Eduardo Montesanti Goldoni dá-lhe boas-vindas



Deus não seria leviano a ponto de deixar-nos com apenas um conhecimento intuitivo de Sua pessoa. Em Sua eterna bondade, ao contrário, Ele dá o esquema tático que nos ajuda a ser campeões da vida!! Trata-se, é claro, do Evangelho - que mudou para muito melhor minha vida, e a de tantas e tantas outras pessoas. Tenho aprendido fortemente que muitas vezes o que significa perda para este mundo pode ser, aos olhos de Deus, uma grande vitória, o que explicito em Derrota ou Vitória? Uma Questão de Vida Eterna, na página No Pique da Vida - uma injeção de ânimo! Entre poemas, crônicas, notícias, entrevistas, esporte, saúde, meio ambiente, literatura, economia, curso de 7 idiomas, história, reportagem com minhas experiências de vida no esporte, música, muitas imagens, vídeos e tanto conteúdo, o qual, espero, seja do seu agrado.

Eduardo Montesanti Goldoni *



POEMAS - CRÔNICAS - ENTREVISTAS - NOTÍCIAS - LITERATURA
MÚSICA - HISTÓRIA - IDIOMAS - MEIO AMBIENTE - ESPORTE - SAÚDE



* Colunista do Nolan Chart (Estados Unidos)



* Tradutor do sítio de Malalaï Joya (Afeganistão)





fluidez nos sentimentos e na expressão
uma questão de liberdade





POR TRÁS DAS CORTINAS DA MÍDIA INTERNACIONAL
Entrevista do Afeganistão Distorcida - Apresentamos a Original

"Guerra ao Terror" e Sua Ilimitada e Infinita Corrupção por Todo o Mundo

Entrevista totalmente distorcida de jornaleco brasileiro com Malalaï Joya, do Afeganistão
Ocultadas revelações bombásticas sobre a ocupação norte-americana no país
Azar da máfia: a entrevistada enviou-nos, com exclusividade, a versão original da entrevista

na Terceira Página - Crônicas




Carta Aberta ao Vereador Apolinário, de Edu Montesanti

O vereador Apolinário de São Paulo, junto de 12 colegas, envolveu-se recentemente
em casos comprovados de corrupção, todos absolvidos vergonhosamente pela Justiça.
Confira a Carta Aberta de Edu Montesanti ao vereador Apolinário





GOLPES MILITARES NA AMÉRICA LATINA
O Estado contra o Cidadão


primeira obra da série (exclusiva do blog):

O Brasil Subjugado por uma Elite Ignorante, Histérica e Devastadora

clique aqui




A História do Afeganistão que os Livros e a Imprensa Abafam

Confira a triste história afegã, e as verdades da invasão norte-americana





SANEAMENTO PÚBLICO - ONDE JOGAR TANTO LIXO HUMANO?

O Estado Brasileiro Racista, Criminalizador da Pobreza e Exterminador

uma seção dedicada inteiramente à questão, cheia de surpresas

clique aqui




A HISTÓRIA SUJA DE HOLLYWOOD
E O CINEMA COMO INSTRUMENTO DE IDIOTIZAÇÃO EM MASSA

em Blogando com Edu, logo abaixo




Você sabia que...

... se cada brasileiro, chinês e indiano levasse o estilo de vida norte-americano, precisaríamos de 3 planetas?

Saiba mais em Gasolina?? Crise?? Fuja Disso!!!, em Blogando com Edu, logo abaixo




TERRORISMO DE ESTADO

A ONU e a mídia mundial consideram só terror praticado por indivíduos ou grupos,
mas não preveem terrorismo de Estado. AQUI nós prevemos, e denunciamos




O Descortinar da Alta Magia

Conheça a história e tremendas revelações de Eduardo Daniel Mastral
De Filho do Fogo a Filho da Luz!
Hoje cristão, um dia satanista com muita história para contar...
O mundo espiritual e a luta entre o bem e o mal são mais intensos do que se imagina

em No Pique da Vida




Confira a máfia da Indústria Farmacêutica em

Laboratórios Têm a Dosagem da Corrupção




LEIA TAMBÉM

poema VENTOS DO RIO GRANDE - profunda declaração de amor a alguém muito especial, enaltecendo também as maravilhas naturais do Brasil,
do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul

na PRIMEIRA PÁGINA - Poemas





Pois se trata de um idioma fácil e lindo, mais falado na Escandinávia. Outros seis idiomas, os mais falados na Europa Ocidental, são apresentados com explicações práticas, lições e traduções (de músicas, poemas e matérias jornalísticas e culturais),

em IDIOMAS

e também POR QUE? POR QUÊ? PORQUE? PORQUÊ?

tire as dúvidas da "GRAFIA DOS "PORQUES", entre outras mais frequentes da língua portuguesa
em IDIOMAS



E MAIS

GATINHAS E MARIAS-GASOLINAS EM GERAL: ATENÇÃO! entenda por que carro já saiu de moda, veja como a crise da gasolina pode ser, sob certos aspectos, tão insignificante em sua vida, e novas (velhas) alternativas para um ecossistema sustentável

+ recomendações literárias

em BLOGANDO COM EDU, logo abaixo



DERROTA OU VITÓRIA? UMA QUESTÃO DE VIDA ETERNA - conheça um pouco do dia-a-dia do futebol e seus bastidores, saiba de que forma maus empresários infiltram-se levando jogadores ao exterior e, em meio a tudo isso, como alguns jovens atletas garantem: "Melhor que ir à Europa é ir para o Céu!!", com muito suor, muitos gols e bastante entusiasmo!!

isso e mais em NO PIQUE DA VIDA



Você sabia que...

... estudos científicos recentes em todo o mundo apontam redução na taxa de mortalidade dos vegetarianos, de 25% a 50%, e que estes vivem em média oito anos a mais?


E você também sabia que...

... estudo internacional de 2003 indicou que, com três semanas de alimentação vegetariana, 39% dos diabéticos deixaram de tomar insulina definitivamente, e 71% livraram-se para todo o sempre de medicamentos orais? E que são raríssimas as possibilidades de um vegetariano se tornar diabético?


leia mais sobre este e outros temas envolvendo alimentação, saúde, bem-estar e medicina do esporte na SEGUNDA PÁGINA



www.edumontesanti.skyrock.com

UMA QUESTÃO DE LIBERDADE





Conheça os direitos humanos

www.br.amnesty.org




todo o conteúdo deste blog possui direitos autorais reservados




às amadas memórias de Ricardo Rocha e Humberto Goldoni
e em gratidão Àquele que é fonte de amor e de toda sabedoria

# Posté le mercredi 18 juin 2008 07:39

Modifié le lundi 08 février 2010 11:57

l. BLOGANDO COM EDU - Perfil, Literatura e Comentários

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Edu por Edu


Palavras do Coração



ANTECEDÊNCIA PREDOMINANTEMENTE ITALIANA. ALÉM DOS MONTESANTI E DOS GOLDONI, DEL CHIARO, FINOTTI, GAVIOLLI, BINNI E MAVALAZZI COMPÕEM FAMILIARES DIRETOS DA ITÁLIA. ORIGENS: LAZIO, MODENA, LUCCA, ROVIGO, VENETTO E SICILIA


ESPORTE QUE PRATICO ATUALMENTE: TRIATLO

VEGETARIANO (UMA DAS MINHAS PAIXÕES)

NATURAL DE LARANJAL PAULISTA - ESTADO DE SÃO PAULO

PASSATEMPOS PREFERIDOS: CORRER, NADAR, ANDAR DE BICICLETA, OUVIR MÚSICA, LER, ESCREVER E ASSISTIR TV

PERSONALIDADES: HUMERTO GOLDONI, RICARDO ROCHA, RENAN, MARLENE, LUÍS FELIPE SCOLARI, PELÉ, HELOÍSA HELENA, MALALAÏ JOYA, JORGE KAJURU E EDUARDO SUPLICY

