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I. MATEANDO COM EDU. Perfil, Literatura & Variedades

Você sabia que...

... no exercício físico libera-se a sobrecarga da energia sexual, liberando também pressões fisiológicas
e que, inclusive por isso, o esporte é fundamental e indispensável para o corpo e para a mente da pessoa?

... e que o treinamento esportivo proporciona boa saúde ao coração, melhorando o desempenho
no volume sistólico (bombeia mais sangue em menos tempo), exercendo menos esforço?



Leia mais sobre saúde, esporte e Medicina Esportiva
em MEIO AMBIENTE, ESPORTE & SAÚDE




I. MATEANDO COM EDU. Perfil, Literatura & Variedades
Você É O Que Come

Do nascimento até a morte, o corpo humano é inteiramente constituído por parte dos alimentos ingeridos, e todas as suas atividades, incluindo idéias e pensamentos, são nutridas pela combustão das calorias incorporadas pelo organismo.

Ao optar por uma dieta vegetariana, você alimenta com saúde todas as células do seu corpo. Estudo científicos já demonstram que essa dieta apresenta uma melhor proteção contra os radicais livres, que causam danos celulares [especialmente envelhecimento precoce da pele], e nos tornam suscetíveis a muitas doenças, incluindo as cardiovasculares e cânceres.



Vivemos de um terço do que comemos,
do restante vivem os médicos


(ditado egípcio)


Não seja radical, seja livre
Seja vegetariano

Mensagem da Sociedade Vegetariana Brasileira, na Revista dos Vegetarianos


I. MATEANDO COM EDU. Perfil, Literatura & Variedades
Acesse: ContraAgrotóxicos.org


Leia mais sobre alimentação, saúde, prática esportiva e meio ambiente
em MEIO AMBIENTE, ESPORTE & SAÚDE


Mais abaixo, Recomendações Literárias com ligações para e-books completos de ótimos livros


Quem não gosta de política tem o direito de não gostar, mas será sempre governado pelos piores políticos
Mahatma Gandhi


Vídeo: Illuminati (organização secreta)

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Visite o sítio: Rumbo al Juício Final

Visite também Agenda Global - Alerta Mundial contra os Illuminati

E mais:

115 Provas de que o 11 de Setembro Foi Provocado pelo Governo dos EUA


Nova Evidência Prova que a História do 11 de Setembro É uma Mentira / Testemunhas e Imagens no Local Confirmam Tudo Isso


A corrupção é uma espécie de graxa do capitalismo: sem ela, as engrenagens não funcionam
Lincoln Secco, professor de História Contemporânea da USP


Vídeo, 2 partes: Nova Ordem Mundial (Secreta)

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Vídeo:
Apresentação e treinamento de novos membros Illuminati / Estrutura e projetos da organização secreta
(em inglês, legendado em francês, 2 partes)

Legendado em português por Edu Montesanti abaixo:

Alto membro explica estrutura do Corpo Illuminati e funções do novo membro:
"Você está se juntando a uma organização que se encontra, talvez, no ponto mais emocionante da nossa longa história. Nossos fundadores tiveram um sonho apaixonado: transformar o país e, finalmente, o mundo todo em uma organização coesa.
"Quando o corpo concluir seu plano de centralizar os recursos do planeta, e faremos isso, poderemos organizar, distribuir e governar para o bem de todos. Quando a concorrência estiver reduzida aos Illuminati, venderemos a utopia aos povos de todo o planeta que compartilhem nossos ideais, baseados nas necessidade e se alegrem, todos juntos, por um novo mundo harmonioso.
"Todo mundo sabe que há 3 classes: rica, média e pobre. O que nenhuma dessas classes percebe, é que o topo da pirâmide permanece, há uma pedra de uma elite independente com um conselho que administra tudo, cujo proprietário é o Corpo Illuminati.
"Essencialmente, as 3 classes mais abaixo servem como base e fornecem recursos ao Corpo.
"O Corpo é composto de diversos ramos de administração, cada ramo é dividido da mesma maneira que na parte superior, em 5 níveis. Você começará na parte inferior da caixa no início. Seu papel será fazer com que sejam obedecidas ordens nas sub-empresas e instituições controladas pelo Corpo. Você será colocado na liderança de uma instituição ou empresa pública, a fim de executar planos do topo. Lembre-se: seu papel é muito importante. Será representante do Corpo no mundo exterior. Será nossa conexão com a massa inferior. Nunca fale publicamente de suas ordens nem de seus superiores.
"Você será colocado em posição de poder em um dos seguintes setores, desta forma, será acompanhado e dirigido de cima. Você decidirá a estratégia e implementará programas para alcançar nosso objetivo. Esse tem sido o segredo do sucesso do Corpo Illuminati: controlando a cabeça, controla-se o corpo."

1. Bancos e negócios "Esses são as mais eficazes para o controle mundial. Através dos bancos internacionais, manipulamos todos os países. Temos estabelecido diversas instituições, tais como o FMI, a OMC que trabalham para nós, a fim de empobrecer nações em desenvolvimento. Lembre-se que a dívida é uma arma poderosa contra um país que não partilha da visão do Corpo Illuminati."
Explica como a organização comanda o Federal Reserve (banco central dos EUA), toda a economia do país e como, através de empréstimos, tem feito bilhões de dólares.
"Através de várias aquisições, calma e silenciosamente compramos a maior parte da indústria dos EUA. O Corpo e seus membros possuem a maior parte do petróleo, do transporte, dos bancos, da mídia, dos alimentos, redes de comunicação, indústrias dos EUA e mais. Através de conglomerados crescentes, fomos capazes de afetar uma mecânica de precisão de grandes dimensões da mão de obra e do governo.
"Finalmente, as corporações substituirão os governos como organismo internacional centralizado, que atenderá às necessidades globais da população."

2. Complexo Militar e Inteligência "O Corpo controla o exército norte-americano, uma ferramenta de opressão e de oposição. Moldaremos essas instituições a fim de servir como protótipo para nossa política mundial. Quando estivermos prontos, nossa tecnologia e nossa mão de obra dominarão aqueles que se opuserem à nova ordem mundial.
"Explorando o patriotismo norte-americano, encorajaremos os soldados com a paz de uma força superior. Quando chegar o tempo, levaremos essa mentalidade para a crença de uma governança global que deve proteger todo o mundo, através de uma força superior usando o complexo militar-industrial, construindo o arsenal necessário para iniciar a batalha final, definida pelo plano.
"Nosso primeira investida será a nação islamita que é reconhecida por nunca se submeter a uma dominação do Ocidente. Eles também detêm as maiores reservas petrolíferas do planeta. O Corpo deve ter a posse desse precioso recurso, crucial para manter nossa dominação sobre os países em todo o mundo.
"(...) Temos desenvolvido novas formas de guerra e de redução da população."

3. Política "O sistema político norte-americano está há muito tempo sob controle direto do Corpo Illuminati. Na verdade, foi fácil adquirir e administrar. Os políticos conhecem nossas expectativas implícitas, e farão de tudo para se manter no poder."
Explica como a organização manipula os dois principais partidos dos EUA, Republicano e Democrático, através da mídia reduzindo o debate deles, provocando forte oposição de um ao outro e como a organização secreta usa tudo isso para seus propósitos. Apoiando-se no descrédito do sistema político perante à população, a própria organização elabora programas partidários, cujos partidos se beneficiam junto dela.

Parte II 4. Educação "(...) Nosso conselho supremo percebeu que quando cria uma organização provada a fim de ditar um programa a nível federal, as crianças serão condicionadas a obedecer a nível de massa.
"Desde 1902, milhões de dólares têm sido investidos a fim de criar um padrão de educação geral. Os resultados são evidentes hoje: as doutrinas de educação pública transformaram as últimas gerações em uma massa mais frágil [sem conteúdo] e dócil [passiva]."
Explica como a organização influencia na aceitação das crianças às suas ideias de novo mundo.
"Além disso, o Copro tem estabelecido diversas associações, incluindo a Associação Americana de História que lhes determina a visão da história. O conhecimento é um poder, de maneira que, a todos custo, devemos ser os próprios autores de todas as verdades, escrevendo a história de acordo com nossos interesses. As vozes internas não podem mais alcançar as massas, assim podemos influenciar a cultura geral baseados em nosso principal objetivo."

5. Meios de Comunicação "O Corpo utiliza os meios de comunicação para formar a opinião pública sobre acontecimentos atuais, e condicionar desejos e atitudes de acordo com nossa futura agenda.
"Através de noticiários, entretenimento, publicidade poderemos programar uma variedade de emoções no inconsciente coletivo. Com o tempo, eliminaremos totalmente os jornais: agora, dispomos de inúmeros meios para programas e condicionar as massas.
"(...) Essa mídia [do entretenimento, inclusive no jornalismo] é a mais eficaz para o reforço das atitudes e desejos subliminares, afim de alcançar nossos objetivos."
Explica como usam a questão ambiental para alarmar as pessoas, a fim de aceitar a agenda mundial da organização: "(...) Devemos reforçar o desejo de normalidade através de anúncios publicitários, criando modelos inatingíveis entre as pessoas. O resultado será pessoas divididas, procurando desesperadamente a aceitação das outras.
"Através dos reality shows, repetimos o modelo de sobrevivência individual contra a sobrevivência coletiva. Isso deteriora a ideia de se viver em comunidade priorizando o indivíduo em função de seus próprios interesses. Através de uma população que duvida e suspeita constantemente, mantemos o status quo em uma sociedade fragmentada que não pensa por si mesma."

6. Religião "A religião tem servido aos nossos objetivos de uma maneira incrível. É a mais antiga e talvez a mais gloriosa forma de controle social utilizada pelo Corpo.
"A religião perdeu seu controle sobre as pessoas, de maneira que o fanatismo é resultado de tal declínio, o que ajuda o Corpo. Nossa influência invisível sobre as igrejas ajuda a criar cristãos fundamentalistas, para manipular suas opiniões sobre acontecimentos atuais de acordo com a política do Corpo.
"Eles [líderes religiosos] são enviados a nossos ministros que lhes interpretam a Bíblia, e eles pregam isso a seus seguidores. A fé cega deles é utilizada para lhes transformar em soldados voluntários para defender nossa causa durante a catástrofe que está por vir.
"(...) A ascensão do fundamentalismo islamita é uma vantagem ao Corpo Illuminati, através de ameaças de violentos ataques. Nos próximos anos, os ataques terroristas justificarão retaliação, iniciando a fase final do Grande Projeto.
"Os cristãos apoiarão nossas ações, visto que a crença deles será demonstrada como verdadeira para as profecias do fim do tempo, criadas pelo diretamente pelos lideres religiosos do Corpo Illuminati.

Pronunciamento do presidente dos Illuminati: "Estamos nos últimos dias das trevas. Secretamente juntos, esperamos a fase final do Grande Plano (...) Você é um membro do Corpo Illuminati agora. Sua fidelidade e sua devoção pertencem apenas a nós. Ajude-nos a concluir o Plano. Juntos, orgulhosamente, iniciaremos a Nova Ordem Mundial (...)".

Explanador finaliza expondo interesses dos Illuminati em se manter diferentes classes sociais para benefício do topo, através da Grade de Controle: "É antigo desejo do Corpo de exercer controle sobra as classes inferiores, a fim de se proteger delas, e proteger elas mesmas. Com acesso das massas à tecnologia, podemos controlar (...). Podemos, facilmente, encaminhar a população de forma segura para um novo mundo sendo vigiado e controlado pelo Corpo Illuminati.
"(...) Com a Central de Inteligência e o departamento de Segurança Interior, monitoraremos indivíduos contrários ao Grande Plano e os eliminaremos do sistema. Rapidamente, a sociedade aprendeu que tem uma escolha: apoiar o sistema e ter luxo, ou rejeitá-lo e perder acesso a ele".
Cumprindo profecias do Apocalipse, preparam a Nova Ordem Mundial com governo centralizado que dominará as nações e reduzirá consideravelmente a população mundial.

NOTA: O explanador observa na Parte II, Religião, que há na religião um código de conduta a ser seguido, e que os autores das Sagradas Escrituras aceitaram tais códigos através dos mandamentos, a fim de exercer domínio sobre as pessoas. Vale observar:
1. Esse é o parecer de um satanista;
2. Não se observa, jamais, nenhum profeta nem apóstolo usufruindo de sua posição, muito pelo contrário: foram extremamente dedicados, libertários e deram suas vidas pela causa do Evangelho. E eram pessoas que trabalhavam muito, desde o analfabeto Pedro até o erudito Paulo, inclusive Jesus ajudava desde pequeno seu pai na carpintaria, e ainda criança já ensinava grandes mestres nos templos;
3. A Bíblia e os mandamentos não foram estipulados pelos profetas e apóstolos, mas diretamente por Deus quem os inspirou. Prova disso, entre tantas, é que a Bíblia se cumpre por completo, quanto mais o tempo passa, não apenas nos acontecimentos mundiais como também na vida individual de cada um que se converte a Jesus. O próprio Deus tratou de afastar Saul do reinado por casos de corrupção, um dos tantos exemplos de como a Bíblia é prática em relação às regras de conduta, e o quanto elas vêm do próprio Deus;
4. As regras de conduta morais são boas e fundamentais: defendem a liberdade das pessoas ao garantir direitos e obrigações, tanto para governantes quanto para governados. O problema, como as próprias Sagradas Escrituras preveem, reside em se fazer imposições, distorções e assim cegar as pessoas sob o falso discurso de moralismo para benefício próprio, como governos e muitas igrejas de diversas religiões realmente fazem, inclusive a cristã e o próprio Corpo Illuminati, conforme observou seu explanador, a fim de dominar as pessoas. Se com todos os princípios que dispomos, o mundo está desse jeito, que dizermos da hipótese de simplesmente não haver nenhuma referência moral ao ser humano?
5. O próprio explanador reconhece, em Educação, que desde 1902 o sistema de educação tem fragilizado e tornado as últimas gerações mais passivas. Mais uma evidência de que tal alienação não advém das Sagradas Escrituras, mas de forças externas como a própria Bíblia adverte que aconteceria.



Vídeo: Who Controls the World? (A History Of the Rothschild Criminal Banking Dynasty)

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Me dê o controle do dinheiro de uma nação, e não me preocuparei com quem faz suas leis
Amschel Rothschild



saiba como organizações secretas estão amplamente infiltradas em igrejas cristãs, aqui no Blog,

O Descortinar da Alta Magia, em No Pique da Vida

assista vídeo:

Pronunciamento do Presidente Kennedy

em cadeia nacional, líder norte-americano denuncia e propõe-se a combater duramente
domínio econômico, político e midiático das sociedades secretas. Pouco depois, seria misteriosamente assassinado

vídeos abaixo - jornalismo internacional: "o 11 de Setembro é uma mentira":

9/11: WTC Exploded from Inside / Who Did 9/11? - PhD Kevin Barrett Speaks Out
Evidence that George W. Bush Had Advanced Knowledge of 9/11 / What Really Hit on 9/11


Neste mundo mecanicista que desconecta o ser humano da sua fonte, os jovens serão escutados quando forem meios para obtenção de poder e dinheiro. Alguns destes jovens, quando crescerem, serão selecionados pelo sistema mecânico que rege nossas vidas para continuar comandando o show.

Dica para você que é jovem e rebelde agora, mas quer ser rico e poderoso, quer "crescer profissionalmente", etc. Tome jeito, diga que é para "esquecer tudo o que você disse"; renda-se ao sistema e se prepare para assumir o comando no futuro.

Não se esqueça: você é especial, distinto dos outros e o sistema justamente está precisando, com urgência, de pessoas especiais como você. O sistema lhe dará dinheiro, que você pode usar para coagir os outros a fazer o que você quer sem discussão, sem "mas"; assim, você não precisa se aproximar demasiadamente das pessoas. Você sabe que isso pode doer. Não cresça de verdade. Seja uma vitela emocional a vida inteira. Não aprenda a tocar sua própria vida de forma independente, não busque isso.

Esqueça sua voz interior, esqueça sua vocação natural de ser vivo, complicado, solto. Tenha medo disso. Ao invés disso, respeite o mundo, o sistema, a compartimentalização, a eficiência, a divisão de tarefas, empregos, expertse, o medo generalizado; Especialize-se, torne-se um expert você mesmo, um expert bem burro que não sabe fazer nada e depende de um "emprego"; fique escravo do dinheiro, que ele resolverá sua vida e o deixará muito, muito feliz sem precisar se envolver com toda essa sujeira complicada de ser humano e vivo. Seja um embrião neurótico que sai do seu centro se o trânsito esta congestionado, ou se a fila demora muito, ou se o pão com cheddar acabou de acabar.

Isso é serio mesmo; você não faz parte do mundo natural. O mundo natural serve para ser comido e para construir iPods. Nao se esqueça disso, ou alguém vai acabar levando todo o seu dinheiro, e isso seria uma tragédia, pois só o dinheiro importa.

Autor desconhecido

Otimismo é bom e necessário, mas se não andar junto do realismo não se trata de otimismo, mas de alienação
Edu Montesanti em Manifestações Populares na Espanha e Argentina: Por Que no Brasil Não Há Similares?


OS PORÕES DA FIFA
Corrupção, Genialidade de Maradona e Decadência do Futebol Brasileiro

Transição na presidência da maior entidade do futebol mundial faz-nos recordar o gênio argentino, que ousou enfrentar poderosos cartolas
Não sem ser perseguido, enquanto o Brasil, cuja decadência é evidente há décadas, sempre gozou de força política nos porões da FIFA

25 de fevereiro de 2016, publicado no Diário Liberdade (Galiza), e na Pravda (Rússia)

Republicado por Rádio Evangelho


Enquanto a FIFA realizará neste dia 26 de fevereiro Congresso extraordinário para eleger o sucessor de seu ex-presidente, o suíço Joseph Blatter, após investigações do FBI que levaram a Justiça dos Estados Unidos a imputar nove dirigentes de futebol por corrupção, vale recontar determinada fase da vida esportiva de Diego Armando Maradona, da escola futebolística que mais tem se desenvolvido nas últimas décadas.

Maradona, quem ousava desafiar os bilionários porões do poder do futebol, jogava muito mais que com genialidade: desfilava em campo com a peculiar alma argentina, marcante garra assim como vive até hoje e sempre viveu desde tempos de infância, nas favelas da cidade de Lanús (grande Buenos Aires).

Exatamente pela mescla de genialidade com personalidade (virtude de poucos nos superficiais tempos atuais), em momento de suma importância à carreira do atleta e à equipe que enchia os olhos do mundo, Maradona e sua seleção acabaram brutalmente eliminados por uma máfia desavergonhada, exatamente a FIFA comandada então pelo brasileiro João Havelange e suas cartas marcadas envolvidas em um sistema que, intencionalmente, faz com que o melhor nem sempre vença.

Agressiva, impiedosa quadrilha que intimida e cala o mundo esportivo, jornalístico e político em absolutamente todos os lugares do planeta. De quem o menino pobre que seria autor de um dos gols mais espetaculares da história do futebol (vídeo) nunca teve medo, pelo contrário: sempre enfrentou e ainda hoje, na condição de comentarista, enfrenta de frente, expondo-a ao mundo todo - não sem ser ignorado e até ridicularizado inclusive no Brasil, que deveria separar rivalidade futebolística da razão, da ética e da justiça, quando o assunto é futebol e nos mais diversos segmentos da vida.

Vale muito a pena aproveitar este momento de transição na FIFA também para repensar o próprio futebol brasileiro, e tentar entender o porquê do pateticamente folclórico "jornalismo" esportivo internacional, muito mais voltado ao entretenimento e à imbecilização das massas que ao seu verdadeiro ofício, tão ensinado nas faculdades quanto ignorado já ali mesmo: informar e gerar senso crítico baseado nos seguintes princípios jornalísticos: objetividade, imparcialidade, ética e transparência.

