... no exercício físico libera-se a sobrecarga da energia sexual, liberando também pressões fisiológicas
e que, inclusive por isso, o esporte é fundamental e indispensável para o corpo e para a mente da pessoa?
... e que o treinamento esportivo proporciona boa saúde ao coração, melhorando o desempenho
no volume sistólico (bombeia mais sangue em menos tempo), exercendo menos esforço?
Leia mais sobre saúde, esporte e Medicina Esportiva
em MEIO AMBIENTE, ESPORTE & SAÚDE

Você É O Que Come
Do nascimento até a morte, o corpo humano é inteiramente constituído por parte dos alimentos ingeridos, e todas as suas atividades, incluindo idéias e pensamentos, são nutridas pela combustão das calorias incorporadas pelo organismo.
Ao optar por uma dieta vegetariana, você alimenta com saúde todas as células do seu corpo. Estudo científicos já demonstram que essa dieta apresenta uma melhor proteção contra os radicais livres, que causam danos celulares [especialmente envelhecimento precoce da pele], e nos tornam suscetíveis a muitas doenças, incluindo as cardiovasculares e cânceres.
Vivemos de um terço do que comemos,
do restante vivem os médicos
(ditado egípcio)
Não seja radical, seja livre
Seja vegetariano
Mensagem da Sociedade Vegetariana Brasileira, na Revista dos Vegetarianos

Acesse: ContraAgrotóxicos.org
Leia mais sobre alimentação, saúde, prática esportiva e meio ambiente
em MEIO AMBIENTE, ESPORTE & SAÚDE
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Mais abaixo, Recomendações Literárias com ligações para e-books completos de ótimos livros
Quem não gosta de política tem o direito de não gostar, mas será sempre governado pelos piores políticos
Mahatma Gandhi
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Vídeo: Illuminati (organização secreta)
Visite o sítio: Rumbo al Juício Final
Visite também Agenda Global - Alerta Mundial contra os Illuminati
E mais:
115 Provas de que o 11 de Setembro Foi Provocado pelo Governo dos EUA
Nova Evidência Prova que a História do 11 de Setembro É uma Mentira / Testemunhas e Imagens no Local Confirmam Tudo Isso
A corrupção é uma espécie de graxa do capitalismo: sem ela, as engrenagens não funcionam
Lincoln Secco, professor de História Contemporânea da USP
Lincoln Secco, professor de História Contemporânea da USP
Vídeo, 2 partes: Nova Ordem Mundial (Secreta)
Vídeo:
Apresentação e treinamento de novos membros Illuminati / Estrutura e projetos da organização secreta
(em inglês, legendado em francês, 2 partes)
(em inglês, legendado em francês, 2 partes)
Legendado em português por Edu Montesanti abaixo:
Alto membro explica estrutura do Corpo Illuminati e funções do novo membro:
"Você está se juntando a uma organização que se encontra, talvez, no ponto mais emocionante da nossa longa história. Nossos fundadores tiveram um sonho apaixonado: transformar o país e, finalmente, o mundo todo em uma organização coesa.
"Quando o corpo concluir seu plano de centralizar os recursos do planeta, e faremos isso, poderemos organizar, distribuir e governar para o bem de todos. Quando a concorrência estiver reduzida aos Illuminati, venderemos a utopia aos povos de todo o planeta que compartilhem nossos ideais, baseados nas necessidade e se alegrem, todos juntos, por um novo mundo harmonioso.
"Todo mundo sabe que há 3 classes: rica, média e pobre. O que nenhuma dessas classes percebe, é que o topo da pirâmide permanece, há uma pedra de uma elite independente com um conselho que administra tudo, cujo proprietário é o Corpo Illuminati.
"Essencialmente, as 3 classes mais abaixo servem como base e fornecem recursos ao Corpo.
"O Corpo é composto de diversos ramos de administração, cada ramo é dividido da mesma maneira que na parte superior, em 5 níveis. Você começará na parte inferior da caixa no início. Seu papel será fazer com que sejam obedecidas ordens nas sub-empresas e instituições controladas pelo Corpo. Você será colocado na liderança de uma instituição ou empresa pública, a fim de executar planos do topo. Lembre-se: seu papel é muito importante. Será representante do Corpo no mundo exterior. Será nossa conexão com a massa inferior. Nunca fale publicamente de suas ordens nem de seus superiores.
"Você será colocado em posição de poder em um dos seguintes setores, desta forma, será acompanhado e dirigido de cima. Você decidirá a estratégia e implementará programas para alcançar nosso objetivo. Esse tem sido o segredo do sucesso do Corpo Illuminati: controlando a cabeça, controla-se o corpo."
1. Bancos e negócios "Esses são as mais eficazes para o controle mundial. Através dos bancos internacionais, manipulamos todos os países. Temos estabelecido diversas instituições, tais como o FMI, a OMC que trabalham para nós, a fim de empobrecer nações em desenvolvimento. Lembre-se que a dívida é uma arma poderosa contra um país que não partilha da visão do Corpo Illuminati."
Explica como a organização comanda o Federal Reserve (banco central dos EUA), toda a economia do país e como, através de empréstimos, tem feito bilhões de dólares.
"Através de várias aquisições, calma e silenciosamente compramos a maior parte da indústria dos EUA. O Corpo e seus membros possuem a maior parte do petróleo, do transporte, dos bancos, da mídia, dos alimentos, redes de comunicação, indústrias dos EUA e mais. Através de conglomerados crescentes, fomos capazes de afetar uma mecânica de precisão de grandes dimensões da mão de obra e do governo.
"Finalmente, as corporações substituirão os governos como organismo internacional centralizado, que atenderá às necessidades globais da população."
2. Complexo Militar e Inteligência "O Corpo controla o exército norte-americano, uma ferramenta de opressão e de oposição. Moldaremos essas instituições a fim de servir como protótipo para nossa política mundial. Quando estivermos prontos, nossa tecnologia e nossa mão de obra dominarão aqueles que se opuserem à nova ordem mundial.
"Explorando o patriotismo norte-americano, encorajaremos os soldados com a paz de uma força superior. Quando chegar o tempo, levaremos essa mentalidade para a crença de uma governança global que deve proteger todo o mundo, através de uma força superior usando o complexo militar-industrial, construindo o arsenal necessário para iniciar a batalha final, definida pelo plano.
"Nosso primeira investida será a nação islamita que é reconhecida por nunca se submeter a uma dominação do Ocidente. Eles também detêm as maiores reservas petrolíferas do planeta. O Corpo deve ter a posse desse precioso recurso, crucial para manter nossa dominação sobre os países em todo o mundo.
"(...) Temos desenvolvido novas formas de guerra e de redução da população."