PERSONALIDADES HISTÓRICAS: CHE GUEVARA, EVITA PERÓN, MAHATMA GANDHI, MADRE TERESA DE CALCUTÁ E CARLOS ANTONIO LÓPEZ

JORNALISTAS: JORGE KAJURU, JOSÉ ARBEX E EDUARDO GALEANO (URUGUAI)

JORNAIS: BRASIL DE FATO (SEMANAL) E GRANMA (CUBA)

REVISTAS: DOS VEGETARIANOS, CAROS AMIGOS, LE MONDE DIPLOMATIQUE, POLÍTICA EXTERNA, MEDICINA DO ESPORTE, PLANETA, CARTA CAPITAL, COUNTERPUNCH (ESTADOS UNIDOS) E FOREIGN AFFAIRS (ESTADOS UNIDOS)

SÍTIOS NA INTERNET: ANISTIA INTERNACIONAL, CARTA MAIOR, VIA DE ACESSO E PRENSA LATINA

PROGRAMAS DE TV: VIOLA, MINHA VIOLA E SR. BRASIL (TV CULTURA), E DIREITOS DE RESPOSTA (NBR)

HISTORIADOR: ERIC HOBSBAWM (INGLATERRA)

SOCIÓLOGO: EMIR SADER

FILÓSOFO: ROGER GARAUDY (FRANÇA)

JURISTAS: DALMO DALLARI E FÁBIO KONDER COMPARATO

TEÓLOGOS: LEONARDO BOFF E FREI BETTO

CANTORES: SÉRGIO REIS, ALMIR SATER, TOQUINHO, DJAVAN, LEONARDO E MICHAEL W. SMITH (ESTADOS UNIDOS)

CANTORA: LAURA PAUSINI (ITÁLIA)

GRUPOS MUSICAIS: OS FILHOS DO RIO GRANDE, KADOSHI E GIPSY KINGS (ESPANHA)

FRASE QUE MEXE COMIGO: "EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA; AQUELE QUE CRÊ EM MIM, AINDA QUE ESTEJA MORTO, VIVERÁ"

UM ORGULHO: SER CAIPIRA, TER CRESCIDO EM MEIO A GALINHAS E PORCOS, TER SIDO MOLEQUE PISANDO DESCALÇO EM BARRO, TER APRENDIDO A ME VIRAR PEGANDO FRUTA NO PÉ, A ME ARRISCAR PULANDO MURO E NADANDO NO RIO. TER APRENDIDO A OBSERVAR A SIMPLICIDADE ENCANTADORA DA VIDA, RESPEITANDO A TODOS PELO QUE SÃO, AMANDO E CONVIVENDO COM ANIMAIS

UM SONHO: PARTICIPAR DE ALGUMA PROVA INTERNACIONAL DE TRIATLO

UM PRESENTE DE DEUS: MINHA INFÂNCIA

TRÊS DESEJOS: ERRADICAÇÃO DA FOME E DAS GUERRAS, E CONVIVÊNCIA HARMONIOSA ENTRE SERES HUMANOS E ANIMAIS

LIÇÕES DA VIDA (SOBRETUDO ATRAVÉS DO ESPORTE): DETERMINAÇÃO, DISCIPLINA E RESPEITO AO ESPAÇO DO OUTRO. SABER O MOMENTO DE SER GENEROSO E SOLIDÁRIO, E O DE SER "MALANDRO". O DE SER GENTIL E AMÁVEL, E O MOMENTO DE "SENTAR MÃO À MESA"

GRANDES PRAZERES: VIVER E VER A GLÓRIA DE DEUS, AINDA QUE AS CIRCUNSTÂNCIAS DIGAM NÃO

O QUE NÃO SUPORTO (E ME FAZ ROMPER QUALQUER RELACIONAMENTO): INVEJA, NEGLIGÊNCIA, ABUSO DE PODER, DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS, FOFOCA E TRAIÇÃO DE QUALQUER ESPÉCIE

NÃO FAÇO QUESTÃO DE AGRADAR



Eu Amo e Valorizo Minha Cultura

A cultura está diretamente ligada ao sentimento do indivíduo, é a expressão mais viva da sua personalidade, da sua história, dos seus costumes, das suas raízes, das suas paixões. Soma de todas as realizações humanas transmitidas de geração a geração, a cultura é a auto-afirmação da nossa identidade, é a essência do ser humano.

Ao contrário do que o sistema competitivo e individualista em que vivemos tenta-nos inculcar, não existem culturas superiores, mas sim diferentes. Certa vez, o jornalista Milton Neves fez uma feliz observação: "Quem esquece as raízes possui, no mínimo, caráter duvidoso".

Quando há valorização e respeito à própria cultura, algumas consequências naturais disso são auto-estima, valorização e respeito pela cultura e por toda a história de outros povos, enxergando-os e admirando-os como diferentes sim, mas não como inferiores, superiores nem inimigos. Outra consequência é ser valorizado por eles em retorno. Essa sábia atitude, antes de tudo para consigo mesmo, também acaba levando naturalmente ao diálogo e à convivência multicultural, universal e pacífica, calando sem maiores esforços vozes xenófobas e devastadoras. É essa preservação cultural que afirma a identidade de uma nação, fazendo-a grande e respeitada.

Convidamo-la, convidamo-lo a visitar nossa Primeira Página - Poemas, onde também se encontra Ventos do Rio Grande - declaração de amor a alguém super-especial viajando pela história, geografia e cultura do Brasil! Visite também a Terceira Página - Crônicas onde, na crônica poética O Choro da América, exaltamos apaixonadamente a história, a geografia, a cultura e o povo latino-americano em mais de 500 anos de riquezas únicas, as quais têm atraído impérios de todas as épocas.




"A vida da humanidade (...) não se desenvolve sob o regime de uma uniforme monotonia, mas através de modos extraordinariamente diversificados de sociedades e civilizações"

Levi-Strauss







Você sabia que...

... o Mc Donald's realiza um dia no ano o Mc Lanche Feliz para ajudar com fundos no tratamento de câncer infantil, mas que nos outros 364 dias promove o câncer infantil?

A fritura de um alimento provoca a maléfica reação chamada acrilamida, que é cancerígena. Redes de fast food como o Mc Donald's possuem em seus lanches taxas de acrilamida 500 vezes acima do nível máximo permitido pela Organização Mundial de Saúde



saiba mais sobre a acrilamida, de onde vem e como evitá-la, entre outras tantas dicas de saúde e os ganhos que proporcionam a ALIMENTAÇÃO VEGETARIANA, com muita informação (com base científica) quebrando mitos e tabus

na SEGUNDA PÁGINA





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DESCUBRA ESTE BLOG. MUITO PRAZER NA DESCOBERTA E MUITO PRAZER NA LEITURA



CONTEÚDO (com ligações)