Recontando a Copa de 94: Tributo ao Gênio

O jornalista britânico Andrew Jennings declarou, no Senado brasileiro em 2015, que a máfia corrupta que toma conta da FIFA teve início na década de 1970, quando o brasileiro João Havelange presidia a entidade. Blatter sucedeu Havelange, e era o principal assessor do dirigente brasileiro quando este esteve à frente da FIFA.

Na premiação da Copa do Mundo de 1990 na Itália, Maradona subiu ao pódio chorando copiosamente a fim de receber a medalha de prata: havia perdido para a Alemanha, 0-1, que fizera gol através de pênalti apontado pelo árbitro nos últimos minutos da partida de maneira, no mínimo, muito duvidosa.

O eterno camisa 10 argentino estendeu a mão a todos os dirigentes naquele pódio, menos a Havelange, então presidente da maior entidade do futebol mundial, o qual ninguém ousava enfrentar mas o craque argentino, sim, já vinha denunciando há anos, afirmando que "a FIFA é a pior inimiga do futebol". Naquela solenidade final no Estádio Olímpico de Roma, Maradona deixara o dirigente máximo do futebol abanando a mão direita, totalmente constrangido em busca do aperto jamais dado pelo brioso camisa 10 da alvi-celeste.

Quatro anos mais tarde, foi direcionada exatamente a Havelange a "careta" desafiadora de Maradona (vídeo), quase enfiando o rosto na câmera após marcar o terceiro gol da Argentina na vitória de 4-0 sobre a Grécia na estreia dos argentinos, que seria o mais belo daquela Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos, em jogada que parecida com um fliperama, não se sabia onde estava a bola conforme apaixonadamente narrado pelo jornalista argentino Victor Hugo.

O estádio se colocou de pé, os milhares de espectadores se olharam desacreditados uns aos outros diante daquela jogada em que "toda a maquininha [de fliper] parecia azul", de acordo com o sempre apaixonado Victor Hugo. Mescla de obediência tática, inteligência, muita raça (com certo toque de fúria) e extrema fineza no toque de bola, características tipicamente argentinas.

O público presente nos Estados Unidos e o próprio mundo em busca de futebol-arte naquele evento, estavam empolgados com as apresentações da Argentina comandada por Dieguito.

Após ter estufado a rede grega com brava maestria, era clara a mensagem de Maradona ao politiqueiro engravatado da FIFA naquela fantástica e até raivosa comemoração que retratou - assim como a própria jogada magistral que havia culminado naquele golaço em meio a gregos perdidos correndo de um lado a outro - o estado de espírito do jogador, e de toda a equipe que brilhava sozinha, que primava pela técnica, pela raça, pela obediência tática, pela condição física, pela contagiante vibração em um mundial paupérrimo do ponto de vista técnico: "Estou vivo!".

No segundo jogo, mais uma bela apresentação em que a seleção argentina venceu a fortíssima Nigéria por 2-1, Maradona acabou "sorteado" para o exame anti-dopping. Curiosamente, a biomédica responsável pela coleta de material para tal exame foi até o meio do campo logo após o término da partida, e buscou o craque portenho levando-o pela mão para fora dali. Maradona apenas sorria e comemorava mais um grande jogo: a Argentina estava virtualmente classificada paras as oitavas-de-final, e não parecia haver, naquele momento, rival á sua altura - mesmo o apático Brasil com grandes nomes (Raí, Bebeto, Romário, Taffarel), e baixíssimo rendimento técnico.

Completamente arrasada do ponto de vista psicológico, a anteriormente vibrante Argentina liderada por Maradona, que não tinha rival á altura, acabou eliminada pela Romênia nas oitavas-de-final, perdendo por 2-3.

Em entrevista coletiva (vídeo) após resultado positivo do exame de dopping, Maradona jurou pelas filhas diversas vezes não ter feito uso de efedrina. "Não preciso, como nunca precisei de estimulante". À época, parecia sintomático o estranhíssimo cenário na saída do campo, mais ainda se levando em conta o resultado do exame; hoje, é praticamente impossível acreditar que a FIFA de Havelange não havia arquitetado a eliminação de Maradona do Mundial, e que a biomédica fora movida por mera "tietagem" em relação ao astro argentino para romper o protocolo daquela maneira ridícula (ao que tudo indica, uma espécie de provocação a fim de gerar reação de Maradona frente às câmeras, e adiantar sua "culpa" a todo o mundo).

Já o Brasil, que se tornaria campeão nos pênaltis após fraco 0-0 com a Itália em 120 minutos de futebol sem nenhum atrativo, em sua partida mais difícil naquele mundial, contra a Holanda nas quartas-de-final (3-2), fora gritantemente beneficiado na marcação da falta que, no final da partida que caminhava à prorrogação (com o adversário com moral superior, só crescendo), deu origem ao gol de falta do lateral-esquerdo Branco.

A Balança da FIFA que Pende para Um Lado Só

Em relação aos anos de Havelange, ou mesmo de Blatter é tarefa bastante difícil se recordar de fato em que a seleção brasileira tenha sido prejudicada por erros de arbitragem, com exceção da camiseta de Zico rasgada dentro da área adversária no jogo contra a Itália na Copa do Mundo de 1982 na Espanha, em que a seleção brasileira acabou desclassificada nas quartas-de-final (2-3).

Pelo contrário: nos anos de Havelange, a "seleção-canarinho" foi beneficiada contra a dificílima União Soviética na primeira fase da Copa de 1982, e na estreia da Copa do México em 1986 através de evidente gol da Espanha anulado, apenas para ficar nos fatos mais marcantes.

Antes e principalmente depois de Havelange, com a ascensão de seu principal assessor Blatter a história pende a favor do Brasil, politicamente muito forte nos bastidores da "cartolagem" mundial.

No mundial de 1962 no Chile, quando o inglês Stanley Rous presidia a FIFA, o pênalti não marcado para a forte Espanha que poderia ter tirado o Brasil (já sem Pelé) daquele mundial, é outro "erro" gritante.

Blatter "garantiu" a presença do Brasil na Copa de Mundo de 2002, quando a seleção nacional viveu uma de suas maiores crises devido aos escândalos envolvendo seu então diretor técnico, Vanderei Luxembrurgo. Em 2001, Eliminatórias para a Copa do ano seguinte, quando até se chegou a duvidar da classificação da seleção brasileira, o apito sempre pendeu para o lado brasileiro em diversos detalhes (inversão de faltas, na aplicação sem critério dos cartões amarelo e vermelho, na anulação e marcação de gols duvidosos).

No mundial de 2002 realizado simultaneamente no Japão e na Coreia do Sul, o Brasil, apático durante quase todo o torneio, acabou "levado" à final contra a Alemanha: favorecido tão indiscutível quanto decisivamente contra a Bélgica nas oitavas-de-final (2-0), e nas semifinais contra a Turquia (1-0).

A Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014 foi um festival de "erros" em favor do Brasil, ofuscados pelo horror derradeiro envolvendo a seleção brasileira que, nos "baratos" 1-7 contra a Alemanha que "tirou o pé" no segundo tempo, esbanjou as fortes características da sociedade nacional: desorganização, apatia, impossibilidade de reação diante das adversidades.

Logo na estreia, contra a forte Croácia, e na última partida da primeira fase contra o duro México, o apito soou vergonhosamente contra o Brasil, o que, alegado tanto fora quanto dentro do país (embora neste caso não tão intensamente), seguiu-se nas oitavas-de-final contra o Chile (vencido apenas na prorrogação por 3-2, em duríssima partida que, no tempo normal, havia terminado em 1-1), e clamorosamente contra a Colômbia nas quartas (2-1). Até chegar à Alemanha, que anulou qualquer pretensão da "cartolagem" de fazer do Brasil o hexacampeão do mundo, conforme denunciado havia anos pelo jornalista Jorge Kajuru, de credibilidade inquestionável.

Enfim, a lista de "erros" cuja balança pende praticamente para um lado só, é vasta.

Não se trata, aqui, de acirrar rivalidades e nem de se realizar um campeonato aritmético de erros históricos, retirar título de uns e consagrar novos campeões de tempos passados levando a questão a uma rasa discussão de boteco incentivada pela baixa prática jornalística, brasileira e internacional. Já dizia em vida o brilhante escritor uruguaio, Eduardo Galeano: "Há ditaduras visíveis e invisíveis. A estrutura de poder do futebol no mundo é monárquica. É a monarquia mais secreta do mundo: ninguém sabe dos segredos da FIFA, fechados a sete chaves. Os dirigentes vivem em um castelo muito bem resguardado”.

Melhor do Mundo?

Saindo brevemente do campo político para entrar efetivamente no gramado onde a bola é jogada, a realidade é que dentro do Brasil precisa-se perceber que o país deixou, há muito, de ser o melhor futebol do mundo conforme gritado constante e ufanisticamente por "comunicadores" e políticos que tentam anestesiar a nação com falsas alegrias e muita demagogia. Se o futebol brasileiro quiser se reencontrar, deve encarar mais essa dura realidade.

Este autor brincou de bola na equipe juvenil do São Paulo Futebol Clube campeã paulista, posteriormente no extinto Paulistano F.C. da cidade paulista de Jundiaí, para posteriormente passar rápida pelo Club Nacional da 1ª divisão do Paraguai de onde foi levado por dois empresários (inescrupulosos), os ex-jogadores argentinos Carlos Alberto Abal Gómez (Club Lanús) e Orlando Giménez (Lanús e Barcelona da Espanha) ao Atlético Ituzaingó, equipe das divisões inferiores da Argentina, na grande Buenos Aires, podendo atestar sem titubear: desde cedo, nas quadras de futebol da Argentina entre crianças de 8, 9, 10, 11 anos, o toque de bola, a inteligência, a disciplina, a disposição, a garra, a objetividade e a obediência tática dos meninos argentinos está a um ano-luz de distância dos brasileiros.

Esta triste realidade para os brasileiros mais fanáticos, porém, não se resume à vizinha e "odiada" Argentina (cuja capital federal possui mais livrarias que todo o Brasil de dimensões continentais, para quem ainda acha que futebol é uma coisa, e problemas sociais são outra...).

Os tombos esportivos tupiniquins que "chocam" a nação do futebol e do Carnaval, têm sido mais impactantes justamente por não se enxergar a decadência do futebol brasileiro e ascensão de outras escolas. Porém, prefere-se assistir aos fracassos no cômodo camarote da ilusão à ilusão, também quando o assunto é futebol.

No Brasil o debate é sempre paupérrimo, seja qual for o assunto (política, economia, qualidade de ensino, etc). Mais ainda quando entram em campo os 200 milhões de jogadores da apaixonada Pátria de Chuteiras e os representantes da Corrente prá Frente que não admitem autocrítica, os autodenominados "especialistas" em bola no mato, que o jogo é de campeonato: faz-se proibido pensar enquanto, no sentido contrário, os supostos "comunicadores" e políticos em geral jamais ousam "forçar a barra" dos preguiçosos neurônios e da fraca memória nacional.

Da parte deste autor, contudo, acredita-se valer a pena tentar desafiar o imposto e impostor status-quo para que o Brasil, muito além do futebol, seja efetivamente grande e digno - mesmo nas derrotas.

Diante disso tudo, o futebol é evidentemente indissociável do sombrio cenário global. E enquanto negócio globalmente bilionário que talvez só perca para o narcotráfico, tal modalidade esportiva, assim como todas as outras, é assunto que também se discute tanto quanto o futebol envolve questões políticas, sociais e econômicas ao contrário da alienante ideia difundida em terra tupiniquim, vendida pelos usurpadores do poder brasileiro e plenamente aceita pela sociedade local.


Desde 11 de setembro de 2001 nos tem sido dito o que ocorreu,
a quem culpar, o que pensar, o que fazer... E se for tudo mentira?

I. MATEANDO COM EDU. Perfil, Literatura & Variedades
Investigação - Indignação - Exatidão - Rigor Jornalístico - Erudição - Contundência - Leveza - Paixão

saiba mais aqui


"A investigação é um vento fresco de transparência, em meio à densa cortina de fumaça midiática no Brasil"

(Jornal carioca Correio do Brasil, ao entrevistar o autor)


"Obra única no Brasil, do jornalista investigativo Edu Montesanti"

(Diário Liberdade / Galiza, Espanha)

I. MATEANDO COM EDU. Perfil, Literatura & Variedades

O medíocre é aquele que não faz nada para mudar a própria vida, mas se incomoda com a mudança que você faz na sua. Um bom medíocre sabe tudo sobre nada, discorda sempre do óbvio. É oco, insípido e inodoro. Na sua pequenez, não conhece o sabor da derrota nem da vitória. Braços cruzados, posição predileta. A mediocridade é amiga íntima da inveja, outro sentimento profundo
Sérgio Vaz, poeta, em Caçador de Migalhas


BARBÁRIE CULTURAL & MORAL
Memórias de um Escritor no País da Mediocridade

Cultura como produto de mercado, cumulativo estereótipo ditado pela retrógrada "elite intelectual" aceito por setores selvagens, alienados. Mais um aprisionante way of life tupiniquim das aparências para sobreposição, não para compartilhar nem meio de satisfação interior

Outubro de 2013

A história da sociedade brasileira, e não a história da opinião de ninguém, é envolta em profunda apatia, mediocridade, baixíssima auto-estima, desvalorização nacional e muita selvageria no "pega para capar" das "cobras comendo cobras".

Quem nunca ouviu atletas (tais como Pelé, Zagallo e Aurélio Miguel), músicos, intelectuais e artistas em geral dizerem publicamente que enquanto são altamente valorizados fora do Brasil, são tratados com indiferença no país, e não raras vezes com agressividade incompreensível? Clarice Lispector partiu desta vida profundamente amargurada, terminou seus dias sem querer ninguém por perto.

O Brasil tende a massacrar o que tem de valor; para um brasileiro é inadmissível, claramente insuportável ter de dividir o mesmo espaço físico, ter em seu ambiente uma personalidade ou mesmo alguém positivamente diferenciado: estes, a sociedade prefere deixar reservado à distância da história ou das TVs onde criam suas próprias fantasias, o mundo ilusório que produz ícones e ídolos levando nada a lugar nenhum.

Como o Brasil é culturalmente paupérrimo, busca-se, inclusive entre a melancólica "elite intelectual" do país, auto-afirmar-se com base em estereótipos, recursos limitados às aparências, à retórica e muita competitividade patológica no mundo da selvageria humana. Agressivamente, esperam também tal postura de quem julgam intelectual. O preço da cultura no Brasil é, moralmente, muito alto: ninguém tem o direito de se destacar, se não fizer parte do seleto clube das figuras dos perfeitos idiotas. A sociedade não permite isso.

Se não vomita retórica, se não esbanja viver em degraus superiores no palco da sociedade, se não a observa devidamente de cima para baixo, algo está errado com esse desavisado, carta fora do baralho do deprimente jogo das vaidades. Isso porque cultura no Brasil também é produto de mercado, mais um bem de consumo com fim ostentador, ferramenta aprisionante cumulativa, way of life versão tupiniquim, não meio libertador para compartilhar e se satisfazer interiormente em meio à ilimitada peleja por se sobrepor aos demais.

Nivelando por Baixo

Em todos os setores, característica peculiar do brasileiro é marcada pela tentativa de nivelar por baixo, jamais tomar seus patrícios que se destacam como exemplo. Pois tal tentativa não teria razão de ser sem muita baixeza, descarada ou sutil. Não pode existir a hipótese de troca de experiências e de talentos: a ordem é se sobressair nos andares subsolo/térreo a qualquer custo.

No caso de escritores que tocam em temas que fazem ou tentam fazer - árdua batalha - com que a sociedade se enxergue e se conscientize para se transformar, a situação se agrava ainda mais levando a um deserto intelectual e até físico inevitável. As qualidades negativas apontadas no primeiro parágrafo são causa e efeito da covardia, do individualismo e da ferocidade competitiva dos estereotipados de péssimo gosto, alegremente se aplaudindo e devorando, dependendo da oportunidade.

A tendência em se "avaliar" autores e obras pelo valor financeiro e marqueteiro é total. A amarga experiência de autores brasileiros é enfrentar a batalha diária do "quanto você ganha?" sem muitas vezes nem sequer saber e nem se interessar pelo título da obra, ao invés de "como é escrever um livro?", por exemplo.

Logo no lançamento do livro Mentiras e Crimes da "Guerra ao Terror", na Bienal Internacional do Livro de São Paulo em agosto de 2012, ilustra bem o festival da ignorância mental e espiritual a pergunta de um colega de trabalho: "Há sua foto na orelha do livro?", interessado não na literatura nem em seu legado, mas no falso e sempre opaco brilho deste pobre mundo. São as questões à brasileira que um escritor deve, desgraçadamente, estar sempre preparado e mentalmente higienizado a fim de tolerar sem maiores estresses.

O conteúdo e a capacidade de exercer influência cultural e moralmente positiva na sociedade? Não importam em nada! A capacidade intelectual e o nível moral do brasileiro em geral, lamentavelmente, não lhe permitem ir além disso: dinheiro e competição. Aparência, muito exibicionismo e o mero poder, não a força, a capacidade dos virtuosos que custa anos de construção, inabalável.

Tudo isso é fomentado pela politicagem e pela ditadura midiática nacional, influenciadas pelo imbecil e imbecilizador imperialismo internacional apoiado em uma elite e elitistas de mentalidade reduzida, por outro lado muito bem-vindo por uma sociedade devidamente amestrada por aqueles outros: sem brios, sem personalidade, com raso caráter que padece de graves apatia e preguiça, intelectual e física, a não ser quando seus mesquinhos interesses estão em questão.

Mentalidade Escravocrata

A "competitividade intelectual" que enfrenta periodicamente um escritor por sujeitos ignorantes, pedantes parece ser uma condenação perpétua no país da mediocridade. Conforme apontado mais acima, se as obras fazem o cidadão médio se enxergar, este se incomoda pelo espelho psicológico em si e também pelo fato de que encarar determinadas verdades requer, inevitavelmente, deixar a típica inércia brasileira, submissão aos mais poderosos e passar a agir.

Em alguns poucos casos tais trabalhos geram conscientização (vide a realidade, nua a crua); na imensa, amargurante e amargurada maioria, levam à irritação os espíritos, a uma ignorância ainda maior - tomar conhecimento de algo sem aceitá-lo, sem permitir que seja gerada conscientização, leva o teórico às profundezas, inevitavelmentem das trevas intelectuais e morais e ele se torna pior que os desconhecedores. A cegueira abismal é um modo de viver no auge da moda no Brasil. Não ser alienado é sinônimo de radicalismo no Patropi, ou no mínimo de caretice.

Anular-se-ia, ao se enxergar e conscientizar, o cômodo "quem pode manda, quem tem juízo obedece", e consigo o "tanto quanto possível, levar vantagem em tudo" em nossa cultura do individualismo e da competitividade sobre a solidariedade em uma sociedade que insiste em não deixar a escravidão - antes de tudo, a mentalidade escravocrata em estágio avançado.

As reivindicações de um brasileiro terminam quando seus interesses pessoais, ainda que escusos, são atendidos. Neste caso, já não existe ideologia. O belo, simples e leve ideal, por sua vez, jamais existiu, evidentemente.

É proibido pensar. Seja igual à multidão, mero passageiro do destino, vá junto dela. Deixe-se levar como as ondas do mar, como nuvens que se perdem no infinito. O que sair desta pauta, aquele que decidir viver em contraposição a esse universo fechado na mediocridade e na passividade, ainda que esteja em consonância de personalidade com belos exemplos de povos vizinhos, é execrável, rotulado com todos os ingredientes da mais sagrada ignorância.