3. Política "O sistema político norte-americano está há muito tempo sob controle direto do Corpo Illuminati. Na verdade, foi fácil adquirir e administrar. Os políticos conhecem nossas expectativas implícitas, e farão de tudo para se manter no poder."
Explica como a organização manipula os dois principais partidos dos EUA, Republicano e Democrático, através da mídia reduzindo o debate deles, provocando forte oposição de um ao outro e como a organização secreta usa tudo isso para seus propósitos. Apoiando-se no descrédito do sistema político perante à população, a própria organização elabora programas partidários, cujos partidos se beneficiam junto dela.
Parte II 4. Educação "(...) Nosso conselho supremo percebeu que quando cria uma organização provada a fim de ditar um programa a nível federal, as crianças serão condicionadas a obedecer a nível de massa.
"Desde 1902, milhões de dólares têm sido investidos a fim de criar um padrão de educação geral. Os resultados são evidentes hoje: as doutrinas de educação pública transformaram as últimas gerações em uma massa mais frágil [sem conteúdo] e dócil [passiva]."
Explica como a organização influencia na aceitação das crianças às suas ideias de novo mundo.
"Além disso, o Copro tem estabelecido diversas associações, incluindo a Associação Americana de História que lhes determina a visão da história. O conhecimento é um poder, de maneira que, a todos custo, devemos ser os próprios autores de todas as verdades, escrevendo a história de acordo com nossos interesses. As vozes internas não podem mais alcançar as massas, assim podemos influenciar a cultura geral baseados em nosso principal objetivo."
5. Meios de Comunicação "O Corpo utiliza os meios de comunicação para formar a opinião pública sobre acontecimentos atuais, e condicionar desejos e atitudes de acordo com nossa futura agenda.
"Através de noticiários, entretenimento, publicidade poderemos programar uma variedade de emoções no inconsciente coletivo. Com o tempo, eliminaremos totalmente os jornais: agora, dispomos de inúmeros meios para programas e condicionar as massas.
"(...) Essa mídia [do entretenimento, inclusive no jornalismo] é a mais eficaz para o reforço das atitudes e desejos subliminares, afim de alcançar nossos objetivos."
Explica como usam a questão ambiental para alarmar as pessoas, a fim de aceitar a agenda mundial da organização: "(...) Devemos reforçar o desejo de normalidade através de anúncios publicitários, criando modelos inatingíveis entre as pessoas. O resultado será pessoas divididas, procurando desesperadamente a aceitação das outras.
"Através dos reality shows, repetimos o modelo de sobrevivência individual contra a sobrevivência coletiva. Isso deteriora a ideia de se viver em comunidade priorizando o indivíduo em função de seus próprios interesses. Através de uma população que duvida e suspeita constantemente, mantemos o status quo em uma sociedade fragmentada que não pensa por si mesma."
6. Religião "A religião tem servido aos nossos objetivos de uma maneira incrível. É a mais antiga e talvez a mais gloriosa forma de controle social utilizada pelo Corpo.
"A religião perdeu seu controle sobre as pessoas, de maneira que o fanatismo é resultado de tal declínio, o que ajuda o Corpo. Nossa influência invisível sobre as igrejas ajuda a criar cristãos fundamentalistas, para manipular suas opiniões sobre acontecimentos atuais de acordo com a política do Corpo.
"Eles [líderes religiosos] são enviados a nossos ministros que lhes interpretam a Bíblia, e eles pregam isso a seus seguidores. A fé cega deles é utilizada para lhes transformar em soldados voluntários para defender nossa causa durante a catástrofe que está por vir.
"(...) A ascensão do fundamentalismo islamita é uma vantagem ao Corpo Illuminati, através de ameaças de violentos ataques. Nos próximos anos, os ataques terroristas justificarão retaliação, iniciando a fase final do Grande Projeto.
"Os cristãos apoiarão nossas ações, visto que a crença deles será demonstrada como verdadeira para as profecias do fim do tempo, criadas pelo diretamente pelos lideres religiosos do Corpo Illuminati.
Pronunciamento do presidente dos Illuminati: "Estamos nos últimos dias das trevas. Secretamente juntos, esperamos a fase final do Grande Plano (...) Você é um membro do Corpo Illuminati agora. Sua fidelidade e sua devoção pertencem apenas a nós. Ajude-nos a concluir o Plano. Juntos, orgulhosamente, iniciaremos a Nova Ordem Mundial (...)".
Explanador finaliza expondo interesses dos Illuminati em se manter diferentes classes sociais para benefício do topo, através da Grade de Controle: "É antigo desejo do Corpo de exercer controle sobra as classes inferiores, a fim de se proteger delas, e proteger elas mesmas. Com acesso das massas à tecnologia, podemos controlar (...). Podemos, facilmente, encaminhar a população de forma segura para um novo mundo sendo vigiado e controlado pelo Corpo Illuminati.
"(...) Com a Central de Inteligência e o departamento de Segurança Interior, monitoraremos indivíduos contrários ao Grande Plano e os eliminaremos do sistema. Rapidamente, a sociedade aprendeu que tem uma escolha: apoiar o sistema e ter luxo, ou rejeitá-lo e perder acesso a ele".
Cumprindo profecias do Apocalipse, preparam a Nova Ordem Mundial com governo centralizado que dominará as nações e reduzirá consideravelmente a população mundial.
NOTA: O explanador observa na Parte II, Religião, que há na religião um código de conduta a ser seguido, e que os autores das Sagradas Escrituras aceitaram tais códigos através dos mandamentos, a fim de exercer domínio sobre as pessoas. Vale observar:
1. Esse é o parecer de um satanista;
2. Não se observa, jamais, nenhum profeta nem apóstolo usufruindo de sua posição, muito pelo contrário: foram extremamente dedicados, libertários e deram suas vidas pela causa do Evangelho. E eram pessoas que trabalhavam muito, desde o analfabeto Pedro até o erudito Paulo, inclusive Jesus ajudava desde pequeno seu pai na carpintaria, e ainda criança já ensinava grandes mestres nos templos;
3. A Bíblia e os mandamentos não foram estipulados pelos profetas e apóstolos, mas diretamente por Deus quem os inspirou. Prova disso, entre tantas, é que a Bíblia se cumpre por completo, quanto mais o tempo passa, não apenas nos acontecimentos mundiais como também na vida individual de cada um que se converte a Jesus. O próprio Deus tratou de afastar Saul do reinado por casos de corrupção, um dos tantos exemplos de como a Bíblia é prática em relação às regras de conduta, e o quanto elas vêm do próprio Deus;
4. As regras de conduta morais são boas e fundamentais: defendem a liberdade das pessoas ao garantir direitos e obrigações, tanto para governantes quanto para governados. O problema, como as próprias Sagradas Escrituras preveem, reside em se fazer imposições, distorções e assim cegar as pessoas sob o falso discurso de moralismo para benefício próprio, como governos e muitas igrejas de diversas religiões realmente fazem, inclusive a cristã e o próprio Corpo Illuminati, conforme observou seu explanador, a fim de dominar as pessoas. Se com todos os princípios que dispomos, o mundo está desse jeito, que dizermos da hipótese de simplesmente não haver nenhuma referência moral ao ser humano?
