espanhóis à pergunta de entrada de Bustos. Mas existe algo mais que vai muito além disso no que diz respeito à escassez de conteúdo nessa área do jornalismo, da qual a matéria de Bustos é uma sintética evidência que nos leva ao segundo ponto, e responde tudo.

2.) No Brasil, exceto à ESPN e a alguns profissionais tais como Jorge Kajuru, Juca Kfouri, Juarez Soares, José Luiz Datena, Nilson César, José Silvério, Rogério Assis, Cláudio Zaidan, Armando Nogueira, José Trajano e outros poucos, não se discute o esporte a fundo nem o coloca, como muitas vezes deve ser, no contexto social, econômico e político tanto quanto a maioria dos jornalistas "especializados" em esporte nunca atuou em outras áreas jornalísticas. Tudo isso por causa do ponto-chave que é a explicação de todo esse “nada” que enche a linguiça do noticiário esportivo, principalmente futebolístico, que, como argumentamos acima, vai além do nível cultural dos jornalistas da área: a ausência de pensamento e de questionamento é o que sustenta a grande corrupção que só cresce dentro do esporte, mais ainda do futebol, modalidade que movimenta bilhões e bilhões de dólares anualmente impregnada de sujeira generalizada da qual participa dirigentes, jornalistas, políticos, empresas (a Nike é o exemplo mais gritante), empresários de atletas e, claro, atletas cúmplices (para conhecer um pouco de como se dá a corrupção no futebol, leia Derrota ou Vitória? Uma Questão de Vida Eterna neste Blog, na seção No Pique da Vida, onde jovens jogadores relatam suas experiências com denúncias inéditas, citando nomes). Uma fonte muito próxima a nós que pediu para não ter seu nome revelado, trabalhou no Departamento de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol nos negros anos do presidente Eduardo José Farah, quem renunciou ao cargo para não ser cassado, confidenciou-nos que o critério para a escalação de árbitros baseou-se na "troca de favores" na administração Farah. Quem acha que alguma coisa mudou, de lá para cá?

A corrupção é o motivo do ópio que, lamentavelmente, tornou-se o esporte, há muito uma sutil e apaixonada maneira de alienar as pessoas, anestesiando-as da realidade do mundo e da realidade do próprio esporte. Para a sustentação desse sistema podre, o futebol e o esporte em geral não podem ser levados muito a sério, nem podem fazer as pessoas pensar e questionar sob o risco de se findar a farra da cartolagem encoberta por um bando de jornalistas aloprados, o dia inteirinho palrando sobre futebol sem chegar à conclusão nenhuma, sem levar a lugar nenhum.

É esse o único motivo por que não se adota a tecnologia para impedir os infinitos e vergonhosos erros da arbitragem no futebol, sob o pífio e manjado argumento de que a modalidade “é apaixonante justamente pela polêmica dos equívocos de arbitragem, gerando calorosos debates nos botequins de todo o mundo”. Esse é o argumento deles, mas não, lords do bem-dizer que nunca chutaram uma bola na vida: o futebol é apaixonante pelas jogadas bonitas, e torna-se mais empolgante ainda quando aquele que se preparou melhor técnica, física, tática e psicologicamente traduz todo esse valor em vitória dentro de campo, de cujo preparo as federações e confederações de futebol, representadas pela dona FIFA, são as maiores adversárias muitas vezes.

Mas é claro, se algum dia se retirar do árbitro o maléfico peso de estar acima do bem e do mal em suas decisões e usar-se a tecnologia para tornar o futebol uma modalidade justa em seus resultados, e para preservar inclusive o trabalho e a própria figura humana do árbitro, não mais passível das torrentes de erros irredutíveis (mesmo aqueles mais gritantes que até o Zé da Fiel, lá de cima da arquibancada constatou com toda a certeza e indignação), as manipulações de resultado tornar-se-ão inviáveis e o futebol não viverá mais refém dessa gente, vítima dos interesses da cúpula engravatada que rege o esporte. Pois a Copa do Mundo de 2010, do começo ao fim, é mais um triste exemplo de que, no futebol, o melhor na minoria das vezes vence, exemplo de resultado produzido pela arbitragem fantoche, como sempre foi.

Tal paixão bandida movida pela polêmica dos erros é a linha de raciocínio que leva à rasa pauta do jornalismo, e à sua arte de emburrecer as pessoas que acaba, por sua vez, desaguando na máfia dos resultados. Esse amor dos cartolas pelo erro e pela ausência de senso crítico, nada mais é que a pedra angular da manipulação que impera no esporte – este sim, inteligente, simples e vítima do Pão e Circo que também se enquadra no oportuno Showrnalismo - A Notícia como Espetáculo de José Arbex Júnior, uma de nossas recomendações literárias mais abaixo. O jornalismo em geral tem-se distanciado a passos desenfreados de sua função essencial: a construção social da realidade.

NOTA: Qualquer um, com mínima vivência no esporte, sabe que muitos narradores e jornalistas fazem parte da corrupção nesta área, de várias formas. A mais utilizada é supervalorizar atletas nos comentários para receber, nas futuras negociações dos seus esportistas de estimação, o famoso jabá, isto é, uma porcentagem financeira.


Assista abaixo documentários sobre corrupção na Imprensa e futebol do Brasil:

Nos Porões da Confederação Brasileira de Futebol - Parte I

Nos Porões da Confederação Brasileira de Futebol - Parte II

Demissão do Jornalista Jorge Kajuru da TV Bandeirantes

Programa Raul Gil Cortou Denúncias de Kajuru sobre Corrupção no Futebol,
Mas Jornalista Conta Tudo que Denunciou


Vídeo secreto em que a Rede Globo desmascara Ricardo Teixeira, descoberto por Kajuru há 5 anos.
Até hoje, a TV Globo tenta descobrir quem entregou este material sigiloso ao Kajuru: assista-o na
TV Kajuru


Leia artigo da revista Carta Capital:

"Quero Ver Teixeira na Cadeia"

Se vocês querem o respeito do mundo, no interesse da reputação de seu país
entreguem a organização a honestos burocratas brasileiros”
(jornalista investigativo Andrew Jennings, autor do livro Jogo Sujo – O Mundo Secreto da Fifa)
 

Leia artigo do jornal Brasil de Fato:

Denúncias contra Ricardo Teixeira voltam à tona
Presidente da CBF teria recebido US$ 9,5 milhões em propinas da empresa de marketing esportivo ISL


Artigo do Portal IG sobre "compra de árbitros":

Caso de procuradora condenada e corrupção endêmica rechearam processo.
Para FPF, Corinthians foi beneficiado
 

Artigos da atual luta do deputado carioca Garotinho, por CPI contra CBF:

Blog do Garotinho.com.br


Artigos de Jorge Kajuru:

Emissora inglesa de "credibilidade indiscutível” tem novos detalhes sobre suborno
que envolve Ricardo Teixeira e seu eterno sogro, João Havelange

Suíça Exige: Ladrões, ou Expliquem Tudo ou Deixem Nosso País Imediatamente em Paz!


E LEIA TAMBÉM:

COPA DO MUNDO NO BRASIL' 2014
País que Vive Corrupção Generalizada, Caos e Guerra Civil, Não Pode Receber Evento Dessa Magnitude


aqui no Blog, em O Brasil no Espelho


Você sabia que...

... segundo o relatório da Unesco de 2011, apenas 2% da ajuda financeira dos
países doadores de ajuda internacional é destinada à educação no mundo?

Somente com o que os países ricos dedicam a gastos militares durante seis dias, seria possível anular o déficit anual de financiamento do programa "Educação para Todos", avaliado em 16 milhões de dólares

Criança chegando à escola na Palestina


"A economia de guerra proporciona abrigos confortáveis para dezenas de milhares de burocratas com e sem uniforme militar que vão
ao escritório todo dia construir armas nucleares ou planejar uma guerra nuclear; milhões de trabalhadores cujo emprego depende do sistema de terrorismo nuclear; cientistas e engenheiros contratados para buscar aquela "inovação tecnológica" final que pode oferecer segurança total; fornecedores que não querem abrir mão de lucros fáceis; intelectuais guerreiros que vendem ameaças e bendizem guerras." Richard Barnet, Real Security, Nova Iorque, 1981. Citado por Eric Hobsbawm em Era dos Extremos, uma de nossas recomendações literárias, mais abaixo



TRANSPARÊNCIA RADICAL NA ERA DA INTERNET: UMA QUESTÃO DE LIBERDADE

"O desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação, a imediatez e o alcance que possibilitam está necessariamente influenciando. Quando se trata seriamente esse tema, vê-se que é um tema da humanidade.
Os jovens são especialmente sensíveis a isso. Na medida em que têm acesso à informação, eles se interessam. Por isso, precisamos ter acesso à toda informação, não apenas a uma verdade parcial ou a uma mentira parcial"

(Macarena Gelmán, cujos pais foram assassinados pela ditadura militar argentina em 1976, logo que ela nasceu)


Há 20 anos, quando ruía o Muro de Berlim e junto a União Soviética, quem diria que um presidente dos Estados Unidos, no caso George Bush (2001-2009), tido como o homem mais poderoso do mundo eleito e reeleito à Casa Branca (comprovadamente de maneira fraudulenta), pediria repetidas desculpas pessoalmente ao sofrido povo iraquaino, após se tornar escândalo mundial as torturas por parte de soldados norte-americanos na prisão iraquaiana de Abu Ghraib, e depois pelos tiros de outro soldado de seu país sobre um exemplar do Alcorão no Iraque?

Retratações, em grande parte, feitas devido ao encurralamento e constrangimento pela pressão mundial cada vez maior por não haver no Iraque bombas de destruição massiva, motivo que, supostamente, o levara à prepotente invasão genocida passando por cima da ONU, do Direito Internacional, da própria Constituição dos EUA e que tantos civis inocentes torturou e assassinou no Oriente Médio, crimes de guerra e contra a humanidade cada vez mais evidentes. A que se deve tais retratações por parte de altos escalões da política internacional, nada comuns na história mundial mas que temos testemunhado com certa frequência nos últimos anos?

A era da Internet permite que pessoas comuns de todas as partes do mundo tenham acesso às mais diversas informações em tempo real, conectem-se, organizem-se (tão eficazmente a ponto de derrubar antigos líderes ditatoriais, como em países do mundo árabe), e criem suas páginas sendo, elas mesmas, produtoras de notícias e formadoras de opinião. Grande ícone dessa era é WikiLeaks, destemida organização jornalística que tem publicado telegramas secretos e confidenciais emitidos pelas embaixadas dos EUA em todo o mundo, evidenciando a totalmente corrupta e assassina essência de grande parte do poder político, disponibilizando mais de 250 mil documentos em seu sítio de fácil acesso para que ativistas e autores de denúncias em todo o mundo difundam tais revelações.

Mesmo nos EUA, tão autoafirmados a "maior democracia do mundo", após os ataques do 11 de Setembro foram estabelecidas por Bush as Patriot Acts (Leis Patrióticas) que, em vigência até hoje, legitimam o monitoramento indiscriminado do acesso à Internet de qualquer cidadão, além de praticar ampla sorte de arbitrariedades: invadir domicílios, espionar, interrogar e torturar supostos suspeitos de terrorismo sem direito à defesa. Com isso, grampos telefônicos tornaram-se prática comum nos EUA desde a administração de Bush, bem como o próprio monitoramento do uso da Internet. Ao FBI (Departamento Federal de Investigação, na sigla em inglês - a polícia secreta norteamericana), foram ampliados os já existentes poderes arbitrários, como o de vistoriar uma casa na ausência dos residentes - as Patriot Acts trataram de tornar oficial essa ofensiva prática.

Assim como George Bush, usando e abusando do demagógico discurso democrático, até do bom nome de cristão na praça cerceava a liberdade, assaltava cofres públicos - nacionais e internacionais - e dizimava povos, muitos políticos agem das velhas maneiras maquiavélicas sem considerar as novas tecnologias que permitem tal revolução da informação, o que se configura em armadilha contra eles mesmos. É exatamente aí que os grandes poderes coercitivos têm-se complicado nos últimos anos.

Há anos, mesmo que alguns não se deixassem enganar por ditos e feitos de muitos políticos, no final das contas tudo acabava no dito pelo não dito, tal como a ditadura militar no Brasil, imposta em nome de Revolução Democrática e direitos humanos sob forte apelo religioso, entre tantos outros acontecimentos dentro e fora do país que aterrorizaram e mancharam de sangue a história, enquanto vozes contrárias clamavam solitárias no deserto para todo o sempre. Tanto que, desde a chamada redemocratização do Brasil, nossa política é composta por diversas figuras que foram ativas na época da ditadura, e pouco se comenta ou mesmo se sabe disso no país.