Vizinhos latinos? Não, o brasileiro não se sente latino. É dessituado. Desconhece sua posição no globo, seus direitos e obrigações como cidadão. Pode conhecer a retórica de uma ideologia, série de teorias. Mas a unidade, as virtudes, o ativismo, o fervor e a paixão são palavrões, condições impensáveis! Bom mesmo é ser "equilibrado". Até que a desgraça bata à própria porta.

Ser adepto de músicas clássicas, documentários, desfrutar do lar e dos seres queridos, admirador e produtor de arte, formador de opinião? Haverá a macabra antecipação da insuportabilidade mais baixa, as antivirtudes tentando provar a si mesma que tudo isso é uma montanha de cartas de papel - melhor ainda, se puder lhe enfraquecer espiritualmente.

Ícones de uma Sociedade Caótica

O brasileiro tende a massacrar o que tem de valor; é inadmissível, claramente insuportável ter de dividir um mesmo espaço, estar no ambiente com uma personalidade ou mesmo positivamente diferenciada: isso a sociedade prefere deixar reservado à distância da história ou das TVs onde criam suas próprias fantasias.

Conforme observamos em A Quem Serve o Jornalismo Brasileiro?, aqui em Uma Questão de Liberdade e no sítio na Internet do programa Observatório da Imprensa da TV Brasil em julho deste ano:

Somos levados (e gostamos disso) a crer que a desgraça apenas baterá à porta de nossos vizinhos, jamais à nossa. Lemos e comentamos com piedade e certa admiração personagens históricos que sofreram as maiores barbaridades transformando-os em nocivos ícones, anestesistas da consciência e do exercício da cidadania – o próprio Jesus é o maior ícone, grande ídolo de milhões de seres humanos, sobretudo a fieis das igrejas servindo para os mais diversos fins – defesa de privilégios, vaidades e tradições religiosas, autoafirmação psicológica etc. –, jamais como redentor de vidas através de exemplos práticos.

A fim de se safar da pobre realidade, a solidariedade, a justiça social e governos efetivamente populares (=democracia) são tachados ironicamente de "adeptos da esquerda", "comunistas" etc, como se houvesse algum problema nisso, tudo a fim de desqualificar os ideais levando as mais diversas questões aos flancos da teoria pela teoria, que se encerra na própria teoria. Problema: é a palavra predileta dos que pouco ou nada produzem, que pouco ou nada avançam intelectualmente.

Estigmatização que exclui a necessidade de se avaliar o conteúdo. Vale afastar do caminho e da mais remota vista quem incomoda.Os "filósofos do nada", "especialistas em coisa nenhuma" são imperdoáveis, agressivos e não medem exposição ao ridículo no intento de se autoafirmar psicologicamente.

Manter-se calado perante tais pateticidades é o mais indicado, mesmo que a "potencial intelectualidade" acredite, no silêncio que você mantém, que há interesse e concordância de sua parte. Dar pano para a manga, ou pérola aos porcos seria ainda mais catastrófico. Os ignorantes não se percebem como tais, padecem da falta de sensibilidade, da intuição natural dos que prezam pelo espírito.

Olhar perverso, mentalidade rasa, palavras de peso negativo: espíritos que enxergam defeitos e divergências, nada mais. São incapazes de discernir qualidades virtuosas, pois as mentes estão viciadas em mediocridade e selvageria humana. A espécie se rastejando moralmente em nome de sua pequenez, rumo ao mais fácil e à destruição da espécie pela espécie - se não com bombas, com a ferocidade de sua língua.

Espetáculo da Pateticidade à Brasileira

Dias atrás, do trabalho enquanto falávamos por telefone com a tia de uma das vítimas do incêndio na boate Kiss da cidade gaúcha de Santa Maria, ocorrido em janeiro deste ano, transmitimos todos os sentimentos, muito respeito e combinamos contatos virtuais a fim de escrever na coluna do Observatório da Imprensa sobre a tragédia que ceifou 242 vidas inocentes, na fina-flor da idade. Um colega profissional escutava com atenção sem que soubéssemos.

Posteriormente, comentou com risos que ouvira tudo aquilo, afirmando que, enquanto atentara ao diálogo telefônico, "rachava o bico, dava muita risada". Quando lhe comentamos que havíamos dito à familiar de uma das vítimas estarmos sempre presentes em espírito com todos os familiares, o riso aumentou a intensidade, como se a tragédia fosse arte cinematográfica, ou como se fôssemos nós palhaços. Ou as duas coisas.

Observação: o autor das gargalhadas da desgraça alheia e da sede de justiça advinda da solidariedade, termo desconhecido no vocabulário tupiniquim, é um "espertíssimo" (seguramente se acha isso) estudante de Engenharia de universidade federal... O qual "tem compromissos" para sexta, sábado e domingo: ir às festas e boates da cidade.

O que está por trás dessa melancólico cenário é simples: à tia da vítima lamentamos em alto e bom tom, duramente, a corrupção e o caráter indiferente do brasileiro, tendo hoje esquecido totalmente o ocorrido após tanto sensacionalismo que prendeu a sociedade em frente à TV por nos dias subsequentes à tragédia - que rendeu os maiores índices de audiência dos últimos anos na Imprensa tupiniquim -, além de críticas à sociedade por não ter se mobilizado à época, por não tendo ido além do "assombro" (hipócrita) pelo que via horas e horas nas telas da TV.

Para muitos e muitos, a verdade doi. A fim de anestesiar a consciência, mais cômodo é se lamentar na poltrona em frente à TV - afinal, não se pode mudar o mundo mesmo. E ao invés de autoanálise é mais fácil aos medíocres ridicularizar, fingir que o real é mais uma grande telenovela nem que para isso, para toda essa negação da realidade, de si mesmo e da competitividade individual, tenha-se que desrespeitar 242 vítimas de morte e os familiares que ficaram, cujo sofrimento foi e é inexprimível.

Outra colega que ouviu a ligação, também estudante de Engenharia e da mesma universidade federal do dito-cujo, afirmou o seguinte responsabilizando as vítimas do incêndio: "Eles estavam ali [na danceteria sábado à noite], e não estudando nem trabalhando...", como se fosse um crime se divertir. Como se o Estado e o empresariado não fossem os grandes criminosos em questão. Inversão de papeis no auge da ignorância. Mesmo aos piores criminosos, a Constituição brasileira proíbe práticas de tortura.

Conforme argumentamos em Tragédia em Santa Maria: Assassinos de Corpos e de Almas, não poucos brasileiros têm julgado como o justo castigo do Deus Misericordioso e Todo-Poderoso a morte daquelas mais de duas dezenas de jovens, asfixiados e mortos em cerca de 5 minutos. Ou no discurso religiosamente "mais equilibrado", morreram pelo "fruto de suas escolhas". Hipocrisia, indiferença e alienação sem limites. Apressam-se em tirar ciscos dos olhos alheios enquanto se aplaudem alegremente, atolados na cegueira espiritual.

Em janeiro de 2009 desabou 40% do teto do suntuoso "templo" da Igreja Renascer em Cristo de São Paulo, de cunho protestante, por negligência de seus líderes, especialmente do apóstolo formado em Marketing, o estelionatário Estevam Hernandes que meses antes fora condenado por ter sido pego com sua esposa-bispa em aeroporto, deixando o território norte-americano, com dezenas de milhões de dólares escondidos em uma Bíblia Sagrada - o dito-cujo é ligado a Paulo Maluf, o que explica a total desconsideração midiática sobre este grave caso.

Naquela ocasião, foram mortas 9 pessoas, e 106 feridas: qual a explicação religiosa para tal "fatalidade"? Por ao menos coerência na linha de raciocínio, imbecilidades à parte, a tragédia na Renascer teria sido, então, consequência das más escolhas dos religiosos ali presentes? Eis que a Grande Intentona do Senhor contra os pecadores atinge Sua própria Casa, também? Pois é... Pimenta nos olhos alheios é colírio, dir-nos-ia o filósofo.

Outra curiosidade bastante intrigante é que essa mesma colega sairia no próximo fim de semana à noite, e exatamente a uma danceteria. Ainda para o mesmo mês, tinha marcada ida à famosa festa da cerveja da cidade catarinense de Blumenau, chamada Oktoberfest. Pouca estupidez é bobagem quando há brasileiros em questão. O que foge dessa excessiva hipocrisia, é rara e honrosa exceção. Ou será que a culpa pela secular situação brasileira é dos céus - ou do diabo? Não há terremoto, não há maremoto, não há vulcões no Brasil; mas há brasileiros no Brasil...

Para concluir este breve e macabro documentário dos mais recentes espetáculos das antivirtudes à brasileira, igualmente há alguns dias alguém nos disse intentar cursar faculdade de História da Filosofia, a fim de aprender a escrever e expressar suas ideias (nada brilhantes), esquecendo-se que semanas antes havia desmerecido completa e estranhamente o ofício de escrever em um almoço (pago por quem escreve esta lamentação), simplesmente dizendo, com a maior frieza e calculismo, que "escrever não vale nada, não se constrói nada, é algo que não existe; mais vale construir uma mesa, por exemplo, algo concreto".

Pois se ainda não bastasse, o futuro filósofo mais perdido que cego em tiroteio é, nada menos, que marqueteiro-chefe de uma das principais livrarias do país, a Livraria Catarinense de Florianópolis - é isto mesmo: alto funcionário de uma das principais livrarias do Brasil... Pode??? Este país apresenta verdadeiros festivais diários da pateticidade. Barbárie cultural e moral em estágio avançado.

Mediocridade Perpétua: Os Outros São Iguaizinhos...

Inversão total de valores. Retrato perfeito da personalidade do brasileiro em geral. Normal é ser "mais um", bom mesmo é ser mais um medíocre, indiferente, alienado, frio, curtir a vida como puder e que se danem os problemas e o sofrimento alheio. Bom mesmo é não se ter compromisso com absolutamente nada, viver conformado até que o próprio bolso entre em questão, ou que as vaidades da feroz e impiedosa competitividade pessoal.

São exemplos do que ocorre momentaneamente no Brasil. Poucos percebem, porque esta maneira de subsistir faz parte do sistema da maioria. Tudo é normal. Desvencilhar-se do desgaste da companhia de brasileiros é um desafio diário. Ser diferente e ter brios em um país de medíocres e apáticos? Pecado imperdoável! Ao condenado, não será tarefa fácil sair ileso. Experiência profundamente inglória.

Pobre Brasil que insiste em se perpetuar na mediocridade ao rechaçar o que tem de valor. Viver psicologicamente desarmado neste país é uma perigosa armadilha. O Brasil não tem espaço para isso, não tolera o diferente para melhor - que não é exatamente diferente: os outros é que são iguaizinhos...


É claro que os medíocres são plenamente conscientes de sua condição: por esta razão, passam a vida tentando se auto-afirmar
com pedantismo e artificialidade desconhecendo limites das mais diversas maneiras, sem noção do ridículo a que se prestam

Edu Montesanti

O medíocre tem a cabeça como adorno do corpo, se nos escuta dizer que ela serve para pensar, acha que somos loucos
José Ingenieros (médico, psiquiatra, psicólogo, criminólogo, farmacêutico, sociólogo, filósofo, escritor e professor ítalo-argentino)

País cruel e ingrato com seus filhos que não são hijos de puta. Explico-me: o Brasil maltrata e despreza quem pensa e
atua em favor do seu povo. Em contrapartida elogia, badala, paparica, consagra o venal, o canalha, o picareta, o
escroque, o vendepátria. Os sistemas universitário e de comunicação, cada vez mais associados, promovem o
esquecimento e o ostracismo dos intelectuais e anti-imperialistas. Isso acontece por causa da colonização
pedagógica desde a escola jesuíta, até o programinha tilingo de Roberto d'Ávila na televisão

Gilberto Felisberto Vasconcellos, sociólogo, jornalista e escritor, na revista Caros Amigos de setembro de 2014


não deixe de ler, em O Brasil no Espelho:

Superação da Discriminação na Sociedade Brasileira Depende de Mudanças Estruturais


I. MATEANDO COM EDU. Perfil, Literatura & Variedades


Todo sectário é reacionário, ainda que com discurso progressista: quando atinge os objetivos, aflora-se a reação.
Inerentes à reação: ceticismo, convencimento e não conscientização, uso da força, reduzida capacidade interpretativa
Edu Montesanti
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#Posté le mercredi 18 juin 2008 13:31

Modifié le dimanche 07 octobre 2018 02:55

Edu Montesanti: Rodovia dos Imigrantes - SP




Gasolina?? Crise??

Fuja Disso!!!

As previsões indicam que o trânsito de São Paulo literalmente pára em 2013; o da cidade de Brasília, em 2023.

Nicholas Stern, ex-economista-chefe do Banco Mundial, analisou que políticas que agem em favor da proteção do clima ajudam inclusive na economia mundial: os custos da inalterada mudança climática, segundo ele, perfazem de 5% a 20% do PIB por ano, deste modo impedindo, a curto e longo prazo, os êxitos econômicos. Ele avalia também que os custos para a proteção do clima são de 1% do PIB global.

Mais de 40% da população mundial não dispõe de água suficiente em seu dia-a-dia, e 3 milhões de mortes anuais por problemas respiratórios são causados por poluição do ar em todo o mundo.

No início do século XX, a concentração de gás carbônico na atmosfera era de cerca de 290 ppm (partes por milhão). Atualmente, ela já chega a 380 ppm – e tal escalada segue subindo vertiginosamente, sem que os acordos internacionais em vigor, a Convenção Clima e seu Protocolo de Kyoto, produzam efeitos práticos e significativos.

Segundo o “Pai da Economia”, Nicholas Georgecus-Rogen, se cada habitante do Brasil, da Índia e da China vivesse como o norte-americano, precisaríamos de três planetas. Enquanto isso, há 854 milhões de famintos no mundo, 14 milhões destes no Brasil.


Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida eterna?
Jesus

Voce sabia que...

... uma em cada seis pessoas morre de fome no mundo, e que a cada cinco segundos morre uma criança faminta?


NEOLIBERALISMO
Críticas do FMI e Despolitização da Sociedade Brasileira

Atrasado no tempo como os conservadores em geral, FMI admite que neoliberalismo é um fracasso em termos de distribuição de riqueza
Contudo, à reprodução tupiniquim e piorada de McCarthy, pautada pela mídia oligárquica e seus subprodutos políticos, de nada adiantará

Junho de 2016 / Publicado no Jornal Pravda (Rússia), e em Global Research (Canadá)


Em sua revista deste mês de junho, o próprio Fundo Monetário Internacional criticou, não tão abertamente, as políticas neoliberais através de alguns de seus principais economistas, Jonathan D. Ostry, Prakash Loungani e Davide Furceri. "Ao invés de produzir crescimento, algumas políticas neoliberais têm aumentado a desigualdade, por sua vez colocando em risco a expansão duradoura", observam eles.

É interessante notar que o propalado neoliberalismo foi aplicado exatamente por governos autoritários e profundamente corruptos - casos de América Latina sob ditadura militar, Estados Unidos sob os Bush e Reagan, e Reino Unido nos anos de Margaret Tatcher, conhecida como Dama de Ferro. Tal fato pode causar surpresa inicial, mas não se configuram nenhuma contradição dada a natureza excludente do modelo econômico em questão.

Nas palavras da jornalista canadense Naomi Klein, "se olharmos para a história dos primeiros lugares onde o neoliberalismo foi imposto, ele foi imposto exatamente no oposto [do que nos é dito]: foi necessária uma derrubada da democracia para que ele se desenvolvesse".

Pois os três economistas do FMI também mencionaram contradições e fragilidades do modelo neoliberal, cujos defensores o alardeiam como essencialmente democrático: "[Maurice] Obstfeld [1998] apontou para os 'perigos genuínos' de abertura aos fluxos financeiros estrangeiros, e concluiu que 'esta dualidade de benefícios e riscos é inevitável no mundo real'". Mais adiante, eles observam: "Embora os benefícios do crescimento [econômico no modelo neoliberal] sejam incertos, os custos em termos de aumento da volatilidade econômica e a frequência de crises parecem mais evidentes".

Eles apontam ainda que enquanto "o crescimento é o único ou o principal objetivo da agenda neoliberal, seus defensores deveriam dar mais atenção aos seus efeitos distributivos [de riqueza]", e que o FMI "também reconhece que a liberalização total do fluxo de capital não é sempre uma meta final apropriada".

Por outro lado, políticas sociais são aplicadas exatamente como socorro às crises profundas geradas pela maximização do livre-mercado. Casos emblemáticos são o New Deal norte-americano do presidente Franklin Delano Roosevelt e os Estados de Bem-Estar Social europeus, pós-Grande Depressão iniciada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929.

Os países nórdicos, berço da social-democracia, sempre foram exemplos neste sentido, nos dias de hoje abrindo-se ao Consenso de Washington formulado em 1989, diminuindo a influência estatal e assim, essencialmente, tornar as economias nacionais mais vulneráveis.

Enquanto tal modelo gera horror em setores reacionários pautados pela mídia predominante defensora dos interesses das grandes corporações que a sustentam, que chegam a ponto (não raras vezes) de qualificá-lo de "comunismo diabólico", por outro lado a intervenção estatal de Bush filho em 2008, maior da história destinada ao socorro aos bancos criminosos, exatamente os geradores da depressão econômica de então (não sanada até hoje), o qual ultrapassou 1,8 trilhão de dólares, e dois anos depois o plano de salvação de Barack Obama à indústria automobilística acima da casa dos 60 bilhões de dólares, acomodam os espíritos mais conservadores das sociedades.

No caso particular do Brasil, vale apontar que no atual festival da despolitização tupiniquim que tirou da Presidência uma das únicas personagens da política sem acusação nem sequer sendo investigada por corrupção, para colocar no poder, nas palavras de Noam Chomsky (intelectual mais respeitado do mundo) "uma corja de ladrões" sob forte influência e aplausos midiáticos, as classes média e alta brasileiras têm apoiado agora, e historicamente, o model neoliberal com a típica raiva caçadoras de bruxas anti-comunistas presente na ridícula votação pelo impedimento da presidente Dilma Rousseff (assim observado por todos os meios de comunicação mundiais), e nestas semanas subsequentes. O próprio pacote do presidente interino Michel Temer, que tem "revigorado esperanças" dos mais desavisados no Brasil, possui conteúdo neoliberal.

Apontando neste sentido da excessiva ignorância baseada na ditadura do mercado que relega todo o aparato do Estado e a própria sociedade à lógica do lucro (que é ilógica) e da profunda despolitização, baseadas em desenfreada competitividade, no ódio às diferenças e nos preconceitos étnicos, regionais, sociais, sexistas e de gênero, este público ataque gospel-reacionário da jurista Janaína Paschoal na Faculdade de Direito da USP, no início de abril capaz de gerar desconforto até entre colegas e alunos reacionários, é a cara perfeita da sociedade brasileira, de seu estilo e de sua estatura moral e intelectual.

Famosas internacionalmente pela essência corrupta, pela fortíssima discriminação, pela agressividade e pela incapacidade organizacional que, no país do carnaval e do futebol decadente, dia a dia se superam, que se creem sábias ao mesmo tempo que, na ausência de autonomia reflexiva, são capazes de caírem no engodo de personagens como Temer, Sarney, Calheiros, Eduardo Cunha e da mesma mídia sabidamente manipuladora e historicamente golpista, bem como devota das própria retórica de "liberdade" baseada na lei do mercado, as mentalidades elitistas brasileiras (que não escolhem classe social) podem ter a condição de prostração intelectual e de falência moral refletida com perfeição nas palavras de Johann Wolfgang von Goethe: "Ninguém está mais desesperadamente escravizado, que aquele que falsamente acredita ser livre".