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Página 1 a 4

Página 5


II. PRIMEIRA PÁGINA- Poemas


lll. SEGUNDA PÁGINA - Meio Ambiente, Esporte e Saúde


lV. TERCEIRA PÁGINA - Crônicas / Questões Internacionais


V. O BRASIL NO ESPELHO - Crônicas



VI. NO PIQUE DA VIDA - Reflexões


VII. HISTÓRIAS MUNDIAIS


VIII. ARQUIVO - Os Noticiários Mundiais

Página 1

Página 2



IX. TERRORISMO DE ESTADO - A Invasão Norte-Americana ao Iraque



X. O AFEGANISTÃO ESTÁ ASSIM

Página 1

Página 2

Página 3

Página 4



XI. SANEAMENTO PÚBLICO - ONDE JOGAR TANTO LIXO HUMANO?


XII. GOLPES MILITARES NA AMÉRICA LATINA


XIII. NOVA ALIANÇA DE DEUS COM O HOMEM – Reflexões do Sr. José Luiz Santos


XIV. IDIOMAS

Inglês

Espanhol

Alemão

Italiano

Francês

Sueco

Português



XV. EDU ENTREVISTA


XVI. UM POUCO DE EDUARDO MONTESANTI GOLDONI, DO BRASIL E DO MUNDO

# Posté le mercredi 18 juin 2008 07:40

Modifié le samedi 26 décembre 2009 15:00

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RECOMENDAÇÕES LITERÁRIAS




Editora Boitempo, 2003

Gênero: História

Autor: Emir Sader



Quase se conta nos dedos das mãos o número daqueles que procuram, no Brasil, pensar a política, pensar o próprio país. Isso explica, em grande parte, a falta de uma formulação prévia da esquerda para sua chegada ao poder, por intermédio do Partido dos Trabalhadores, com a tarefa de descer a cortina sobre o neoliberalismo, fechar as portas ao Consenso de Washington e iniciar o erguimento de um Brasil mais justo consigo e com os seus. A crítica acadêmica ao neoliberalismo do governo de Fernando Henrique Cardoso não foi escassa (embora devesse ser muito mais farta), mas não se aproximou sequer do esboço de teorização da perspectiva de pós-neoliberalismo.

Emir Sader, caso raro de conjugação da atividade intelectual, intensa e brilhante, com a militância política ininterrupta, faz neste A Vingança da História uma reflexão extensa e intensa, contextual e também histórica, sobre as condições nacionais e internacionais em que se manifesta a carência teórica e vivencial da esquerda. Em suas palavras, Não para suprir essas deficiências, mas para apontar o marco histórico em que vivemos e ajudar a desenhar os novos espaços em que essas novas práticas políticas e teóricas devem se dar.

É claro que a motivação reflexiva de Emir Sader tem relação direta com as dificuldades de luta e sua equipe para encontrar o jeito petista de ser governo. Mas o percurso para chegar a essa perplexidade do próprio presidente, do PT e, com maior intensidade traumática, do eleitorado vitorioso e frustrado (por ora?), fez-se através de fatores históricos e sociológicos que levam A Vingança da História a considerações que vão da extinção da União Soviética ao Fórum Social Mundial de Porto Alegre, da falência do modelo neoliberal aos novos conceitos de guerra, e ao futuro que Brasil é esse, deixado pelo governo Fernando Henrique Cardoso e sua associação à hegemonia unipolar dos Estados Unidos, e o que pode ser o pós-neoliberalismo com Lula? Diante de tal questão, quais são os enigmas diante dos quais a esquerda, brasileira e latino-americana, não está paralisada, mas está aturdida?

É urgente pensar, antes que a história apresente mais uma vingança.




Editora Paz e Terra, 2002, 307 páginas

Gênero: História

Autor: Eduardo Galeano (jornalista uruguaio)


"As Veias Abertas da América Latina propõe um rigoroso inventário da história de um continente que deu ouro e prata, açúcar e diamantes, café, minerais estratégicos e vidas humanas aos colonizadores de plantão, recebendo em troca pouco mais que um subdesenvolvimento crônico e controlado".

Jorge Escosteguy (Veja)

"Quase perfeitamente: substituindo "linguagem novelesca" por "linguagem jornalística", seu depoimento torna-se irretocável. Como um repórter, percorre todo o continente, do descobrimento aos nossos dias (ou noites), do extermínio de antigas civilizações indígenas à atual desolação de nossas maiorias".

Joseli Ernesto Gescham (O Globo)

"O escritor e jornalista Eduardo Galeano, uruguaio, até há pouco tempo diretor da extinta revista Crisis em Buenos Aires, escreveu um livro que relata os quase 500 anos de exploração econômica e miséria social na América Latina".

O. P. J. (Folha de Londrina)

O livro de Eduardo Galeano é ao mesmo tempo científico, jornalístico e didático, capaz de estabelecer profundas conexões de tempo e de espaço, unindo África, Brasil, Europa e Caribe em uma mesma tonalidade que vai do século XVI até os dias de hoje".

Luciano Ramos (Folhetim)

"É oportuno ler uma história da América Latina que é, ao mesmo tempo, fatual, teoricamente sólida e de leitura fácil. O livro realiza uma excelente tarefa ao detalhar a história paradoxal da América Latina".

Peter Roman (Science & Society Magazine, Estados Unidos)

Pergunto-me, com As Veias Abertas da América Latina nas mãos, de onde se irradia suas fascinação. É, a um só tempo, um e vários livros: história do saque continental desde os tempos das caravelas até os aviões a jato, o livro constitui síntese de economia política e manual de desditas".

Hugo Neira (Expresso, Peru)

"O livro de Galeano é absolutamente imprescindível para todos os interessados na América Latina".

(Deutsche Volkszeitung, Alemanha)




Jorge Zahar Editor, 159 páginas

Gênero: História

Autor: Roger Garaudy


Seria uma guerra entre o islã e o cristianismo? Não. Entre o ateísmo e a fé? Tampouco. A "guerra santa", para Roger Garaudy, será travada entre o "monoteísmo do mercado", isto é, o dinheiro, e todos os que desejam um sentido para a vida.

Garaudy incomoda. Crítico contundente e incansável do modelo ocidental de crescimento, volta-se aqui contra todos os tipos de dominação, sobretudo a religiosa. Afinal, vaticina, o que salvará o século XXI não será nem o cristianismo nem o islã. Nem a religião dominante dos dominadores, nem a religião dominante dos dominados. Porque a história só comecará com a morte das dominações.

Insurgindo-se contra a grande divisão existente no mundo entre os abastados e os que passam fome, Garaudy se pergunta porque as tradições espirituais e as grandes religiões permanecem mudas e indiferentes a esse flagelo mundial. E responde sem rodeios: "Porque ao longo da história compactuaram com os poderes dominantes e tornaram-se religiões de dominação".

Porém, ressalva, é em seu bojo que se encontra o princípio da libertação e superação dessas divisões desumanas.

A edição brasileira inclui ainda uma resposta de Roger Garaudy ao papa João Paulo II, na qual tece incisivas críticas ao teor da encíclica Evangelium Vitae.




Editora L&M Pocket, 1996, 134 páginas

Gênero: Poemas (portugueses)

"Tudo vale a pena
se a alma não é pequena"

(trecho de poema de Fernando Pessoa)


(1888-1935) Dono de romantismo impressionante, Fernando Pessoa usa as palavras com muita sabedoria, beleza, harmonia e paixão.

Este livro inclui também poemas maravilhosos de Álvaro Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reiz, e ainda Poesias Coligidas, Quadras ao Gosto Popular e Poemas para Lili.

Os amantes de poema não podem deixar de ler esta linda coletânea!



Editora Planeta, 2003, 575 páginas

Gênero: Romance (norte-americano)

Autor: David Zeman, doutor em Filosofia pela Universidade Johns Hopkins, nos EUA, autor de várias obras sobre filosofia. Síndrome de Pinóquio é seu primeiro romance.


O TRANSATLÂNTICO CRESCENT QUEEN leva um grupo de jovens estudantes em cruzeiro quando sofre o impacto de uma arma nuclear de origem desconhecida e desfaz-se instantaneamente. Pouco tempo depois, uma estranha doença começa a tomar conta dos Estados Unidos e não demora muito, torna-se uma epidemia, contagiando pessoas no mundo inteiro. Sem origem e cura conhecidas, a peste paralisa suas vítimas criando uma deformidade física terrível, pela qual passa a ser chamada Sídrome de Pinóquio.