5. O próprio explanador reconhece, em Educação, que desde 1902 o sistema de educação tem fragilizado e tornado as últimas gerações mais passivas. Mais uma evidência de que tal alienação não advém das Sagradas Escrituras, mas de forças externas como a própria Bíblia adverte que aconteceria.
Vídeo: Who Controls the World? (A History Of the Rothschild Criminal Banking Dynasty)
Me dê o controle do dinheiro de uma nação, e não me preocuparei com quem faz suas leis
Amschel Rothschild
Amschel Rothschild
saiba como organizações secretas estão amplamente infiltradas em igrejas cristãs, aqui no Blog,
O Descortinar da Alta Magia, em No Pique da Vida
O Descortinar da Alta Magia, em No Pique da Vida
assista vídeo:
Pronunciamento do Presidente Kennedy
em cadeia nacional, líder norte-americano denuncia e propõe-se a combater duramente
domínio econômico, político e midiático das sociedades secretas. Pouco depois, seria misteriosamente assassinado
Pronunciamento do Presidente Kennedy
em cadeia nacional, líder norte-americano denuncia e propõe-se a combater duramente
domínio econômico, político e midiático das sociedades secretas. Pouco depois, seria misteriosamente assassinado
vídeos abaixo - jornalismo internacional: "o 11 de Setembro é uma mentira":
9/11: WTC Exploded from Inside / Who Did 9/11? - PhD Kevin Barrett Speaks Out
Evidence that George W. Bush Had Advanced Knowledge of 9/11 / What Really Hit on 9/11
Evidence that George W. Bush Had Advanced Knowledge of 9/11 / What Really Hit on 9/11
Neste mundo mecanicista que desconecta o ser humano da sua fonte, os jovens serão escutados quando forem meios para obtenção de poder e dinheiro. Alguns destes jovens, quando crescerem, serão selecionados pelo sistema mecânico que rege nossas vidas para continuar comandando o show.
Dica para você que é jovem e rebelde agora, mas quer ser rico e poderoso, quer "crescer profissionalmente", etc. Tome jeito, diga que é para "esquecer tudo o que você disse"; renda-se ao sistema e se prepare para assumir o comando no futuro.
Não se esqueça: você é especial, distinto dos outros e o sistema justamente está precisando, com urgência, de pessoas especiais como você. O sistema lhe dará dinheiro, que você pode usar para coagir os outros a fazer o que você quer sem discussão, sem "mas"; assim, você não precisa se aproximar demasiadamente das pessoas. Você sabe que isso pode doer. Não cresça de verdade. Seja uma vitela emocional a vida inteira. Não aprenda a tocar sua própria vida de forma independente, não busque isso.
Esqueça sua voz interior, esqueça sua vocação natural de ser vivo, complicado, solto. Tenha medo disso. Ao invés disso, respeite o mundo, o sistema, a compartimentalização, a eficiência, a divisão de tarefas, empregos, expertse, o medo generalizado; Especialize-se, torne-se um expert você mesmo, um expert bem burro que não sabe fazer nada e depende de um "emprego"; fique escravo do dinheiro, que ele resolverá sua vida e o deixará muito, muito feliz sem precisar se envolver com toda essa sujeira complicada de ser humano e vivo. Seja um embrião neurótico que sai do seu centro se o trânsito esta congestionado, ou se a fila demora muito, ou se o pão com cheddar acabou de acabar.
Isso é serio mesmo; você não faz parte do mundo natural. O mundo natural serve para ser comido e para construir iPods. Nao se esqueça disso, ou alguém vai acabar levando todo o seu dinheiro, e isso seria uma tragédia, pois só o dinheiro importa.
Autor desconhecido
Otimismo é bom e necessário, mas se não andar junto do realismo não se trata de otimismo, mas de alienação
Edu Montesanti em Manifestações Populares na Espanha e Argentina: Por Que no Brasil Não Há Similares?
Edu Montesanti em Manifestações Populares na Espanha e Argentina: Por Que no Brasil Não Há Similares?
OS PORÕES DA FIFA
Corrupção, Genialidade de Maradona e Decadência do Futebol Brasileiro
Transição na presidência da maior entidade do futebol mundial faz-nos recordar o gênio argentino, que ousou enfrentar poderosos cartolas
Não sem ser perseguido, enquanto o Brasil, cuja decadência é evidente há décadas, sempre gozou de força política nos porões da FIFA
Não sem ser perseguido, enquanto o Brasil, cuja decadência é evidente há décadas, sempre gozou de força política nos porões da FIFA
25 de fevereiro de 2016, publicado no Diário Liberdade (Galiza), e na Pravda (Rússia)
Republicado por Rádio Evangelho
Enquanto a FIFA realizará neste dia 26 de fevereiro Congresso extraordinário para eleger o sucessor de seu ex-presidente, o suíço Joseph Blatter, após investigações do FBI que levaram a Justiça dos Estados Unidos a imputar nove dirigentes de futebol por corrupção, vale recontar determinada fase da vida esportiva de Diego Armando Maradona, da escola futebolística que mais tem se desenvolvido nas últimas décadas.
Maradona, quem ousava desafiar os bilionários porões do poder do futebol, jogava muito mais que com genialidade: desfilava em campo com a peculiar alma argentina, marcante garra assim como vive até hoje e sempre viveu desde tempos de infância, nas favelas da cidade de Lanús (grande Buenos Aires).
Exatamente pela mescla de genialidade com personalidade (virtude de poucos nos superficiais tempos atuais), em momento de suma importância à carreira do atleta e à equipe que enchia os olhos do mundo, Maradona e sua seleção acabaram brutalmente eliminados por uma máfia desavergonhada, exatamente a FIFA comandada então pelo brasileiro João Havelange e suas cartas marcadas envolvidas em um sistema que, intencionalmente, faz com que o melhor nem sempre vença.
Agressiva, impiedosa quadrilha que intimida e cala o mundo esportivo, jornalístico e político em absolutamente todos os lugares do planeta. De quem o menino pobre que seria autor de um dos gols mais espetaculares da história do futebol (vídeo) nunca teve medo, pelo contrário: sempre enfrentou e ainda hoje, na condição de comentarista, enfrenta de frente, expondo-a ao mundo todo - não sem ser ignorado e até ridicularizado inclusive no Brasil, que deveria separar rivalidade futebolística da razão, da ética e da justiça, quando o assunto é futebol e nos mais diversos segmentos da vida.