E em não raros casos, certamente, é ainda mais sofrível ter-se consciência da escravidão econômica, social e política passivamente por medo, por interesse ou por uma patética combinação de ambos. Para os setores reacionários nacionais, imbecilizados pela grande mídia oligárquica pertencente a cinco famílias e financiada diretamente por Washington (fato comprovado documentalmente por WikiLeaks), pode o FMI e todas as evidências, atuais e históricas, apontar contrariamente a suas ideias pré-concebidas que tudo será em vão e seguirá como está, com um presidente interino (corrupto) prometendo aprofundamento das políticas neoliberais através de mais privatizações e desregulação estatal sob alegres aplausos da sociedade de um lado, e silêncio de outro. A história e o presente apontam para isso, e quanto ao futuro é esperar para ver o mesmo filme, de novo, entre as reproduções tupiniquins e pioradas de Joseph McCarthy.


A Frota de Veículos e a Fome

Trechos da matéria de mesmo nome, jornal
Brasil de Fato

Edição 27 de novembro a 3 de dezembro de 2008



"Em um mundo cada vez mais rico, nunca tantas pessoas passaram tanta fome, desnutrição e inanição", afirma Jean Ziegler, relator especial das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação.

Em meio a tudo isso no mundo, que é capaz de produzir alimentos para suprir o dobro da demanda de toda a população mundial, 854 milhões de pessoas passam fome; no Brasil há 14 milhões de famintos e 72 milhões de subnutridos, sendo que o país é o quarto produtor mundial de alimentos.

A razão dessa grande contradição, um "genocídio silencioso", é que a produção agrícola brasileira está cada vez mas voltada para o mercado externo e para a produção de agrocombustíveis, para abastecer o tanque dos automóveis e não para alimentar os 14 milhões de brasileiros famintos. "Usar terras de agricultura para o etanol é um crime. E tudo isso acaba gerando alta dos alimentos. No monento em que enche o tanque, você tira o alimento de uma criança", afirmou Ziegler.

"Os preços dos alimentos aumentaram nos últimos meses como nunca em 30 anos, atingindo em cheio os mais desfavorecidos", declarou o diretor-geral do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares (IFPRI).

No Brasil, a situação não é diferente. Em 2007, os alimentos tiveram a maior alta nos últimos cinco anos, enquanto se reduziram as áreas plantadas de produtos agrícolas, como feijão, milho, arroz e mandioca.

Os monocultivos voltados para a produção de agrocombustíveis estão avançando em áreas antes destinadas à agricultura camponesa, responsável por cerca de 70% dos alimentos consumidos no país.

Diante desse cenário, o economista francês Bruno Parmentier, diretor da École Supérieure d'Agriculture d'Angers (ESA), pergunta: "A agricultura, daqui para frente, deve servir à produção de alimentos ou á energia? Veja que coincidência: 800 milhões de pessoas sentem fome no planeta. E temos uma frota global de 600 milhões de automóveis e 200 milhões de caminhões. O número é o mesmo: 800 milhões querem comida, 800 milhões querem combustível. E agora?"



Há o suficiente na Terra para suprir as necessidades de todo mundo,
mas não para suprir as ganâncias de todo mundo

Mahatma Gandhi


Você sabia que...

... para a pele do animal tornar-se couro, passa pelo maléfico processo de curtume, onde são aplicadas diversas substâncias químicas nocivas ao ser humano?

Imagem: Instituto Nina Rosa
 


O Consumo Alienado

Num mundo em que predomina a produção alienada, também o consumo tende a ser alienado. A produção em massa tem por corolário o consumo de massa.

O problema da sociedade de consumo é que as necessidades são artificialmente estimuladas, sobretudo pelos meios de comunicação de massa, levando os indivíduos a consumir de maneira alienada.

A organização dicotômica do trabalho a que nos referimos - pela qual se separam a concepção e a execução do produto - reduz as possibilidades de o empregado encontrar satisfação na maior parte da sua vida, enquanto se obriga a tarefas desinteressantes. Daí a importância que assume para ele a necessidade de se dar prazer pela posse de bens. "A civilização tecnicista não é uma civilização do trabalho, mas do consumo e do "bem-estar". O trabalho deixa, para um número crescente de indivíduos, de incluir fins que lhe são próprios e torna-se um meio de consumir, de satisfazer as "necessidades" cada vez mais amplas."(O. Friedmann, Sete Estudos sobre o Homem e a Técnica, p. 147.).

Vimos que na sociedade pós-industrial a ampliação do setor de serviços desloca a ênfase da produção para o consumo de serviços. Multiplicam-se as ofertas de possibilidade de consumo. A única coisa a que não se tem escolha é não consumir! Os centros de compras se transformam em "catedrais do consumo", verdadeiros templos cujo apelo ao novo torna tudo descartável e rapidamente obsoleto. Vendem-se coisas, serviços, idéias. Basta ver como em tempos de eleição é "vendida" a imagem de certos políticos...

A estimulação artificial das necessidades provoca aberrações do consumo: montamos uma sala completa de som, sem gostar de música; compramos biblioteca " a metro" deixando volumes "virgens" nas estantes; adquirimos quadros famosos, sem saber apreciá-los (ou para mantê-los no cofre). A obsolescência dos objetos, rapidamente postos fora de moda", exerce uma tirania invisível, obrigando as pessoas a comprar a televisão nova, o refrigerador ou o carro porque o design se tornou antiquado ou porque uma nova engenhoca se mostrou "indispensável".

E quando bebemos Coca-Cola porque "E emoção pra valer!", bebemos o slogan, o costume norte-americano, imitamos os jovens cheios de vida e alegria. Com o nosso paladar é que menos bebemos...

Como o consumo alienado não é um meio, mas um fim em si, torna-se um poço sem fundo, desejo nunca satisfeito, um sempre querer mais. A ânsia do consumo perde toda relação com as necessidades reais do homem, o que faz com que as pessoas gastem sempre mais do que têm. O próprio comércio facilita tudo isso com as prestações, cartões de crédito, liquidações e ofertas de ocasião "dia das mães" etc.

Mas há um contraponto importante no processo de estimulação artificial do consumo supérfluo - notado não só na propaganda, mas na televisão, nas novelas -, que é a existência de grande parcela da população com baixo poder aquisitivo, reduzida apenas ao desejo de consumir. O que faz com que essa massa desprotegida não se revolte?

Há mecanismos na própria sociedade que impedem a tomada de consciência: as pessoas têm a ilusão de que vivem numa sociedade de mobilidade social e que, pelo empenho no trabalho, pelo estudo, há possibilidade de mudança, ou seja, "um dia eu chego la E se não chegam, "é porque não tiveram sorte ou competência".

Por outro lado, uma série de escapismos na literatura e nas telenovelas fazem com que as pessoas realizem suas fantasias de forma imaginária, isto sem falar na esperança semanal da Loto, Sena e demais loterias. Além disso, há sempre o recurso ao ersatz, ou seja, a imitação barata da roupa, da jóia, do bule da rica senhora.

O torvelinho produção-consumo em que está mergulhado o homem contemporâneo impede-o de ver com clareza a própria exploração e a perda da liberdade, de tal forma se acha reduzido na alienação ao que Marcuse chama de unidimensionalidade (ou seja, a uma só dimensão). Ao deixar de ser o centro de si mesmo, o homem perde a dimensão de contestação e crítica, sendo destruída a possibilidade de oposição no campo da política, da arte, da moral. Por isso, nesse mundo não há lugar para a filosofia, que é, por excelência, o discurso da contestação. "

Fonte: Livro didático Filosofando, Introdução à Filosofia.
Maria Lúcia Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins. São Paulo: Ed. Moderna, 1993



Em Globo.com, 18.10.2014:

Celulares São Alugados para 'Ostentação'

'Ganho R$ 2 mil por Mês', Diz Editor que Aluga iPhones para 'Ostentação'

Marco Aurélio Costa aluga celulares por até R$ 170 dependendo do modelo.
Editor de imagens já possui 5 smartphones da Apple para alugar em Natal


Nem no céu haveria capitalismo sem crise
José Paulo Netto, professor da UFRJ


Podem estar certos disto: o reino de Cristo e de Deus nunca será de ninguém que seja impuro ou ganancioso -
pois a pessoa gananciosa, na realidade, é uma idólatra: ama e adora as coisas boas desta vida mais do que a Deus

Apóstolo Paulo, em Efésios, 5: 5


Se eu pudesse deixar algum presente a vocês, deixaria o acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos
Mahatma Gandhi


CAPITAL vs RELAÇÕES HUMANAS
Por Que o Marketing É Canalha por Natureza

Outubro de 2013 / Publicado no Jornal Pravda (Rússia)

O marketing, muito além da prática de simplesmente vender, apoia-se em mentalização, em uma série de atitudes e na visão de negócios que o profissional desta área desenvolve visando sempre à maximização dos lucros.

Dentro disto, o ato da venda é consequência do que consiste em uma "filosofia" (isto é, o próprio marketing) segundo os burocratas e tecnocratas do mercadejo, seres que se portam como intelectuais, falam como intelectuais, são tratados como intelectuais, fazem amor como intelectuais, alguns até se creem piamente intelectuais enquanto passam a vida vomitando ignorância, jargões mercadológicos e excessiva baixeza moral, reduzindo as relações humanas a meros números, a muita barganha e às cifras marcantemente encrustadas em suas pupilas.

O objetivo essencial do marketing - oxigênio do capitalismo, razão deste sistema sobreviver enquanto promotor de lucros obsessivamente desenfreados e da necessidade de consumir cada vez mais, não importa o quê - é gerar no cliente o interesse por determinado(s) produto(s), convencê-lo de que este(s) produzirá (ou produzirão) satisfação, bem-estar e/ou, acima de tudo (em seu sentido mais amplo e irracional), que há a necessidade de consumi-lo(s).

Sem o marketing, não haveria a menor chance de milhares de novas mercadorias inundarem com tanto vigor semanalmente o mercado, no subconsciente humano e nos lares globais sob a ideia preconcebida, sutilmente imposta a milhões de indivíduos de que são fundamentais para o bem-estar da humanidade.

E mais: muitos desses produtos (incluindo alimentos) são altamente nocivos à saúde e ao meio ambiente, além dos mais diversos que acabam esquecidos e jogados fora com o passar de um tempo nem sempre muito longo - ou nem sequer utilizados.

Nisso tudo, as práticas de marketing sustentam-se fundamentalmente na propaganda e na publicidade, exatamente as que tratam de impor o que é bom e o que não é às sociedades. Para que isso tudo seja possível dentro da lógica do marketing, que é ilógica, o consumidor não pensa, mas é pensado e deve viver para consumir, e consumir para ser feliz.

Para tanto, enfraquecer a consciência do individuo e eliminar o senso crítico ao mesmo tempo que o bajula como pode, mexendo com a vaidade, são essenciais - sabedores de que a adulação sem limites cai muito bem aos consumidores de ilusões, ainda que os efêmeros minutinhos de baba ovo lhes custem um alto preço.

Tais aiatolás do mercado oferecem as mais diversas tralhas, fossos do vazio, da depressão e do reducionismo humano dando a entender que fazem isso motivados por carinho e amor aos potenciais compradores, meio que inspirados na complacência, na devoção, no amor à pátria e à vida dela, dela mesma: Madre Teresa de Calcutá!

É espantosa a capacidade que esse sistema das sutilezas - mas também profundamente agressivo nos mais variados aspectos - tem em fazer com que quanto mais o indivíduo consuma, mais vazio interior sinta e mais corra atrás atrás da felicidade - através do ato de consumir e das aparências, evidentemente. No fim de seus dias a vítima se vê em um buraco sem fim, e não consegue identificar o porquê... Mas a vida já foi jogada fora, e ela é uma só: tarde demais!

Canalha em Tom de Bom Moço

A cada minuto nasce um otário, e mais otário é quem não aproveita
(P.T. Barnum, empresário norte-americano do ramo de entretenimento do final do século XIX)

Cada indivíduo sabe exatamente o que lhe é necessário para viver, e na realidade a vida humana não requer uma ínfima parte do que o sistema oferece diariamente à sociedade hoje: ter o aparelho celular de última geração com câmera mais acurada; a TV com alguns botões mais sofisticados; calça com etiqueta mais destacada; veículo cujas janelas são abaixadas com "mais estilo"; seguros de vida, acidentes, desemprego e planos de jazigo "sem multa" em caso de desistência (quanta benesse!); computador portátil ou tablete com sistema mais original, etc, etc, etc...

Este self-service da alienação é o meio que o convalescente sistema se utiliza para sobreviver convencendo pessoas - cada vez mais carentes, sedentas por sentido e saciamento interior - de que esses pertences são fundamentais para o bem viver. Mas não são - longe disso. O sistema fundamentado nas práticas de marketing nada mais cria necessidades e até problemas, para vender soluções.

Cada um vai ao supermercado e, sem nenhum marqueteiro para lhe auxiliar, sem necessidade de dizer ao cidadão o que se requer para viver bem, pode muito bem passar o mês satisfeito. Por que em outros lugares, ou mesmo durante as compras básicas são necessários os desserviços da profissão canalha? O sistema não explica isso sem ser contraditório recheado de típica fraseologia e evasão, mas nós seguiremos explicando de maneira clarividente neste espaço os porquês de práticas baixas predominarem, e se exacerbarem no ato de vender, em um mundo falido.

Para que se inculque às sociedades que sim, determinados produtos supérfluos são de suma importância e as farão felizes, a mentalização, a série de atitudes e a concepção que um agente de marketing se utiliza para realizar seus negócios e até para viver não são nada inteligentes e nem muito menos honestos, do contrário seu trabalho seria uma catástrofe dado que o único alvo é vender ao "cliente" seja lá o que for e, a qualquer custo, gerar lucros cada vez mais altos a fim de salvar a pele, e derrotar a selvagem concorrência.

Dentro dessa selvageria humana com melancólico aspecto de avanço, jamais se defende o interesse do cidadão e nem a meta é gerar satisfação real, sendo que esta independe do que o sistema impõe. No marketing, transparência e leveza significariam a desgraça total dos seus resultados. São absolutamente incompatíveis, um lado vai naturalmente contra o outro: nada poderia anular com tanta eficácia as realizações de um marqueteiro, quanto simplesmente ser humano.

O "cidadão" não existe para os paupérrimos padrões (intelectuais e morais) do marketing, e nem pode existir, mas subsiste unicamente o "cliente". Enquanto vidas são reduzidas a meros números e os direitos são "esquecidos" pela arte do "bem dizer", a falsa bajulação que se apoia em enfeites e mentiras a fim de vender outras bugigangas e mentiras, é descartada, completamente esquecida, relegada aos mais "radicais" a real satisfação pessoal em seu sentido mais amplo dentro deste pobre sistema: vale apenas a multiplicação dos lucros, apropriar-se e não necessariamente se desenvolver, menos ainda compartilhar.

Muitas, muitas vezes o marqueteiro mesmo não acredita em suas palavras, naquilo que está vendendo - em muitos casos ele mesmo jamais consumirá o que está jogando, repleto de táticas da neurolinguística, ao consumidor, que acaba comprando uma série de ilusões e não de necessidades ou bem-estar - muitas vezes, a ilusão também de que ganhou um amigo, isto é, o canalha do marketing que o sugará energia e dinheiro tanto quanto puder, fazendo-o se sentir o preferido dos preferidos; adula-o de todas as maneiras enquanto por trás, tão cruelmente quanto o sistema a quem serve diretamente, ridiculariza-o, ironiza contra ele, mentalmente ou em público.

Bem-vinda, bem-vindo ao mundo precariamente dirigido pelo marketing.

Entre o Deus do Mercado e as Relações Humanas

É por isso tudo, pela essência corrupta do sistema que um bom vendedor não pode ser solidário e nem defensor do direito cidadão. A não ser na arte de melhor enganar, tais termos são proibidos nos bastidores da arte das vendas: o indivíduo nada mais é que um consumidor a ser colocado na gananciosa contabilidade dos mercadejantes. Agir diferentemente no mundo mesquinho do marketing, ser humanitário levaria ao descartamento agressivamente sumário deste profissional.

Fruto da (i)lógica deste sistema, em uma equipe de vendas o que invariavelmente serve de "incentivo" ao "sucesso" é a competição entre seus próprios componentes, jamais estímulo à solidariedade que se configuraria, certamente, fracasso dos negócios. Na pós-ressaca entre vencedores e vencidos, estes geralmente aprendem muito bem a lição aplicada pelo sistema e não perdoam seu líder-marqueteiro que bolou a competição e distribuiu o prêmio aos vencedores - a carne às feras: voltar-se-ão correndo como dobermans raivosos babando, famintos sem a escassa carne jogada ao fundo do quintal para devorar a do próprio patrão o qual, dificilmente, terá para onde fugir a não ser tentar abafar a ferocidade dos sem carne à base de porrete (autoritarismo). Por isso também, é impossível uma horizontalidade nos mais diversos setores das sociedades em nosso mundo atual.

É desnecessário dizer que todos os segmentos da vida do individuo com uma mente viciada desta maneira, acabam contaminados pela obsessão da competitividade patológica: o próximo é sempre um potencial concorrente, seja para o que for. Eis o cenário caótico, tragicômico dos bastidores do mercadejo cujo ápice são as patéticas "filosofadas" (em tom pejorativo, evidentemente) do mesquinho marketing.

Tudo isso pode muito bem explicar recentes estudos que apontam 4 vezes mais psicopatas nas empresas que na sociedade em geral (leia reportagem Psicopatas S.A.). O sistema leva à frieza, incentiva a concorrência a qualquer custo e a sede de consumir cada vez desesperadamente, treina as pessoas para a capacidade de argumentar e convencer ao invés de conscientizar, além de parecer ser com muita "esperteza" em detrimento do real conteúdo em questão, o qual conta cada vez menos - ou muitas vezes nem conta, até porque conteúdo é o que menos se tem na praça da vida moderna, montada cuidadosamente pelo marketing.

O que vale mesmo é ter, fazer e poder ao invés de ser, e tudo isso tendo o próximo como referência, não a si mesmo a fim de se superar, aprimorar-se, satisfazer-se e produzir de maneira salutar. Sobressair-se no mundo das aparências e das posses descomedidas é o que faz o ser contemporâneo! Jamais compartilhar...

Melhor que Parecer Ser, É Ser de Verdade

O programado subproduto deste mundo perverso nada mais é que a escravidão do século XXI: escraviza as pessoas não apenas ao próprio sistema dominador e explorador com seus princípios e métodos de consumo, mas se configura uma escravatura também mental que tem levado milhões e milhões de pessoas à depressão, até ao suicídio e, antes de mais nada, à mediocridade do puxa-saquismo e das aparências em seu estágio mais avançado.

É esse sistema que incita ao individualismo cada vez mais declarado, à acumulação material descomedida e à inveja sem disfarces, que potencializa a exploração e a competitividade até mesmo entre ideias, culturas e costumes em um mundo onde amizade, solidariedade, caráter e valores em geral contam cada vez menos. A ordem destes tempos é vender, lucrar, ser o melhor, sobressair-se, aparentar, tudo isso impulsionado pela extremamente agressiva, impiedosa arte do mercadejo, da competição em antítese à colaboração.

Tal meio tem relação direta com a falta de educação, informação e cultura: quanto menos capacidade intelectual, mais o ser humano está propenso a mergulhar de cabeça e se perpetuar neste universo sinistro que não tem o menor espaço para as diferenças, para a tolerância, para a crítica e nem para a transformação. A apatia do "deixar como está" e a preguiça intelectual de se seguir a corrente preponderante são matéria-prima do sistema enfeitado pelo marketing.