COBRADO PELO ESCLARECIMENTO do ataque ao Crescent Queen e pela solução da misteriosa doença que se espalha, o presidente dos Estados Unidos perde popularidade e á acusado de ser indulgente com os terroristas. Acuado quando seu vice-presidente cai prostrado pela peste, resta apostar tudo no carisma do jovem senador Michael Campbell, verdadeiro herói nacional, e colocá-lo na vice-presidência imediatamente. Mas enquanto a Casa Branca sofre duros golpes dos acontecimentos, e os cientistas procuram fracassadamente pela cura da Síndrome, a repórter Karen Embry segue as pistas por conta própria e uma outra história começa a aparecer.


AS ROUPAS NOVAS DO REI


"Todos os súditos estavam de joelhos, admirando as roupas novas do rei. Aos milhares, os plebeus o aplaudiam. Nunca tinham visto algo tão bonito.

De repente, uma garotinha que segurava a mão da mãe em meio à multidão apontou o dedo ao rei e disse: - Mamãe, o rei está nu! Ele não está usando roupa nenhuma!


"Ninguém acreditou na garotinha. Sua mãe pediu que ficasse quieta e todos esqueceram dela. As pessoas continuaram a admirar as roupas novas do rei (...). Todos os outros agiram motivados por seus interesses, por seus medos ou por uma combinação de ambos".


SÍNDROME DE PINÓQUIO




Editora Campus, 2000, 513 páginas

Gênero: História econômica e militar

Autor: Paul Keneddy, historiador inglês formado pelas Universidades de Newcastle, Oxford e Bonn.


NESTE IMPORTANTE E LÚCIDO ESTUDO, o historiador contemporâneo Paul Kennedy traça a ascensão e queda das grandes potências mundiais em um período de cinco séculos. Começando no século XVI, com a ascensão do Império Habsburgo, e concluindo com uma brihante análise das tendências econômicas e tecnológicas de hoje para o equilíbrio de forças no século XXI, ele mostra como a interação das forças econômicas e militares governa o progresso das nações.

SEJA NO SÉCULO XVl OU NO SÉCULO XXI, uma nação projeta o poder militar de acordo com seus recursos econômicos. O alto custo da manutenção da supremacia militar, porém, enfraquece a base econômica. As grandes potências em declínio reagem gastando mais com a defesa, e desse modo intensificam seu processo de enfraquecimento, desviando recursos essenciais dos investimentos novos e produtivos. Ao descrever a ascensão e posterior queda dos principais países no grande sistema de poder desde o avanço da Europa Ocidental no século XVI - de nações como a Espanha, Holanda, França, Império Britânico e atualmente os Estados Unidos - Paul Kennedy mostra a correlação significativa que sempre houve, em toda a História, entre a capacidade produtiva e criadora de receitas e a força militar.

EM UM ESTUDO DE AMPLAS PROPORÇÕES e ao mesmo tempo detalhado em sua análise, Paul Kennedy esclarece a política das grandes potências durante mais de cinco séculos e focaliza o dilema crítico enfrentado hoje pelos Estados Unidos, pela ex-União Soviética anos atrás, Europa Ocidental e as potências emergentes da Ásia.


ASCENSÃO E QUEDA DAS GRANDES POTÊNCIAS, 31 semanas nas listas de best-sellers do New York Times Book Review e da Publishers Weekly, já se tornou um clássico internacional.





Editora: Scipione

Género: Ciências Sociais

Autor: José Arbex Jr.


Essa obra discute a televisão como um veículo de simulação de imagens pouco criticado pelo telespectador, que o cultua indiscriminadamente.

A televisão não é como um livro nem sequer é como um jornal, cuja leitura pode ser interrompida, refeita, submetida a reflexões. A dinâmica das imagens da TV solicita respostas imediatas do telespectador.

Ao tratar da relação entre o telespectador e a TV, o autor demonstra como tudo o que é veiculado por ela tende a se tornar um espetáculo.





Você sabia que...

... uma alimentação rica em fibras ajuda na limpeza intestinal, gerando maior quantidade de serotonina, substância produzida por neurotransmissores que causa equilíbrio físico e emocional, sensação de bem-estar e bom-humor, aliviando a ansiedade?

... e que a maior incidência de anemia se dá em quem come carne e não em vegetarianos, e que os primeiros, de acordo com recentes pesquisas internacionais, têm chance 54% maior de adquirir câncer de próstata, e 88% de intestino grosso?



mais informações sobre alimentação e saúde na SEGUNDA PÁGINA

# Posté le mercredi 18 juin 2008 08:18

Modifié le mercredi 11 novembre 2009 04:22

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Rodovia dos Imigrantes - SP

Junho de 2008





















Gasolina?? Crise??

Fuja Disso!!!



As previsões indicam que o trânsito de São Paulo literalmente pára em 5 anos; o da cidade de Brasília, em 15 anos

Nicholas Stern, ex-economista-chefe do Banco Mundial, analisou que políticas que agem em favor da proteção do clima ajudam inclusive na economia mundial: os custos da inalterada mudança climática, segundo ele, perfazem de 5% a 20% do PIB por ano, deste modo impedindo, a curto e longo prazo, os êxitos econômicos. Ele avalia também que os custos para a proteção do clima são de 1% do PIB global

Mais de 40% da população mundial não dispõe de água suficiente em seu dia-a-dia, e 3 milhões de mortes anuais por problemas respiratórios são causados por poluição do ar em todo o mundo

No início do século XX, a concentração de gás carbônico na atmosfera era de cerca de 290 ppm (partes por milhão). Atualmente, ela já chega a 380 ppm – e tal escalada segue subindo vertiginosamente, sem que os acordos internacionais em vigor, a Convenção Clima e seu Protocolo de Kyoto, produzam efeitos práticos e significativos

Segundo o “Pai da Economia”, Nicholas Georgecus-Rogen, se cada habitante do Brasil, da Índia e da China vivesse como o norte-americano, precisaríamos de três planetas. Enquanto isso, há 854 milhões de famintos no mundo, 14 milhões destes no Brasil



QUE ADIANTA AO HOMEM GANHAR O MUNDO INTEIRO, MAS PERDER SUA ALMA?





Você sabia que...

...para a pele do animal tornar-se couro, passa pelo maléfico processo de curtume, onde são aplicadas diversas sunvstâncias químicas nocivas ao ser humano?




O Consumo Alienado

Num mundo em que predomina a produção alienada, também o consumo tende a ser alienado. A produção em massa tem por corolário o consumo de massa.

O problema da sociedade de consumo é que as necessidades são artificialmente estimuladas, sobretudo pelos meios de comunicação de massa, levando os indivíduos a consumir de maneira alienada.

A organização dicotômica do trabalho a que nos referimos - pela qual se separam a concepção e a execução do produto - reduz as possibilidades de o empregado encontrar satisfação na maior parte da sua vida, enquanto se obriga a tarefas desinteressantes. Daí a importância que assume para ele a necessidade de se dar prazer pela posse de bens. "A civilização tecnicista não é uma civilização do trabalho, mas do consumo e do "bem-estar". O trabalho deixa, para um número crescente de indivíduos, de incluir fins que lhe são próprios e torna-se um meio de consumir, de satisfazer as "necessidades" cada vez mais amplas."(O. Friedmann, Sete Estudos sobre o Homem e a Técnica, p. 147.).

Vimos que na sociedade pós-industrial a ampliação do setor de serviços desloca a ênfase da produção para o consumo de serviços. Multiplicam-se as ofertas de possibilidade de consumo. A única coisa a que não se tem escolha é não consumir! Os centros de compras se transformam em "catedrais do consumo", verdadeiros templos cujo apelo ao novo torna tudo descartável e rapidamente obsoleto. Vendem-se coisas, serviços, idéias. Basta ver como em tempos de eleição é "vendida" a imagem de certos políticos...