Uma Questão de Liberdade

Hoje, as coisas mudaram bastante. Está comprovado que Bush, homem mais poderoso do mundo por oito anos, é corrupto e invadiu países do Oriente Médio baseado na mentira, motivado por interesses regionais e econômicos. Alguém pode democraticamente discordar disso (grande paradoxo, uma defesa democrática de Bush), mas trata-se de fato inconteste, não mais simples opinião - os que possivelmente defendam Bush, da maneira que for, são, ironia do destino, as vozes que clamam no deserto vazio hoje. Sinal dos tempos.

Perante tal realidade, temos visto o desconforto de muitos políticos e de setores reacionários das mais diversas sociedades em relação a esse novo padrão da informação mundial: no Brasil, há tentativa dos senadores da República de aprovar lei que limita seriamente a blogosfera. Poucos meses atrás, na Tunísia e no Egito os ex-governos repressores bloquearam o acesso individual à Internet enquanto a sociedade se manifestava de maneira absolutamente pacífica, totalmente desarmada até derrubar, estoicamente, esses mesmos poderes cujos ventos da liberdade hoje sopram cada vez mais intensamente em diversos lugares do mundo sob poder repressivo, tais como Líbia, Palestina, Jordânia, Bahrein, Iêmen, Arábia Saudita, Afeganistão, China entre tantos outros.

Os donos do poder estão se dando conta disso tudo que tem se voltado contra eles, certamente se adaptarão à nova realidade no que diz respeito à maneira de agir e também, sem dúvida, tratarão de desfazer essa armadilha na qual muitos têm caído - seja mudando as próprias táticas políticas, seja limitando as informações pela Internet, seja dessas duas maneiras ou até mais, não sabemos o que pode ser criado futuramente.

A plena democracia só pode ser alcançada através da transparência radical, e a Internet tem possibilitado chegar-se a isso. A esse respeito, afirmou o secretário-geral da Anistia Internacional, Salil Shetty:

"A informação é fonte de poder, e para quem desafia os abusos de poder dos Estados e de outras instituições, vivemos uma época de imensas possibilidades. Desde que a Anistia Internacional surgiu, há meio século, temos visto e moldado transformações semelhantes na luta de poder entre os que cometem abusos e as pessoas corajosas e criativas que denunciam as injustiças. Como um movimento que se dedica a canalizar a indignação das pessoas de todo o mundo em favor de outras pessoas injustiçadas, nós nos empenhamos em apoiar os ativistas que acreditam num mundo em que a informação seja verdadeiramente livre e onde as pessoas possam exercer o direito de manifestar pacificamente suas diferenças de opinião sem serem controladas pelas autoridades.

"A pessoas cansaram de viver com medo. Uma gente corajosa, estimulada por lideranças jovens, resolveu se erguer em defesa de seus direitos enfrentando balas, tanques, gás lacrimogêneo e espancamentos. Essa bravura – combinada com as novas tecnologias que estão ajudando os ativistas a denunciar e suplantar a repressão governamental da livre expressão e das manifestações pacíficas – é um sinal para os governos repressores de que seus dias estão contados.

"Mas as forças da repressão estão reagindo com fúria. A comunidade internacional não pode desperdiçar essa oportunidade inédita de mudança, e deve garantir que este despertar dos direitos humanos que vimos em 2011 não se torne uma ilusão”, afirmou Salil no Informe Anual da Anistia Internacional' 2011 - "O Estado dos Direitos Humanos no Mundo".

Por tudo isso, o poder corrupto tende a ficar ainda mais agressivo ao invés de recuar ou simplesmente aceitar as coisas como estão. Como a plena democracia só pode ser alcançada através da transparência radical, cabe às pessoas que amam liberdade, direitos humanos e justiça atingir esse nível sendo porta-vozes persistentes do que defendem, usufruindo da época ímpar que vivemos e do espaço que está disponível jamais permitindo que seja impedido o direito à informação irrestrita - e que esta seja cada vez mais responsável, verdadeira e corajosa. É só uma questão de liberdade...

Setembro de 2011


Imagem: TV Link
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#Posté le mercredi 18 juin 2008 05:18

Modifié le mercredi 16 mai 2012 07:53

Rodovia dos Imigrantes - SP




Gasolina?? Crise??

Fuja Disso!!!

As previsões indicam que o trânsito de São Paulo literalmente pára em 2013; o da cidade de Brasília, em 2023.

Nicholas Stern, ex-economista-chefe do Banco Mundial, analisou que políticas que agem em favor da proteção do clima ajudam inclusive na economia mundial: os custos da inalterada mudança climática, segundo ele, perfazem de 5% a 20% do PIB por ano, deste modo impedindo, a curto e longo prazo, os êxitos econômicos. Ele avalia também que os custos para a proteção do clima são de 1% do PIB global.

Mais de 40% da população mundial não dispõe de água suficiente em seu dia-a-dia, e 3 milhões de mortes anuais por problemas respiratórios são causados por poluição do ar em todo o mundo.

No início do século XX, a concentração de gás carbônico na atmosfera era de cerca de 290 ppm (partes por milhão). Atualmente, ela já chega a 380 ppm – e tal escalada segue subindo vertiginosamente, sem que os acordos internacionais em vigor, a Convenção Clima e seu Protocolo de Kyoto, produzam efeitos práticos e significativos.

Segundo o “Pai da Economia”, Nicholas Georgecus-Rogen, se cada habitante do Brasil, da Índia e da China vivesse como o norte-americano, precisaríamos de três planetas. Enquanto isso, há 854 milhões de famintos no mundo, 14 milhões destes no Brasil.


Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida eterna?

Jesus

Voce sabia que...

... uma em cada seis pessoas morre de fome no mundo, e que a cada cinco segundos morre uma criança faminta?


A FROTA DE VEÍCULOS E A FOME

Trechos da matéria de mesmo nome, jornal
Brasil de Fato

Edição 27 de novembro a 3 de dezembro de 2008



"Em um mundo cada vez mais rico, nunca tantas pessoas passaram tanta fome, desnutrição e inanição", afirma Jean Ziegler, relator especial das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação.

Em meio a tudo isso no mundo, que é capaz de produzir alimentos para suprir o dobro da demanda de toda a população mundial, 854 milhões de pessoas passam fome; no Brasil há 14 milhões de famintos e 72 milhões de subnutridos, sendo que o país é o quarto produtor mundial de alimentos.

A razão dessa grande contradição, um "genocídio silencioso", é que a produção agrícola brasileira está cada vez mas voltada para o mercado externo e para a produção de agrocombustíveis, para abastecer o tanque dos automóveis e não para alimentar os 14 milhões de brasileiros famintos. "Usar terras de agricultura para o etanol é um crime. E tudo isso acaba gerando alta dos alimentos. No monento em que enche o tanque, você tira o alimento de uma criança", afirmou Ziegler.

"Os preços dos alimentos aumentaram nos últimos meses como nunca em 30 anos, atingindo em cheio os mais desfavorecidos", declarou o diretor-geral do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares (IFPRI).

No Brasil, a situação não é diferente. Em 2007, os alimentos tiveram a maior alta nos últimos cinco anos, enquanto se reduziram as áreas plantadas de produtos agrícolas, como feijão, milho, arroz e mandioca.

Os monocultivos voltados para a produção de agrocombustíveis estão avançando em áreas antes destinadas à agricultura camponesa, responsável por cerca de 70% dos alimentos consumidos no país.

Diante desse cenário, o economista francês Bruno Parmentier, diretor da École Supérieure d'Agriculture d'Angers (ESA), pergunta: "A agricultura, daqui para frente, deve servir à produção de alimentos ou á energia? Veja que coincidência: 800 milhões de pessoas sentem fome no planeta. E temos uma frota global de 600 milhões de automóveis e 200 milhões de caminhões. O número é o mesmo: 800 milhões querem comida, 800 milhões querem combustível. E agora?"



"Há o suficiente na Terra para suprir as necessidades de todo mundo,
mas não para as ganâncias de todo mundo"
Mahatma Gandhi




Você sabia que...

... para a pele do animal tornar-se couro, passa pelo maléfico processo de curtume, onde são aplicadas diversas substâncias químicas nocivas ao
ser humano?




Imagem: Instituto Nina Rosa
 
O CONSUMO ALIENADO

Num mundo em que predomina a produção alienada, também o consumo tende a ser alienado. A produção em massa tem por corolário o consumo de massa.

O problema da sociedade de consumo é que as necessidades são artificialmente estimuladas, sobretudo pelos meios de comunicação de massa, levando os indivíduos a consumir de maneira alienada.

A organização dicotômica do trabalho a que nos referimos - pela qual se separam a concepção e a execução do produto - reduz as possibilidades de o empregado encontrar satisfação na maior parte da sua vida, enquanto se obriga a tarefas desinteressantes. Daí a importância que assume para ele a necessidade de se dar prazer pela posse de bens. "A civilização tecnicista não é uma civilização do trabalho, mas do consumo e do "bem-estar". O trabalho deixa, para um número crescente de indivíduos, de incluir fins que lhe são próprios e torna-se um meio de consumir, de satisfazer as "necessidades" cada vez mais amplas."(O. Friedmann, Sete Estudos sobre o Homem e a Técnica, p. 147.).

Vimos que na sociedade pós-industrial a ampliação do setor de serviços desloca a ênfase da produção para o consumo de serviços. Multiplicam-se as ofertas de possibilidade de consumo. A única coisa a que não se tem escolha é não consumir! Os centros de compras se transformam em "catedrais do consumo", verdadeiros templos cujo apelo ao novo torna tudo descartável e rapidamente obsoleto. Vendem-se coisas, serviços, idéias. Basta ver como em tempos de eleição é "vendida" a imagem de certos políticos...

A estimulação artificial das necessidades provoca aberrações do consumo: montamos uma sala completa de som, sem gostar de música; compramos biblioteca " a metro" deixando volumes "virgens" nas estantes; adquirimos quadros famosos, sem saber apreciá-los (ou para mantê-los no cofre). A obsolescência dos objetos, rapidamente postos fora de moda", exerce uma tirania invisível, obrigando as pessoas a comprar a televisão nova, o refrigerador ou o carro porque o design se tornou antiquado ou porque uma nova engenhoca se mostrou "indispensável".

E quando bebemos Coca-Cola porque "E emoção pra valer!", bebemos o slogan, o costume norte-americano, imitamos os jovens cheios de vida e alegria. Com o nosso paladar é que menos bebemos...

Como o consumo alienado não é um meio, mas um fim em si, torna-se um poço sem fundo, desejo nunca satisfeito, um sempre querer mais. A ânsia do consumo perde toda relação com as necessidades reais do homem, o que faz com que as pessoas gastem sempre mais do que têm. O próprio comércio facilita tudo isso com as prestações, cartões de crédito, liquidações e ofertas de ocasião "dia das mães" etc.

Mas há um contraponto importante no processo de estimulação artificial do consumo supérfluo - notado não só na propaganda, mas na televisão, nas novelas -, que é a existência de grande parcela da população com baixo poder aquisitivo, reduzida apenas ao desejo de consumir. O que faz com que essa massa desprotegida não se revolte?

Há mecanismos na própria sociedade que impedem a tomada de consciência: as pessoas têm a ilusão de que vivem numa sociedade de mobilidade social e que, pelo empenho no trabalho, pelo estudo, há possibilidade de mudança, ou seja, "um dia eu chego la E se nao chegam, "é porque não tiveram sorte ou competência".

Por outro lado, uma série de escapismos na literatura e nas telenovelas fazem com que as pessoas realizem suas fantasias de forma imaginária, isto sem falar na esperança semanal da Loto, Sena e demais loterias. Além disso, há sempre o recurso ao ersatz, ou seja, a imitação barata da roupa, da jóia, do bule da rica senhora.