Em meio a este pobre monoteísmo do mercado, entre os fúteis deuses do capital não seja consumista, não se prostre diante deles guiando-se pela vulgar propaganda e nem pela patética moda aprisionante: siga sua consciência, valorize as relações humanas e humanitárias, sua felicidade antes de mais nada, o bem mais precioso que possui, e seja livre!

Autenticidade é o princípio de todas as virtudes: melhor que parecer ser, é ser de verdade. Viva!


(...) Porque as pessoas nos empreendimentos das cooperativas de economia solidária são muito mais felizes. Quer dizer, você não tem competição, é uma comunidade, as pessoas ajudam-se mutuamente, não há hierarquia. Tudo é feito com participação, tudo é comunitário. Essa é a razão, as pessoas querem ser felizes. É um tipo de empreendimento em expansão. Estamos propondo há vários anos uma lei de economia solidária (Paul Singer, secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho do governo Dilma Rousseff, em entrevista à revista Caros Amigos. Setembro de 2013)


Quando se diz às pessoas que a felicidade é uma questão simples, sempre nos levam a mal
Bertrand Russel


Enquanto no reino animal os indivíduos da maioria das espécies preocupam-se com a detenção apenas do indispensável
à sua sobrevivência, possui o ser humano uma estranha vocação para a apreensão individual de bens supérfluos

Robério Nunes dos Anjos Filho, em
A Função Social da Propriedade na Constituição Federal de 1988 - Procurador da República,
procurador regional dos direitos do cidadão, mestrando em Direito na UFBA, e professor de Direito Constitucional do curso
JusPODIVM


O que você prefere, ser um bom cidadão ou um bom consumidor?
Viva na contramão do sistema: uma questão de liberdade!

Edu Montesanti


Edu Montesanti em


Verdades Reveladas - Falando Francamente
(EUA)
TruthOut.org

Vídeo: Medea, quem recomenda
a leitura de Truth Out,
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#Posté le mercredi 18 juin 2008 13:33

Modifié le samedi 25 février 2017 16:49




Recomendações Literárias

Um povo culto é um povo livre
José Martí


McMáfia - Crime sem Fronteiras

Companhia das Letras, 2008, 464 páginas

Gênero: Documentário / Problemas Sociais e Políticos

Autor: Misha Glenny

Assista trailer


"Quando um sindicato do crime convence um Estado poderoso a concordar ou cooperar com suas negociatas, tem em mãos a senha mágica para a gruta dos tesouros de Aladim. Porque não existe organização criminosa mais bem-sucedida do que a que conta com apoio estatal", diz Misha Glenny a certa altura de McMáfia. O livro, de certa forma, é a comprovação cabal e a ilustração sistemática dessa afirmação.

O crime organizado, que cresceu e se ramificou em todo mundo a partir do colapso do comunismo soviético e da liberalização geral dos mercados, chega a movimentar cerca de 20% do PIB global, e conta quase sempre com algum grau de participação do poder político e dos detentores "legais" do capital.

Essa relação entre os governos, o capital e a ilegalidade pode ser simbiótica, como no caso do Estado-gângster da Transnístria, fronteiriço com a Moldávia e a Ucrânia, responsável por um intenso tráfico de armas russas para os teatros de guerra do mundo. Mas o conluio pode ser mais sutil e insuspeitado, como no exemplo da atuação da yakuza (a máfia japonesa) como coadjuvante de governantes e empresários no boom imobiliário japonês da década passada.

O autor realizou três anos de pesquisas e investigações em todos os continentes para mapear a proliferação das redes criminosas mundo afora e apresenta dados estarrecedores sobre ações ilícitas que vão desde o tráfico de mulheres russas para Israel até os crimes eletrônicos perpetrados em países como o Brasil e a Nigéria, das rotas do narcotráfico ao contrabando de petróleo, diamantes ou caviar.

Narrado de forma envolvente, com a história sendo contada em grande parte por seus próprios personagens - policiais, criminosos, vítimas -, McMáfia pode ser lido como um eletrizante romance policial. Com a aterradora diferença de que aqui o sangue e a violência são reais.

"'Por trás de toda grande fortuna há um grande crime', disse Balzac. Misha Glenny atualizou essa máxima para os nossos dias." - Christopher Hitchens

"Glenny investiga as organizações criminosas internacionais - que hoje representam grande parte da economia mundial - e explica como o submundo do crime ao mesmo tempo se aproveitou da globalização e contribuiu com ela." - Joseph Stiglitz


The New Pearl Harbor: Disturbing Questions about the Bush Administration and 9/11

Editora: Olive Branch Press (Estados Unidos), 2004

Gênero: Política Internacional

Autor: David Ray Griffin, professor aposentado de Filosofia da Religião
da Claremont School of Theology (Estados Unidos)

Idioma: Inglês

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Obra singular baseada em extensa pesquisa, leitura obrigatória para todos aqueles que trabalham, estudam ou se interessam pelas relações internacionais. The New Pearl Harbor inspira analogias entre os ataques de 11 de setembro de 2001 e o ataque a Pearl Harbor em 1941, ambos nos Estados Unidos.

Traz a realidade "intestinal" da política norte-americana antes, durante e após o 11 de Setembro, de maneira contundente, surpreendente, até chocante para as pessoas de maior espírito humanitário (este brilhante trabalho de Griffin faz parte da bibliografia de nossa obra Mentiras e Crimes da "Guerra ao Terror", e o Jornalismo Brasileiro Manchado de Sangue).

O título é tirado do documento do ano de 2000, "Reconstruindo as Defesas dos Estados Unidos" produzido pelo Project for the New American Century (Projeto para o Novo Século Norte-Americano), o qual observou que apenas um "novo Pearl Harbor" permitiria as transformações políticas militares e de defesa que a administração de Bush desejava que, rapidamente, ocorressem - políticas que já faziam parte de sua campanha eleitoral.

O livro, um dos trabalhos literários preferidos das famílias das vítimas do 11 de Setembro, foi incluído na seleção oficial de 99 livros disponíveis a todos os membros da Comissão do 11 de Setembro (para investigar os ataques, que acabou fortemente influenciado pela administração de Bush, não permitindo sua investigação mais profunda e conclusiva).

Nesta obra, Griffin apresenta partes de evidências cabais e argumentos que sustentam uma conclusão de que a administração de George W. Bush foi, de diversas possíveis maneiras, cúmplice dos ataques de 11 de setembro de 2001, ou que mesmo participou diretamente deles. De maneira ponderada, apoiado em importantes fontes, o autor discute também as várias e fortes razões que levariam tal administração a ter interesse naqueles atentados.

A primeira parte do livro examina os acontecimentos de 11/9, discutindo cada voo por vez, bem como o comportamento do presidente George W. Bush, e sua proteção do Serviço Secreto. Na segunda parte, examina o 11/9 em um contexto mais amplo, sob a forma de quatro "questões preocupantes":

1. As autoridades norte-americanas obtiveram informação antecipada do 11/9?
2. As autoridades norte-americanas obstruíram as investigações pré-11/9?
3. As autoridades norte-americanas tiveram motivos para permitir o 11/9?
4. As autoridades norte-americanas obstruíram acessos e investigações pós-11/9?

David Ray Griffin lista 40 evidências que minam a história oficial, indicando, no mínimo, uma cumplicidade envolvendo as agências de Inteligência, o Pentágono e a Casa Branca.

Trechos (tradução livre):

"Em 1962, contudo, um plano foi formulado fornecendo um precedente parcial, um plano que agora nós conhecemos devido a documentos secretos revelados recentemente. A base desta plano era um pedido do presidente Eisenhower à CIA, próximo ao final de seu governo, a fim de obter um pretexto para invadir Cuba. A CIA formulou 'A Program of Covert Operations Against the Castro Regime' (Programa de Operações Secretas contra o Regime de Castro), com objetivo de 'substituir o regime de Fidel Castro por outro mais voltado aos verdadeiros interesses do povo cubano, e mais aceitável aos EUA a ponto de evitar qualquer intervenção dos EUA'. (...)

"De acordo com o documento 'Memorandum for the Secretary of Defense' (Memorando para a Secretaria de Defesa), assinado por toda a equipe de governantes, este plano, assinalado Top Secret, descreveu 'pretextos que dariam justificativa para a intervenção militar dos EUA em Cuba". De acordo com o 'Memorandum for Chief of Operations, Cuba Project' (Memorando para os Dirigentes das Operações, Projeto Cuba), a decisão de intervir 'resultará em um período de altas tensões entre EUA-Cuba, que colocam os Estados Unidos na posição de sofridas queixas justificáveis'. Era importante, o memorando dizia, 'camuflar o objetivo final'. Parte da idéia era influenciar a opinião mundial em geral, bem como das Nações Unidas, particularmente, 'desenvolvendo a imagem do governo cubano como conflitivo e irresponsável, representando uma alarmante e imprevisível ameaça para a paz do Hemisfério Ocidental'.

"O plano, em seguida, listou uma série de ações possíveis para criar essa imagem. Por exemplo: 'Poderiamos desenvolver uma campanha de terror comunista cubana na área de Miami, na Flórida, e em outras cidades, até mesmo em Washington... Poderíamos afundar um barco cheio de cubanos a caminho da Florida (real ou simulado)'. (...)

"É possível criar um incidente demonstre, de forma convincente, que um avião cubano atacou e abateu um avião fretado de civis.... O destino seria escolhido unicamente para fazer com que o plano da rota do voo atravessasse Cuba. Os passageiros poderiam ser um grupo de estudantes universitários de férias...."

(Capítulo 7, Did US Officials Have Reasons for Allowing 9/11? - Os Funcionários do Governo dos EUA Tinham Razões para Permitir o 11/9? / A Precedent: Operation Northwood - Precedente: Operação Northwood)


Bush at War

Editora Simon & Schuster (Estados Unidos), 2002, 306 páginas

Gênero: Política Internacional

Autor: Bob Woodward

Idioma: Inglês

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Bush at War foi escrito em 2002 pelo repórter do jornal norte-americano The Washington Post, Bob Woodward que volta sua atenção à presidência de George W. Bush, recontando as respostas do presidente aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, e a manipulação de seu governo na subsequente Guerra ao Afeganistão.

Grande parte do livro narra acontecimentos em reuniões do Conselho de Segurança Nacional (NSC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos , com os principais atores da história, além do presidente: Dick Cheney, Colin Powell, George Tenet e Condoleezza Rice. Woodward analisou notas de reuniões do NSC e também entrevistou funcionários da administração, incluindo o presidente Bush.

Woodward focaliza-se, especialmente, na decisão do governo de ir à guerra contra o Afeganistão, e em suas decisões estratégicas e táticas. Como um dos primeiros relatos detalhados dessas decisões, antes dos relatos confidenciais de Richard A. Clarke, Against All Enemies (Contra Todos os Inimigos), o livro de Woodward foi amplamente elogiado, por parte do jornal bitânico The Times e de outros importantes jornais.

Antes do 11 de Setembro, a presidência de George W. Bush havia sido assediada por inúmeros problemas. foi assim não apenas aos olhos de muitos leigos: muito poucas pessoas o levaram a sério como estadista mundial. Em seguida, após um ato de violência terrorista, Bush tornou-se um presidente que a nação poderia contar, que ela sentia que poderia confiar a fim de fazê-la progredir em meio àqueles tempos difíceis. E o mundo viu um homem que foi decisivo e estava decidido, um presidente que parece ter estado determinado a derrotar completamente as pessoas que realizaram aqueles atos hediondos contra seu país.

Mas um ano após os ataques, como o 44 º presidente dos Estados Unidos se saiu? E o que realmente esteve por trás das cenas de discussões, que ocorreram ao mesmo tempo que o país foi abalado pela crise? Woodward foi uma sombra do presidente desde os acontecimentos lamentáveis do 11 de Setembro, foi-lhe permitido o acesso sem precedentes em reuniões a portas fechadas e briefings, e este livro magistral representa um olhar sobre o que realmente aconteceu.

O livro foi criticado por Michael Scheuer, antigo chefe da CIA da Bin Laden Station, em seu livro Imperial Hubis que proporcionou uma plataforma de vazamentos do governo, o qual ele considerou prejudicial à segurança nacional: "Depois de ler Bush at War de Woodward, parece-me que as autoridades norte-americanas que passaram ou participaram do vazamento das informações de documentos - por meio de entrevistas -, as quais são o coração do livro de Woodward, deram uma medida incontável de ajuda e conforto ao inimigo". (Tradução livre e compilada de Wikipedia e Amazon)


Mortes Matadas por Armas de Fogo no Brasil, 1979 - 2003

UNESCO e Senado Federal do Brasil, 30 páginas

Gênero: Ciências Sociais

Autor: Julio Jacobo Waiselfisz

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação acima)


Entre os anos de 1973 e 2003 foram registradas mais de 550 mil mortes no Brasil por armas de fogo, sendo que deste total, 502 mil foram por homicídio. Esses dados fazem parte do livro Mortes Matadas por Armas de Fogo no Brasil - 1979-2003, que será lançado pelo representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Jorge Werthein e pelo presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, na segunda-feira (27), às 11h, na sala de audiências da Presidência do Sendo.

O estudo, feito pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, pesquisador e coordenador do escritório da Unesco em Pernambuco, destaca que "o número de mortes por armas de fogo no país, que não tem conflitos religiosos, étnicos ou enfrentamentos políticos no plano da luta armada, é maior do que muitos conflitos armados em diferentes partes do mundo".

Trata-se, conforme seu organizador, de uma contribuição para o importante debate que acontece hoje na sociedade brasileira sobre o desarmamento. A força dos números recolhidos no livro têm o objetivo de fornecer subsídios a todos os envolvidos, de uma forma ou de outra, nas decisões relativas ao desarmamento no país, afirma Jorge Werthein.


Vigiar e Punir - História da Violência nas Prisões

Editora Vozes, 2008 (lançado em 1975), 288 páginas

Gênero: Filosofia

Autor: Michel Foucault

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Obra que alterou o modo de pensar e fazer política social no mundo ocidental. Exame dos mecanismos sociais e teóricos que motivaram as grandes mudanças que se produziram nos sistemas penais ocidentais, durante a era moderna. É dedicado à análise da vigilância e da punição, que se encontram em várias entidades estatais (hospitais, prisões e escolas). Foca documentos históricos franceses, mas as questões sobre as quais se debruça são relevantes para as sociedades contemporâneas.

Obra seminal que exerceu grande influência em intelectuais, políticos, ativistas sociais e artistas. Foucault muda a ideia habitualmente aceita de que a prisão é uma forma humanista de cumprir pena, assinalando seis princípios sobre os quais assenta o novo poder de castigar: Regra da quantidade mínima - Regra da idealidade suficiente - Regra dos efeitos (co)laterais - Regra da certeza perfeita - Regra da verdade comum - Regra da especificação ideal.

A partir destas, o delinquente pode ser definido em oposição ao cidadão normal, primeiro como louco, depois como meliante, malvado, e finalmente como anormal. O livro tem quatro partes, intituladas "Suplício", "Punição", "Disciplina" e "Prisão". (Fonte: Wikipedia)


A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo

Companhia das Letras, 2004 (lançado em 1905)

Gênero: Ciências Sociais

Autor: Max Weber

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


O autor investiga as razões do capitalismo se haver desenvolvido inicialmente em países como a Inglaterra ou a Alemanha, concluindo que isso se deve à mundividência e hábitos de vida instigados ali pelo protestantismo. É argumentado frequentemente que esta obra não deverá ser vista como um estudo detalhado do protestantismo, mas antes como uma introdução às suas obras posteriores, especialmente no que respeita aos seus estudos da interação de ideias religiosas com comportamento econômico.

Neste livro, Weber avança a tese de que a ética e as ideias puritanas influenciaram o desenvolvimento do capitalismo. Tradicionalmente, na Igreja Católica Romana, a devoção religiosa estava normalmente acompanhada da rejeição dos assuntos mundanos, incluindo a ocupação econômica. Porque não foi o caso com o Protestantismo? Weber aborda este paradoxo nesta obra.

Ele define o espírito do capitalismo como as ideias e hábitos que favorecem, de forma ética, a procura racional de ganho econômico. Weber afirma que tal espírito não é limitado à cultura ocidental mas que indivíduos noutras culturas não tinham podido por si só estabelecer a nova ordem econômica do capitalismo. Como ele escreve no seu ensaio: "Por forma a que uma forma de vida bem adaptada às peculiaridades do capitalismo possa predominar sobre outras (formas de organização), ela tinha de ter origem algures, e não pela ação de indivíduos isolados mas como uma forma de vida comum aos grupos de homens".

Após definir o espírito do capitalismo, Weber argumenta que há vários motivos para procurar suas origens nas ideias religiosas da Reforma Protestante. Muitos observadores como Petty, Montesquieu, Buckle, Keats e outros, já tinham comentado a afinidade entre o protestantismo e o desenvolvimento do espírito comercial.

Weber mostrou que certos tipos de Protestantismo (em especial o Calvinismo) favoreciam o comportamento econômico racional e que a vida terrena (em contraste com a vida "eterna") recebeu um significado espiritual e moral positivo. O Calvinismo trouxe a ideia de que as habilidades humanas (música, comércio, etc.) deveriam ser percebidas como dádiva divina, e por isso incentivadas. Este resultado não era o fim daquelas ideias religiosas, mas antes um subproduto ("byproduct"). A lógica inerente destas novas doutrinas teológicas e as deduções que se lhe podem retirar, quer direta ou indiretamente, encorajam o planejamento e a abnegação ascética em prol do ganho econômico.

Deve-se notar que Weber afirmou que apesar de as ideias religiosas puritanas terem tido um grande impacto no desenvolvimento da ordem econômica na Europa e nos Estados Unidos, eles não foram o único fator responsável pelo desenvolvimento. Outros fatores relacionados são, por exemplo, o racionalismo na ciência, a mescla da observação com a matemática, a jurisprudência, a sistematização racional da administração governamental e o empreendimento econômico.

Em conclusão, o estudo da ética protestante, de acordo com Weber, explorava meramente uma fase da emancipação da magia, o desencantamento do mundo, uma característica que Weber considerava como uma peculiaridade que distingue a cultura ocidental.
Weber afirmou ter deixado a pesquisa do protestantismo porque o seu colega Ernst Troeltsch, um teólogo profissional, tinha iniciado o trabalho no livro "Os ensinamentos sociais das igrejas e seitas cristãs". Outra razão para a decisão de Weber foi que este ensaio providenciava uma perspectiva para a comparação mais larga de religiões e sociedades, que ele continuou em suas obras posteriores (estudos da religião na China, Índia, Judaísmo).

A obra é considerada por muitos intelectuais contemporâneos como o livro do século. Nesta obra seu autor, o sociólogo alemão Max Weber, versa em seu corpo sobre a cultura de frugalidade propagada pela ideologia da Igreja Católica da época, e que foi reproduzida no Brasil desde o descobrimento, em oposição à valorização da santificação da vida diária pregada especialmente pelos protestantes da doutrina Calvinista.

Da análise de seu texto se evidencia a correlação com a temática abordada por Emile Durkheim, a temática religiosa, contudo devido à análise de suas peculiaridades, a obra de Weber se distancia da obra de Durkheim, principalmente devido à peculiar realidade vivida pela sociedade alemã do século XIX e da defesa do autor sobre a importância do papel da política na vida social, sendo esta realizada através de uma burocracia eficiente e controlada pela democracia, condição que justifica a origem de um sistema legal voltado para o capitalismo.

O livro "A ética protestante e o Espírito do Capitalismo" origina-se da união de dois longos artigos publicados pelo autor nos anos de 1904 e 1905, sendo que no artigo intitulado "Espírito do Capitalismo", o autor retrata suas observações quanto ao fato de em sua maioria, os homens de negócio, os grandes capitalistas, os operários de alto nível e o pessoal especializado do período, pertencerem à religião protestante (calvinista), e através do isolamento de suas características em comum estabelecendo um "tipo ideal de conduta religiosa", que consiste na elaboração limite de algo, vazio a realidade concreta.