A estimulação artificial das necessidades provoca aberrações do consumo: montamos uma sala completa de som, sem gostar de música; compramos biblioteca " a metro" deixando volumes "virgens" nas estantes; adquirimos quadros famosos, sem saber apreciá-los (ou para mantê-los no cofre). A obsolescência dos objetos, rapidamente postos fora de moda", exerce uma tirania invisível, obrigando as pessoas a comprarem a televisão nova, o refrigerador ou o carro porque o design se tornou antiquado ou porque uma nova engenhoca se mostrou "indispensável".

E quando bebemos Coca-Cola porque "E emoção pra valer!", bebemos o slogan, o costume norte-americano, imitamos os jovens cheios de vida e alegria. Com o nosso paladar é que menos bebemos...

Como o consumo alienado não é um meio, mas um fim em si, torna-se um poço sem fundo, desejo nunca satisfeito, um sempre querer mais. A ânsia do consumo perde toda relação com as necessidades reais do homem, o que faz com que as pessoas gastem sempre mais do que têm. O próprio comércio facilita tudo isso com as prestações, cartões de crédito, liquidações e ofertas de ocasião "dia das mães" etc.

Mas há um contraponto importante no processo de estimulação artificial do consumo supérfluo - notado não só na propaganda, mas na televisão, nas novelas -, que é a existência de grande parcela da população com baixo poder aquisitivo, reduzida apenas ao desejo de consumir. O que faz com que essa massa desprotegida não se revolte?

Há mecanismos na própria sociedade que impedem a tomada de consciência: as pessoas têm a ilusão de que vivem numa sociedade de mobilidade social e que, pelo empenho no trabalho, pelo estudo, há possibilidade de mudança, ou seja, "um dia eu chego la E se nao chegam, "é porque não tiveram sorte ou competência".

Por outro lado, uma série de escapismos na literatura e nas telenovelas fazem com que as pessoas realizem suas fantasias de forma imaginária, isto sem falar na esperança semanal da Loto, Sena e demais loterias. Além disso, há sempre o recurso ao ersatz, ou seja, a imitação barata da roupa, da jóia, do bule da rica senhora.

O torvelinho produção-consumo em que está mergulhado o homem contemporâneo impede-o de ver com clareza a própria exploração e a perda da liberdade, de tal forma se acha reduzido na alienação ao que Marcuse chama de unidimensionahdade (ou seja, a uma só dimensão). Ao deixar de ser o centro de si mesmo, o homem perde a dimensão de contestação e crítica, sendo destruída a possibilidade de oposição no campo da política, da arte, da moral. Por isso, nesse mundo não há lugar para a filosofia, que é, por excelência, o discurso da contestação. "

Fonte: Livro didático FILOSOFANDO, INTRODUÇÃO À FILOSOFIA.
Maria Lúcia Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins. São Paulo: Ed. Moderna, 1993





Voce sabia que...

... uma em cada seis pessoas morre de fome no mundo, e que a cada cinco segundos morre uma criança faminta?




A Frota de Veículos e a Fome


Trechos da matéria de mesmo nome, jornal Brasil de Fato

Edição 27 de novembro a 3 de dezembro de 2008



"Em um mundo cada vez mais rico, nunca tantas pessoas passaram tanta fome, desnutrição e inanição", afirma Jean Ziegler, relator especial das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação.

Em meio a tudo isso no mundo, que é capaz de produzir alimentos para suprir o dobro da demanda de toda a população mundial, 854 milhões de pessoas passam fome; no Brasil há 14 milhões de famintos e 72 milhões de subnutridos, sendo que o país é o quarto produtor mundial de alimentos.

A razão dessa grande contradição, um "genocídio silencioso", é que a produção agrícola brasileira está cada vez mas voltada para o mercado externo e para a produção de agrocombustíveis, para abastecer o tanque dos automóveis e não para alimentar os 14 milhões de brasileiros famintos. "Usar terras de agricultura para o etanol é um crime. E tudo isso acaba gerando alta dos alimentos. No monento em que enche o tanque, você tira o alimento de uma criança", afirmou Ziegler.

"Os preços dos alimentos aumentaram nos últimos meses como nunca em 30 anos, atingindo em cheio os mais desfavorecidos", declarou o diretor-geral do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares (IFPRI).

No Brasil, a situação não é diferente. Em 2007, os alimentos tiveram a maior alta nos últimos cinco anos, enquanto se reduziram as áreas plantadas de produtos agrícolas, como feijão, milho, arroz e mandioca.

Os monocultivos voltados para a produção de agrocombustíveis estão avançando em áreas antes destinadas à agricultura camponesa, responsável por cerca de 70% dos alimentos consumidos no país.

Diante desse cenário, o economista francês Bruno Parmentier, diretor da École Supérieure d'Agriculture d'Angers (ESA), pergunta: "A agricultura, daqui para frente, deve servir à produção de alimentos ou á energia? Veja que coincidência: 800 milhões de pessoas sentem fome no planeta. E temos uma frota global de 600 milhões de automóveis e 200 milhões de caminhões. O número é o mesmo: 800 milhões querem comida, 800 milhões querem combustível. E agora?"

# Posté le mercredi 18 juin 2008 08:21

Modifié le dimanche 29 novembre 2009 19:16

l. BLOGANDO COM EDU - Perfil, Literatura e Comentários

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RECOMENDAÇÕES LITERÁRIAS




Companhia das Letras, 1999

Gênero: Documentário / Problemas Sociais

Autor: Drauzio Varella


Com mais de 7200 presos, a Casa de Detenção de São Paulo foi o maior presídio do país. Estava situado no bairro do Carandiru, a dez minutos da praça da Sé, marco zero da cidade. Construída na década de 20, era um conjunto arquitetônico formado por sete pavilhões, cada um com cinco andares. Neles havia corredores que chegavam a cem metros de comprimento. As celas tinham portas maciças (para saber o que se passava atrás delas, era preciso abri-las). Os presos passavam o dia soltos e eram trancados à noite. Só o pavilhão Cinco abrigava 1700 prisioneiros, mais de seis vezes a população carcerária do presídio norte-americano de Alcatraz, desativado nos anos 60.

Em 1989, Drauzio Varela iniciou na Casa de Detenção um trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Seu relato neste livro tem as tonalidades da experiência pessoal: resulta dos relacionamentos que a profissão de médico permitiu manter com presos e funcionários; não busca denunciar um sistema prisional antiquado e desumano; expressa uma disposição para tratar com as pessoas caso a caso, mesmo em condições nada propícias à manifestação das individualidades.

Na cidade do Carandiru, Drauzio conheceu pessoas como Mário Cachorro, Xanto, Roberto Carlos, Sem-Chance, seu Jeremias, Alfinete, Filósofo, Loreta e seu Luís. Não importa a pena a que tenham sido condenados, todos estão sujeitos às normas de controle de comportamento vigentes na instituição. Por outro lado, todos seguem um rígido código penal não escrito, criado pela própria população carcerária (contrariá-lo pode equivaler à morte).

Estação Carandiru fala dessas pessoas. São crônicas sobre formas de viver e de morrer.





Editora Ática, 1998

Gênero: Poemas

Autora: Ana Cristina Cesar



Com A Teus Pés, Ana Cristina Cesar deixou na literatura brasileira a marca de uma escritora surpreendente e original. Por ter participado intensa e bravamente do debate cultural de seu tempo e convivido com os chamados “poetas marginais” dos anos 70, criou-se em torno dela uma aura de curiosidade que em muito contribuiu para um olhar equivocado sobre sua obra, definida às vezes como intimista, quase autobiográfica na essência.