O torvelinho produção-consumo em que está mergulhado o homem contemporâneo impede-o de ver com clareza a própria exploração e a perda da liberdade, de tal forma se acha reduzido na alienação ao que Marcuse chama de unidimensionahdade (ou seja, a uma só dimensão). Ao deixar de ser o centro de si mesmo, o homem perde a dimensão de contestação e crítica, sendo destruída a possibilidade de oposição no campo da política, da arte, da moral. Por isso, nesse mundo não há lugar para a filosofia, que é, por excelência, o discurso da contestação. "

Fonte: Livro didático FILOSOFANDO, INTRODUÇÃO À FILOSOFIA.
Maria Lúcia Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins. São Paulo: Ed. Moderna, 1993



Enquanto no reino animal os indivíduos da maioria das espécies preocupam-se com a detenção apenas do indispensável à sua sobrevivência, possui o ser humano uma estranha vocação para a apreensão individual de bens supérfluos (Robério Nunes dos Anjos Filho, em A Função Social da Propriedade na Constituição Federal de 1988 - Procurador da República, procurador regional dos direitos do cidadão, mestrando em Direito da UFBA professor de Direito Constitucional do curso JusPODIVM)


Podem estar certos disto: o reino de Cristo e de Deus nunca será de ninguém que seja impuro ou ganancioso - pois a pessoa gananciosa, na realidade, é uma idólatra: ama e adora as coisas boas desta vida mais do que a Deus (Apóstolo Paulo, em Efésios, 5: 5)



GOVERNADOS POR CEGOS E IRRESPONSÁVEIS

Somos governados por cegos e irresponsáveis, incapazes de dar-se conta das consequências do sistema econômico-
político-cultural que defendem. Criou-se uma cultura do consumismo propalada por toda a mídia. Há que consumir o último
tipo de celular, de tênis, de computador. 66% do PIB norteamericano não vem da produção mas do consumo generalizado

por Leonardo Boff, agosto de 2011 / Carta Maior


Afunilando as muitas análises feitas acerca do complexo de crises que nos assolam, chegamos a algo que nos parece central e que cabe refletir seriamente. As sociedades, a globalização, o processo produtivo, o sistema econômico-financeiro, os sonhos predominantes e o objeto explícito do desejo das grandes maiorias é: consumir e consumir sem limites. Criou-se uma cultura do consumismo propalada por toda a midia. Há que consumir o último tipo de celular, de tênis, de computador. 66% do PIB norteamericano não vem da produção mas do consumo generalizado.

As autoridades inglesas se surpreenderam ao constatar que entre os milhares que faziam turbulências nas várias cidades não estavam apenas os habituais estrangeiros em conflito entre si, mas muitos universitários, ingleses desempregados, professores e até recrutas. Era gente enfurecida porque não tinha acesso ao tão propalado consumo. Não questionavam o paradigma do consumo mas as formas de exclusão dele.

No Reino Unido, depois de M.Thatcher e nos USA depois de R. Reagan, como em geral no mundo, grassa grande desigualdade social. Naquele país, as receitas dos mais ricos cresceram nos últimos anos 273 vezes mais do que as dos pobres, nos informa a Carta Maior de 12.8.2011.

Então não é de se admirar a decepção dos frustrados face a um “software social” que lhes nega o acesso ao consumo e face aos cortes do orçamento social, na ordem de 70% que os penaliza pesadamente. 70% do centros de lazer para jovens foram simplesmente fechados.

O alarmante é que nem primeiro ministro David Cameron nem os membros da Câmara dos Comuns se deram ao trabalho de perguntar pelo porquê dos saques nas várias cidades. Responderam com o pior meio: mais violência institucional. O conservador Cameron disse com todas as letras:”vamos prender os suspeitos e publicar seus rostos nos meios de comunicação sem nos importarmos com as fictícias preocupações com os direitos humanos”. Eis uma solução do impiedoso capitalismo neoliberal: se a ordem que é desigual e injusta, o exige, se anula a democracia e se passa por cima dos direitos humanos. Logo no pais onde nasceram as primeiras declarações dos direitos dos cidadãos.

Se bem reparamos, estamos enredados num círculo vicioso que poderá nos destruir: precisamos produzir para permitir o tal consumo. Sem consumo as empresas vão à falência. Para produzir, elas precisam dos recursos da natureza. Estes estão cada vez mas escassos e já delapidamos a Terra em 30% a mais do que ela pode repor. Se pararmos de extrair, produzir, vender e consumir não há crescimento econômico. Sem crescimento anual os paises entram em recessão, gerando altas taxas de desemprego. Com o desemprego, irrompem o caos social explosivo, depredações e todo tipo de conflitos. Como sair desta armadilha que nos preparamos a nós mesmos?

O contrário do consumo não é o não consumo, mas um novo “software social” na feliz expressão do cientista político Luiz Gonzaga de Souza Lima. Quer dizer, urge um novo acordo entre consumo solidário e frugal, acessivel a todos e os limites intransponíveis da natureza. Como fazer? Várias são as sugestões: um “modo sustentável de vida”da Carta da Terra, o “bem viver” das culturas andinas, fundada no equilíbrio homem/Terra, economia solidária, bio-sócio-economia, “capitalismo natural”(expressão infeliz) que tenta integrar os ciclos biológicos na vida econômica e social e outras.

Mas não é sobre isso que falam quando os chefes dos Estados opulentos se reunem. Lá se trata de salvar o sistema que veem dando água por todos os lados. Sabem que a natureza não está mais podendo pagar o alto preço que o modelo consumista cobra. Já está a ponto de pôr em risco a sobrevivência da vida e o futuro das próximas gerações. Somos governados por cegos e irresponsáveis, incapazes de dar-se conta das consequências do sistema econômico-político-cultural que defendem.

É impertivo um novo rumo global, caso quisermos garantir nossa vida e a dos demais seres vivos. A civilização técnico-científica que nos permitiu niveis exacerbados de consumo pode pôr fim a si mesma, destruir a vida e degradar a Terra. Seguramente não é para isso que chegamos até a este ponto no processo de evolução. Urge coragem para mudanças radicais, se ainda alimentamos um pouco de amor a nós mesmos.



A Fome e as Finanças: Um Retrato da Desigualdade

A população mundial conta com mais de 6,8 bilhões de pessoas. Segundo dados da ONU, 925 milhões desse total passam fome. Trata-se de contingente equivalente a 5 vezes o total da população brasileira! Além disso, vale registrar que as crianças são as que mais sofrem com tal quadro. Quase um terço delas nascidas no chamado Terceiro Mundo, ou seja, 180 milhões, apresentam problemas de desenvolvimento físico e intelectual por problemas de subnutrição nos primeiros 5 anos de vida


por Paulo Kliass*, 15.3.2011 / Carta Maior

Uma das armadilhas mais perigosas quando se analisam questões macro e de grande amplitude, como é o caso da fome no mundo, reside na tendência a considerar tais fenômenos como “fatalidades”, processos profundos e de longuíssimo prazo, praticamente sem solução à vista. Aquela estória de que “esse quadro está aí desde que o mundo é mundo” e por aí vai. Como os avanços não ocorrem no curto prazo e também não existem instrumentos efetivos de decisão no plano internacional, a coisa vai sendo empurrada com a barriga e a situação dramática continua a afetar a vida de boa parte da população do mundo.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos determina em seu Artigo 25, entre outros princípios, que toda pessoa “tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis” (GN). No entanto, a realidade está bem distante desses direitos básicos, em especial no que se refere à questão da fome.

Os números são realmente chocantes e o que mais impressiona é a passividade das elites políticas por todos os cantos do planeta, que pouco se movimentam na busca de soluções efetivas. A grosso modo, elas estão ausentes, seja no plano local, nacional, regional ou global. Na verdade, o Brasil é um dos poucos exemplos onde políticas públicas foram implementadas pelo Estado com algum grau de seriedade e resultados. Nesse quesito, desde o Comunidade Solidária e os sucessores Bolsa Família e Fome Zero, os programas governamentais brasileiros têm sido uma referência para os que se preocupam com o tema pelo mundo afora.

Atualmente, a população mundial conta com mais de 6,8 bilhões de pessoas. De acordo com dados da ONU e seu órgão para Agricultura e Alimentação (FAO), 925 milhões desse total passam fome (1). Trata-se de um contingente equivalente a 5 vezes o total da população brasileira! Além disso, vale registrar que as crianças são as que mais sofrem com tal quadro. Quase 1/3 das crianças nascidas no Terceiro Mundo, ou seja, 180 milhões, apresentam problemas de desenvolvimento físico e intelectual em razão de problemas de subnutrição nos primeiros 5 anos de vida. Pior ainda, a fome é responsável por 35% dos óbitos de crianças nessa faixa etária.

A distribuição regional do mapa da fome reforça ainda mais os aspectos da profunda desigualdade sócio-econômica em escala internacional. A absoluta maioria da população que passa fome está concentrada na Ásia e na África Subsaariana – ali estão 88% desse quase 1 bilhão de pessoas. A título de comparação, a América Latina e Caribe contêm 6% e os países desenvolvidos apenas 2% desse total.

Parece estar mais do que comprovado que a sociedade contemporânea tem plenas condições tecnológicas e econômicas de resolver esse drama. Assistimos a uma contínua e impressionante elevação nas taxas de produtividade em geral, inclusive no domínio da agropecuária. Existem terras agriculturáveis espalhadas pelos vários continentes. A questão, como sempre, esbarra nos problemas de ordem política e dos interesses econômicos existentes por trás dos governos, a orientar as políticas públicas na perspectiva do lucro privado e não no atendimento das necessidades da maioria da população.

A mercantilização generalizada e a crescente financeirização de todas as atividades em escala global podem contribuir para a explicação de tal comportamento. O desenvolvimento das atividades agrícolas e pecuárias - a base para a alimentação do ser humano – orienta-se como um setor a mais no extenso menu das opções oferecidas pelo mundo capitalista. Ao serem tratados apenas como mercadoria, itens como arroz, trigo, carne, soja, milho, dentre tantos outros, perdem a sua característica essencial e primeira. Qual seja, a de satisfazer uma das mais essenciais carências dos indivíduos em sociedade – alimentar-se.

A subordinação de tais necessidades sócias básicas à lógica da geração de lucro e da acumulação do capital provoca distorções graves, uma vez que as razões para produzir ou não tal alimento, para investir ou não na agropecuária em tal região, saem da esfera da política pública para a lógica do empreendimento privado. Ou, ainda que apoiada por algum mecanismo estatal (como nos casos de fortes subsídios concedidos nos países desenvolvidos), a lógica permanece restrita aos interesses daquele País e não leva em consideração as necessidades da alimentação da população em escala mundial.

Dessa forma, a dinâmica de preservação dos níveis de miséria e de desigualdade se mantém tanto nos sistemas políticos injustos e excludentes nos planos local e nacional, quanto no modelo desigual da distribuição da riqueza entre os países. As falsas desculpas de que as condições para produção agrícola e pecuária, em escala global, são insuficientes para atender ao crescimento populacional não se sustentam.

A História e importantes pesquisadores, como o brilhante brasileiro Josué de Castro (2) , se encarregaram de mostrar que as hipóteses de Malthus estavam equivocadas. O ritmo de crescimento da população tem diminuído, a capacidade potencial de produção de alimentos tem crescido de forma significativa e mesmo assim a fome atinge um enorme contingente de indivíduos. E o mais grave: segundo os dados da própria ONU, 80% das pessoas que passam fome vivem em regiões e trabalham em atividades ligadas ao campo ou à pesca. Ou seja, numa perspectiva planetária, o problema não se restringe apenas aos movimentos migratórios do campo para as cidades, que estariam a explicar as dificuldades com a alimentação.

Por outro lado, a ampliação descontrolada das opções financeiras introduz uma dificuldade suplementar na dinâmica das atividades agropecuárias. Aos já existentes e antigos movimentos de especulação com os estoques de produtos e a manipulação de seus preços nos mercados nacionais e internacionais, veio somar-se a criação de títulos financeiros que se autonomizaram em sua dinâmica de comercialização e negociação. Isso significa dizer que tais papéis perderam toda e qualquer relação com a atividade produtiva do bem que leva impresso em seu nome – café, soja, carne bovina, trigo, milho. A criatividade do mercado financeiro em busca de novas alternativas de ganhos e movimentação passa a oferecer, assim, promessas de compra ou venda futura de toneladas de um ou outro produto. É o que o financês chama de “mercado a termo”, o mercado futuro de “commodities”. Outros ainda simplesmente operam títulos de cotação de preços de tais bens primários no horizonte de meses ou mesmo de anos. A opção pelo tipo de aposta “altista” ou “baixista” fica por conta do freguês...

O movimento especulativo sem controle dos órgãos governamentais ou dos organismos multilaterais tende a criar situações insustentáveis do ponto de vista da realidade da economia. Os papéis são lançados, comprados, vendidos, revendidos, de tal forma que o movimento só se sustenta nessa ilusão da dinâmica do mercado em movimento. Caso alguém resolva parar a roda da ciranda financeira por um instante, vem à tona a crise como a que o mundo conheceu recentemente. Tudo não passava de um conto de fadas. Os papéis viraram pó. Isso porque os mercados financeiros no mundo todo giram diariamente quantias de toneladas virtuais estupidamente superiores à capacidade efetiva dos países produzirem aquele volume de produtos agropecuários. Pura bolha, toda recheada de ar!