Com a publicação da Ética Protestante, o criador da obra literária expõe suas observações visando explicar a existência de algo em quem professa o protestantismo, em particular a doutrina protestante de linha calvinista, que se distingue por santificar a vida diária em contraposição à contemplação do divino, condição que favorece o espírito capitalista moderno, notoriamente o alemão, ou seja, o autor busca idealizar, identificar, o tipo ideal de conduta religiosa, em oposição ao conceito pregado pela Igreja Católica, que na época por meio do conceito da piedade popular e da espera da recompensa na vida após a morte; e a mensagem protestante de linha luterana, que acredita que o homem já nasce predestinado à salvação, condutas que repugnavam a obtenção do lucro e que deste modo iam de encontro ao ideal burguês.

Weber defende o estabelecimento de um raciocínio lógico capitalista, que o mesmo denomina racionalismo; sendo esta leitura realizada através da comparação da Alemanha do período com outros países civilizados do planeta em condição de desenvolvimento semelhante, ou seja, com existência do capitalismo e de empresas capitalistas, sendo identificado na primeira uma estrutura social, política e ideológica ímpar, que pode se ditar como a condição ideal para o surgimento do capitalismo moderno, que no seu interior defende a paixão pelo lucro como demonstração de prosperidade, fé e salvação. Neste contexto, o autor expõe, através do emprego do método e da pesquisa científica, uma das várias facetas do capitalismo, o capitalismo ocidental, apresentando em sua obra científica como as principais características do Sistema Capitalista a organização capitalista racional do trabalho livre, a separação dos negócios da moradia da família e a implementação da contabilidade racional; da qual se origina a classe burguesa ocidental, ligada estreitamente à divisão do trabalho. (Fonte: Wikipedia)


E a Biblia Tinha Razão...

Editora Melhoramentos, 1960, 698 páginas

Gênero: História

Autor: Werner Keller (cientista alemão)

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Best-seller que permanece até hoje, com mais de 10 milhões de livros vendidos em todo o mundo. Completamente revista, ampliada e atualizada de acordo com os mais recentes resultados das pesquisas, esta obra, consagrada no mundo inteiro como básica sobre pesquisas bíblicas, coloca ao alcance do público leigo uma quantidade imensa de material examinado pela ciência, o qual, por causa do seu inestimável valor iconológico, se mantinha guardado, juntamente com os relatórios das expedições arqueológicas, em arquivos e bibliotecas especializadas, somente acessíveis aos peritos da matéria.

Werner Keller, ao pesquisar fatos históricos e achados arqueológicos, provou que os acontecimentos narrados na Bíblia realmente ocorreram. E, ao dar vida a fatos do passado, criou uma reportagem histórica que fascina o leitor...uma incrível aventura em busca dos fundamentos históricos do livro dos livros. Com 131 ilustrações em preto e branco, 16 a cores e 3 mapas


Showrnalismo, A Notícia como Espetáculo

Editora Casa Amarela, 294 páginas

Gênero: Jornalismo

Autor: José Arbex Júnior



O LIVRO COMEÇA BEM NA ESQUERDA, com prefácio de João Pedro Stédile, conhecido pelo MST. De cara, Arbex já demonstra que a isenção é algo complicado. Qualquer texto, por mais massacrado que seja por um Manual de Redação e Estilo como o da Folha, pode sugerir algum posicionamento político, intelectual, ideológico do jornalista. Ou do autor do texto, mesmo não sendo jornalista.

SHOWRNALISMO É UM LIVRO QUE ENSINA a ler a mídia. Não ler a notícia propriamente dita, mas a imprensa em si. É um livro cético, crítico, por vezes ácido, mas definitivamente um livro para quem rejeita a grande imprensa, não acredita na mídia tradicional e quer ler o jornalismo, não a notícia. É um manifesto que aborda a transformação da notícia em um espetáculo midiático que só quer audiência, ao invés de transmitir a informação de forma refletida.

Trecho do livro:

“'FATOS E NOTÍCIAS É UM FATO QUE NÃO EXISTE POR SI SÓ, como entidades 'naturais'. Ao contrário, são assim designados por alguém (por exemplo, por um editor), por motivos (culturais, sociais, econômicos, políticos) que nem sempre são óbvios. Mas essa operação fica oculta sob o manto mistificador da suposta 'objetividade jornalística'.”

CLARO QUE UM MUNDO QUE AS PAUTAS NÃO SOFREM influência de poderes políticos e econômicos é um mundo de sonho, uma utopia quase impossível, mas o grande trunfo de Arbex é mostrar que poderia ser – pelo menos – um pouco melhor.

APROVEITANDO DUAS DÉCADAS DE ACONTECIMENTOS jornalísticos de peso – a queda do Muro de Berlim, o impeachment de Collor, a Guerra do Golfo, o Plano Real, a era FHC, a guerra na Bósnia – Arbex ilustra as abordagens da mídia e como estes pontos de vista podem manipular a opinião pública, sem que quase ninguém se dê conta.

UM EXEMPLO DO QUAL NUNCA ME ESQUECI é o rótulo de terrorista imposto aos muçulmanos, aos palestinos e aos sérvios. Quando a mídia noticiava o Oriente Médio ou os Bálcãs, se referia a determinadas etnias como “terroristas”, “ex-soviéticos” ou “fundamentalistas”. Arbex ilustra estes argumentos com trechos de reportagens e exemplos publicados na Folha, mostrando como o show da mídia constrói uma imagem deformada da realidade e cria uma memória coletiva totalmente manipulada e editada.



Estação Carandiru

Companhia das Letras
, 1999, 232 páginas

Gênero: Documentário / Problemas Sociais

Autor: Drauzio Varella


COM MAIS DE 7.200 PRESOS, a Casa de Detenção de São Paulo foi o maior presídio do país. Estava situado no bairro do Carandiru, a dez minutos da praça da Sé, marco zero da cidade. Construída na década de 20, era um conjunto arquitetônico formado por sete pavilhões, cada um com cinco andares. Neles havia corredores que chegavam a cem metros de comprimento. As celas tinham portas maciças (para saber o que se passava atrás delas, era preciso abri-las). Os presos passavam o dia soltos e eram trancados à noite. Só o pavilhão Cinco abrigava 1700 prisioneiros, mais de seis vezes a população carcerária do presídio norte-americano de Alcatraz, desativado nos anos 60.

EM 1989, DRAUZIO VARELA INICIOU na Casa de Detenção um trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Seu relato neste livro tem as tonalidades da experiência pessoal: resulta dos relacionamentos que a profissão de médico permitiu manter com presos e funcionários; não busca denunciar um sistema prisional antiquado e desumano; expressa uma disposição para tratar com as pessoas caso a caso, mesmo em condições nada propícias à manifestação das individualidades.

NA CIDADE DO CARANDIRU, DRAUZIO CONHECEU pessoas como Mário Cachorro, Xanto, Roberto Carlos, Sem-Chance, seu Jeremias, Alfinete, Filósofo, Loreta e seu Luís. Não importa a pena a que tenham sido condenados, todos estão sujeitos às normas de controle de comportamento vigentes na instituição. Por outro lado, todos seguem um rígido código penal não escrito, criado pela própria população carcerária (contrariá-lo pode equivaler à morte).

ESTAÇÃO CARANDIRU FALA dessas pessoas. São crônicas sobre formas de viver e de morrer.



A Teus Pés

Editora Ática
, 1998
, 150 páginas

Gênero: Poemas

Autora: Ana Cristina Cesar



COM A TEUS PÉS, ANA CRISTINA CESAR deixou na literatura brasileira a marca de uma escritora surpreendente e original. Por ter participado intensa e bravamente do debate cultural de seu tempo e convivido com os chamados “poetas marginais” dos anos 70, criou-se em torno dela uma aura de curiosidade que em muito contribuiu para um olhar equivocado sobre sua obra, definida às vezes como intimista, quase autobiográfica na essência.

A TEUS PÉS ALCANÇA HOJE SUA VERDADEIRA dimensão, inscrevendo-se na modernidade como literatura perene e de alta qualidade. No conjunto de poemas curtos, páginas de diário, correspondência, o tom de intimidade funciona como verdadeiro jogo de sedução estética. Feito de um sutil esconder-revelar que vai muito além do coloquial, torna-se uma inquietante reflexão sobre o próprio fazer do escritor. Não é por acaso que a autora dialoga com outras vozes poéticas contemporâneas. As referências a Walt Whitman, Carlos Drummond de Andrade, Elizabeth Bishop e outros são muitas vezes explícitas.

A PAIXÃO, O DESEJO, AS VIVÊNCIAS URBANAS e as impressões cotidianas tematizam uma poesia fascinante e ao mesmo tempo delicada. Ousado sem perder a elegância, A Teus Pés pertence àquela esfera da linguagem que é, como definia Ana Cristina Cesar, “um tipo de loucura qualquer... que meio te tira do eixo”.



Historia de América - En los Siglos XIX y XX

Aique Grupo Editor (Argentina), 2001, 323 páginas

Gênero: História

Autores: Horacio Gaggero, Alicia F. Garro e Silvia C. Mantirian

Idioma: Espanhol


O LIVRO COMEÇA COM A RUPTURA dos pactos coloniais, os primeiros passos para a criação das atuais nações latino-americanas e à concretização prematura da independência dos Estados Unidos da América.

ATÉ MEADOS DO SÉCULO XIX, os países da América latina buscam o progresso econômico e a consolidação de seus projetos políticos; nos Estados Unidos começa o processo de industrialização, e o Canadá organiza-se, finalmente, como domínio autônomo da Coroa Britânica.

A PARTIR DE 1870, na América Latina intensificam-se as políticas de livre-câmbio com crescimento do mercado e da população, e manifesta-se o entusiasmo pelos sistemas constitucionais. Todo o continente abre-se à imigração e começam as relações conflituosas entre os Estados Unidos e a América Latina.

A CRISE DOS ANOS 30 impacta tanto os países centrais quanto os periféricos. Aplicam­se políticas desenvolvimentistas, mas a estrutura social acusa profundas diferenças entre os países latino-americanos. A depressão modifica a sociedade nos Estados Unidos e surge o New Deal, para evitar a repetição dos acontecimentos de 1929. A crise é particularmente grave no Canadá e a Segunda Guerra Mundial leva à industrialização, para substituir importações na América Latina.

A GUERRA FRIA E A DOUTRINA DE SEGURANÇA NACIONAL predominam até 1950. Nessa década produz-se a Revolução Cubana e planifica-se a Aliança para o Progresso. Os anos 60 pressagiam uma era de crise para a América Latina; a esquerda intelectual latino- americana converte-se em revolucionária tenta legitimar essa situação.

DURANTE OS ÚLTIMOS TRINTA ANOS DO SÉCULO XX, acentua-se a influência dos Estados Unidos nos países latino-americanos, influência que se manifesta na formação de integrações econômicas regionais. Velhos e novos problemas agitam o continente, entre eles as crises sociais, as migrações e as drogas ilegais.



Era dos Extremos - O Breve Século XX

Companhia das Letras
, 1994. 562 páginas

Gênero: História

Autor: Eric Hobsbawm, historiador, fez seus estudos em Viena, Berlim, Londres e Cambridge. Fellow da British Academy of Arts and Sciences, professor visitante em diversas universidades da Europa e da América, lecionou até aposentar-se no Birkbeck College, da universidade de Londres. Desde então, ensina na New School for Social Research, em Nova Iorque.


O SÉCULO XX DEIXA UM LIGADO INEGÁVEL de questões e impasses. Para Eric Hobsbawm, o século foi breve e extremado: sua história e suas possibilidades edificaram-se sobre catástrofes, incertezas e crises, decompondo o construído no longo século XIX. Aqui, porém, o desafio não é tanto falar das perplexidades de hoje, mas mergulhar nos acontecimentos, ações e decisões que, desde 1914, constituíram o mundo dos anos 90, um mundo onde o passado e futuro parecem estar seccionados do presente. Somente Hobsbawm, com a concisão do historiador e a fina ironia de julgamentos de quem viveu e pensou em compromisso com o período sobre o qual escreve, poderia enfrentar o desafio de compreender e explicar a articulação entre a primeira Sarajevo e os quarenta anos de guerra mundial, crises econômicas e resoluções da primeira metade do século, e a última Sarajevo, das guerras étnicas e separatistas, da precariedade dos sistemas políticos transnacionais e da reposição selvagem da desigualdade contemporânea.

HOBSBAWM DIVIDE A HISTÓRIA DO SÉCULO EM TRÊS "ERAS". A primeira, da "catástrofe", é marcada pelas duas grandes guerras, pelas ondas de revolução global em que o sistema político e econômico da URSS surgia como alternativa histórica para o capitalismo e pela virulência da crise econômica de 1929. Também nesse período os fascismos e o descrédito das democracias liberais surgem como proposta mundial. A segunda são os anos dourados das décadas de 1950 e 1960 que, em sua paz congelada, viram a viabilização e a estabilização do capitalismo, responsável pela promoção de uma extraordinária expansão econômica e de profundas transformações sociais. Entre 1970 e 1991 dá-se o "desmoronamento" final, em que caem por terra os sistemas institucionais que previnem e limitam o barbarismo contemporâneo, dando lugar à brutalização da política e à irresponsabilidade teórica da ortodoxia econômica e abrindo as portas para um futuro incerto.



O Declínio da URSS - Um Estudo das Causas

Editora Record
, 2000, 326 páginas

Gênero: História

Autor: Angelo Segrillo, historiador especializado em Leste Europeu, graduado pela Southwest Missouri State University (EUA) e cursou mestrado no Instituto Pushkin de Moscou na época da Perestroika (1989 - 92). Retornou à Rússia para completar a pesquisa de sua tese de doutorado. Atualmente, ministra palestras em universidades sobre a história da URSS / Rússia.


HÁ POUCO MAIS DE DEZ ANOS, EM DEZEMBRO DE 1991, aconteceu o impensável: o desmoronamento da União Soviética. Segunda superpotência mundial, desde o fim da II Guerra Mundial presença incontornável nas sucessivas crises da longa Guerra Fria, considerada até meados dos anos 80 como um império em expansão, exaltada, imitada, ouvida, temida, odiada, desabou sem um tiro a poderosa União Soviética.

COMO COMPREENDER QUE UM ESTADO e uma sociedade que alcançaram tal poder e tal projeção tenham ruído de forma tão fulminante? Que um sistema aparentemente monolítico tenha se fragmentado em tantas partes? Que um arcabouço ideológico sólido como o conhecimento da História, de que, aliás, tanto se orgulhava, tenha desaparecido, como que desmanchado no ar?

ANGELO SEGRILLO OFERECE-NOS PISTAS para pensar o impensável. Passa em revista as explicações correntes, e aparentes: a força centrífuga das paixões nacionais; o atraso da agricultura, incapaz de atender as demandas crescentes de uma população cada vez mais urbanizada; o peso do establishment militar, sempre voraz, vergando a sociedade soviética frente à competição desigual com a outra superpotência, os EUA.

SEM REJEITAR O IMPACTO DESSAS CONTRADIÇÕES, o autor convida-nos a ir mais fundo, e mais além, em uma viagem crítica às raízes históricas do sistema, às suas bases constituintes, aos seus fundamentos. No modelo que se constituiu nos anos 30, responsável pelo gigantesco salto que possibilitou a decolagem e a estruturação da grande União Soviética, nas bases de sua organização do trabalho, estariam os vermes que, mais tarde, bloqueariam seus horizontes e rumos.

FUNDAMENTADO EM EXTENSA PESQUISA EMPÍRICA, realizada com fontes russas, consultadas na própria Federação Russa e nos Estados Unidos, oferecendo dados só agora disponíveis, este livro pioneiro atesta com méritos a possibilidade de construir olhares brasileiros, críticos, sobre os mais importantes processos da história contemporânea mundial.



Os Últimos Soldados da Guerra Fria
A História dos Agentes Secretos Infiltrados por Cuba em Organizações de Extrema Direita dos Estados Unidos

Editora: Companhia das Letras, 2011. 386 páginas

Gênero: História

Autor: Fernando Morais

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


No início da década de 1990, Cuba criou a Rede Vespa, grupo de doze homens e duas mulheres que se infiltrou nos Estados Unidos cujo objetivo era espionar alguns dos 47 grupos anticastristas sediados na Flórida. O motivo dessa operação temerária era colher informações com o intuito de evitar ataques terroristas ao território cubano.

De fato, algumas dessas organizações ditas “humanitárias” se dedicavam a atividades, tais como jogar pragas nas lavouras cubanas, interferir nas transmissões da torre de controle do aeroporto de Havana e, quando Cuba se voltara ao turismo, depois do colapso da União Soviética, sequestrar aviões que transportavam turistas, executar atentados a bomba em seus melhores hotéis e até disparar rajadas de metralhadoras contra navios de passageiros em suas águas territoriais e contra turistas estrangeiros em suas praias.

Em cinco anos, foram 127 ataques terroristas, sem contar as invasões constantes do espaço aéreo cubano para lançar panfletos que, entre outras coisas, proclamavam: “A colheita de cana-de-açúcar está para começar. A safra deste ano deve ser destruída. [...] Povo cubano: exortamos cada um de vocês a destruir as moendas das usinas de açúcar”.

Em trinta ocasiões, Havana formalizou protestos contra Washington pela invasão de seu espaço aéreo por aviões vindos dos Estados Unidos - sem nenhum efeito. Enquanto isso, em entrevistas, líderes anticastristas na Flórida diziam explicitamente: “A opinião pública internacional precisa saber que é mais seguro fazer turismo na Bósnia-Herzegovina do que em Cuba”.

Os últimos soldados da Guerra Fria narra a incrível aventura dos espiões cubanos em território americano e revela os tentáculos de uma rede terrorista com sede na Flórida e ramificações na América Central, que conta com o apoio tácito nos Estados Unidos de membros do Poder Legislativo, com certa complacência do Executivo e do Judiciário.

Ao escrever uma história cheia de peripécias dignas dos melhores romances de espionagem, Fernando Morais mostra mais uma vez como se faz jornalismo de primeira qualidade com rigor investigativo, imparcialidade narrativa e sofisticados recursos literários.
(Fonte: Companhia das Letras)


A Outra América - Apogeu, Crise e Decadência dos Estados Unidos

Editora Moderna
, 1994, 103 páginas

Gênero: História

Autor: José Arbex Jr., jornalista e editor da revista Caros Amigos, ex-correspondente do jornal Folha de S. Paulo em Nova Iorque e Moscou. Ex-editor do caderno Mundo do mesmo jornal. Doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo.


O FIM DA UNIÃO SOVIÉTICA, EM 1991, parecia comprovar a superioridade do capitalismo. Para os liberais mais eufóricos, a "nova ordem mundial", pós-socialista, representava o fim da História. A humanidade teria, finalmente, encontrado a receita para assegurar a felicidade, se não a esta, pelo menos às futuras gerações.

MAS A EUFORIA SERIA DISSOLVIDA NA CRISE que afetaria o capitalismo, em particular os Estados Unidos, suposto vencedor da Guerra Fria. Racismo, desemprego, escândalos e desinteresse pela política marcam um país em que se aprofunda o abismo entre ricos e pobres. A revolta de Los Angeles, em maio de 1992, tornou-se um símbolo da decadência do Império Americano.

COM LINGUAGEM SIMPLES E CRÍTICA, o jornalista José Arbex explora as contradições que levaram a América ao impasse, e discute algumas hipóteses sobre o futuro dessa nação.