A Teus Pés alcança hoje sua verdadeira dimensão, inscrevendo-se na modernidade como literatura perene e de alta qualidade. No conjunto de poemas curtos, páginas de diário, correspondência, o tom de intimidade funciona como verdadeiro jogo de sedução estética. Feito de um sutil esconder-revelar que vai muito além do coloquial, torna-se uma inquietante reflexão sobre o próprio fazer do escritor. Não é por acaso que a autora dialoga com outras vozes poéticas contemporâneas. As referências a Walt Whitman, Carlos Drummond de Andrade, Elizabeth Bishop e outros são muitas vezes explícitas.

A paixão, o desejo, as vivências urbanas e as impressões cotidianas tematizam uma poesia fascinante e ao mesmo tempo delicada. Ousado sem perder a elegância, A Teus Pés pertence àquela esfera da linguagem que é, como definia Ana Cristina Cesar, “um tipo de loucura qualquer... que meio te tira do eixo”.





Idioma: Espanhol

Aique Grupo Editor (Argentina), 2001, 323 páginas

Gênero: História

Autores: Horacio Gaggero, Alicia F. Garro e Silvia C. Mantirian


O LIVRO COMEÇA COM A RUPTURA dos pactos coloniais, os primeiros passos para a criação das atuais nações latino-americanas e à concretização prematura da independência dos Estados Unidos da América.

ATÉ MEADOS DO SÉCULO XIX, os países da América latina buscam o progresso econômico e a consolidação de seus projetos políticos; nos Estados Unidos começa o processo de industrialização, e o Canadá organiza-se, finalmente, como domínio autônomo da Coroa Britânica.

A PARTIR DE 1870, na América Latina intensificam-se as políticas de livre-câmbio com crescimento do mercado e da população, e manifesta-se o entusiasmo pelos sistemas constitucionais. Todo o continente abre-se à imigração e começam as relações conflituosas entre os Estados Unidos e a América Latina.

A CRISE DOS ANOS 30 impacta tanto os países centrais quanto os periféricos. Aplicam­se políticas desenvolvimentistas, mas a estrutura social acusa profundas diferenças entre os países latino-americanos. A depressão modifica a sociedade nos Estados Unidos e surge o New Deal, para evitar a repetição dos acontecimentos de 1929. A crise é particularmente grave no Canadá e a Segunda Guerra Mundial leva à industrialização, para substituir importações na América Latina.

A GUERRA FRIA E A DOUTRINA DE SEGURANÇA NACIONAL predominam até 1950. Nessa década produz-se a Revolução Cubana e planifica-se a Aliança para o Progresso. Os anos 60 pressagiam uma era de crise para a América Latina; a esquerda intelectual latino- americana converte-se em revolucionária tenta legitimar essa situação.

DURANTE OS ÚLTIMOS TRINTA ANOS DO SÉCULO XX, acentua-se a influência dos Estados Unidos nos países latino-americanos, influência que se manifesta na formação de integrações econômicas regionais. Velhos e novos problemas agitam o continente, entre eles as crises sociais, as migrações e as drogas ilegais.





Companhia das Letras, 1994. 562 páginas

Gênero: História

Autor: Eric Hobsbawm, historiador, fez seus estudos em Viena, Berlim, Londres e Cambridge. Fellow da British Academy of Arts and Sciences, professor visitante em diversas universidades da Europa e da América, lecionou até aposentar-se no Birkbeck College, da universidade de Londres. Desde então, ensina na New School for Social Research, em Nova Iorque.


O SÉCULO XX DEIXA UM LIGADO INEGÁVEL de questões e impasses. Para Eric Hobsbawm, o século foi breve e extremado: sua história e suas possibilidades edificaram-se sobre catástrofes, incertezas e crises, decompondo o construído no longo século XIX. Aqui, porém, o desafio não é tanto falar das perplexidades de hoje, mas mergulhar nos acontecimentos, ações e decisões que, desde 1914, constituíram o mundo dos anos 90, um mundo onde o passado e futuro parecem estar seccionados do presente. Somente Hobsbawm, com a concisão do historiador e a fina ironia de julgamentos de quem viveu e pensou em compromisso com o período sobre o qual escreve, poderia enfrentar o desafio de compreender e explicar a articulação entre a primeira Sarajevo e os quarenta anos de guerra mundial, crises econômicas e resoluções da primeira metade do século, e a última Sarajevo, das guerras étnicas e separatistas, da precariedade dos sistemas políticos transnacionais e da reposição selvagem da desigualdade contemporânea.

HOBSBAWM DIVIDE A HISTÓRIA DO SÉCULO EM TRÊS "ERAS". A primeira, da "catástrofe", é marcada pelas duas grandes guerras, pelas ondas de revolução global em que o sistema político e econômico da URSS surgia como alternativa histórica para o capitalismo e pela virulência da crise econômica de 1929. Também nesse período os fascismos e o descrédito das democracias liberais surgem como proposta mundial. A segunda são os anos dourados das décadas de 1950 e 1960 que, em sua paz congelada, viram a viabilização e a estabilização do capitalismo, responsável pela promoção de uma extraordinária expansão econômica e de profundas transformações sociais. Entre 1970 e 1991 dá-se o "desmoronamento" final, em que caem por terra os sistemas institucionais que previnem e limitam o barbarismo contemporâneo, dando lugar à brutalização da política e à irresponsabilidade teórica da ortodoxia econômica e abrindo as portas para um futuro incerto.





Editora Record, 2000, 326 páginas

Gênero: História

Autor: Angelo Segrillo, historiador especializado em Leste Europeu, graduado pela Southwest Missouri State University (EUA) e cursou mestrado no Instituto Pushkin de Moscou na época da Perestroika (1989 - 92). Retornou à Rússia para completar a pesquisa de sua tese de doutorado. Atualmente, ministra palestras em universidades sobre a história da URSS / Rússia.


Há pouco mais de dez anos, em dezembro de 1991, aconteceu o impensável: o desmoronamento da União Soviética. Segunda superpotência mundial, desde o fim da II Guerra Mundial presença incontornável nas sucessivas crises da longa Guerra Fria, considerada até meados dos anos 80 como um império em expansão, exaltada, imitada, ouvida, temida, odiada, desabou sem um tiro a poderosa União Soviética.

Como compreender que um Estado e uma sociedade que alcançaram tal poder e tal projeção tenham ruído de forma tão fulminante? Que um sistema aparentemente monolítico tenha se fragmentado em tantas partes? Que um arcabouço ideológico sólido como o conhecimento da História, de que, aliás, tanto se orgulhava, tenha desaparecido, como que desmanchado no ar?

Angelo Segrillo oferece-nos pistas para pensar o impensável. Passa em revista as explicações correntes, e aparentes: a força centrífuga das paixões nacionais; o atraso da agricultura, incapaz de atender as demandas crescentes de uma população cada vez mais urbanizada; o peso do establishment militar, sempre voraz, vergando a sociedade soviética frente à competição desigual com a outra superpotência, os EUA.

Sem rejeitar o impacto destas contradições, o autor convida-nos a ir mais fundo, e mais além, em uma viagem crítica às raízes históricas do sistema, às suas bases constituintes, aos seus fundamentos. No modelo que se constituiu nos anos 30, responsável pelo gigantesco salto que possibilitou a decolagem e a estruturação da grande União Soviética, nas bases de sua organização do trabalho, estariam os vermes que, mais tarde, bloqueariam seus horizontes e rumos.

Fundamentado em extensa pesquisa empírica, realizada com fontes russas, consultadas na própria Federação Russa e nos Estados Unidos, oferecendo dados só agora disponíveis, este livro pioneiro atesta com méritos a possibilidade de construir olhares brasileiros, críticos, sobre os mais importantes processos da história contemporânea mundial.