Vale muito a pena aproveitar este momento de transição na FIFA também para repensar o próprio futebol brasileiro, e tentar entender o porquê do pateticamente folclórico "jornalismo" esportivo internacional, muito mais voltado ao entretenimento e à imbecilização das massas que ao seu verdadeiro ofício, tão ensinado nas faculdades quanto ignorado já ali mesmo: informar e gerar senso crítico baseado nos seguintes princípios jornalísticos: objetividade, imparcialidade, ética e transparência.
Recontando a Copa de 94: Tributo ao Gênio
O jornalista britânico Andrew Jennings declarou, no Senado brasileiro em 2015, que a máfia corrupta que toma conta da FIFA teve início na década de 1970, quando o brasileiro João Havelange presidia a entidade. Blatter sucedeu Havelange, e era o principal assessor do dirigente brasileiro quando este esteve à frente da FIFA.
Na premiação da Copa do Mundo de 1990 na Itália, Maradona subiu ao pódio chorando copiosamente a fim de receber a medalha de prata: havia perdido para a Alemanha, 0-1, que fizera gol através de pênalti apontado pelo árbitro nos últimos minutos da partida de maneira, no mínimo, muito duvidosa.
O eterno camisa 10 argentino estendeu a mão a todos os dirigentes naquele pódio, menos a Havelange, então presidente da maior entidade do futebol mundial, o qual ninguém ousava enfrentar mas o craque argentino, sim, já vinha denunciando há anos, afirmando que "a FIFA é a pior inimiga do futebol". Naquela solenidade final no Estádio Olímpico de Roma, Maradona deixara o dirigente máximo do futebol abanando a mão direita, totalmente constrangido em busca do aperto jamais dado pelo brioso camisa 10 da alvi-celeste.
Quatro anos mais tarde, foi direcionada exatamente a Havelange a "careta" desafiadora de Maradona (vídeo), quase enfiando o rosto na câmera após marcar o terceiro gol da Argentina na vitória de 4-0 sobre a Grécia na estreia dos argentinos, que seria o mais belo daquela Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos, em jogada que parecida com um fliperama, não se sabia onde estava a bola conforme apaixonadamente narrado pelo jornalista argentino Victor Hugo.
O estádio se colocou de pé, os milhares de espectadores se olharam desacreditados uns aos outros diante daquela jogada em que "toda a maquininha [de fliper] parecia azul", de acordo com o sempre apaixonado Victor Hugo. Mescla de obediência tática, inteligência, muita raça (com certo toque de fúria) e extrema fineza no toque de bola, características tipicamente argentinas.
O público presente nos Estados Unidos e o próprio mundo em busca de futebol-arte naquele evento, estavam empolgados com as apresentações da Argentina comandada por Dieguito.
Após ter estufado a rede grega com brava maestria, era clara a mensagem de Maradona ao politiqueiro engravatado da FIFA naquela fantástica e até raivosa comemoração que retratou - assim como a própria jogada magistral que havia culminado naquele golaço em meio a gregos perdidos correndo de um lado a outro - o estado de espírito do jogador, e de toda a equipe que brilhava sozinha, que primava pela técnica, pela raça, pela obediência tática, pela condição física, pela contagiante vibração em um mundial paupérrimo do ponto de vista técnico: "Estou vivo!".
No segundo jogo, mais uma bela apresentação em que a seleção argentina venceu a fortíssima Nigéria por 2-1, Maradona acabou "sorteado" para o exame anti-dopping. Curiosamente, a biomédica responsável pela coleta de material para tal exame foi até o meio do campo logo após o término da partida, e buscou o craque portenho levando-o pela mão para fora dali. Maradona apenas sorria e comemorava mais um grande jogo: a Argentina estava virtualmente classificada paras as oitavas-de-final, e não parecia haver, naquele momento, rival á sua altura - mesmo o apático Brasil com grandes nomes (Raí, Bebeto, Romário, Taffarel), e baixíssimo rendimento técnico.
Completamente arrasada do ponto de vista psicológico, a anteriormente vibrante Argentina liderada por Maradona, que não tinha rival á altura, acabou eliminada pela Romênia nas oitavas-de-final, perdendo por 2-3.
Em entrevista coletiva (vídeo) após resultado positivo do exame de dopping, Maradona jurou pelas filhas diversas vezes não ter feito uso de efedrina. "Não preciso, como nunca precisei de estimulante". À época, parecia sintomático o estranhíssimo cenário na saída do campo, mais ainda se levando em conta o resultado do exame; hoje, é praticamente impossível acreditar que a FIFA de Havelange não havia arquitetado a eliminação de Maradona do Mundial, e que a biomédica fora movida por mera "tietagem" em relação ao astro argentino para romper o protocolo daquela maneira ridícula (ao que tudo indica, uma espécie de provocação a fim de gerar reação de Maradona frente às câmeras, e adiantar sua "culpa" a todo o mundo).
Já o Brasil, que se tornaria campeão nos pênaltis após fraco 0-0 com a Itália em 120 minutos de futebol sem nenhum atrativo, em sua partida mais difícil naquele mundial, contra a Holanda nas quartas-de-final (3-2), fora gritantemente beneficiado na marcação da falta que, no final da partida que caminhava à prorrogação (com o adversário com moral superior, só crescendo), deu origem ao gol de falta do lateral-esquerdo Branco.
A Balança da FIFA que Pende para Um Lado Só
Em relação aos anos de Havelange, ou mesmo de Blatter é tarefa bastante difícil se recordar de fato em que a seleção brasileira tenha sido prejudicada por erros de arbitragem, com exceção da camiseta de Zico rasgada dentro da área adversária no jogo contra a Itália na Copa do Mundo de 1982 na Espanha, em que a seleção brasileira acabou desclassificada nas quartas-de-final (2-3).
Pelo contrário: nos anos de Havelange, a "seleção-canarinho" foi beneficiada contra a dificílima União Soviética na primeira fase da Copa de 1982, e na estreia da Copa do México em 1986 através de evidente gol da Espanha anulado, apenas para ficar nos fatos mais marcantes.
Antes e principalmente depois de Havelange, com a ascensão de seu principal assessor Blatter a história pende a favor do Brasil, politicamente muito forte nos bastidores da "cartolagem" mundial.
No mundial de 1962 no Chile, quando o inglês Stanley Rous presidia a FIFA, o pênalti não marcado para a forte Espanha que poderia ter tirado o Brasil (já sem Pelé) daquele mundial, é outro "erro" gritante.
Blatter "garantiu" a presença do Brasil na Copa de Mundo de 2002, quando a seleção nacional viveu uma de suas maiores crises devido aos escândalos envolvendo seu então diretor técnico, Vanderei Luxembrurgo. Em 2001, Eliminatórias para a Copa do ano seguinte, quando até se chegou a duvidar da classificação da seleção brasileira, o apito sempre pendeu para o lado brasileiro em diversos detalhes (inversão de faltas, na aplicação sem critério dos cartões amarelo e vermelho, na anulação e marcação de gols duvidosos).