Outro aspecto agravante relaciona-se ao fato de que as atividades realizadas no campo cada vez mais se distanciam de sua função precípua. A lógica de “atender à demanda” provoca distorções estruturais no sistema, às quais acabamos por nos acostumar, nesse perigoso comportamento da passividade. Nos Estados Unidos, por exemplo, estima-se que 40% da área plantada pelo milho destinam-se à produção de etanol. No caso brasileiro, sabe-se que boa parte da soja plantada e exportada é destinada à produção de ração animal. Os programas todos de substituição energética das fontes de combustível por fontes renováveis plantadas (como o nosso etanol e biodiesel) carregam em seu interior também essa contradição. São superfícies consideráveis de terras a produzir bens agrícolas que não se destinam a resolver o problema crucial da fome.

O ponto a ressaltar é que, desde haja vontade política e um pacto entre os principais países do planeta, não é muito difícil resolver a questão da fome nos tempos de hoje. Idéias e propostas não faltam. Porém, todas elas envolvem o debate de natureza redistributiva da renda e o reconhecimento da necessidade de uma ação reguladora sobre os chamados agentes econômicos para buscar a solução. Assim, observa-se uma enorme resistência por parte dos que detêm posições de comando e decisão no mundo político e empresarial.

Já comentei aqui a respeito da Taxa Tobin e da “Associação para a Taxação das Transações Financeiras para Ajuda aos Cidadãos” (ATTAC) (3). Pois bem, trata-se da idéia do economista James Tobin e transformada em movimento internacional pela entidade no final da década de 1990. A proposta é de criar uma espécie de imposto sobre as operações financeiras internacionais, que seria destinado à constituição de um fundo internacional para erradicação da fome e da miséria no mundo. Apenas a título de ilustração, caso fossem atingidas apenas as operações cambiais e com uma alíquota irrisória de 0,005%, seriam arrecadados por volta de US$ 30 bilhões anualmente. O mundo financeiro resiste heroicamente. Mas não hesitaram um segundo em solicitar as centenas de bilhões de dólares destinados aos bancos e às grandes empresas transnacionais à beira de falência desde 2009 até hoje.

É também bastante antiga a proposta de constituição de fundos internacionais voltados a controlar os estoques reguladores de matérias-primas e produtos agrícolas em escala internacional. Concebidos para serem operados na forma de uma gestão compartilhada no interior de organismos multilaterais, tais instrumentos poderiam servir como anteparo de proteção aos movimentos especulativos nos mercados de tais produtos, além de permitir ações coordenadas em momentos de escassez de oferta causados por tragédias naturais.

Ganham força também nos espaços de debate, e mesmo na esfera diplomática, as propostas de maior regulação e fiscalização de instrumentos financeiros especulativos, em particular na área das “commodities”. Os bancos, as bolsas de mercadorias as demais instituições financeiras passariam a ser mais controlados e as distorções de natureza especulativa, que prejudicassem o atendimento das necessidades mundiais de produtos alimentícios, seriam coibidas. Esse tema já está na pauta do G-20.

Deveriam também ser fortalecidos os programas de reforma agrária e de agricultura familiar em todo o mundo, como forma de aumentar a oferta de bens alimentícios de utilização efetiva, além de estimular a fixação das famílias no campo e reduzir o luxo migratório para os ambientes urbanos. Ao mesmo tempo, poderiam ser implementadas medidas de estímulo à produção de alimentos, ao invés de utilização de terras para outros fins.

Enfim, é evidente que a solução da tragédia da fome passa por uma vontade política efetiva por parte dos tomadores de decisão no mundo contemporâneo. E que o universo financeiro teria uma grande contribuição a fornecer para reduzir esse e outros níveis de desigualdade atualmente existentes.

NOTAS

(1) Ver: http://www.fao.org/docrep/013/i2050s/i2050s07.pdf

(2) Ver: http://www.josuedecastro.com.br/port/index.html

(3) Ver: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4718

(*) Doutor em economia pela Universidade de Paris 10 (Nanterre) e integrante da carreira
de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental, do governo federal




Você sabia que...

... uma alimentação rica em fibras ajuda na limpeza intestinal, gerando maior quantidade de serotonina, substância produzida por neurotransmissores que causa equilíbrio físico e emocional, sensação de bem-estar e bom-humor, aliviando a ansiedade?

... e que a maior incidência de anemia se dá em quem come carne e não em vegetarianos, e que os primeiros, de acordo com recentes pesquisas internacionais, têm chance 54% maior de adquirir câncer de próstata, e 88% de intestino grosso?



mais informações sobre alimentação e saúde na SEGUNDA PÁGINA


Imagem: Instituto Nina Rosa
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#Posté le mercredi 18 juin 2008 05:21

Modifié le mercredi 25 avril 2012 17:49




RECOMENDAÇÕES LITERÁRIAS



McMáfia - Crime sem Fronteiras

Companhia das Letras, 2008, 464 páginas

Gênero: Documentário / Problemas Sociais e Políticos

Autor: Misha Glenny

Assista trailer


"Quando um sindicato do crime convence um Estado poderoso a concordar ou cooperar com suas negociatas, tem em mãos a senha mágica para a gruta dos tesouros de Aladim. Porque não existe organização criminosa mais bem-sucedida do que a que conta com apoio estatal", diz Misha Glenny a certa altura de McMáfia. O livro, de certa forma, é a comprovação cabal e a ilustração sistemática dessa afirmação.

O crime organizado, que cresceu e se ramificou em todo mundo a partir do colapso do comunismo soviético e da liberalização geral dos mercados, chega a movimentar cerca de 20% do PIB global, e conta quase sempre com algum grau de participação do poder político e dos detentores "legais" do capital.

Essa relação entre os governos, o capital e a ilegalidade pode ser simbiótica, como no caso do Estado-gângster da Transnístria, fronteiriço com a Moldávia e a Ucrânia, responsável por um intenso tráfico de armas russas para os teatros de guerra do mundo. Mas o conluio pode ser mais sutil e insuspeitado, como no exemplo da atuação da yakuza (a máfia japonesa) como coadjuvante de governantes e empresários no boom imobiliário japonês da década passada.

O autor realizou três anos de pesquisas e investigações em todos os continentes para mapear a proliferação das redes criminosas mundo afora e apresenta dados estarrecedores sobre ações ilícitas que vão desde o tráfico de mulheres russas para Israel até os crimes eletrônicos perpetrados em países como o Brasil e a Nigéria, das rotas do narcotráfico ao contrabando de petróleo, diamantes ou caviar.

Narrado de forma envolvente, com a história sendo contada em grande parte por seus próprios personagens - policiais, criminosos, vítimas -, McMáfia pode ser lido como um eletrizante romance policial. Com a aterradora diferença de que aqui o sangue e a violência são reais.

"'Por trás de toda grande fortuna há um grande crime', disse Balzac. Misha Glenny atualizou essa máxima para os nossos dias." - Christopher Hitchens

"Glenny investiga as organizações criminosas internacionais - que hoje representam grande parte da economia mundial - e explica como o submundo do crime ao mesmo tempo se aproveitou da globalização e contribuiu com ela." - Joseph Stiglitz



The New Pearl Harbor: Disturbing Questions about the Bush Administration and 9/11

Editora: Olive Branch Press, 2004

Gênero: Política Internacional

Autor: David Ray Griffin, professor aposentado de Filosofia da Religião
da Claremont School of Theology (Estados Unidos)

Idioma: Inglês

(Disponível, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Obra singular baseada em extensa pesquisa, leitura obrigatória para todos aqueles que trabalham, estudam ou se interessam pelas relações internacionais. The New Pearl Harbor inspira analogias entre os ataques de 11 de setembro de 2001 e o ataque a Pearl Harbor em 1941, ambos nos Estados Unidos.

Traz a realidade "intestinal" da política norte-americana antes, durante e após o 11 de Setembro, de maneira contundente, surpreendente, até chocante para as pessoas de maior espírito humanitário (este brilhante trabalho de Griffin faz parte da bibliografia de nossa obra Mentiras e Crimes da Guerra ao Terror, e o Jornalismo Brasileiro Manchado de Sangue).

O título é tirado do documento do ano de 2000, "Reconstruindo as Defesas dos Estados Unidos" produzido pelo Project for the New American Century (Projeto para o Novo Século Norte-Americano), o qual observou que apenas um "novo Pearl Harbor" permitiria as transformações políticas militares e de defesa que a administração de Bush desejava que, rapidamente, ocorressem - políticas que já faziam parte de sua campanha eleitoral.

O livro, um dos trabalhos literários preferidos das famílias das vítimas do 11 de Setembro, foi incluído na seleção oficial de 99 livros disponíveis a todos os membros da Comissão do 11 de Setembro (para investigar os ataques, que acabou fortemente influenciado pela administração de Bush, não permitindo sua investigação mais profunda e conclusiva).

Nesta obra, Griffin apresenta partes de evidências cabais e argumentos que sustentam uma conclusão de que a administração de George W. Bush foi, de diversas possíveis maneiras, cúmplice dos ataques de 11 de setembro de 2001, ou que mesmo participou diretamente deles. De maneira ponderada, apoiado em importantes fontes, o autor discute também as várias e fortes razões que levariam tal administração a ter interesse naqueles atentados.

A primeira parte do livro examina os acontecimentos de 11/9, discutindo cada voo por vez, bem como o comportamento do presidente George W. Bush, e sua proteção do Serviço Secreto. Na segunda parte, examina o 11/9 em um contexto mais amplo, sob a forma de quatro "questões preocupantes":

1. As autoridades norte-americanas obtiveram informação antecipada do 11/9?
2. As autoridades norte-americanas obstruíram as investigações pré-11/9?
3. As autoridades norte-americanos tiveram motivos para permitir o 11/9?
4. As autoridades norte-americanas obstruíram acessos e investigações pós-11/9?

David Ray Griffin lista 40 evidências que minam a história oficial, indicando, no mínimo, uma cumplicidade envolvendo as agências de Inteligência, o Pentágono e a Casa Branca.

Trechos (tradução livre):

"Em 1962, contudo, um plano foi formulado fornecendo um precedente parcial, um plano que agora nós conhecemos devido a documentos secretos revelados recentemente. A base desta plano era um pedido do presidente Eisenhower à CIA, próximo ao final de seu governo, a fim de obter um pretexto para invadir Cuba. A CIA formulou 'A Program of Covert Operations Against the Castro Regime' (Programa de Operações Secretas contra o Regime de Castro), com objetivo de 'substituir o regime de Fidel Castro por outro mais voltado aos verdadeiros interesses do povo cubano, e mais aceitável aos EUA a ponto de evitar qualquer intervenção dos EUA'. (...)

"De acordo com o documento 'Memorandum for the Secretary of Defense' (Memorando para a Secretaria de Defesa), assinado por toda a equipe de governantes, este plano, assinalado Top Secret, descreveu 'pretextos que dariam justificativa para a intervenção militar dos EUA em Cuba". De acordo com o 'Memorandum for Chief of Operations, Cuba Project' (Memorando para os Dirigentes das Operações, Projeto Cuba), a decisão de intervir 'resultará em um período de altas tensões entre EUA-Cuba, que colocam os Estados Unidos na posição de sofridas queixas justificáveis'. Era importante, o memorando dizia, 'camuflar o objetivo final'. Parte da idéia era influenciar a opinião mundial em geral, bem como das Nações Unidas, particularmente, 'desenvolvendo a imagem do governo cubano como conflitivo e irresponsável, representando uma alarmante e imprevisível ameaça para a paz do Hemisfério Ocidental'.

"O plano, em seguida, listou uma série de ações possíveis para criar essa imagem. Por exemplo: 'Poderiamos desenvolver uma campanha de terror comunista cubana na área de Miami, na Flórida, e em outras cidades, até mesmo em Washington... Poderíamos afundar um barco cheio de cubanos a caminho da Florida (real ou simulado)'. (...)

"É possível criar um incidente demonstre, de forma convincente, que um avião cubano atacou e abateu um avião fretado de civis.... O destino seria escolhido unicamente para fazer com que o plano da rota do voo atravessasse Cuba. Os passageiros poderiam ser um grupo de estudantes universitários de férias...."

(Capítulo 7, Did US Officials Have Reasons For Allowing 9/11? - Os Funcionários do Governo dos EUA Tinham Razões para Permitir o 11/9? / A Precedent: Operation Northwood - Precedente: Operação Northwood)



Bush at War

Editora Simon & Schuster, 2002, 306 páginas

Gênero: Política Internacional

Autor: Bob Woodward

Idioma: Inglês

(Disponível, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Bush at War foi escrito em 2002 pelo repórter do jornal norte-americano The Washington Post, Bob Woodward que volta sua atenção à presidência de George W. Bush, recontando as respostas do presidente aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, e a manipulação de seu governo na subsequente Guerra ao Afeganistão.

Grande parte do livro narra acontecimentos em reuniões do Conselho de Segurança Nacional (NSC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos , com os principais atores da história, além do presidente: Dick Cheney, Colin Powell, George Tenet e Condoleezza Rice. Woodward analisou notas de reuniões do NSC e também entrevistou funcionários da administração, incluindo o presidente Bush.