Editora Moderna, 1994, 103 páginas

Gênero: História

Autor: José Arbex Jr., jornalista e editor da revista Caros Amigos, ex-correspondente do jornal Folha de S. Paulo em Nova Iorque e Moscou. Ex-editor do caderno Mundo do mesmo jornal. Doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo.


O FIM DA UNIÃO SOVIÉTICA, EM 1991, parecia comprovar a superioridade do capitalismo. Para os liberais mais eufóricos, a "nova ordem mundial", pós-socialista, representava o fim da História. A humanidade teria, finalmente, encontrado a receita para assegurar a felicidade, se não a esta, pelo menos às futuras gerações.

MAS A EUFORIA SERIA DISSOLVIDA NA CRISE que afetaria o capitalismo, em particular os Estados Unidos, suposto vencedor da Guerra Fria. Racismo, desemprego, escândalos e desinteresse pela política marcam um país em que se aprofunda o abismo entre ricos e pobres. A revolta de Los Angeles, em maio de 1992, tornou-se um símbolo da decadência do Império Americano.

COM LINGUAGEM SIMPLES E CRÍTICA, o jornalista José Arbex explora as contradições que levaram a América ao impasse, e discute algumas hipóteses sobre o futuro dessa nação.




Versos de Mário Quintana - O Tempo


"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."




Crise Intelectual nos Estados Unidos nas Últimas Décadas - Dados

O ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos e ex-presidente do Banco Mundial, Mc Namara, apresentou uma importante declaração à Comissão de Orçamento da Câmara de Deputados do país, reunindo a crise econômica, política, ambiental, tecnológica, de saúde, dos serviços públicos, de criminalidade, de preconceito, e também fez séria menção à crise intelectual por que atravessam os EUA. É esta declaração, no que diz respeito á crise intelectual, que será aqui exposta., junto dos dados da Entidade Federal para o Ensino de Ciências Humanas dos EUA.

Tudo isto é citado em José Arbex Jr. em seu livro A Outra América - Apogeu, Crise e Decadência dos Estados Unidos, da editora Moderna. A fonte de Arbex em relação à pesquisa da Entidade Federal para o Ensino de Ciências Humanas foi o jornal O Globo, de 10 de outubro de 1989.

Em sua declaração (resumida aqui), Namara afirma:

13% dos alunos do secundário que completaram o curso fazem-no com habilidade de leitura equivalente à de alunos da sexta série;

Resultados de testes dos alunos norte-americanos hoje, equivalem aos dos alunos japoneses de quatro anos atrás. Enquanto no Japão os alunos empregam 61 horas semanais em sala de aula e estudo em casa, os norte-americanos dedicam apenas 30 horas ao estudo;

A National Science Foundation revelou que no 3º Colegial os alunos do país obtêm, em matemática e ciências, os resultados mais baixos, ou quase, entre os alunos dos países desenvolvidos.

Pesquisa de outubro de 1989 do Instituto Gallup, encomendada pela National Endowment for the Humanities (Entidade Federal para o Ensino de Ciências Humanas), constatou uma crise sem precedentes na formação cultural dos estudantes norte-americanos. Dos 700 entrevistados:

25% atribuíram à Constituição dos Estados Unidos um princípio que, segundo Karl Marx, seria a pedra angular da sociedade socialista: "De cada um segundo sua capacidade, a cada um segundo sua necessidade";

23% disseram que o ex-ditador soviético Stalin foi o autor da sentença com que o premiê britânico, Winston Churchill, sintetizou a divisão do mundo em blocos em 1946: "Uma cortina de ferro desceu sobre a Europa".

11% acreditavam que o czar Nicolau II foi o líder, e não vítima da Revolução Russa de 1917;

mais de 50% não sabiam que William Shakespeare foi o autor de "A Tempestade", uma de suas mais celebradas peças.

Citado por José Arbex, em A Outra América - Apogeu, Crise e Decadência dos Estados Unidos





O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis

Fernando Pessoa





A HISTÓRIA SUJA DE HOLLYWOOD
E O CINEMA COMO INSTRUMENTO DE IDIOTIZAÇÃO EM MASSA


A indústria cinematográfica norte-americana, grande lixo cultural, faz apologia das drogas, da violência, da pornografia, do individualismo, do consumismo artificial e do poderio bélico norte-americano, configurando-se também em forte arma imperialista dos Estados Unidos. E o cinema é justamente um dos três maiores símbolos do American Way of Life, isto é, o Estilo de Vida Norte- Americano, apoiado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos que, através de contrato restritivo, orienta e apoia materialmente a produção alguns de filmes. .

E a história de Hollywood, principal indústria do cinema dos Estados Unidos e do mundo, é tão suja quanto àquilo que se propõe a vender ao mundo. O surto do cinema iniciou-se nos anos de 1920 nos próprios Estados Unidos, que viviam os Frenetic Dancing Days, isto é, Dias de Dança Frenética. Tal metáfora auto-definida pela sociedade local deveu-se ao fato que, emergidos da I Guerra Mundial como uma das grandes potências globais, os Estados Unidos gozavam de prosperidade que, até a Grande Depressão econômica de 1929, parecia inesgotável e sem limites: a ordem era produzir e consumir cada vez mais, contrastando a situação do restante do mundo, de quem o país havia-se isolado sob todos os aspectos. Foi deste modo que, aos novos produtores da cultura imperante, não importava nada do que continha fora de suas fronteiras pois os Estados Unidos, acreditavam, estavam destinados por Deus a salvar o planeta com sua cultura e a civilização do American Way of Life (crença esta que perdura até hoje, justificando até suas guerras. Para saber mais sobre esta teologia de William Branham, a qual Bush tem levado às últimas conseqüências, leia Por Trás das Cortinas da Superpotência, e Cacos do império, na Terceira Página - Crônicas).

Foi neste contexto que, junto do carro e do rádio, o cinema obteve seu crescimento avassalador naqueles anos, e no final da década uma média de 100 milhões de norte-americanos freqüentavam, semanalmente, os cinemas. E em todo o mundo se conhecia os grandes ídolos do cinema dos Estados Unidos.

Piratas de Terno e Gravata

Contudo, confirmando o velho e manjado vezo popular, que "o que começa errado termina errado", Hollywood possui uma história que está à altura exata do que produz até hoje nas sociedades mundiais. No livro Cultura Livre, Lawrence Lessig mostra que, apoiado pelo governo local, a gigante das filmagens nasceu da pirataria que, aliás, não é exceção à regra norte-americana. Veja uma passagem do livro de Lessig (citada no jornal A Nova Democracia de dezembro de 2008):

"A indústria cinematográfica de Hollywood foi construída por piratas fugitivos. Os criadores e diretores migraram da Costa Leste para a Califórnia no começo do século 20, em parte para escapar do controle que as patentes ofereciam ao inventor do cinema, Thomas Edison. Esses controles eram exercidos através de um "truste" monopolizador, a Companhia de Patentes da Indústria Cinematográfica, e eram baseadas na propriedade intelectual de Thomas Edison — patentes. Edison formou a MPPC (Motion Pictures Patents Company — Companhia de Patentes de Filmes de Movimento) para exercer os direitos que a sua propriedade intelectual lhe dava, e a MP PC era bem séria sobre o controle que ela exigia. Como um comentarista cita em uma situação dessa história.

"(...) Os "independentes" eram companhias como a Fox. E de forma semelhante ao que acontece atualmente, esses independentes foram duramente enfrentados. "As filmagens eram paralisadas pelo roubo de equipamentos, e 'acidentes' resultavam na perda de negativos, equipamento, prédios e algumas vezes até mesmo de vidas".[53] Isso levou os independentes a fugir da Costa Leste. A Califórnia era remota o suficiente do alcance de Edison para que esses cineastas pirateassem suas invenções sem medo da lei. E os líderes do cinema de Hollywood, Fox entre eles, fizeram exatamente isso.