No mundial de 2002 realizado simultaneamente no Japão e na Coreia do Sul, o Brasil, apático durante quase todo o torneio, acabou "levado" à final contra a Alemanha: favorecido tão indiscutível quanto decisivamente contra a Bélgica nas oitavas-de-final (2-0), e nas semifinais contra a Turquia (1-0).
A Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014 foi um festival de "erros" em favor do Brasil, ofuscados pelo horror derradeiro envolvendo a seleção brasileira que, nos "baratos" 1-7 contra a Alemanha que "tirou o pé" no segundo tempo, esbanjou as fortes características da sociedade nacional: desorganização, apatia, impossibilidade de reação diante das adversidades.
Logo na estreia, contra a forte Croácia, e na última partida da primeira fase contra o duro México, o apito soou vergonhosamente contra o Brasil, o que, alegado tanto fora quanto dentro do país (embora neste caso não tão intensamente), seguiu-se nas oitavas-de-final contra o Chile (vencido apenas na prorrogação por 3-2, em duríssima partida que, no tempo normal, havia terminado em 1-1), e clamorosamente contra a Colômbia nas quartas (2-1). Até chegar à Alemanha, que anulou qualquer pretensão da "cartolagem" de fazer do Brasil o hexacampeão do mundo, conforme denunciado havia anos pelo jornalista Jorge Kajuru, de credibilidade inquestionável.
Enfim, a lista de "erros" cuja balança pende praticamente para um lado só, é vasta.
Não se trata, aqui, de acirrar rivalidades e nem de se realizar um campeonato aritmético de erros históricos, retirar título de uns e consagrar novos campeões de tempos passados levando a questão a uma rasa discussão de boteco incentivada pela baixa prática jornalística, brasileira e internacional. Já dizia em vida o brilhante escritor uruguaio, Eduardo Galeano: "Há ditaduras visíveis e invisíveis. A estrutura de poder do futebol no mundo é monárquica. É a monarquia mais secreta do mundo: ninguém sabe dos segredos da FIFA, fechados a sete chaves. Os dirigentes vivem em um castelo muito bem resguardado”.
Melhor do Mundo?
Saindo brevemente do campo político para entrar efetivamente no gramado onde a bola é jogada, a realidade é que dentro do Brasil precisa-se perceber que o país deixou, há muito, de ser o melhor futebol do mundo conforme gritado constante e ufanisticamente por "comunicadores" e políticos que tentam anestesiar a nação com falsas alegrias e muita demagogia. Se o futebol brasileiro quiser se reencontrar, deve encarar mais essa dura realidade.
Este autor brincou de bola na equipe juvenil do São Paulo Futebol Clube campeã paulista, posteriormente no extinto Paulistano F.C. da cidade paulista de Jundiaí, para posteriormente passar rápida pelo Club Nacional da 1ª divisão do Paraguai de onde foi levado por dois empresários (inescrupulosos), os ex-jogadores argentinos Carlos Alberto Abal Gómez (Club Lanús) e Orlando Giménez (Lanús e Barcelona da Espanha) ao Atlético Ituzaingó, equipe das divisões inferiores da Argentina, na grande Buenos Aires, podendo atestar sem titubear: desde cedo, nas quadras de futebol da Argentina entre crianças de 8, 9, 10, 11 anos, o toque de bola, a inteligência, a disciplina, a disposição, a garra, a objetividade e a obediência tática dos meninos argentinos está a um ano-luz de distância dos brasileiros.
Esta triste realidade para os brasileiros mais fanáticos, porém, não se resume à vizinha e "odiada" Argentina (cuja capital federal possui mais livrarias que todo o Brasil de dimensões continentais, para quem ainda acha que futebol é uma coisa, e problemas sociais são outra...).
Os tombos esportivos tupiniquins que "chocam" a nação do futebol e do Carnaval, têm sido mais impactantes justamente por não se enxergar a decadência do futebol brasileiro e ascensão de outras escolas. Porém, prefere-se assistir aos fracassos no cômodo camarote da ilusão à ilusão, também quando o assunto é futebol.
No Brasil o debate é sempre paupérrimo, seja qual for o assunto (política, economia, qualidade de ensino, etc). Mais ainda quando entram em campo os 200 milhões de jogadores da apaixonada Pátria de Chuteiras e os representantes da Corrente prá Frente que não admitem autocrítica, os autodenominados "especialistas" em bola no mato, que o jogo é de campeonato: faz-se proibido pensar enquanto, no sentido contrário, os supostos "comunicadores" e políticos em geral jamais ousam "forçar a barra" dos preguiçosos neurônios e da fraca memória nacional.
Da parte deste autor, contudo, acredita-se valer a pena tentar desafiar o imposto e impostor status-quo para que o Brasil, muito além do futebol, seja efetivamente grande e digno - mesmo nas derrotas.
Diante disso tudo, o futebol é evidentemente indissociável do sombrio cenário global. E enquanto negócio globalmente bilionário que talvez só perca para o narcotráfico, tal modalidade esportiva, assim como todas as outras, é assunto que também se discute tanto quanto o futebol envolve questões políticas, sociais e econômicas ao contrário da alienante ideia difundida em terra tupiniquim, vendida pelos usurpadores do poder brasileiro e plenamente aceita pela sociedade local.
Desde 11 de setembro de 2001 nos tem sido dito o que ocorreu,
a quem culpar, o que pensar, o que fazer... E se for tudo mentira?
a quem culpar, o que pensar, o que fazer... E se for tudo mentira?

Investigação - Indignação - Exatidão - Rigor Jornalístico - Erudição - Contundência - Leveza - Paixão
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"A investigação é um vento fresco de transparência, em meio à densa cortina de fumaça midiática no Brasil"
(Jornal carioca Correio do Brasil, ao entrevistar o autor)
(Jornal carioca Correio do Brasil, ao entrevistar o autor)
"Obra única no Brasil, do jornalista investigativo Edu Montesanti"
(Diário Liberdade / Galiza, Espanha)
(Diário Liberdade / Galiza, Espanha)

O medíocre é aquele que não faz nada para mudar a própria vida, mas se incomoda com a mudança que você faz na sua. Um bom medíocre sabe tudo sobre nada, discorda sempre do óbvio. É oco, insípido e inodoro. Na sua pequenez, não conhece o sabor da derrota nem da vitória. Braços cruzados, posição predileta. A mediocridade é amiga íntima da inveja, outro sentimento profundo
Sérgio Vaz, poeta, em Caçador de Migalhas
Sérgio Vaz, poeta, em Caçador de Migalhas
BARBÁRIE CULTURAL & MORAL
Memórias de um Escritor no País da Mediocridade
Memórias de um Escritor no País da Mediocridade
Cultura como produto de mercado, cumulativo estereótipo ditado pela retrógrada "elite intelectual" aceito por setores selvagens, alienados. Mais um aprisionante way of life tupiniquim das aparências para sobreposição, não para compartilhar nem meio de satisfação interior
Outubro de 2013
A história da sociedade brasileira, e não a história da opinião de ninguém, é envolta em profunda apatia, mediocridade, baixíssima auto-estima, desvalorização nacional e muita selvageria no "pega para capar" das "cobras comendo cobras".