Woodward focaliza-se, especialmente, na decisão do governo de ir à guerra contra o Afeganistão, e em suas decisões estratégicas e táticas. Como um dos primeiros relatos detalhados dessas decisões, antes dos relatos confidenciais de Richard A. Clarke, Against All Enemies (Contra Todos os Inimigos), o livro de Woodward foi amplamente elogiado, por parte do jornal bitânico The Times e de outros importantes jornais.

Antes do 11 de Setembro, a presidência de George W. Bush havia sido assediada por inúmeros problemas. foi assim não apenas aos olhos de muitos leigos: muito poucas pessoas o levaram a sério como estadista mundial. Em seguida, após um ato de violência terrorista, Bush tornou-se um presidente que a nação poderia contar, que ela sentia que poderia confiar a fim de fazê-la progredir em meio àqueles tempos difíceis. E o mundo viu um homem que foi decisivo e estava decidido, um presidente que parece ter estado determinado a derrotar completamente as pessoas que realizaram aqueles atos hediondos contra seu país.

Mas um ano após os ataques, como o 44 º presidente dos Estados Unidos se saiu? E o que realmente esteve por trás das cenas de discussões, que ocorreram ao mesmo tempo que o país foi abalado pela crise? Woodward foi uma sombra do presidente desde os acontecimentos lamentáveis do 11 de Setembro, foi-lhe permitido o acesso sem precedentes em reuniões a portas fechadas e briefings, e este livro magistral representa um olhar sobre o que realmente aconteceu.

O livro foi criticado por Michael Scheuer, antigo chefe da CIA da Bin Laden Station, em seu livro Imperial Hubis que proporcionou uma plataforma de vazamentos do governo, o qual ele considerou prejudicial à segurança nacional: "Depois de ler Bush at War de Woodward, parece-me que as autoridades norte-americanas que passaram ou participaram do vazamento das informações de documentos - por meio de entrevistas -, as quais são o coração do livro de Woodward, deram uma medida incontável de ajuda e conforto ao inimigo". (Tradução livre e compilada de Wikipedia e Amazon)



Mortes Matadas por Armas de Fogo no Brasil, 1979 - 2003

UNESCO e Senado Federal do Brasil, 30 páginas

Gênero: Ciências Sociais

Autor: Julio Jacobo Waiselfisz

(Disponível, na íntegra, através da ligação acima)


Entre os anos de 1973 e 2003 foram registradas mais de 550 mil mortes no Brasil por armas de fogo, sendo que deste total, 502 mil foram por homicídio. Esses dados fazem parte do livro Mortes Matadas por Armas de Fogo no Brasil - 1979-2003, que será lançado pelo representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Jorge Werthein e pelo presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, na segunda-feira (27), às 11h, na sala de audiências da Presidência do Sendo.

O estudo, feito pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, pesquisador e coordenador do escritório da Unesco em Pernambuco, destaca que "o número de mortes por armas de fogo no país, que não tem conflitos religiosos, étnicos ou enfrentamentos políticos no plano da luta armada, é maior do que muitos conflitos armados em diferentes partes do mundo".

Trata-se, conforme seu organizador, de uma contribuição para o importante debate que acontece hoje na sociedade brasileira sobre o desarmamento. A força dos números recolhidos no livro têm o objetivo de fornecer subsídios a todos os envolvidos, de uma forma ou de outra, nas decisões relativas ao desarmamento no país, afirma Jorge Werthein.



E a Biblia Tinha Razão...

Editora Melhoramentos, 1960, 698 páginas

Gênero: História

Autor: Werner Keller (cientista alemão)

(Disponível, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Best-seller que permanece até hoje, com mais de 10 milhões de livros vendidos em todo o mundo. Completamente revista, ampliada e atualizada de acordo com os mais recentes resultados das pesquisas, esta obra, consagrada no mundo inteiro como básica sobre pesquisas bíblicas, coloca ao alcance do público leigo uma quantidade imensa de material examinado pela ciência, o qual, por causa do seu inestimável valor iconológico, se mantinha guardado, juntamente com os relatórios das expedições arqueológicas, em arquivos e bibliotecas especializadas, somente acessíveis aos peritos da matéria.

Werner Keller, ao pesquisar fatos históricos e achados arqueológicos, provou que os acontecimentos narrados na Bíblia realmente ocorreram. E, ao dar vida a fatos do passado, criou uma reportagem histórica que fascina o leitor...uma incrível aventura em busca dos fundamentos históricos do livro dos livros. Com 131 ilustrações em preto e branco, 16 a cores e 3 mapas



Showrnalismo, A Notícia como Espetáculo

Editora Casa Amarela, 294 páginas

Gênero: Ciências Sociais

Autor: José Arbex Júnior



O LIVRO COMEÇA BEM NA ESQUERDA, com prefácio de João Pedro Stédile, conhecido pelo MST. De cara, Arbex já demonstra que a isenção é algo complicado. Qualquer texto, por mais massacrado que seja por um Manual de Redação e Estilo como o da Folha, pode sugerir algum posicionamento político, intelectual, ideológico do jornalista. Ou do autor do texto, mesmo não sendo jornalista.

SHOWRNALISMO É UM LIVRO QUE ENSINA a ler a mídia. Não ler a notícia propriamente dita, mas a imprensa em si. É um livro cético, crítico, por vezes ácido, mas definitivamente um livro para quem rejeita a grande imprensa, não acredita na mídia tradicional e quer ler o jornalismo, não a notícia. É um manifesto que aborda a transformação da notícia em um espetáculo midiático que só quer audiência, ao invés de transmitir a informação de forma refletida.

Trecho do livro:

“'FATOS E NOTÍCIAS É UM FATO QUE NÃO EXISTE POR SI SÓ, como entidades 'naturais'. Ao contrário, são assim designados por alguém (por exemplo, por um editor), por motivos (culturais, sociais, econômicos, políticos) que nem sempre são óbvios. Mas essa operação fica oculta sob o manto mistificador da suposta 'objetividade jornalística'.”

CLARO QUE UM MUNDO QUE AS PAUTAS NÃO SOFREM influência de poderes políticos e econômicos é um mundo de sonho, uma utopia quase impossível, mas o grande trunfo de Arbex é mostrar que poderia ser – pelo menos – um pouco melhor.

APROVEITANDO DUAS DÉCADAS DE ACONTECIMENTOS jornalísticos de peso – a queda do Muro de Berlim, o impeachment de Collor, a Guerra do Golfo, o Plano Real, a era FHC, a guerra na Bósnia – Arbex ilustra as abordagens da mídia e como estes pontos de vista podem manipular a opinião pública, sem que quase ninguém se dê conta.

UM EXEMPLO DO QUAL NUNCA ME ESQUECI é o rótulo de terrorista imposto aos muçulmanos, aos palestinos e aos sérvios. Quando a mídia noticiava o Oriente Médio ou os Bálcãs, se referia a determinadas etnias como “terroristas”, “ex-soviéticos” ou “fundamentalistas”. Arbex ilustra estes argumentos com trechos de reportagens e exemplos publicados na Folha, mostrando como o show da mídia constrói uma imagem deformada da realidade e cria uma memória coletiva totalmente manipulada e editada.




Estação Carandiru

Companhia das Letras
, 1999, 232 páginas

Gênero: Documentário / Problemas Sociais

Autor: Drauzio Varella


COM MAIS DE 7.200 PRESOS, a Casa de Detenção de São Paulo foi o maior presídio do país. Estava situado no bairro do Carandiru, a dez minutos da praça da Sé, marco zero da cidade. Construída na década de 20, era um conjunto arquitetônico formado por sete pavilhões, cada um com cinco andares. Neles havia corredores que chegavam a cem metros de comprimento. As celas tinham portas maciças (para saber o que se passava atrás delas, era preciso abri-las). Os presos passavam o dia soltos e eram trancados à noite. Só o pavilhão Cinco abrigava 1700 prisioneiros, mais de seis vezes a população carcerária do presídio norte-americano de Alcatraz, desativado nos anos 60.

EM 1989, DRAUZIO VARELA INICIOU na Casa de Detenção um trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Seu relato neste livro tem as tonalidades da experiência pessoal: resulta dos relacionamentos que a profissão de médico permitiu manter com presos e funcionários; não busca denunciar um sistema prisional antiquado e desumano; expressa uma disposição para tratar com as pessoas caso a caso, mesmo em condições nada propícias à manifestação das individualidades.

NA CIDADE DO CARANDIRU, DRAUZIO CONHECEU pessoas como Mário Cachorro, Xanto, Roberto Carlos, Sem-Chance, seu Jeremias, Alfinete, Filósofo, Loreta e seu Luís. Não importa a pena a que tenham sido condenados, todos estão sujeitos às normas de controle de comportamento vigentes na instituição. Por outro lado, todos seguem um rígido código penal não escrito, criado pela própria população carcerária (contrariá-lo pode equivaler à morte).

ESTÃÇÃO CARANDIRU FALA DESSAS PESSOAS. São crônicas sobre formas de viver e de morrer.




A Teus Pés

Editora Ática
, 1998
, 150 páginas

Gênero: Poemas

Autora: Ana Cristina Cesar



COM A TEUS PÉS, ANA CRISTINA CESAR deixou na literatura brasileira a marca de uma escritora surpreendente e original. Por ter participado intensa e bravamente do debate cultural de seu tempo e convivido com os chamados “poetas marginais” dos anos 70, criou-se em torno dela uma aura de curiosidade que em muito contribuiu para um olhar equivocado sobre sua obra, definida às vezes como intimista, quase autobiográfica na essência.

A TEUS PÉS ALCANÇA HOJE SUA VERDADEIRA dimensão, inscrevendo-se na modernidade como literatura perene e de alta qualidade. No conjunto de poemas curtos, páginas de diário, correspondência, o tom de intimidade funciona como verdadeiro jogo de sedução estética. Feito de um sutil esconder-revelar que vai muito além do coloquial, torna-se uma inquietante reflexão sobre o próprio fazer do escritor. Não é por acaso que a autora dialoga com outras vozes poéticas contemporâneas. As referências a Walt Whitman, Carlos Drummond de Andrade, Elizabeth Bishop e outros são muitas vezes explícitas.

A PAIXÃO, O DESEJO, AS VIVÊNCIAS URBANAS e as impressões cotidianas tematizam uma poesia fascinante e ao mesmo tempo delicada. Ousado sem perder a elegância, A Teus Pés pertence àquela esfera da linguagem que é, como definia Ana Cristina Cesar, “um tipo de loucura qualquer... que meio te tira do eixo”.




Historia de América - En los Siglos XIX y XX

Aique Grupo Editor (Argentina), 2001, 323 páginas

Gênero: História

Autores: Horacio Gaggero, Alicia F. Garro e Silvia C. Mantirian

Idioma: Espanhol


O LIVRO COMEÇA COM A RUPTURA dos pactos coloniais, os primeiros passos para a criação das atuais nações latino-americanas e à concretização prematura da independência dos Estados Unidos da América.

ATÉ MEADOS DO SÉCULO XIX, os países da América latina buscam o progresso econômico e a consolidação de seus projetos políticos; nos Estados Unidos começa o processo de industrialização, e o Canadá organiza-se, finalmente, como domínio autônomo da Coroa Britânica.

A PARTIR DE 1870, na América Latina intensificam-se as políticas de livre-câmbio com crescimento do mercado e da população, e manifesta-se o entusiasmo pelos sistemas constitucionais. Todo o continente abre-se à imigração e começam as relações conflituosas entre os Estados Unidos e a América Latina.

A CRISE DOS ANOS 30 impacta tanto os países centrais quanto os periféricos. Aplicam­se políticas desenvolvimentistas, mas a estrutura social acusa profundas diferenças entre os países latino-americanos. A depressão modifica a sociedade nos Estados Unidos e surge o New Deal, para evitar a repetição dos acontecimentos de 1929. A crise é particularmente grave no Canadá e a Segunda Guerra Mundial leva à industrialização, para substituir importações na América Latina.

A GUERRA FRIA E A DOUTRINA DE SEGURANÇA NACIONAL predominam até 1950. Nessa década produz-se a Revolução Cubana e planifica-se a Aliança para o Progresso. Os anos 60 pressagiam uma era de crise para a América Latina; a esquerda intelectual latino- americana converte-se em revolucionária tenta legitimar essa situação.

DURANTE OS ÚLTIMOS TRINTA ANOS DO SÉCULO XX, acentua-se a influência dos Estados Unidos nos países latino-americanos, influência que se manifesta na formação de integrações econômicas regionais. Velhos e novos problemas agitam o continente, entre eles as crises sociais, as migrações e as drogas ilegais.