"Claro que a Califórnia cresceu rapidamente, e logo a proteção às leis federais acabou chegando ao oeste. Mas como as patentes davam ao dono delas um monopólio realmente limitado (apenas dezessete anos naquela época), quando suficientes agentes federais apareceram, as patentes haviam expirado. Uma nova indústria nasceu, em parte por causa da pirataria da propriedade intelectual de Edison."

Departamento de Defesa dos EUA: “É Nosso Interesse Participar da Produção de Filmes”

A fim de exaltar a superioridade militar do Estados Unidos, de favorecer a política local de recrutamento, exercer censura e passar a ideia de que a guerra é uma solução necessária, o Departamento de Estado do país participa diretamente da produção de muitos filmes desde o nascimento do cinema, exercendo sempre papel fundamental em suas empreitadas militares: cineastas, visando economizar, procuram a ajuda do Pentágono que lhes fornece imagens de arquivo, assessoria técnica, acesso a equipamentos de última geração, autorização para filmar em instalações militares etc.

Em troca, os produtores de Hollywood submetem seu trabalho aos escritórios do Pentágono responsáveis em auxiliar as produções cinematográficas militares, cujos termos estão inscritos em contrato restritivo: “A produção deverá ajudar os programas de recrutamento das forças armadas. (...) A companhia produtora consultará o Departamento de Defesa para todas as cenas militares durante a preparação, filmagem e montagem”. Segundo Philip Strub, assessor especial de mídia e entretenimento do Departamento de Defesa, “é nosso interesse participar da produção de filmes” (fonte: Victor Battaggion).

Vamos ao Cinema ou Comer Pipoca?

Quanto à barbárie cultural do cinema ao longo de todos estes anos, na era do lucro não importando como, nem para quê, uma boa evidência do fato de que ele se propõe a alienar as pessoas, além de todas as evidências nas próprias telas, são as citações de E. J. Epstein, autor do livro O Grande Filme, reproduzindo a filosofia cultural de um executivo de cinema estadunidense (citado por Emir Sader no artigo Vamos ao Cinema ou Comer Pipoca?, revista Caros Amigos de novembro de 2008):

"'O segredo para uma boa cadeia de multiplexes bem sucedida está naquela porção extra de sal acrescentada à pipoca', disse o executivo. A alta produtividade de pipoca produz grande quantidade com uma porção relativamente pequena de grãos - favorece esses ganhos. Por isso projetam as novas salas para que os espectadores passem antes pela lanchonete: "'Nosso negócio se baseia na movimentação das pessoas. Quanto mais pessoas conseguimos fazer passar pela pipoca, mais dinheiro ganhamos', afirmou um dono de cinema norte-americano. Ele caracteriza o porta-copo em cada cadeira das salas como 'a inovação tecnológica mais importante desde a sonorização'(!). Daí o peso essencial que o público jovem tem, como consumidor concentrado de pipoca e refrigerantes.

"A economia política da pipoca, que comanda a indústria cinematográfica, influencia até na extensão dos filmes. Os muitos longos - de mais de 128 minutos - diminuem uma sessão diária e, com isso, o consumo de pipoca, sal e refrigerante."

Emir Sader conclui sua matéria: "Difícil seguir chamando de arte o cinema - pelo menos o estadunidense, submetido á lógica da pipoca".


E Formar Idiotas Por Quê?

A esperteza que levou os "piratas" à Califórnia permanece na indústria do cinema hoje, que não investiria bilhões e bilhões de dólares em tanta fezes moral e intelectual, caso não houvesse bons motivos para isso.

A mais eficiente arma para as forças corruptas de dominação seguir ganhando terreno, mentes e corações é aniquilar a cultura. À "civilização" norte-americana e sua política expansionista coercitiva é fundamental que as sociedades (inclusive a sua) estejam idiotizadas, excluindo delas a necessidade de pensar, de questionar e de ter memória, submetendo a tudo e a todos aos princípios "superiores" e "salvadores" dos Estados Unidos.

Rambo foi produzido para cicatrizar as feridas norte-americanas da vexatória derrota no Vietnã em 1974, na qual foram usadas pelos Estados Unidos até bombas químicas (o agente laranja) e, quando o país mal se havia recuperado moralmente, os escândalos de corrupção envolvendo os presidentes Richard Nixon (1969-1974), Ronald Reagan (1981-1989) e a derrota no Irã em 1979 configuraram-se em duros golpes, que colocaram definitivamente em xeque a democracia do país perante o mundo.

Pois Rambo, escolhido com toda sua robustez justamente para passar ao mundo determinada imagem dos Estados Unidos, é o personagem "artístico" que representa bem a rapinagem imperativa naquele país, bem como a estatura intelectual e a truculência dos Estados Unidos.


Mas Você Não Precisa Ser o que Querem que Você Seja

Nunca houve tanto conhecimento científico e tecnológico, nem nunca houve tanta informação e em tempo real como hoje, mas também nunca o ser humano esteve tão afastado da realidade e da sua própria existência quanto hoje. A violência, a corrupção, a fome, a degradação ambiental e as guerras só aumentam e as sociedades não só não questionam como mal percebem tudo isso, havendo uma conseqüente inversão de valores: assiste-se telenovela como se fosse real, e o real como se fosse telenovela.

Mude de canal, troque o DVD, renove a programação com os amigos, preserve sua cultura como o patrimônio mais precioso que possui. Em um passado remoto, tive meus "podres" culturais e garanto: é possível se renovar, não custa tanto e vale muito a pena!

Dezembro de 2008




Você sabia que...

... o Brasil ocupa há bom tempo o último lugar em gastos proporcionais com educação em todo o mundo, e que atualmente este "investimento" é de 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto) do País? (Dado de julho de 2008)


Leia mais sobre a crise intelectual brasileira e toda a conjuntura atual do País,
no breve histórico O Brasil no Espelho com riqueza de estatísticas,
na TERCEIRA PÁGINA





DESCUBRA ESTE BLOG. MUITO PRAZER NA DESCOBERTA E MUITO PRAZER NA LEITURA



CONTEÚDO (com ligações)


l. BLOGANDO COM EDU - Perfil, Comentários e Literatura

Página 1 a 4

Página 5


II. PRIMEIRA PÁGINA- Poemas


lll. SEGUNDA PÁGINA - Meio Ambiente, Esporte e Saúde


lV. TERCEIRA PÁGINA - Crônicas / Questões Internacionais


V. O BRASIL NO ESPELHO - Crônicas



VI. NO PIQUE DA VIDA - Reflexões


VII. HISTÓRIAS MUNDIAIS


VIII. ARQUIVO - Os Noticiários Mundiais

Página 1

Página 2



IX. TERRORISMO DE ESTADO - A Invasão Norte-Americana ao Iraque



X. O AFEGANISTÃO ESTÁ ASSIM

Página 1

Página 2

Página 3

Página 4



XI. SANEAMENTO PÚBLICO - ONDE JOGAR TANTO LIXO HUMANO?


XII. GOLPES MILITARES NA AMÉRICA LATINA


XIII. NOVA ALIANÇA DE DEUS COM O HOMEM – Reflexões do Sr. José Luiz Santos


XIV. IDIOMAS

Inglês

Espanhol

Alemão

Italiano

Francês

Sueco

Português



XV. EDU ENTREVISTA


XVI. UM POUCO DE EDUARDO MONTESANTI GOLDONI, DO BRASIL E DO MUNDO

# Posté le mercredi 18 juin 2008 08:24

Modifié le samedi 12 décembre 2009 12:09