Quem nunca ouviu atletas (tais como Pelé, Zagallo e Aurélio Miguel), músicos, intelectuais e artistas em geral dizerem publicamente que enquanto são altamente valorizados fora do Brasil, são tratados com indiferença no país, e não raras vezes com agressividade incompreensível? Clarice Lispector partiu desta vida profundamente amargurada, terminou seus dias sem querer ninguém por perto.
O Brasil tende a massacrar o que tem de valor; para um brasileiro é inadmissível, claramente insuportável ter de dividir o mesmo espaço físico, ter em seu ambiente uma personalidade ou mesmo alguém positivamente diferenciado: estes, a sociedade prefere deixar reservado à distância da história ou das TVs onde criam suas próprias fantasias, o mundo ilusório que produz ícones e ídolos levando nada a lugar nenhum.
Como o Brasil é culturalmente paupérrimo, busca-se, inclusive entre a melancólica "elite intelectual" do país, auto-afirmar-se com base em estereótipos, recursos limitados às aparências, à retórica e muita competitividade patológica no mundo da selvageria humana. Agressivamente, esperam também tal postura de quem julgam intelectual. O preço da cultura no Brasil é, moralmente, muito alto: ninguém tem o direito de se destacar, se não fizer parte do seleto clube das figuras dos perfeitos idiotas. A sociedade não permite isso.
Se não vomita retórica, se não esbanja viver em degraus superiores no palco da sociedade, se não a observa devidamente de cima para baixo, algo está errado com esse desavisado, carta fora do baralho do deprimente jogo das vaidades. Isso porque cultura no Brasil também é produto de mercado, mais um bem de consumo com fim ostentador, ferramenta aprisionante cumulativa, way of life versão tupiniquim, não meio libertador para compartilhar e se satisfazer interiormente em meio à ilimitada peleja por se sobrepor aos demais.
Nivelando por Baixo
Em todos os setores, característica peculiar do brasileiro é marcada pela tentativa de nivelar por baixo, jamais tomar seus patrícios que se destacam como exemplo. Pois tal tentativa não teria razão de ser sem muita baixeza, descarada ou sutil. Não pode existir a hipótese de troca de experiências e de talentos: a ordem é se sobressair nos andares subsolo/térreo a qualquer custo.
No caso de escritores que tocam em temas que fazem ou tentam fazer - árdua batalha - com que a sociedade se enxergue e se conscientize para se transformar, a situação se agrava ainda mais levando a um deserto intelectual e até físico inevitável. As qualidades negativas apontadas no primeiro parágrafo são causa e efeito da covardia, do individualismo e da ferocidade competitiva dos estereotipados de péssimo gosto, alegremente se aplaudindo e devorando, dependendo da oportunidade.
A tendência em se "avaliar" autores e obras pelo valor financeiro e marqueteiro é total. A amarga experiência de autores brasileiros é enfrentar a batalha diária do "quanto você ganha?" sem muitas vezes nem sequer saber e nem se interessar pelo título da obra, ao invés de "como é escrever um livro?", por exemplo.
Logo no lançamento do livro Mentiras e Crimes da "Guerra ao Terror", na Bienal Internacional do Livro de São Paulo em agosto de 2012, ilustra bem o festival da ignorância mental e espiritual a pergunta de um colega de trabalho: "Há sua foto na orelha do livro?", interessado não na literatura nem em seu legado, mas no falso e sempre opaco brilho deste pobre mundo. São as questões à brasileira que um escritor deve, desgraçadamente, estar sempre preparado e mentalmente higienizado a fim de tolerar sem maiores estresses.
O conteúdo e a capacidade de exercer influência cultural e moralmente positiva na sociedade? Não importam em nada! A capacidade intelectual e o nível moral do brasileiro em geral, lamentavelmente, não lhe permitem ir além disso: dinheiro e competição. Aparência, muito exibicionismo e o mero poder, não a força, a capacidade dos virtuosos que custa anos de construção, inabalável.
Tudo isso é fomentado pela politicagem e pela ditadura midiática nacional, influenciadas pelo imbecil e imbecilizador imperialismo internacional apoiado em uma elite e elitistas de mentalidade reduzida, por outro lado muito bem-vindo por uma sociedade devidamente amestrada por aqueles outros: sem brios, sem personalidade, com raso caráter que padece de graves apatia e preguiça, intelectual e física, a não ser quando seus mesquinhos interesses estão em questão.
Mentalidade Escravocrata
A "competitividade intelectual" que enfrenta periodicamente um escritor por sujeitos ignorantes, pedantes parece ser uma condenação perpétua no país da mediocridade. Conforme apontado mais acima, se as obras fazem o cidadão médio se enxergar, este se incomoda pelo espelho psicológico em si e também pelo fato de que encarar determinadas verdades requer, inevitavelmente, deixar a típica inércia brasileira, submissão aos mais poderosos e passar a agir.
Em alguns poucos casos tais trabalhos geram conscientização (vide a realidade, nua a crua); na imensa, amargurante e amargurada maioria, levam à irritação os espíritos, a uma ignorância ainda maior - tomar conhecimento de algo sem aceitá-lo, sem permitir que seja gerada conscientização, leva o teórico às profundezas, inevitavelmentem das trevas intelectuais e morais e ele se torna pior que os desconhecedores. A cegueira abismal é um modo de viver no auge da moda no Brasil. Não ser alienado é sinônimo de radicalismo no Patropi, ou no mínimo de caretice.
Anular-se-ia, ao se enxergar e conscientizar, o cômodo "quem pode manda, quem tem juízo obedece", e consigo o "tanto quanto possível, levar vantagem em tudo" em nossa cultura do individualismo e da competitividade sobre a solidariedade em uma sociedade que insiste em não deixar a escravidão - antes de tudo, a mentalidade escravocrata em estágio avançado.
As reivindicações de um brasileiro terminam quando seus interesses pessoais, ainda que escusos, são atendidos. Neste caso, já não existe ideologia. O belo, simples e leve ideal, por sua vez, jamais existiu, evidentemente.
É proibido pensar. Seja igual à multidão, mero passageiro do destino, vá junto dela. Deixe-se levar como as ondas do mar, como nuvens que se perdem no infinito. O que sair desta pauta, aquele que decidir viver em contraposição a esse universo fechado na mediocridade e na passividade, ainda que esteja em consonância de personalidade com belos exemplos de povos vizinhos, é execrável, rotulado com todos os ingredientes da mais sagrada ignorância.