Era dos Extremos - O Breve Século XX

Companhia das Letras
, 1994. 562 páginas

Gênero: História

Autor: Eric Hobsbawm, historiador, fez seus estudos em Viena, Berlim, Londres e Cambridge. Fellow da British Academy of Arts and Sciences, professor visitante em diversas universidades da Europa e da América, lecionou até aposentar-se no Birkbeck College, da universidade de Londres. Desde então, ensina na New School for Social Research, em Nova Iorque.


O SÉCULO XX DEIXA UM LIGADO INEGÁVEL de questões e impasses. Para Eric Hobsbawm, o século foi breve e extremado: sua história e suas possibilidades edificaram-se sobre catástrofes, incertezas e crises, decompondo o construído no longo século XIX. Aqui, porém, o desafio não é tanto falar das perplexidades de hoje, mas mergulhar nos acontecimentos, ações e decisões que, desde 1914, constituíram o mundo dos anos 90, um mundo onde o passado e futuro parecem estar seccionados do presente. Somente Hobsbawm, com a concisão do historiador e a fina ironia de julgamentos de quem viveu e pensou em compromisso com o período sobre o qual escreve, poderia enfrentar o desafio de compreender e explicar a articulação entre a primeira Sarajevo e os quarenta anos de guerra mundial, crises econômicas e resoluções da primeira metade do século, e a última Sarajevo, das guerras étnicas e separatistas, da precariedade dos sistemas políticos transnacionais e da reposição selvagem da desigualdade contemporânea.

HOBSBAWM DIVIDE A HISTÓRIA DO SÉCULO EM TRÊS "ERAS". A primeira, da "catástrofe", é marcada pelas duas grandes guerras, pelas ondas de revolução global em que o sistema político e econômico da URSS surgia como alternativa histórica para o capitalismo e pela virulência da crise econômica de 1929. Também nesse período os fascismos e o descrédito das democracias liberais surgem como proposta mundial. A segunda são os anos dourados das décadas de 1950 e 1960 que, em sua paz congelada, viram a viabilização e a estabilização do capitalismo, responsável pela promoção de uma extraordinária expansão econômica e de profundas transformações sociais. Entre 1970 e 1991 dá-se o "desmoronamento" final, em que caem por terra os sistemas institucionais que previnem e limitam o barbarismo contemporâneo, dando lugar à brutalização da política e à irresponsabilidade teórica da ortodoxia econômica e abrindo as portas para um futuro incerto.




O Declínio da URSS - Um Estudo das Causas

Editora Record
, 2000, 326 páginas

Gênero: História

Autor: Angelo Segrillo, historiador especializado em Leste Europeu, graduado pela Southwest Missouri State University (EUA) e cursou mestrado no Instituto Pushkin de Moscou na época da Perestroika (1989 - 92). Retornou à Rússia para completar a pesquisa de sua tese de doutorado. Atualmente, ministra palestras em universidades sobre a história da URSS / Rússia.


HÁ POUCO MAIS DE DEZ ANOS, EM DEZEMBRO DE 1991, aconteceu o impensável: o desmoronamento da União Soviética. Segunda superpotência mundial, desde o fim da II Guerra Mundial presença incontornável nas sucessivas crises da longa Guerra Fria, considerada até meados dos anos 80 como um império em expansão, exaltada, imitada, ouvida, temida, odiada, desabou sem um tiro a poderosa União Soviética.

COMO COMPREENDER QUE UM ESTADO e uma sociedade que alcançaram tal poder e tal projeção tenham ruído de forma tão fulminante? Que um sistema aparentemente monolítico tenha se fragmentado em tantas partes? Que um arcabouço ideológico sólido como o conhecimento da História, de que, aliás, tanto se orgulhava, tenha desaparecido, como que desmanchado no ar?

ANGELO SEGRILLO OFERECE-NOS PISTAS para pensar o impensável. Passa em revista as explicações correntes, e aparentes: a força centrífuga das paixões nacionais; o atraso da agricultura, incapaz de atender as demandas crescentes de uma população cada vez mais urbanizada; o peso do establishment militar, sempre voraz, vergando a sociedade soviética frente à competição desigual com a outra superpotência, os EUA.

SEM REJEITAR O IMPACTO DESSAS CONTRADIÇÕES, o autor convida-nos a ir mais fundo, e mais além, em uma viagem crítica às raízes históricas do sistema, às suas bases constituintes, aos seus fundamentos. No modelo que se constituiu nos anos 30, responsável pelo gigantesco salto que possibilitou a decolagem e a estruturação da grande União Soviética, nas bases de sua organização do trabalho, estariam os vermes que, mais tarde, bloqueariam seus horizontes e rumos.

FUNDAMENTADO EM EXTENSA PESQUISA EMPÍRICA, realizada com fontes russas, consultadas na própria Federação Russa e nos Estados Unidos, oferecendo dados só agora disponíveis, este livro pioneiro atesta com méritos a possibilidade de construir olhares brasileiros, críticos, sobre os mais importantes processos da história contemporânea mundial.




A Outra América - Apogeu, Crise e Decadência dos Estados Unidos

Editora Moderna
, 1994, 103 páginas

Gênero: História

Autor: José Arbex Jr., jornalista e editor da revista Caros Amigos, ex-correspondente do jornal Folha de S. Paulo em Nova Iorque e Moscou. Ex-editor do caderno Mundo do mesmo jornal. Doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo.


O FIM DA UNIÃO SOVIÉTICA, EM 1991, parecia comprovar a superioridade do capitalismo. Para os liberais mais eufóricos, a "nova ordem mundial", pós-socialista, representava o fim da História. A humanidade teria, finalmente, encontrado a receita para assegurar a felicidade, se não a esta, pelo menos às futuras gerações.

MAS A EUFORIA SERIA DISSOLVIDA NA CRISE que afetaria o capitalismo, em particular os Estados Unidos, suposto vencedor da Guerra Fria. Racismo, desemprego, escândalos e desinteresse pela política marcam um país em que se aprofunda o abismo entre ricos e pobres. A revolta de Los Angeles, em maio de 1992, tornou-se um símbolo da decadência do Império Americano.

COM LINGUAGEM SIMPLES E CRÍTICA, o jornalista José Arbex explora as contradições que levaram a América ao impasse, e discute algumas hipóteses sobre o futuro dessa nação.


Crise Intelectual nos Estados Unidos nas Últimas Décadas - Dados

Citado por José Arbex, em A Outra América - Apogeu, Crise e Decadência dos Estados Unidos

O ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos e ex-presidente do Banco Mundial, Mc Namara, apresentou uma importante declaração à Comissão de Orçamento da Câmara de Deputados do país, reunindo a crise econômica, política, ambiental, tecnológica, de saúde, dos serviços públicos, de criminalidade, de preconceito, e também fez séria menção à crise intelectual por que atravessam os EUA. É esta declaração, no que diz respeito á crise intelectual, que será aqui exposta., junto dos dados da Entidade Federal para o Ensino de Ciências Humanas dos EUA.

Tudo isto é citado em José Arbex Jr. em seu livro A Outra América - Apogeu, Crise e Decadência dos Estados Unidos, da editora Moderna. A fonte de Arbex em relação à pesquisa da Entidade Federal para o Ensino de Ciências Humanas foi o jornal O Globo, de 10 de outubro de 1989.

Em sua declaração (resumida aqui), Namara afirma:

13% dos alunos do secundário que completaram o curso fazem-no com habilidade de leitura equivalente à de alunos da sexta série;

Resultados de testes dos alunos norte-americanos hoje, equivalem aos dos alunos japoneses de quatro anos atrás. Enquanto no Japão os alunos empregam 61 horas semanais em sala de aula e estudo em casa, os norte-americanos dedicam apenas 30 horas ao estudo;

A National Science Foundation revelou que no 3º Colegial os alunos do país obtêm, em matemática e ciências, os resultados mais baixos, ou quase, entre os alunos dos países desenvolvidos.

Pesquisa de outubro de 1989 do Instituto Gallup, encomendada pela National Endowment for the Humanities (Entidade Federal para o Ensino de Ciências Humanas), constatou uma crise sem precedentes na formação cultural dos estudantes norte-americanos. Dos 700 entrevistados:

25% atribuíram à Constituição dos Estados Unidos um princípio que, segundo Karl Marx, seria a pedra angular da sociedade socialista: "De cada um segundo sua capacidade, a cada um segundo sua necessidade";

23% disseram que o ex-ditador soviético Stalin foi o autor da sentença com que o premiê britânico, Winston Churchill, sintetizou a divisão do mundo em blocos em 1946: "Uma cortina de ferro desceu sobre a Europa".

11% acreditavam que o czar Nicolau II foi o líder, e não vítima da Revolução Russa de 1917;

Mais de 50% não sabiam que William Shakespeare foi o autor de "A Tempestade", uma de suas mais celebradas peças.


Versos de Mário Quintana - O Tempo
 
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas! / Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano... / Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida /
Quando se vê, já passaram-se 50 anos! / Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.


O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis
, Fernando Pessoa



ARTIGO
A HISTÓRIA SUJA DE HOLLYWOOD, E O CINEMA COMO INSTRUMENTO DE IDIOTIZAÇÃO EM MASSA

A indústria cinematográfica norte-americana em geral, grande lixo cultural, faz apologia das drogas, da violência, da pornografia, do individualismo, do consumismo artificial e do poderio bélico norte-americano, configurando-se também forte arma imperialista dos Estados Unidos. Apoiado pelo Departamento de Defesa do país que, através de contrato restritivo, orienta e apoia materialmente a produção de alguns filmes, o cinema é justamente um dos três maiores símbolos do American Way of Life, isto é, o Estilo de Vida Norte-Americano. E a história de Hollywood, principal indústria do cinema dos Estados Unidos e do mundo, é tão suja quanto àquilo que se propõe a vender ao mundo.

O surto do cinema iniciou-se nos anos de 1920 nos próprios Estados Unidos, que viviam os Frenetic Dancing Days, isto é, Dias de Dança Frenética. Tal metáfora, auto-definida pela sociedade local, deveu-se ao fato de que, emergidos da I Guerra Mundial como uma das grandes potências globais, os Estados Unidos gozavam de prosperidade que, até a Grande Depressão Econômica de 1929, parecia inesgotável e sem limites: a ordem era produzir e consumir cada vez mais, contrastando a situação do restante do mundo, de quem o país havia isolado-se sob todos os aspectos. Foi deste modo que, aos novos produtores da cultura imperante, não importava nada do que continha fora de suas fronteiras pois os Estados Unidos, acreditavam, estavam destinados por Deus a salvar o planeta com sua cultura e a civilização do American Way of Life (crença esta que perdura até hoje, justificando até suas guerras. Para saber mais sobre esta teologia de William Branham, a qual Bush tem levado às últimas consequências, leia Por Trás das Cortinas da Superpotência, e Cacos do império, na Terceira Página - Crônicas).

Foi neste contexto que, junto do carro e do rádio, o cinema obteve seu crescimento avassalador naqueles anos, e no final da década uma média de 100 milhões de norte-americanos frequentavam, semanalmente, os cinemas. E em todo o mundo se conhecia os grandes ídolos do cinema dos Estados Unidos.

Piratas de Terno e Gravata

Contudo, confirmando o velho e manjado vezo popular que "o que começa errado termina errado", Hollywood possui uma história que está à altura exata do que produz até hoje nas sociedades mundiais. No livro Cultura Livre, Lawrence Lessig mostra que, apoiada pelo governo local, a gigante das filmagens nasceu da pirataria que, aliás, não é exceção à regra nos negócios norte-americanos. Veja uma passagem do livro de Lessig (citada no jornal A Nova Democracia de dezembro de 2008):

"A indústria cinematográfica de Hollywood foi construída por piratas fugitivos. Os criadores e diretores migraram da Costa Leste para a Califórnia no começo do século 20, em parte para escapar do controle que as patentes ofereciam ao inventor do cinema, Thomas Edison. Esses controles eram exercidos através de um "truste" monopolizador, a Companhia de Patentes da Indústria Cinematográfica, e eram baseadas na propriedade intelectual de Thomas Edison — patentes. Edison formou a MPPC (Motion Pictures Patents Company — Companhia de Patentes de Filmes de Movimento) para exercer os direitos que a sua propriedade intelectual lhe dava, e a MPPC era bem séria sobre o controle que exigia. Como um comentarista cita em uma situação dessa história: "(...) Os independentes eram companhias como a Fox. E de forma semelhante ao que acontece atualmente, esses independentes foram duramente enfrentados. 'As filmagens eram paralisadas pelo roubo de equipamentos, e 'acidentes' resultavam na perda de negativos, equipamento, prédios e algumas vezes até mesmo de vidas.'[53] Isso levou os independentes a fugir da Costa Leste. A Califórnia era remota o suficiente do alcance de Edison para que esses cineastas pirateassem suas invenções sem medo da lei. E os líderes do cinema de Hollywood, Fox entre eles, fizeram exatamente isso.