Crise Intelectual nos Estados Unidos nas Últimas Décadas - Dados

Citado por José Arbex, em A Outra América - Apogeu, Crise e Decadência dos Estados Unidos

O ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos e ex-presidente do Banco Mundial, Mc Namara, apresentou uma importante declaração à Comissão de Orçamento da Câmara de Deputados do país, reunindo a crise econômica, política, ambiental, tecnológica, de saúde, dos serviços públicos, de criminalidade, de preconceito, e também fez séria menção à crise intelectual por que atravessam os EUA. É esta declaração, no que diz respeito á crise intelectual, que será aqui exposta., junto dos dados da Entidade Federal para o Ensino de Ciências Humanas dos EUA.

Tudo isto é citado em José Arbex Jr. em seu livro A Outra América - Apogeu, Crise e Decadência dos Estados Unidos, da editora Moderna. A fonte de Arbex em relação à pesquisa da Entidade Federal para o Ensino de Ciências Humanas foi o jornal O Globo, de 10 de outubro de 1989.

Em sua declaração (resumida aqui), Namara afirma:

13% dos alunos do secundário que completaram o curso fazem-no com habilidade de leitura equivalente à de alunos da sexta série;

Resultados de testes dos alunos norte-americanos hoje, equivalem aos dos alunos japoneses de quatro anos atrás. Enquanto no Japão os alunos empregam 61 horas semanais em sala de aula e estudo em casa, os norte-americanos dedicam apenas 30 horas ao estudo;

A National Science Foundation revelou que no 3º Colegial os alunos do país obtêm, em matemática e ciências, os resultados mais baixos, ou quase, entre os alunos dos países desenvolvidos.

Pesquisa de outubro de 1989 do Instituto Gallup, encomendada pela National Endowment for the Humanities (Entidade Federal para o Ensino de Ciências Humanas), constatou uma crise sem precedentes na formação cultural dos estudantes norte-americanos. Dos 700 entrevistados:

25% atribuíram à Constituição dos Estados Unidos um princípio que, segundo Karl Marx, seria a pedra angular da sociedade socialista: "De cada um segundo sua capacidade, a cada um segundo sua necessidade";

23% disseram que o ex-ditador soviético Stalin foi o autor da sentença com que o premiê britânico, Winston Churchill, sintetizou a divisão do mundo em blocos em 1946: "Uma cortina de ferro desceu sobre a Europa".

11% acreditavam que o czar Nicolau II foi o líder, e não vítima da Revolução Russa de 1917;

Mais de 50% não sabiam que William Shakespeare foi o autor de "A Tempestade", uma de suas mais celebradas peças.


Versos de Mário Quintana - O Tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas! / Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano... / Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida /
Quando se vê, já passaram-se 50 anos! / Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.


O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis
, Fernando Pessoa
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#Posté le mercredi 18 juin 2008 13:38

Modifié le jeudi 30 mars 2017 06:08


O purismo lexical leva, naturalmente, à estagnação das ideias. Digamos que um purista é um racista na versão lexilógica
J. M. Caballero Bonald, jornal "El País", Espanha: Del Mestizaje y la Lengua Literaria (Da Miscigenação e da Linguagem Literária)


Hercólubus ou Planeta Vermelho

História e explicação sobre Hercólubus

Existem muitas profecias que fazem referência ao final de nossa civilização

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Hercólubus ou Planeta Vermelho se aproxima perigosamente da Terra e grandes transformações a nível planetário são profetizadas pelo autor. Seres inteligentes de outros planetas sabem disto, e estão prontos com suas naves interplanetárias para ajudar as pessoas que busquem seriamente o despertar da consciência através das técnicas de eliminação de defeitos psicológicos e de desdobramento astral ensinadas no livro.

A grande maioria destas previsões nos alerta de grandes catástrofes na Terra, tais como uma iminente mudança no eixo do nosso planeta, o consequente degelo dos polos e o desaparecimento de grandes regiões de terra firme.

Muitas dessas profecias têm algo em comum: falam concretamente da aproximação de um astro que de forma periódica se aproxima da Terra. Esse planeta é chamado de diferentes maneiras: Hercólubus, Baal, Wormwood, Absinto, Planeta Frio, etc.

Tendo em vista a importância da mensagem, a Associação Alcione envia o livro gratuitamente a qualquer país do mundo.

O QUE É HERCÓLUBUS?

O Planeta Hercólubus, chamado assim pelos sábios da antiguidade, é um mundo gigantesco, 5 ou 6 vezes maior que Júpiter que no passado pôs fim a civilização atlante e que está se aproximando novamente da terra.

A aproximação deste astro a nosso Sistema Solar é um fato que ocorrerá em breve, que todo o mundo verá, e trará como consequência grandes convulsões em todos os rincões de nosso planeta.

Assim, no vaivém da vida tudo retorna a seu princípio ou a seu fim, já sucedeu que em sua aproximação anterior onde Hercólubus pôs fim a civilização atlante. Estes fatos, bem conhecidos por todos aqueles seres que no curso da história gozaram de Consciência Desperta, ficaram devidamente narrados através de todos os “Dilúvios Universais” de diferentes religiões e culturas.

Em sua visita atual, a aproximação progressiva de Hercólubus provocará todo o tipo de erupções vulcânicas, terremotos, maremotos, que irão acontecendo cada vez com maior frequência e intensidade e que concluirão com uma devastação total. Quando Hercólubus passe próximo a Terra, sua gigantesca força de atração gravitacional atrairá o magma fundido a superfície terrestre e aumentarão extraordinariamente em número e intensidade os terremotos, maremotos, erupções vulcânicas, etc., que alcançarão magnitudes nunca antes conhecidas.

A aproximação de Hercólubus é um fato que trará profundas mudanças em nosso planeta. Na mecânica celeste, Hercólubus ajudará a verticalizar os polos. Ele é uma peça de uma grande máquina.

A aproximação deste astro está às portas e sobre esta ameaça procedente do cosmos se sabe mais do que se diz. De tempos em tempos aparecem nos meios de comunicação notícias relacionadas com este tema. A ciência conta com sistemas avançados de detecção e já, frequentemente, se fala de que o risco de um perigo procedente do espaço é grande.

Todos estes dados e outros mais, dão o que pensar a uma sociedade que contempla com estupor as notícias. E nos vem à memória as velhas profecias que já avisavam sobre este perigo.

O LIVRO “HERCÓLUBUS OU PLANETA VERMELHO”

No curso da história diferentes homens de Consciência Desperta têm falado sobre tal fenômeno cósmico. Um claro exemplo disso, muito atual, é o pequeno livro intitulado “Hercólubus ou Planeta Vermelho”, escrito por V.M. Rabolú, o grande esoterista colombiano, e que podemos qualificar como: “um documento sobre o futuro escrito com plena consciência”.

Baseando-se em sua experiência direta e consciente, seu autor, V.M. Rabolú, nos ensina em seu livro os sistemas de eliminação dos defeitos psicológicos e as técnicas de desdobramento astral como únicas fórmulas existentes para receber a ajuda descrita no livro.

“Hercólubus ou Planeta Vermelho” é o resultado das investigações de seu autor nas dimensões superiores da natureza.

Qualquer pessoa poderá vivenciar, por si mesma, que as informações contidas nesta obra irão se cumprindo progressivamente através do tempo.


A Evolução do Capitalismo Moderno - Um Estudo da Produção Mecanizada

Editora Nova Cultural, 1996 (lançado em 1896), 320 páginas

Gênero: Economia e Contabilidade

Autor: John Atkinson Hobson

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


A publicação de A Evolução do Capitalismo Moderno transformou-se em referencia obrigatória para a interpretação do desenvolvimento econômico dos Estados Unidos. Depois de John Hobson, vários historiadores e economistas retomaram sua tese sobre a originalidade radical do capitalismo americano, vis a vis o desenvolvimento europeu. Em particular, depois da Guerra de Secessão (1861-1865), com o surgimento das grandes corporações e do capital financeiro que teriam revolucionado a organização microeconômica, e mudado a face do capitalismo mundial. Do nosso ponto de vista, entretanto, estas transformações ajudam a entender o “milagre econômico” americano do início do século XX, mas não explicam as próprias transformações.

Os Estados Unidos foram o primeiro estado nacional que nasceu fora da Europa, mas não fora do sistema geopolítico e econômico europeu. Pode-se dizer inclusive, que a “Guerra da Independência” americana foi, em grande parte, um capítulo da disputa entre a Inglaterra e a França pela supremacia mundial. E sua conquista definitiva ocorreu entre as duas grandes guerras (“Dos 7 Anos” e “Bonapartista”) que definiram a hierarquia de poder internacional, e a supremacia inglesa, dentro e fora da Europa, a partir de 1815.

Durante este período de guerras, os Estados Unidos sempre se sentiram “cercados” e ameaçados – simultânea ou sucessivamente – pela Inglaterra, França e Espanha, e tiveram que negociar seu reconhecimento e suas fronteiras com o “núcleo duro” das Grandes Potências europeias.

Assim mesmo, os EUA acabaram se transformando no único estado nacional extra-europeu que nasceu de um império e de uma economia em plena expansão vitoriosa. Mais do que isto, durante a chamada “revolução industrial” que transformou os Estados Unidos – imediatamente – na primeira periferia “primário-exportadora” de sucesso da economia industrial inglesa. Situação econômica privilegiada que se consolidou e expandiu durante todo o século XIX, antes e depois da Guerra de Secessão, enquanto a Inglaterra abria espaços de expansão comercial para sua ex-colônia, e assumia a responsabilidade – em alguns momentos – por cerca de 60% do investimento direto dentro de todo o território norte-americano, que passou a fazer parte de uma espécie de “zona de co-prosperidade” anglo-saxônica , ou mesmo, num caso avant la lettre, de “desenvolvimento a convite”, da Inglaterra.

Por outro lado, desde sua independência, os Estados Unidos foram governados por uma elite coesa e com um intense commitment imperial, e mantiveram um ritmo de expansão política e territorial contínua, através da guerra, da diplomacia e do comércio. Antes da Guerra Civil, foram 37 “guerras indígenas”, e mais as Guerras do Texas e do México, em 1837 e 1846, responsáveis pela duplicação do território americano. Mais a frente, vieram a Guerra Civil e a Guerra Hispano-Americana, e uma sucessão de intervenções militares no Caribe, num movimento de expansão que se acelerou no século XX, alcançando Europa, Ásia, Oriente Médio e África. De forma que nos cerca de 250 anos de história independente, os EUA iniciaram – em média – uma guerra a cada três anos, exatamente igual como a Inglaterra. Contando com a vantagem de ser “membro por nascimento”, da pequena comunidade dos estados produtores da “ética internacional” que arbitram as “guerras justas” e o “livre comercio”.

A história segue e é extensa, mas já se pode dizer que ela fornece fortes indícios de que:

- o desenvolvimento econômico dos EUA não foi uma exceção, pelo contrário, foi uma parte essencial da expansão e das contradições do sistema inter-estatal e do capitalismo europeu;

- o sucesso do capitalismo americano não foi puramente endógeno, nem foi apenas uma obra das grandes corporações e do capital financeiro que nasceram à sombra da Guerra Civil;

- o “apoio externo” foi decisivo para o sucesso da economia americana, que foi sempre a principal “fronteira de expansão” do capital financeiro inglês;

- a “guerra contínua” teve um papel estratégico no desenho da política industrial e agrícola, e no desenvolvimento científico e tecnológico dos EUA;

- e por fim, a expansão política, territorial e bélica dos EUA foi na frente do processo de internacionalização das grandes corporações, do capital financeiro e da moeda norte-americana.

Uma história de desenvolvimento econômico como a das demais potências do sistema mundial, mas muito diferente da interpretação economicista de Hobson e seus discípulos. (Resenha de José Luís Fiori)


American Theocracy: The Peril and Politics of Radical Religion, Oil, and Borrowed Money in the 21st Century

Editora: Viking (Estados Unidos), 2006, 462 páginas

Gênero: Política norte-americana

Autor: Kevin Phillips, historiador (EUA)

Idioma: Inglês

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Do principal analista político dos EUA, explosiva análise do eixo da religião, da política e do dinheiro emprestado que ameaça destruir a nação

Em seus dois mais recentes livros bestselling segundo o jornal The New York Times, A Dinastia Norte-Americana e Riqueza e Democracia, Kevin Phillips colocou-se como um poderoso crítico das forças políticas e econômicas que estão no poder, colocando em risco os Estados Unidos. Agora, Phillips tem uma visão intransigente da coalizão política liderada pela religião radical, que está conduzindo o país rumo ao desastre.

Da Roma Antiga ao Império Britânico, Phillips demonstra que todo o poder de dominação foi derrubado por um conjunto relacionado de causas: uma combinação letal de excessiva expansão global, religião militante, problemas de recursos e excessiva dívida. É esse mesmo eixo maléfico que definiu a identidade política e econômica dos EUA desde a década passada. Gastos militares irracionais no Oriente Médio, o aumento da religião fundamentalista, o escalonamento da dívida nacional, os custos da dependência do petróleo dos EUA - juntos, esses fatores estão minando a segurança do país, a quitação das dívidas e sua posição mundial.

Se não for controlada, essa mesma força trará uma enorme dívida, uma energia escassa e pesada que colocará os EUA de joelhos. Com um olhar no passado e uma profunda visão de futuro, Phillips escreveu um livro que nenhum norte-americano pode se dar ao luxo de ignorar. (Tradução livre de Amazon.com)

Vídeo: Entrevista de Kevin Philps à rede de TV Democracy Now! dos EUA, em março de 2006, aqui


Dos Delitos e das Penas

Editora: Quartier Latin, 1764 (7ª edição em 2009)

Gênero: Filosofia do Direito

Autor: Cesare Beccaria - jurista italiano (1738-1794)

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Trata-se de uma obra que se insere no movimento filosófico e humanitário da segunda metade do século XVIII. Na época havia grassado a tese de que as penas constituíam uma espécie de vingança coletiva; essa concepção havia induzido à aplicação de punições de conseqüências muito superiores e mais terríveis do que os males produzidos pelos delitos.

Prodigalizara-se então a prática de torturas, penas de morte, prisões desumanas, banimentos, acusações secretas. Beccaria se insurge contra essa tradição jurídica invocando a razão e o sentimento. Faz-se porta-voz dos protestos da consciência pública contra os julgamentos secretos, o juramento imposto aos acusados, a tortura, a confiscação, as penas infamantes, a desigualdade ante o castigo, a atrocidade dos suplícios; estabelece limites entre a justiça divina e a justiça humana, entre os pecados e os delitos. "A grandeza do crime não depende da intenção de quem o comete", escreveu. Condena o direito de vingança e toma por base do direito de punir a utilidade social, ressaltando a necessidade da publicidade e da presteza das penas: "quanto mais pronta for a pena e mais de perto seguir o delito, tanto mais justa e útil ela será". Declara ainda a pena de morte inútil e reclama a proporcionalidade das penas aos delitos ("a verdadeira medida dos delitos é o dano causado à sociedade"), assim como a separação do poder judiciário e do poder legislativo.

A partir do estudo desta obra, as legislações de vários países foram modificadas; a pena para o criminoso deixa a forma de punição e assume a de sanção. O criminoso não é mais alguém paralelo à sociedade, mas alguém que não se adaptou às normas preestabelecidas, provenientes de um contrato social Rosseauriano, em que a pessoa se priva de sua liberdade (a menor parcela possível) em prol da ordem social.

Cesare Beccaria afirma que as leis são fragmentos da legislação de um antigo povo conquistador, compilados por ordem de um príncipe que reinou há doze séculos em Constantinopla, combinados em seguida com os costumes dos lombardos e amortalhados em um volumoso calhamaço de comentários obscuros, constituídos do velho acervo de opiniões de uma grande parte da Europa.

Disserta que as vantagens da sociedade devem ser igualmente repartidas entre todos os seus membros, devendo essa ser a verdade digna de nossa sociedade; contudo, Beccaria traz que, entre os homens reunidos, nota-se a tendência contínua de acumular no menor número os privilégios o poder e a felicidade, para deixar à maioria apenas miséria e fraqueza. Para impedir isso só com boas leis. Porém, normalmente, os homens abandonam a leis provisórias e à prudência do momento o cuidado de regular os negócios mais importantes, quando não os confiam à discrição daqueles mesmos cujo interesse é oporem-se às melhores instituições e às leis mais sábias. Toda lei que não for estabelecida sobre a base moralista encontrará sempre uma resistência à qual acabará cedendo.

A primeira consequência desses princípios é que só as leis podem fixar as penas de cada delito e que o direito de fazer leis penais não pode residir senão na pessoa do legislador, que representa toda a sociedade unida por um contrato social. A segunda consequência é que o soberano, que representa a própria sociedade, só pode fazer leis gerais, às quais todos devem submeter-se; não lhe compete, porém, julgar se alguém violou essas leis. Em terceiro lugar, mesmo que a atrocidade das mesmas não fosse reprovada pela filosofia, mãe das virtudes benéficas e, por essa razão, esclarecida, que prefere governar homens felizes e livres a dominar covardemente um rebanho de tímidos escravos; mesmo que os castigos cruéis não se opusessem diretamente ao bem público e ao fim que se lhes atribui, o de impedir os crimes bastará provar que essa crueldade é inútil, para que se deva considerá-la como odiosa, revoltante, contrária a toda justiça e à própria natureza do contrato social.

Das consequências desses princípios, resulta-se que os juízes não recebem as leis como uma tradição doméstica, ou como um testamento dos nossos antepassados, que aos seus descendentes deixaria apenas a missão de obedecer. Recebem-nas da sociedade viva, ou do soberano, que é representante dessa sociedade, como depositário legítimo do resultado atual da vontade de todos. Ao juiz caberia somente a definição sobre a existência do fato e somente ao seu soberano a interpretação das leis, já que depositário das vontades atuais do povo.

Critica, por outro lado, a obscuridade de uma lei feita de forma prolixa, de maneira que o povo não entenda, pois a lei há de ser interpretada, mas não pelos minoritários detentores do conhecimento, contudo, pelo cidadão, que deve julgar por si mesmo as consequências de seus próprios atos. "Felizes as nações entre as quais o conhecimento das leis não é uma ciência", escreveu.

Ressalta que o castigo deve ser inevitável, mas que não é a severidade da pena que traz o temor, mas a certeza da punição. "A perspectiva de um castigo moderado, mas inevitável, causará sempre uma impressão mais forte do que o vago temor de um suplício terrível, em relação ao qual se apresenta alguma esperança de impunidade". Enaltece que a prevenção dos crimes é melhor do que a punição.
Por fim, deduz um Teorema Geral Utilíssimo, o legislador ordinário das nações. Explicando que para não ser um ato de violência contra o cidadão, a pena deve ser essencialmente pública, pronta, necessária, a menor das penas aplicáveis nas circunstâncias dadas, proporcionada ao delito e determinada pela lei. (Fonte: Wikipedia)


The Grand Chessboard: American Primacy And Its Geostrategic Imperatives

Editora: Basic Books, 1997, 223 páginas

Gênero: Política internacional

Autor: Zbigniew Brzezinski (cientista político norte-americano, geoestrategista e conselheiro de Segurança do presidente Carter)

Idioma: Inglês

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Enquanto o século XX chega ao fim, os Estados Unidos emergiram como a única superpotência mundial: nenhuma outra nação possui poder militar e econômico comparável, nem tem interesses globais. No entanto, a questão crítica que se coloca frente aos EUA permanece sem resposta: Qual deve ser a estratégia global da nação para manter sua posição excepcional no mundo?