Vizinhos latinos? Não, o brasileiro não se sente latino. É dessituado. Desconhece sua posição no globo, seus direitos e obrigações como cidadão. Pode conhecer a retórica de uma ideologia, série de teorias. Mas a unidade, as virtudes, o ativismo, o fervor e a paixão são palavrões, condições impensáveis! Bom mesmo é ser "equilibrado". Até que a desgraça bata à própria porta.
Ser adepto de músicas clássicas, documentários, desfrutar do lar e dos seres queridos, admirador e produtor de arte, formador de opinião? Haverá a macabra antecipação da insuportabilidade mais baixa, as antivirtudes tentando provar a si mesma que tudo isso é uma montanha de cartas de papel - melhor ainda, se puder lhe enfraquecer espiritualmente.
Ícones de uma Sociedade Caótica
O brasileiro tende a massacrar o que tem de valor; é inadmissível, claramente insuportável ter de dividir um mesmo espaço, estar no ambiente com uma personalidade ou mesmo positivamente diferenciada: isso a sociedade prefere deixar reservado à distância da história ou das TVs onde criam suas próprias fantasias.
Conforme observamos em A Quem Serve o Jornalismo Brasileiro?, aqui em Uma Questão de Liberdade e no sítio na Internet do programa Observatório da Imprensa da TV Brasil em julho deste ano:
Somos levados (e gostamos disso) a crer que a desgraça apenas baterá à porta de nossos vizinhos, jamais à nossa. Lemos e comentamos com piedade e certa admiração personagens históricos que sofreram as maiores barbaridades transformando-os em nocivos ícones, anestesistas da consciência e do exercício da cidadania – o próprio Jesus é o maior ícone, grande ídolo de milhões de seres humanos, sobretudo a fieis das igrejas servindo para os mais diversos fins – defesa de privilégios, vaidades e tradições religiosas, autoafirmação psicológica etc. –, jamais como redentor de vidas através de exemplos práticos.
A fim de se safar da pobre realidade, a solidariedade, a justiça social e governos efetivamente populares (=democracia) são tachados ironicamente de "adeptos da esquerda", "comunistas" etc, como se houvesse algum problema nisso, tudo a fim de desqualificar os ideais levando as mais diversas questões aos flancos da teoria pela teoria, que se encerra na própria teoria. Problema: é a palavra predileta dos que pouco ou nada produzem, que pouco ou nada avançam intelectualmente.
Estigmatização que exclui a necessidade de se avaliar o conteúdo. Vale afastar do caminho e da mais remota vista quem incomoda.Os "filósofos do nada", "especialistas em coisa nenhuma" são imperdoáveis, agressivos e não medem exposição ao ridículo no intento de se autoafirmar psicologicamente.
Manter-se calado perante tais pateticidades é o mais indicado, mesmo que a "potencial intelectualidade" acredite, no silêncio que você mantém, que há interesse e concordância de sua parte. Dar pano para a manga, ou pérola aos porcos seria ainda mais catastrófico. Os ignorantes não se percebem como tais, padecem da falta de sensibilidade, da intuição natural dos que prezam pelo espírito.
Olhar perverso, mentalidade rasa, palavras de peso negativo: espíritos que enxergam defeitos e divergências, nada mais. São incapazes de discernir qualidades virtuosas, pois as mentes estão viciadas em mediocridade e selvageria humana. A espécie se rastejando moralmente em nome de sua pequenez, rumo ao mais fácil e à destruição da espécie pela espécie - se não com bombas, com a ferocidade de sua língua.
Espetáculo da Pateticidade à Brasileira
Dias atrás, do trabalho enquanto falávamos por telefone com a tia de uma das vítimas do incêndio na boate Kiss da cidade gaúcha de Santa Maria, ocorrido em janeiro deste ano, transmitimos todos os sentimentos, muito respeito e combinamos contatos virtuais a fim de escrever na coluna do Observatório da Imprensa sobre a tragédia que ceifou 242 vidas inocentes, na fina-flor da idade. Um colega profissional escutava com atenção sem que soubéssemos.
Posteriormente, comentou com risos que ouvira tudo aquilo, afirmando que, enquanto atentara ao diálogo telefônico, "rachava o bico, dava muita risada". Quando lhe comentamos que havíamos dito à familiar de uma das vítimas estarmos sempre presentes em espírito com todos os familiares, o riso aumentou a intensidade, como se a tragédia fosse arte cinematográfica, ou como se fôssemos nós palhaços. Ou as duas coisas.
Observação: o autor das gargalhadas da desgraça alheia e da sede de justiça advinda da solidariedade, termo desconhecido no vocabulário tupiniquim, é um "espertíssimo" (seguramente se acha isso) estudante de Engenharia de universidade federal... O qual "tem compromissos" para sexta, sábado e domingo: ir às festas e boates da cidade.
O que está por trás dessa melancólico cenário é simples: à tia da vítima lamentamos em alto e bom tom, duramente, a corrupção e o caráter indiferente do brasileiro, tendo hoje esquecido totalmente o ocorrido após tanto sensacionalismo que prendeu a sociedade em frente à TV por nos dias subsequentes à tragédia - que rendeu os maiores índices de audiência dos últimos anos na Imprensa tupiniquim -, além de críticas à sociedade por não ter se mobilizado à época, por não tendo ido além do "assombro" (hipócrita) pelo que via horas e horas nas telas da TV.
Para muitos e muitos, a verdade doi. A fim de anestesiar a consciência, mais cômodo é se lamentar na poltrona em frente à TV - afinal, não se pode mudar o mundo mesmo. E ao invés de autoanálise é mais fácil aos medíocres ridicularizar, fingir que o real é mais uma grande telenovela nem que para isso, para toda essa negação da realidade, de si mesmo e da competitividade individual, tenha-se que desrespeitar 242 vítimas de morte e os familiares que ficaram, cujo sofrimento foi e é inexprimível.
Outra colega que ouviu a ligação, também estudante de Engenharia e da mesma universidade federal do dito-cujo, afirmou o seguinte responsabilizando as vítimas do incêndio: "Eles estavam ali [na danceteria sábado à noite], e não estudando nem trabalhando...", como se fosse um crime se divertir. Como se o Estado e o empresariado não fossem os grandes criminosos em questão. Inversão de papeis no auge da ignorância. Mesmo aos piores criminosos, a Constituição brasileira proíbe práticas de tortura.