"Claro que a Califórnia cresceu rapidamente, e logo a proteção às leis federais acabou chegando ao oeste. Mas como as patentes davam ao dono delas um monopólio realmente limitado (apenas dezessete anos naquela época), quando suficientes agentes federais apareceram, as patentes haviam expirado. Uma nova indústria nasceu, em parte por causa da pirataria da propriedade intelectual de Edison."

Departamento de Defesa dos EUA: "É Nosso Interesse Participar da Produção de Filmes"”

A fim de exaltar a superioridade militar do Estados Unidos, de favorecer a política local de recrutamento, exercer censura e passar a ideia de que a guerra é uma solução necessária, o Departamento de Estado do país participa diretamente da produção de muitos filmes desde o nascimento do cinema, exercendo sempre papel fundamental em suas empreitadas militares: cineastas, visando economizar, procuram a ajuda do Pentágono que lhes fornece imagens de arquivo, assessoria técnica, acesso a equipamentos de última geração, autorização para filmar em instalações militares etc.

Em troca, os produtores de Hollywood submetem seu trabalho aos escritórios do Pentágono responsáveis em auxiliar as produções cinematográficas militares, cujos termos estão inscritos em contrato restritivo: “A produção deverá ajudar os programas de recrutamento das forças armadas. (...) A companhia produtora consultará o Departamento de Defesa para todas as cenas militares durante a preparação, filmagem e montagem”. Segundo Philip Strub, assessor especial de mídia e entretenimento do Departamento de Defesa, “é nosso interesse participar da produção de filmes” (fonte: Victor Battaggion).

Vamos ao Cinema ou Comer Pipoca?

Quanto à barbárie cultural do cinema ao longo de todos estes anos, na era do lucro não importando como, nem para quê, uma boa evidência do fato de que ele se propõe a alienar as pessoas, além de todas as evidências nas próprias telas, são as citações de E. J. Epstein, autor do livro O Grande Filme, reproduzindo a filosofia cultural de um executivo de cinema estadunidense (citado por Emir Sader no artigo Vamos ao Cinema ou Comer Pipoca?, revista Caros Amigos de novembro de 2008):

"'O segredo para uma boa cadeia de multiplexes bem sucedida está naquela porção extra de sal acrescentada à pipoca', disse o executivo. A alta produtividade de pipoca produz grande quantidade com uma porção relativamente pequena de grãos - favorece esses ganhos. Por isso projetam as novas salas para que os espectadores passem antes pela lanchonete: "'Nosso negócio se baseia na movimentação das pessoas. Quanto mais pessoas conseguimos fazer passar pela pipoca, mais dinheiro ganhamos', afirmou um dono de cinema norte-americano. Ele caracteriza o porta-copo em cada cadeira das salas como 'a inovação tecnológica mais importante desde a sonorização'(!). Daí o peso essencial que o público jovem tem, como consumidor concentrado de pipoca e refrigerantes.

"A economia política da pipoca, que comanda a indústria cinematográfica, influencia até na extensão dos filmes. Os muitos longos - de mais de 128 minutos - diminuem uma sessão diária e, com isso, o consumo de pipoca, sal e refrigerante."

Emir Sader conclui sua matéria: "Difícil seguir chamando de arte o cinema - pelo menos o estadunidense, submetido á lógica da pipoca".


E Formar Idiotas Por Quê?

A esperteza que levou os piratas à Califórnia permanece na indústria do cinema hoje, que não receberia apoio direto do Estado norte-americano para investir bilhões e bilhões de dólares em tanta fezes moral e intelectual, caso não houvesse bons motivos para isso, os quais vão muito além dos exorbitantes lucros conforme vimos.

A mais eficiente arma para as forças corruptas de dominação seguirem ganhando terreno, mentes e corações se dá através da aniquilação da cultura e do senso-crítico (*). À "civilização" norte-americana e sua política expansionista coercitiva é fundamental que as sociedades (inclusive a sua) estejam idiotizadas, excluindo delas a necessidade de pensar, de questionar e de ter memória, submetendo a tudo e a todos aos princípios "superiores" e "salvadores" dos Estados Unidos.

Rambo foi produzido no inìcio da década de 1980 para cicatrizar as feridas norte-americanas da vexatória derrota no Vietnã em 1973, na qual foram usadas pelos Estados Unidos até bombas químicas (o agente laranja, caracterizando crime de guerra). E quando o país mal havia recuperado-se moralmente dessa derrota, os escândalos de corrupção envolvendo os presidentes Richard Nixon (1969-1974) e Ronald Reagan (1981-1989), somados à derrota no Irã em 1979, configuraram-se em outros duros golpes que colocaram definitivamente em xeque a democracia do país perante o mundo. Desses seguidos vexames veio o herói-justiceiro do cinema.

Pois Rambo, escolhido com toda sua robustez justamente para passar ao mundo uma imagem de poder dos Estados Unidos, é um personagem "artístico" que representa bem a rapinagem que só cresce naquele país, bem como a estatura intelectual e a truculência dos Estados Unidos, dentro e fora do país.


Mas Você Não Precisa Ser o que Querem que Você Seja

Nunca houve tanto conhecimento científico e tecnológico, nem nunca houve tanta informação e em tempo real como hoje, mas também nunca o ser humano esteve tão afastado da realidade e da sua própria existência quanto atualmente. A violência, a corrupção, a fome, a degradação ambiental e as guerras só aumentam e as sociedades não só não questionam como mal percebem tudo isso, havendo uma conseqüente inversão de valores: assiste-se telenovela como se fosse real, e o real como se fosse telenovela.

Mude de canal, troque o DVD, renove a programação com os amigos, preserve sua cultura como o patrimônio mais precioso que possui. Em um passado remoto, tive meus "podres" culturais e garanto: é possível renovar-se, não custa tanto e vale muito a pena!

Dezembro de 2008



(*) Em abril de 2009, a Embaixada dos Estados Unidos na Síria enviou telegrama secreto revelado por WikiLeaks em abril de 2012, em que dizia: "A atratividade da cultura dos EUA ainda é um mecanismo poderoso para a mudança da Síria. É revelador que, quando o SARG buscou punir os EUA por seu suposto papel no ataque em Abu Kamal em 26 de outubro de 2008, eles evitavam objetivos políticos mas, ao invés disso, fecharam as três principais fontes da cultura norte-americana em Damasco: o Centro de Cultura Americana (ACC), o ALC e a Escola da Comunidade de Damasco. Contar com mais programação cultural, mais programas com alto-falante e o IV programa de intercâmbio, continuam sendo nossas melhores ferramentas para ter um efeito direto sobre a sociedade civil". Leia tradução exclusiva desse telegrama ao português aqui no Blog, o qual revela ainda a injeção de milhões de dólares por parte do governo dos EUA à oposição rebelde na Síria, influenciando inclusive a mídia daquele país, em WikiLeaks - Oriente Médio.


SUGESTÃO DE LEITURA: O Julgamento de Nüremberg e o de Eichmann em Jerusalém:
O Cinema como Fonte, Prova Documental e Estratégia Pedagógica


Nesta obra, o professor Wagner Pinheiro Pereira, doutor em História Social pela USP (Universidade de São Paulo), trata do Tribunal de Nüremberg (1945 - 49) que julgou o holocausto nazista contra os judeus, antes e durante a II Guerra Mundial (1939 - 45), mostrando também como o nacionalsocialismo nazista usou o poder de influência do cinema perante a opinião pública alemã, levando-a à conformidade a atos governamentais, ao ocultamento de fatos e à transformação de mentiras em "verdades" perante as massas


assista vídeo:

Quando Sociedade É Afastada da Atividade Intelectual, Governos Praticam Corrupção com Mais Liberdade



MEMÓRIAS DA REVOLUÇÃO - A PRIMAVERA DOS POVOS ÁRABES' 2011

Meher Bnouni, da Tunísia especialmente ao Blog


Setembro de 2011

Sou um escritor da história... Sou um soldado da liberdade. Nenhuma gaiola poderá jamais encerrar minha alma... Não demonstro medo e continuo altivo. Eu sou da Tunísia!

Enquanto fechava os olhos e vislumbrava rapidamente o passado, uma tempestade de lugares fortuitos, rostos e vozes golpearam minha imaginação. Dentro da combinação de muitas vozes ambíguas e aleatórias, sem rumo correndo na minha cabeça, de repente um som ressoou tão alto e claro, mandando-me direto à noite de 14 de janeiro de 2011 (veja vídeo).

Foi o grito de um advogado tunisiano descendo as ruas mortas de Túnis [capital do país], gritando tão alto palavras que estão e estarão, para sempre, esculpidas em um lugar sagrado em meu coração, em cujo topo está escrito o nome do meu país com caracteres de ouro. "Ben Ali fugiu... A Tunísia está livre... O povo tunisiano está livre!" Esta declaração histórica veio logo após o ex-presidente tunisiano Ben Ali ter fugido da Tunísia.


Este acontecimento acabou com uma era de opressão e escravidão que durou 23 anos. Durante este período cruel, vivemos afastados dos nossos mínimo direitos. O tão dito líder governou o país com mão de ferro, aproveitando-se do seu povo. Ele se beneficiou de cada garrafa de água, de cada pedaço de pão e de cada lâmpada do país. Ele roubou nossa esperança e nossa infância cheia de sonhos jamais vividos, e palavras que nunca entendemos. A criança dentro de mim sempre culpará o líder.

Ao longo dos anos, a situação só piorou com o aumento do desemprego e da corrupção. Até que um dia as pessoas apelaram depois que um homem se queimou vivo, porque seu país não lhe oferecia nenhuma oportunidade de ganhar a vida, frustrando todas as suas tentativas de sobreviver. Essa foi a faísca que acendeu a revolução da Tunísia.

Vivíamos meses sob tensão, até que policiais estavam ao nosso redor em todos os lugares. E, de alguma maneira, eu sabia que era tarde demais para tentar evitar qualquer levante nesta nação. O mal já estava feito, e as pessoas estavam apenas no início de tudo.

Os próximos meses testemunharam uma série de manifestações, bem como o aparecimento de uma palavra que todos os tunisianos diziam, dégage [vá embora, em francês]. Dégage foi dito ao presidente, à polícia e a tudo o que tinha alguma coisa a ver com o antigo regime (veja vídeo da massa clamando dégage, no centro de Túnis).

10 de janeiro, eu estava na escola e tudo parecia calmo na aula de Física, até que ouvimos um barulho vindo da escola próxima. Abri a janela, e havia um grupo de pessoas enfurecidas correndo pelos corredores, fazendo todo mundo sair a fim de participar na manifestação repetindo alguns lemas que, claramente, mexeram com todos.

Fui parar em uma rua principal da cidade, empurrado pela multidão imensa. Policiais estavam por toda a área e conseguiram separar-nos. Cheguei em casa, estava tudo calmo, liguei a TV para saber se as escolas estariam fechadas no restante da semana. Estava emocionado, mas ainda não tinha certeza do porquê. Eu estava sentindo o cheiro de algo suspeito.

Sempre que penso na revolução, lembro-me do Facebook: armou o povo contra o governo corrupto, e como ele serviu de arsenal para organizar tudo, inclusive as manifestações.

Nos próximos dias, as coisas pioraram enquanto sangue era derramado por toda a parte. E o presidente proferiu alguns discursos que se tornaram muito famosos, pelo fato de que todos são engraçados de uma maneira estúpida. Um discurso que nunca me esquecerei será o último, onde ele disse ao povo: "Eu os entendo... Entendo todos vocês". Bem, já era tarde demais. Após 23 anos sem entender seu povo. Ele não era exatamente um líder. Após seu discurso lendário, a revolução atingiu o culme e as pessoas, incandescentes, estavam por toda a parte nas ruas. Todo mundo esperava que ele proferisse outro discurso, mas jamais o fez e as próximas notícias que ouviríamos, seriam as de que ele fugira.

O presidente fugiu. Soou estranho na primeira vez, já que desde que abri meus olhos nesta vida, Ben Ali era o presidente. E agora, ele fugiu. Então, ouvi o advogado na TV e sabia que era uma vitória para a Tunísia. Demos início a algo de grande importância, expulsando o ditador.

Muitas pessoas comemoraram tal feito como se tivéssemos atingido nosso objetivo. Mas o trabalho duro ainda estaria por vir. Quando o presidente escapou, deixou alguém pior que ele.