Zbigniew Brzezinski aborda a questão de frente neste incisivo e pioneiro livro que apresenta a visão geoestratégica ousada e provocativa de Brzezinski sobre a hegemona norte-americana no século XXI. O centro de sua análise é o exercício do poder na Eurásia, que abriga a maior parte da população do globo, os recursos naturais e a atividade econômica.

Estendendo-se de Portugal ao Estreito de Behring, da Lapónia à Malásia, a Eurásia é o "grande tabuleiro de xadrez" em que será ratificada a supremacia dos EUA e contestada nos anos vindouros. A tarefa que o país deve enfrentar, argumenta o autor, é gerir os conflitos e as relações da Europa, da Ásia e do Oriente Médio para que nenhuma superpotência rival surja ameaçando os interesses e o bem-estar norte-americano.

O foco da análise de Brzezinski são as quatro regiões críticas da Eurásia, e as barreiras que se colocam frente aos EUA em cada arena da Europa, da Rússia, da Ásia Central e do Sudeste Asiático. As linhas divisórias cruciais podem parecer conhecidas, mas a implosão da União Soviética criou novas rivalidades, novas relações e novos mapas.

Brzezinski mapeia as ramificações estratégicas das novas realidades geopolíticas. Explica, por exemplo: Por que França e Alemanha terão papeis geoestratégicos centrais, enquanto Grã-Bretanha e Japão não o terão. Por que a expansão da OTAN oferece à Rússia a chance de se desfazer dos erros do passado, e por que ela não pode dar-se ao luxo de desperdiçar esta oportunidade. Por que o destino de Ucrânia e Azerbaijão são tão importantes para os EUA. Por que enxergar a China como ameaça tende a se tornar uma profecia naturalmente realizável. Por que os EUA não são apenas a primeira superpotência verdadeiramente global, mas também a última e quais as implicações para o legado do país.

Conclusões surpreendentes e originais de Brzezinski fogem, muitas vezes, do entendimento convencional dentro de seu raciocínio enquanto ele prepara o terreno para uma nova e atraente visão de interesses vitais dos Estados Unidos. Novamente, Zbigniew Brzezinski proporciona um guia filosófico e prático para manter e gerir o poder global norte-americano, arduamente conquistado. (Fonte: Amazon.com)


War on Syria: Gateway to WWIII

E-Book grátis

Gênero: Política internacional

Autor: Tony Carlucci e Nile Bowie

Idioma: Inglês

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Esta obra tenta cobrir os meandros dos métodos de guerra não convencional do Ocidente e como manifestaram-se ao longo dos últimos anos, finalmente afundando a Síria em um estado de guerra. Analisa também a forma como a violência naquele país é apenas uma parte da estratégia geopolítica muito maior, e até onde ela pode ser conduzida.

Se a Síria não pode ser salva, que, ao menos, o que está acontecendo neste país sirva como alerta e exemplo às outras sociedades ao redor do mundo, ainda vítimas da subjugação Ocidental, da mudança de regime, da exploração nas mãos dos maiores interesses corporativo-financeiros sobre a Terra, e sua miríade de instituições, ONGs, propaganda da mídia e empreiteiros. (Fonte: Land Destroyer)


Abril: Golpe Adentro

Editorial Galac, 2009, 438 páginas

Gênero: Política venezuelana

Autor: Ernesto Villegas Poljak (jornalista)

Idioma: Espanhol

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


O jornalista Ernesto Villegas disse que "esquecer o passado significa chocar-se contra a mesma pedra", referindo-se ao seu livro onde relata os acontecimentos do golpe que a direita venezuelana perpetrou em abril de 2002, sequestrando ao presidente Hugo Chávez.

A obra de Villegas é uma batalha contra o esquecimento. Em 11 de abril de 2002, os representantes da oligarquia, com apoio dos EUA, orquestraram um golpe de Estado contra o governo democraticamente eleito do presidente Chávez, reintegrado dois dias depois, após ampla mobilização.

De acordo com o jornalista, o protagonista do ocorrido naquele dia não deve ser nenhum dos participantes individuailmente, mas o povo venezuelano.

A obra, apresentada em países como EUA e França, inclui testemunhos pessoais de cidadãos durante os acontecimentos daqueles dias e refere-se à falta de informação promovida pelos meios de comunicação da direita venezuelana.

O autor, que recebeu o prêmio da Ordem 13 de Abril, foi condecorado também com o Prêmio Nacional de Jornalismo na categoria de notícias de jornalismo impresso em 2002, e de opinião em jornalismo televisivo em 2005. (Fonte: Telesur)



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Acontecimentos internacionais em pleno desenvolvimento, com forte impacto social
De segunda a sexta, 22h30 (horário de Brasília)



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#Posté le mercredi 18 juin 2008 13:39

Modifié le lundi 21 août 2017 03:29

A leitura é um veículo para decifrar e dar sentido a todas as dimensões do mundo, para se ter referências e compreensões
Giovanny Jimenez


The 9/11 Commission Report: Omissions and Distortions

Editora: Olive Branch Press, 2004, 352 páginas

Gênero: Política Norte-Americana

Autor: David Ray Griffin, professor aposentado de Filosofia da Religião
da Claremont School of Theology (Estados Unidos)

Idioma: Inglês

Vídeo deste livro, aqui no Blog

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Com os líderes políticos dos EUA, tanto democratas quanto republicanos apressando-se em aceitar as recomendações da Comissão do 11 de Setembro, e uma mídia ávida recebendo o relatório de 567 páginas da Comissão como a história completa, a história que pode permanecer para todo o sempre, todo mundo que se preocupa com o destino da democracia norte-americana vai querer saber algo sobre o que essas páginas realmente dizem (este brilhante trabalho de Griffin faz parte da bibliografia de nossa obra Mentiras e Crimes da "Guerra ao Terror", e o Jornalismo Brasileiro Manchado de Sangue).

O relatório da Comissão, como um popular acerto de contas, impressionou por seu peso, por suas notas de rodapé, por seu retrato da confusão daquele dia sombrio, por seus detalhes, por sua refinada narrativa. No entanto, sob a ótica de David Ray Griffin, eminente teólogo e autor de The Pearl New Harbor (outra recomendação literária do Blog mais abaixo, um livro que explora questões que os repórteres, as testemunhas oculares e ps observadores políticos levantaram sobre os ataques do 11 de Setembro), o relatório parece muito mais miserável.

Na verdade, há vácuos em locais onde o detalhe deve ser mais consistente: é possível que o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, tenha apresentado três diferentes versões do que estava fazendo na manhã de 11 de setembro de 2001, e que a Comissão combina dois deles e ignora relatos de testemunhas oculares afirmando o contrário? É possível que o homem encarregado das operações militares naquele dia, o diretor em exercício da Junta de Chefes da Equipe, Richard Myers, viu a primeira torre atingida sendo pela TV e depois foi a uma reunião onde permaneceu sem saber o que estava acontecendo durante os próximos 40 minutos? É possível, como a Comissão relata, que a Federal Aviation Administration (Administração Federal de Aviação, FAA) não informou à defesa do país que o quarto avião parecia ter sido sequestrado, contrário tanto ao senso comum quanto à palavra dos funcionários da FAA? É possível que o relatório da Comissão, sobre o qual estão baseadas recomendações para a revisão de Inteligência do país, deixa de mencionar, mesmo em uma nota de rodapé, as acusações mais graves que vieram à público por parte de Coleen Rowley, denunciante do FBI e personalidade do ano da revista TIme?

A crítica de David Ray Griffin ao relatório da Comissão do 11 de Setembro deixa claro que os maiores líderes dos EUA têm contado histórias extremamente insuficientes quando levada à luz de relatos de outras testemunhas, de pesquisas e dos ditames de interesse público - e que a Comissão encarregada de investigar todos os fatos que envolvem o 11 de Setembro conseguiu obscurecer, ao invés de revelar a verdade. (Tradução livre de Amazon.com)


The Globalization of Poverty and the New World Order

Editora: Global Research Publishers, 2003

Gênero: Política Internacional

Autor: Michel Chossudovsky

Idioma: Inglês

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Michel Chossudovsky leva o leitor a um exame de como o Banco Mundial e o FMI têm sido os maiores fomentadores de pobreza em todo o mundo, embora suas afirmações retóricas indiquem o oposto. Essas instituições, que representam as nações poderosas ocidentais e os interesses financeiros que dominam, distribuem apartheid social em todo o mundo, explorando tanto o povo quanto os recursos da vasta maioria da população do mundo.

Enquanto Chossudovsky examina nesta edição atualizada, frequentemente os programas dessas instituições financeiras internacionais caminham lado a lado com militares de operações secretas de inteligência, realizadas pelas poderosas nações ocidentais com o objetivo de desestabilizar, controlar, destruir e dominar as nações e os povos, como nos casos de Ruanda e Iugoslávia.

Para entender qual papel essas organizações internacionais desempenham hoje, sendo levadas às linhas de frente e dado um poder sem precedentes e em âmbito como nunca antes para lidar com a crise econômica mundial, é preciso entender suas origens. Este livro oferece um exame detalhado, exploratório, leve e multifacético destas instituições e de seus atores enquanto agentes da "Nova Ordem Mundial", para a qual eles apressam a "Globalização da Pobreza" (Traduçao livre da resenha em inglês de Global Research).


Os Sofrimentos do Jovem Werther

Editora L&M Pocket, 208 páginas, 1774

Gênero: Romance

Autor: Johann Wolfgang von Goethe


A literatura alemã divide-se em antes e depois de Os Sofrimentos do Jovem Werther. Ao escrever Werther, em 1774, Johann Wolfgang Goethe alcançava sua primeira obra de sucesso e, de quebra, dava início à prosa moderna na Alemanha. Werther não é, simplesmente, um romance em cartas assim como Nova Heloísa de Rousseau ou Pamela de Richardson.

Esta que é uma das mais célebres obras de Goethe é o romance de uma alma, uma história interior. Dilacerante, arrebatada é a história de uma paixão literalmente devastadora. Com enorme repercussão quando do seu lançamento, Werther foi um testemunho de como a literatura tinha poder de agir na sociedade. Não foram poucos os suicídios atribuídos ao romance.

Enredo

Werther é marcado por uma paixão profunda, tempestuosa e desditosa, ou seja, marcada pelo fim trágico. Com o suicídio do protagonista, devido ao amor aparentemente não correspondido, J. W. Goethe põe um pouco de sua vida na obra, pois ele também vivera um amor não correspondido, apesar de, evidentemente, não ter cometido o ato de se matar.

Para o herói, a vida só tem um sentido: Charlotte. E ela o leva à morte, como já dito. Para Goethe, outra Charlotte, dessa vez real, o faria padecer sobre uma das muitas paixões que arrecadou durante sua vida.


The Culture of Terrorism

Editora: British Library's Cataloguing-in-Publication, 1989

Gênero: Política Internacional

Autor: Noam Chomsky

Idioma: Inglês

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Noam Chomsky, linguista e ensaísta político, continua sua crítica à política do presidente Ronald Reagan, iniciada em Turning the Tide (América Central, 1.4.1986), no qual argumenta que os Estados Unidos se opuseram aos direitos humanos e à democratização na região para promover os interesses econômicos da nação.

Nesta obra, a tese é estendida ao escândalo Irã-Contras. A documentação de Chomsky sustenta espetacularmente sua lógica. Partidários de esquerda apreciarão, enquanto maioria representada por autores ou por aqueles enganados por militares fundamentados no capitalismo ignorarão o livro, ou rejeitarão como se ele fosse uma mera retórica. Mas Chomsky tem um ponto de vista escassamente encontrado na imprensa.

Com uma crítica detalhada sobre o escândalo envolvendo o Irã, The Culture of Terrorism demonstra como a elite política norte-americana perpetra uma forma particularmente vil de imperialismo cultural - acusando os inimigos dos Estados Unidos, especialmente os atributos "terroristas" que podem descrever com mais precisão as ações dos próprios Estados Unidos. (Tradução livre de Amazon.com e Google Books)


A Libertação dos Povos - A Patologia do Poder

Editora Proton, Nova Iorque, 1996, 278 páginas

Gênero: Ciências Sociais

Autor: Noberto R. Keppe

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Publicado em Nova Ioque, pelo psicanalista Norberto R. Keppe, este livro lançou as sementes da consciência que agora começam a florescer no mundo todo. É o primeiro estudo da patologia psicossocial dos indivíduos com poder - psicóticos que estão impedindo o desenvolvimento humano e destruindo a sociedade. Se não os brecarmos imediatamente, iremos assistir ao rápido desmoronamento da civilização.

Serviu de fonte para o trabalho da Perestroika, é uma análise científica profunda da patologia social. Trata-se de um estudo do poder econômico-social que passou a dominar todos os outros (inclusive o político), colocando a cultura e civilização em perigo. As nações são dominadas pelos especuladores e banqueiros que criaram as "leis" sociais para proteger seus negócios - que são ilícitos porque destroem os países. Apresenta uma proposta prática para um novo modelo de economia, de empresas e de residências trilógicas, onde o poder patológico e corrupção são denunciados, para que não possam destruir o indivíduo e a sociedade. (Fonte: Keppe Pacheco)


Towards a World War III Scenario: The Dangers of Nuclear War

Editora: Global Research, 2011, 76 páginas

Gênero: Política internacional

Autor: Michel Chossudovski (economista canadense)

Idioma: Inglês

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


Os EUA embarcaram em uma aventura militar, "longa guerra" que ameaça o futuro da humanidade. As armas dos EUA-OTAN de destruição em massa são retratadas como instrumentos de paz. Mini-bombas nucleares são consideradas "inofensivas para a população civil cotidiana". Guerra nuclear preventiva é retratada como um "empreendimento humanitário".

Enquanto se possa conceituar a perda de vidas e destruição resultantes de guerras atuais, incluindo as do Iraque e Afeganistão, é impossível mensurar exatamente a devastação que pode resultar de uma Terceira Guerra Mundial através do uso de "novas tecnologias" e de armas avançadas, até que ela ocorra e torne-se real. A comunidade internacional apoiou a guerra nuclear em nome da paz mundial. "Tornar o mundo mais seguro" é a justificativa para o lançamento de uma operação militar que poderia resultar em um holocausto nuclear.

A guerra nuclear tornou-se uma empresa multibilionária, que enche os bolsos de empreiteiros da defesa dos Estados Unidos. O que está em jogo é a completa "privatização da guerra nuclear".

O projeto militar global do Pentágono é dominar o mundo. A implantação militar das forças dos EUA-OTAN está ocorrendo em várias regiões do mundo ao mesmo tempo.

Crucial para a compreensão da guerra, é a campanha da mídia que lhe confere legitimidade perante a opinião pública. A dicotomia do bem contra o mal prevalece. Os criminosos da guerra são apresentados como vítimas. A opinião pública está enganada.

Desfazendo a "grande mentira", que defende a guerra como um empreendimento humanitário, significa romper um projeto criminoso de destruição global, em que a busca do lucro é a força dominante. Esta agenda militar com fins lucrativos destroi valores humanos e transforma as pessoas em zumbis inconscientes.

O objetivo deste livro é reverter à força a maré da guerra, desafiar os criminosos de guerra em altos cargos e os grupos de lobby das empresas poderosas que os apoiam. (Fonte: Amazon.com)


Poder y Desaparición: Los Campos de Concentración en Argentina

Editora: Colihue, 2004, 105 páginas

Gênero: História

Autor: Pilar Calveiro

(Livro disponível para leitura, na íntegra, através da ligação mais acima, no título)


As formas ominosas do poder nos anos da última ditadura militar na Argentina, que se estendeu de 1976 a 1983, a mais cruel da América Latina. Os campos de concentração, a tortura, a morte e os mecanismos "desaparecedores" que configuram uma categoria que vai além do mero assasinato.

Deste modo, não apenas propõe a autora - que viveu aqueles dias, muito proximamente - um apanhado fotográfico por eles, mas também a análises dos profundos porões dos mecanismos de desaparição, instaurados pela ditadura.

Pilar Calveiro (antropóloga) entrelaça sua experiência pessoal com a vocação teórico-crítica para pensar os limites da politica, e escreve um dos textos fundamentais de uma época terrível (Amazon.com).





Conteúdo (com ligações)

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l. MATEANDO COM EDU - Perfil, Literatura & Variedades

Página 1

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lI. TERCEIRA PÁGINA - Crônicas / Questões Internacionais


III. NO PIQUE DA VIDA - Reflexões


IV. ARQUIVO - Os Noticiários Mundiais

Página 1

Página 2



V. TERRORISMO DE ESTADO - A Invasão Norte-Americana ao Iraque



VI. O 11 DE SETEMBRO DE CADA DIA DO AFEGANISTÃO

Página 1

Página 2

Página 3



VII. SANEAMENTO PÚBLICO - ONDE JOGAR TANTO LIXO HUMANO?


VIII. ANISTIA INTERNACIONAL - Uma Questão de Liberdade


IX. ÉTICA NA TV - Uma Questão de Liberdade


X. HUMAN RIGHTS WATCH - Uma Questão de Liberdade


XI. GOLPES MILITARES NA AMÉRICA LATINA


XII. HISTÓRIAS MUNDIAIS


XIII. ENAS NAFFAR: OLHAR SOBRE O ORIENTE MÉDIO - Visão Palestina no Blog

Página 1

Página 2



XIV. CULTURA & ARTE AFEGÃ

Página 1

Página 2


XV. O BRASIL NO ESPELHO - Crônicas


XVI. Especial: TERRORISMO

Grupos

Estados


Mídia

Religiões

Polícia

Trabalho



XVII. IDIOMAS

Inglês

Espanhol

Alemão

Italiano

Francês

Sueco

Português



XVIII. WIKILEAKS

Brasil (Página 1)

Brasil (página 2)

América Latina

Estados Unidos, Europa, África e Ásia

Oriente Médio



XIX. MALALAÏ JOYA - A Mulher Mais Corajosa do Afeganistão

Página 1

Página 2

Página 3

Página 4


XX. PÁTRIA GRANDE PORTENTOSA - Paisagem & Cultura Latina

Página 1

Página 2

Página 3



XXI. AVÓS DA PRAÇA DE MAIO - Uma Voz por Liberdade na Argentina

Página 1

Página 2



XXII. MISSÃO CUMPRIDA, POR EDU MONTESANTI


XXIII. POEMAS - Uma Questão de Liberdade


XXIV. MEIO AMBIENTE, ESPORTE & SAÚDE


XXV. CONTRACAPA: CURTINHAS - Notícias Nacionais


XXVI. CONTRACAPA: CURTINHAS - Notícias Internacionais


XXVII. MENTIRAS E CRIMES DA "GUERRA AO TERROR", E O JORNALISMO BRASILEIRO MANCHADO DE SANGUE



XXIX. ARQUIVO: CONTRACAPA - Nacional

Página 1

Página 2


XXX. ARQUIVO - CONTRACAPA - Internacional

Página 1

Página 2


XXXI. EDU MONTESANTI IN ENGLISH: A MATTER OF FREEDOM

News & Opinion

News & Opinion - Archive 1

News & Opinion - Archive 2

Special Story: The Biggest Lie in History



XXXII. EDU MONTESANTI EN ESPAÑOL - UNA CUESTIÓN DE LIBERTAD

Noticias & Opinión

Serie Especial de Reportajes: Mayor Mentira de la Historia

Derechos Humanos

Opinión y Noticias - Archivo



XXXIII. DIAS PARA MUDAR O BRASIL - Onda de Manifestações ou Primavera Brasileira?

Página 1

Página 2



XXXIV. SOMOS TODOS SANTA MARIA - Por Memória, Verdade e Justiça

Página 1 - Documentos

Página 2 - Documentos


Página 3 - Artigos

Página 4 - Série de Reportagens


XXXV. ANÁLISES DA MÍDIA


XXXVI. REVOLUÇÃO BOLIVARIANA NA VENEZUELA
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