Conforme argumentamos em Tragédia em Santa Maria: Assassinos de Corpos e de Almas, não poucos brasileiros têm julgado como o justo castigo do Deus Misericordioso e Todo-Poderoso a morte daquelas mais de duas dezenas de jovens, asfixiados e mortos em cerca de 5 minutos. Ou no discurso religiosamente "mais equilibrado", morreram pelo "fruto de suas escolhas". Hipocrisia, indiferença e alienação sem limites. Apressam-se em tirar ciscos dos olhos alheios enquanto se aplaudem alegremente, atolados na cegueira espiritual.
Em janeiro de 2009 desabou 40% do teto do suntuoso "templo" da Igreja Renascer em Cristo de São Paulo, de cunho protestante, por negligência de seus líderes, especialmente do apóstolo formado em Marketing, o estelionatário Estevam Hernandes que meses antes fora condenado por ter sido pego com sua esposa-bispa em aeroporto, deixando o território norte-americano, com dezenas de milhões de dólares escondidos em uma Bíblia Sagrada - o dito-cujo é ligado a Paulo Maluf, o que explica a total desconsideração midiática sobre este grave caso.
Naquela ocasião, foram mortas 9 pessoas, e 106 feridas: qual a explicação religiosa para tal "fatalidade"? Por ao menos coerência na linha de raciocínio, imbecilidades à parte, a tragédia na Renascer teria sido, então, consequência das más escolhas dos religiosos ali presentes? Eis que a Grande Intentona do Senhor contra os pecadores atinge Sua própria Casa, também? Pois é... Pimenta nos olhos alheios é colírio, dir-nos-ia o filósofo.
Outra curiosidade bastante intrigante é que essa mesma colega sairia no próximo fim de semana à noite, e exatamente a uma danceteria. Ainda para o mesmo mês, tinha marcada ida à famosa festa da cerveja da cidade catarinense de Blumenau, chamada Oktoberfest. Pouca estupidez é bobagem quando há brasileiros em questão. O que foge dessa excessiva hipocrisia, é rara e honrosa exceção. Ou será que a culpa pela secular situação brasileira é dos céus - ou do diabo? Não há terremoto, não há maremoto, não há vulcões no Brasil; mas há brasileiros no Brasil...
Para concluir este breve e macabro documentário dos mais recentes espetáculos das antivirtudes à brasileira, igualmente há alguns dias alguém nos disse intentar cursar faculdade de História da Filosofia, a fim de aprender a escrever e expressar suas ideias (nada brilhantes), esquecendo-se que semanas antes havia desmerecido completa e estranhamente o ofício de escrever em um almoço (pago por quem escreve esta lamentação), simplesmente dizendo, com a maior frieza e calculismo, que "escrever não vale nada, não se constrói nada, é algo que não existe; mais vale construir uma mesa, por exemplo, algo concreto".
Pois se ainda não bastasse, o futuro filósofo mais perdido que cego em tiroteio é, nada menos, que marqueteiro-chefe de uma das principais livrarias do país, a Livraria Catarinense de Florianópolis - é isto mesmo: alto funcionário de uma das principais livrarias do Brasil... Pode??? Este país apresenta verdadeiros festivais diários da pateticidade. Barbárie cultural e moral em estágio avançado.
Mediocridade Perpétua: Os Outros São Iguaizinhos...
Inversão total de valores. Retrato perfeito da personalidade do brasileiro em geral. Normal é ser "mais um", bom mesmo é ser mais um medíocre, indiferente, alienado, frio, curtir a vida como puder e que se danem os problemas e o sofrimento alheio. Bom mesmo é não se ter compromisso com absolutamente nada, viver conformado até que o próprio bolso entre em questão, ou que as vaidades da feroz e impiedosa competitividade pessoal.
São exemplos do que ocorre momentaneamente no Brasil. Poucos percebem, porque esta maneira de subsistir faz parte do sistema da maioria. Tudo é normal. Desvencilhar-se do desgaste da companhia de brasileiros é um desafio diário. Ser diferente e ter brios em um país de medíocres e apáticos? Pecado imperdoável! Ao condenado, não será tarefa fácil sair ileso. Experiência profundamente inglória.
Pobre Brasil que insiste em se perpetuar na mediocridade ao rechaçar o que tem de valor. Viver psicologicamente desarmado neste país é uma perigosa armadilha. O Brasil não tem espaço para isso, não tolera o diferente para melhor - que não é exatamente diferente: os outros é que são iguaizinhos...
É claro que os medíocres são plenamente conscientes de sua condição: por esta razão, passam a vida tentando se auto-afirmar
com pedantismo e artificialidade desconhecendo limites das mais diversas maneiras, sem noção do ridículo a que se prestam
Edu Montesanti
com pedantismo e artificialidade desconhecendo limites das mais diversas maneiras, sem noção do ridículo a que se prestam
Edu Montesanti
O medíocre tem a cabeça como adorno do corpo, se nos escuta dizer que ela serve para pensar, acha que somos loucos
José Ingenieros (médico, psiquiatra, psicólogo, criminólogo, farmacêutico, sociólogo, filósofo, escritor e professor ítalo-argentino)
José Ingenieros (médico, psiquiatra, psicólogo, criminólogo, farmacêutico, sociólogo, filósofo, escritor e professor ítalo-argentino)
País cruel e ingrato com seus filhos que não são hijos de puta. Explico-me: o Brasil maltrata e despreza quem pensa e
atua em favor do seu povo. Em contrapartida elogia, badala, paparica, consagra o venal, o canalha, o picareta, o
escroque, o vendepátria. Os sistemas universitário e de comunicação, cada vez mais associados, promovem o
esquecimento e o ostracismo dos intelectuais e anti-imperialistas. Isso acontece por causa da colonização
pedagógica desde a escola jesuíta, até o programinha tilingo de Roberto d'Ávila na televisão
Gilberto Felisberto Vasconcellos, sociólogo, jornalista e escritor, na revista Caros Amigos de setembro de 2014
atua em favor do seu povo. Em contrapartida elogia, badala, paparica, consagra o venal, o canalha, o picareta, o
escroque, o vendepátria. Os sistemas universitário e de comunicação, cada vez mais associados, promovem o
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Gilberto Felisberto Vasconcellos, sociólogo, jornalista e escritor, na revista Caros Amigos de setembro de 2014
não deixe de ler, em O Brasil no Espelho:
Superação da Discriminação na Sociedade Brasileira Depende de Mudanças Estruturais
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Todo sectário é reacionário, ainda que com discurso progressista: quando atinge os objetivos, aflora-se a reação.
Inerentes à reação: ceticismo, convencimento e não conscientização, uso da força, reduzida capacidade interpretativa
Edu Montesanti
Inerentes à reação: ceticismo, convencimento e não conscientização, uso da força, reduzida capacidade interpretativa
Edu Montesanti
Edu Montesanti: Rodovia dos Imigrantes - SP
Outubro de 2013 / Publicado no 










Editora Ática


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