As escolas ficaram duas semanas fechadas por causa da perigosa situação do país, já que francoatiradores e bandidos estavam em toda parte, e os prisioneiros foram libertados de maneira que não era seguro sequer dar uma volta no quarteirão. Por isso, homens e garotos de todos os bairros do país passaram a noite fora de casa, vigiando a vizinhança. Certo, então senti que sou tunisiano e estava muito orgulhoso disso, enquanto eu via pessoas que antes brigavam, agora dando as mãos e protegendo umas às outras!

Estávamos de volta à escola, fora de época, e tudo começou a se acalmar aos poucos, mas nunca nos esqueceremos dos mártires, não esqueceremos as pessoas que se sacrificaram por uma causa nobre. Carregaremos a tocha até que a vitória seja alcançada.

A Tunísia não era um país onde as pessoas podiam falar livremente, mas hoje todos têm esse direito, todos podem compartilhar seu ponto de vista sem ser punido, nem nada disso. No entanto, algumas pessoas viram a liberdade a partir de uma perspectiva equivocada, e começaram a abusar dela.

Afinal, essa revolução foi apenas o começo de uma nova era de prosperidade e liberdade na Tunísia.


Nota do Blog - Questão fundamental para o futuro democrático das nações árabes é como se dará a influência da ONU e das grandes potências nessa transição, se em apoio a conquistas populares e a elaboração de novas constituições que defendam, de fato, o Estado de direito (e, é claro, que sejam estabelecidas estruturas sócio-políticas que tornem possível colocar-se em prática essas constituições), ou se a influência ocidental se dará de maneira imperialista ”impondo-lhes” a mesma “democracia” iraquiana, afegã e, por que não, latino-americana através de conspirações, sabotagens, golpes e muita corrupção a fim de pilhar as riquezas locais. Se os interesses das populações locais forem efetivamente priorizados através de transparência radical e ruptura total com as velhas ditaduras, dinastias e monarquias, outrora apoiadas diretamente pelas potências ocidentais imperialistas, a Primavera Árabe alcançará seus objetivos.

WikiLeaks revelou, documentalmente como sempre faz, influência secreta de Washington em favor da revolução egípcia, que derrubou o ditador Hosni Mubarak (leia Protestos no Egito: O Apoio Secreto dos Estados Unidos Por Trás do Levante de Líderes Rebeldes, aqui no Blog). É no mínimo muito estranho que a ajuda para derrubar o presidente Mubarak, antigo aliado norte-americano, tenha sido velada. Na Líbia, o ditador Muammar Gaddafi, arquivo vivo, tendo sido anos aliado da CIA, foi triturado por rebeldes após ter sido derrubado do poder (para não dizer o que sabia?), com apoio direto das grandes potências lideradas pelos EUA.

Enquanto isso, os mesmos EUA orientaram a Liga Árabe, composta por Arábia Saudita, Kuwait, Omã, Qatar e Emirados Árabes, a sufocar as manifestações populares no Bahrein que vive sob a autoritária dinastia Al-Khalifa, a qual massacrou covardemente a população nos protestos de 2011, através de execuções sumárias e muita tortura. Justamente no Bahrein está estacionada a principal base naval norte-americana no Oriente Médio, a V Frota. Para ser realista, direto e breve, o futuro livre e justo das nações árabes dependerá, portanto, do quanto as sociedades conseguirem manter-se livres dos interesses petrolíferos das grandes potências (que não respeitam humanitarismo quando estão em jogo o poder e a riqueza), e dos seus fantoches internos.




OS GÂNGSTERS IMPERIALISTAS

por Guillermo Almeyra, 20.10. 2011 / Carta Maior


Um vídeo, publicado pelo Le Monde, mostra Muammar Kadafi capturado vivo e lichado por seus inimigos. Ele não morreu, portanto, em um bombardeio da OTAN quando fugia em um comboio nem em consequência das feridas recebidas quando o levavam em uma ambulância.

Ele foi simplesmente assassinado para que não fosse levado a nenhum tribunal porque aí poderia contar tudo o que sabia sobre as relações entre seu governo e a CIA, o governo e os serviços de inteligência britânicos, Sarkozy e seus “barbudos”, Berlusconi e a máfia, e poderia também lembrar quem são Jibril e Jalil, principais líderes atuais do Conselho Nacional de Transição e, até bem pouco tempo, seus fieis agentes e servidores.

A lista dos limões espremidos é longa: o panamenho Noriega, agente da CIA convertido em um estorvo, salvou-se do bombardeio ao Panamá que tentava assassiná-lo e jamais foi apresentado em um tribunal legítimo. Saddam Hussein, agentes dos EUA durante a longa guerra de oito anos contra os curdos e contra o Irã, teve sim um processo em um tribunal, mas composto por funcionários dos EUA e carrascos, nada de sua defesa política ganhou repercussão e terminou enforcado de modo infame.

Bin Laden, agente da CIA junto com os talibãs durante toda a guerra contra os soviéticos no Afeganistão e sócio do presidente George Bush na indústria petroleira, foi assassinado desarmado em uma grande operação típica de gangsters e foi lançado ao mar para que não falasse em um processo e para que nem sequer sua tumba pudesse servir como ponto de encontro a todos os que no Paquistão e no Afeganistão repudiam o colonialismo dos criminosos imperialistas.

Agora, os imperialistas franco-anglo-estadunidenses acabam de utilizar a barbárie e o ódio inter-tribal para se livrar de Kadafi que, como prisioneiro, era um perigo para eles. O novo governo líbio que surgirá depois de uma luta feroz entre os diversos clãs e interesses que integram o atual CNT, poderá renegociar assim a relação de forças entre as diferentes regiões e tribos sem o kadafismo e sob a tentativa imperialista de submetê-lo, mas afogou o passado em um banho de sangue e nasce coberto de horror e de infâmia perante o mundo.

Kadafi não será lembrado pelos líbios como um novo Omar Mukhtar, o líder da resistência ao imperialismo italiano enforcado pelos fascistas, porque antes de ser assassinado por seus ex-sócios e servidores também foi responsável por inúmeros crimes e enormes traições. Mas seu linchamento cairá como uma mancha a mais sobre seus executores e sobre os mandantes da turba feroz que o despedaçou aplicando-lhe a pena de morte selvagem que os imperialistas decretam contra seus agentes que precisam despachar.



A INFÂMIA DA INTOLERÂNCIA CONTRA OS VULNERÁVEIS SOCIALMENTE

por Heloísa Helena, 1.4.2011 / Socialismo e Liberdade


Ao longo da minha história de vida, desde a infância pobre no interior de Alagoas, vivenciei o belo aprendizado de admirar a coragem como atributo essencial na formação do caráter da mulher e do homem. Aprendi com a vida que sem coragem não é possível ser honesto em terreno ocupado majoritariamente por bandidos, como é a política... Sem coragem não é possível ser solidário e caridoso para defender o oprimido das mãos cruéis dos que tentam aniquilar sua dignidade... Sem coragem não é possível defender a pequena e pobre criança do mundo maldito e poderoso do narcotráfico... Sem coragem não é possível defender os recursos naturais da exploração predatória e feroz da acumulação de riquezas à custa da vida das futuras gerações... Sem coragem estaremos mesmo condenados às prisões do submundo do silêncio diante de todas as formas de expressão dos reinos de dinheiro e poder!

Aprendi também que não é sinônimo de coragem e sim prova cabal da desprezível covardia humana os comportamentos de intolerância e humilhação contra os mais fracos, contra aqueles vulneráveis socialmente e massacrados pela classe social, gênero, cor da pele, orientação sexual, convicção religiosa... isso tem permitido a muitos espancar, violentar, mutilar e assassinar seres humanos. A crueldade desses métodos, dissimulados ou explícitos, tem constituído inaceitável direito por alguns de marcar pela violência imunda e cruel o corpo e a dignidade de outros com a prática que deve ser chamado de crime de racismo, homofobia, intolerância religiosa, machismo e, portanto iniqüidade contra os que pensam, vivem e amam de forma diferente dos padrões e valores hegemonicamente aceitos em nossa sociedade.

Ao longo da história da humanidade, sob a égide da intolerância, milhões de vidas humanas foram destruídas pelos preconceitos e pela tentativa de supremacia do poder material e das convicções pessoais ou espirituais de uns sobre o esmagamento da dignidade dos outros.

Na abordagem das convicções espirituais quem pode esquecer as histórias de horror patrocinadas pelo poder reinante contra mulheres e homens cristãos, templos sagrados do espírito santo que foram crucificados, queimados, destruídos... ou a indignidade contra judeus e muçulmanos e budistas e umbandistas e entre as religiões ou na vã tentativa de acabar com todas elas...experiências onde cada uma religião tenta trazer pra si a exclusividade comercial da condição de ungido por Deus ou no outro extremo, os ungidos pelo fanatismo ideológico e ateísmo que tentam ser proprietários da mente e coração de outros.

Revisitando a nossa própria história temos obrigações com a construção ao menos de uma sociedade de menos barbárie e a necessária preservação das lembranças que insistem em nos dizer: ...A ninguém é dado o direito de esquecer os terríveis colares de orelhas humanas que eram ostentados pelos caçadores de escravos ou as marcas de ferro em brasa que marcavam os negros ou os ganchos de ferro que atravessavam as costelas das negras e as penduravam para sangrar até morrer... A ninguém é permitido esquecer das pequeninas mulheres menininhas pobres que têm suas virgindades leiloadas e são estupradas pelos políticos bandidos e autoridades vagabundas de Alagoas ou em qualquer outro pedaço de terra deste planeta... A ninguém é concedido o poder de humilhar com palavras chulas e vulgares ou esbofetear, mutilar e assassinar alguém por sua orientação sexual ou por sua relação homoafetiva... A ninguém deverá ser possível fingir que não viu o mendigo ou morador de rua ou índio em chamas, todos assassinados porque eram o retrato da triste e angustiante miséria humana...

Quem tem realmente coragem de tentar mudar o mundo e construir uma nova sociedade de paz, ética, justiça e solidariedade não prioriza atacar covardemente os mais frágeis e vulneráveis socialmente e não ousa quebrar em pequenos fragmentos de dor e humilhação o coração daqueles que muitas vezes nem podem escolher como viver. Quem realmente quer semear generosidade e respeito em nossa tão frágil "democracia" possibilita, desde a infância em casa até as atividades educacionais e culturais em público, a compreensão ética da belíssima diversidade humana e assim usará a coragem com suas palavras de fogo e esperança inquebrantável contra os reinos podres de corrupção, violência e poder e jamais ostentará arroubos de covardia contra os mais pobres, simples e vulneráveis socialmente!




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CONTEÚDO (com ligações)


I. BLOGANDO COM EDU - Perfil, Comentários e Literatura

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II. PRIMEIRA PÁGINA- Poemas


lll. SEGUNDA PÁGINA - Meio Ambiente, Esporte e Saúde


lV. TERCEIRA PÁGINA - Crônicas / Questões Internacionais


V. NO PIQUE DA VIDA - Reflexões


VI. ARQUIVO - Os Noticiários Mundiais

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Página 2



VII. TERRORISMO DE ESTADO - A Invasão Norte-Americana ao Iraque



VIII. O AFEGANISTÃO ESTÁ ASSIM

Página 1

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IX. SANEAMENTO PÚBLICO - ONDE JOGAR TANTO LIXO HUMANO?


X. ANISTIA INTERNACIONAL - Uma Questão de Liberdade


XI. ÉTICA NA TV - Uma Questão de Liberdade


XII. HUMAN RIGHTS WATCH - Uma Questão de Liberdade


XIII. GOLPES MILITARES NA AMÉRICA LATINA


XVI. HISTÓRIAS MUNDIAIS


XV. ENAS NAFFAR: OLHAR SOBRE O ORIENTE MÉDIO - Visão Palestina no Blog

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XVI. CULTURA & ARTE AFEGÃ

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XVII. O BRASIL NO ESPELHO - Crônicas


XVIII. Especial: TERRORISMO

Grupos

Estados


Mídia

Religiões

Polícia

Trabalho



XIX. IDIOMAS

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XX. WIKILEAKS

Brasil (Página 1)

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América Latina

Estados Unidos, Europa, África e Ásia

Oriente Médio



XXI. MALALAÏ JOYA - A Mulher Mais Corajosa do Afeganistão

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XXII. PÁTRIA GRANDE PORTENTOSA - Paisagem & Cultura Latina

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XXIII. AVÓS DA PRAÇA DE MAIO - Uma Voz por Liberdade na Argentina

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XXIV. UM POUCO DE EDU MONTESANTI, DO BRASIL E DO MUNDO


XXV. MENTIRAS E CRIMES DA "GUERRA AO TERROR", E O JORNALISMO BRASILEIRO MANCHADO DE SANGUE
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#Posté le mercredi 18 juin 2008 05:24

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